Gênero e surdez: trajetórias de mulheres surdas no município de Igarapé-Miri/PA

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28-02-2024

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CASTRO, Mariane Moraes. Gênero e surdez: trajetórias de mulheres surdas no município de Igarapé-Miri/PA. Orientadora: Rosângela do Socorro Nogueira de Sousa. 2024. 141 f. Dissertação (Mestrado em Cidades, Territórios e Identidades) - Campus Universitário de Abaetetuba, Universidade Federal do Pará, Abaetetuba, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17861. Acesso em:.

DOI

Esta pesquisa investiga o protagonismo de mulheres surdas no contexto educacional, explorando como a educação pode promover sua autonomia e empoderamento, considerando a interseccionalidade de gênero e surdez. Para embasá-la, estabelecem-se como objetivos específicos: (a) analisar desafios enfrentados no sistema educacional, investigando entraves e desigualdades que impactam o acesso à educação de qualidade por parte mulheres surdas; (b) discutir a percepção dessas mulheres surdas acerca de seu papel e protagonismo no contexto educacional, analisando como elas se percebem como agentes de transformação e líderes em suas trajetórias educacionais; e (c) avaliar as experiências educacionais vivenciadas pelas mulheres surdas entrevistadas, tendo em vista as barreiras e os desafios específicos decorrentes das interseções de gênero e surdez, com atenção às suas necessidades e demandas. A pesquisa foi desenvolvida com base em uma abordagem metodológica qualitativa, valendo-se das Narrativas Orais (Thompson, 1992) e da Análise do Discurso Crítica (Melo, 2009; Souza et al., 2022). O arcabouço teórico fundamentou-se nos postulados de autores como Freire (2007, 2019, 2015), Moura (2020), Perlin (2013), entre outros. Por sua vez, as colaboradoras da pesquisa foram mulheres surdas residentes do município de Igarapé-Miri/PA. Como resultado, constatou-se que a educação pode constituir um instrumento de emancipação e resistência para essas mulheres, desde que respeite e valorize sua diversidade e singularidade, mediante a garantia de acesso à educação bilíngue, a qual reconhece a língua de sinais como primeira língua e a língua portuguesa como segunda. Ademais, a educação evidenciou-se como agente promotor de autonomia e empoderamento, essencialmente, em situações que envolvem questões de gênero e raça no contexto local.

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

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UFPA

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