Navegando por Assunto "Ribeirinho"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Os açaizais nas ilhas de Abaetetuba - PA: etnoconhecimento e manejo(Universidade Federal de Roraima, 2022-08) NEGRÃO, Antonia do Socorro Silva; MANESCHY, Rosana Quaresma; BARBOSA, Wagner Luiz RamosAs populações humanas interagem com os ecossistemas naturais e desenvolvem práticas de uso dos recursos naturais e a partir de suas experimentações no cotidiano geram conhecimento empírico. A pesquisa teve por objetivo sistematizar os saberes sobre as etnovariedades de açaí presentes nas Ilhas de Abaetetuba PA e o manejo realizado pelos ribeirinhos nas áreas de várzea com açaizais nativos para contribuir com o diálogo entre agentes da assistência técnica e os ribeirinhos. Nas ilhas pesquisadas foram identificadas três etnovariedades preto, branco e una. A descrição das etnovariedades foi realizada a partir dos etnodescritores utilizados comumente pelos ribeirinhos. A pesquisa localizou a origem dos recursos genéticos das três etnovariedades de açaí e essas informações podem ser utilizadas pela pesquisa e a assistência técnica como um instrumento de conservação genética on farm. Verificou-se que os ribeirinhos das principais ilhas produtoras de açaí do município de Abaetetuba não estão recebendo assistência técnica para realizar o manejo dos açaizais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De seringueiro a ribeirinho: um estudo de caso sobre a reprodução do modo de vida beiradeiro na comunidade Bela Vista, reserva extrativista rio Xingu(Universidade Federal do Pará, 2021-08-23) TORRES, Maria Augusta Martins Rodrigues; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273Esta dissertação é um estudo de caso sobre a reprodução do modo de vida beiradeiro na região do médio rio Xingu. O estudo de caso refere-se a um determinado espaço, em que foram analisados três aspectos do modo de vida, que produziu esse lugar, desde sua origem até os dias atuais. O antigo seringal Belo Horizonte, situado a mais de 300km do centro urbano do município de Altamira, no estado do Pará, foi habitado por migrantes não indígenas desde os últimos anos do século XIX. Hoje, nesse mesmo espaço, encontra-se famílias ribeirinhas vivendo na comunidade Bela Vista, que desde 2008 é parte da Reserva Extrativista Rio Xingu. Analisando comparativamente no tempo do seringal e no tempo da comunidade a dinâmica do uso do espaço, os trabalhos envolvidos no sustento das famílias e as relações sociais existentes no local, o estudo mostra como vem se reproduzindo o modo de vida beiradeiro neste lugar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Etnoconhecimento do manejo de açaizais: a elaboração de material didático para contribuir com o diálogo de saberes entre ribeirinhos e assistência técnica nas Ilhas de Abaetetuba – PA(Universidade Federal do Pará, 2019-11-22) NEGRÃO, Antonia do Socorro Silva; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; https://orcid.org/0000-0002-2421-8245; MANESCHY, Rosana Quaresma; http://lattes.cnpq.br/5914095913079907; https://orcid.org/0000-0003-4432-7331O material didático sobre manejo de açaizais (Euterpe oleracea Mart.) produzido, tais como, cartilhas e livros, geralmente traz ilustrações associadas a termos técnicos agronômicos. O presente produto traz a sistematização dos saberes que cercam o manejo de açaizais nativos e as variações linguísticas na linguagem coloquial utilizada nas Ilhas de Abaetetuba para contribuir com o diálogo entre agentes da assistência técnica e os ribeirinhos. O material é composto de uma ficha agroecológica sobre o “Manejo de açaizal nativo das ilhas de Abaetetuba - PA”; compõe também o livro: “Glossário de expressões regionais relacionadas ao manejo de açaizais utilizadas por ribeirinhos das ilhas de Abaetetuba – PA” e, por último, a exposição “Artefatos da cultura local que permeiam a extração de açaí em Abaetetuba-PA”. A ficha agroecológica disponibiliza informação técnica sobre o manejo de açaizais realizado pelos ribeirinhos em linguagem simples e acessível. O glossário lista, em ordem alfabética, variações linguísticas da linguagem coloquial, utilizada pelos ribeirinhos, relacionadas ao manejo de açaizal e com a definição destes termos. A exposição complementou o glossário, apresentando partes de plantas necessárias à confecção dos artefatos utilizados da coleta até a extração do açaí, demonstrando a importância biocultural de diferentes espécies para os ribeirinhos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A importância da água para a reprodução da comunidade São José do Furo Maracapucu, Abaetetuba – Pará(Universidade Federal do Pará, 2013-04) LIMA, Walter Chile RodriguesEste estudo tem como objetivo destacar a importância da água para a reprodução da Comunidade ribeirinha São José do furo Maracapucu e a relação com a crença, locomoção, atividades produtivas e hábitos. A metodologia utilizada, quanto à sua abordagem, é de natureza qualitativa descritiva; quanto ao estudo, é bibliográfico e de campo. A amostra da pesquisa foi de 10 famílias de um universo de 105. Para a coleta de dados, foi utilizado questionário com questões abertas e roteiro de diálogo e observações. A partir da análise dos resultados obtidos, identificouse que a água é imprescindível na construção do gênero de vida do ribeirinho amazônico. Constatou-se, também, que a água do estuário vem sofrendo agressões em consequência do mau uso por diversos seguimentos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A importância do manejo do açaí e o modo de vida varzeiro no município de limoeiro do Ajuru – Pará – Amazônia – Brasil(Universidade Federal do Pará, 2020-03-19) COSTA, Sonia Pompeu Rodrigues da; BARBOSA, Wagner Luiz Ramos; http://lattes.cnpq.br/1372405563294070; LOPES, Luis Otávio do Canto; http://lattes.cnpq.br/1013147545099173Este trabalho busca compreender a importância do manejo do açaí e seus impactos sobre o modo de vida do varzeiro no município de Limoeiro do Ajuru, na Região Tocantina do estado do Pará para entender a utilização do açaí no cotidiano dos ribeirinhos como geração de renda, alimento e identidade cultural, considerando que, apesar do uso integral, seus frutos são a parte mais importante utilizada pela população no aspecto econômico. Seguiu-se a metodologia para estudar a dinâmica espacial das populações varzeiras, para tanto, foram feitos levantamentos bibliográficos, além de pesquisa de campo usando, como instrumentos de coleta de dados: observações, registros fotográficos, entrevistas semiestruturadas aplicados às famílias varzeiras da zona rural, com enfoque na produção, industrialização e comercialização delimitando a temática em torno da investigação sobre os métodos e técnicas utilizadas pelos ribeirinhos no cultivo do Açaí. Na coleta de dados se questionou: Quais as mudanças mais significativas do modo varzeiro ocasionado pelo manejo do açaí no município de Limoeiro do Ajuru?; Quais os principais desafios e oportunidades oferecidas pelo manejo do açaí das várzeas do referido município? A análise dos dados coletados levou em consideração o viés do modo de vida, que designa o conjunto de ações desenvolvidas por um determinado grupo humano a fim de assegurar a sua existência. Ou seja, analisa a condição concreta da vida de um grupo capaz de revelar a essência dos seus fenômenos socioespaciais. Então, um conjunto de relatos de ribeirinhos-varzeiros foi produzido, valorizando as suas histórias de vida, relativas ao tempo de antes e o depois do manejo do açaí em suas localidades, contribuindo, assim, para uma melhor compreensão da referida problemática, aprimorando, dessa maneira, a prática do manejo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O “interior” e as águas: entre paisagens, mobilidades e tecnologias de uma vida ribeirinha em São Sebastião da Boa Vista no Marajó-PA(Universidade Federal do Pará, 2024-08-20) LIMA, Joicieli Pereira de; BUENO, Michele Escoura; http://lattes.cnpq.br/3126701924384242Esta pesquisa surge a partir de um confronto interno com a minha própria identidade, e assim questiono em saber se as pessoas que moram em São Sebastião da Boa Vista no Marajó se identificavam ou não como ribeirinhas. Entretanto, ao chegar ao campo percebo que as pessoas durante o seu cotidiano não estão acionando ribeirinho como identidade, a não ser em determinados momentos esporádicos, e o que aparece com constância é a categoria “interior”, esta por sua vez vai ser acionada i) ora como algo negativo e pejorativo, tendo em vista todo o processo histórico e social que a palavra “interior” carrega consigo, ii) ou a partir do confronto com o “outro”, essa categoria vai ser de valorização e de reafirmação. Através da observação participante, da utilização do diário de campo e de conversas informais foi possível observar a prática da vida cotidiana das pessoas e notar que elas estavam se deslocando seja pelo rio, pelo seco, pela lama, mas que dentro desse deslocamento a noção de tempo e espaço para se referir ao que é perto e ao que é longe estava sendo mediada pela relação das pessoas com as diferentes paisagens, principalmente pela presença ou ausência da água, compreendendo como parte da sua realidade e do seu modo de vida, agindo de acordo com essa vinculação ao seu próprio cotidiano. Diante disso, procuro compreender o que significa ser do “interior” para as pessoas, e a partir disso percebo que o Estado reduz o que é ser ribeirinho a um modo de vida ligado apenas ao rio, mas que ao ver através da prática da vida cotidiana das pessoas não apenas o rio importa, mas todas as águas e suas variações é que vão constituir a produção da percepção de pertencimento e seus modos de vida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maré de resistência: a luta do movimento social ribeirinho diante da implantação portuária do agronegócio no Baixo Tocantins(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) SILVA, João Sérgio Neves da; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884As comunidades tradicionais ribeirinhas na região das ilhas de Abaetetuba experimentam, com intensidade crescente, os efeitos da construção e operação do complexo portuário da Cargill Agrícola S.A. Os modos de vida, a sobrevivência desses grupos, estão comprometidos e ameaçados pela intensa navegação de barcaças na bacia hidrográfica do Capim. Os novos movimentos sociais estão agora não apenas mobilizados e organizados, na defesa de seu território, mas também em confronto com seus adversários e engajados na luta pelos direitos comuns. Neste estudo busca-se refletir de que forma os movimentos sociais ribeirinhos são capazes de produzir estratégias de ação política, em confronto com o poder econômico da empresa. A articulação das forças, somadas com Instituições de apoio – Cáritas, CPT, STTRA, FASE, MORIVA, MP e Defensoria Pública do Estado – oferecem uma potente forma de resistência organizada aos efeitos danosos dos interesses econômicos da empresa Cargill Agrícola S.A. As informações foram coletadas por meio de levantamento documental e dados da pesquisa de campo, através de métodos qualitativos, com entrevistas às lideranças do movimento social local, no total de (08), e de lideranças das Instituições de apoio, no total de seis (06). Por meio do estudo descritivo das estratégias de ação e dos mecanismos de institucionalização do movimento social ribeirinho no Baixo Tocantins revelou-se que a empresa busca invisibilizar seus direitos territoriais enquanto comunidades tradicionais, e inicia o processo de expropriação, realiza a cooptação das lideranças, estabelece conexões políticas e institucionais com os entes municipais, estaduais e federais, para a concretização da construção do complexo portuário TUP AbaetetubaTese Acesso aberto (Open Access) Rios (em) movimentos: mobilidades turísticas nas Ilhas do Combu e de Cotijuba - Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-01-10) MEGUIS, Thiliane Regina Barbosa; ALLIS, Thiago; http://lattes.cnpq.br/8352597486424889; https://orcid.org/0000-0002-9070-7928; BAHIA, Mirleide Chaar; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019Compreender que as cidades Amazônicas são formadas por características urbanas e ribeirinhas, as quais compõe a vida social móvel nas ilhas do Combu e de Cotijuba, são essenciais para entender os modos de vida, os valores e os hábitos que se configuram tendo o rio e a floresta, não apenas como um local para o escoamento de pessoas ou de passagem, mercadorias e sobrevivência, mas de ideias, de singularidades e de simbologias que fazem parte do modo de viver ribeirinho. Diante do exposto, o objetivo principal desta pesquisa foi analisar como se desenvolvem as mobilidades turísticas nas ilhas do Combu, e de Cotijuba, levando em consideração a dinâmica de deslocamentos e as potencialidades socioeconômicas das relações simbólicas e culturais dos diferentes grupos sociais e sua relação com os rios, e como objetivos específicos: identificar e analisar a importância da atividade turística e do lazer ligados à dimensão e/ou vivência com os rios na Amazônia; e por fim analisar o papel da paisagem para as ilhas do Combu e de Cotijuba na constituição da atividade turística, no sentido de que a experiência de trajeto pode proporcionar o contato com a paisagem do destino. De cunho qualitativo, a etnografia foi utilizada como o fio condutor capaz de me fazer compreender a realidade local a partir de um olhar de dentro e de fora. De dentro quando eu, com as minhas raízes ribeirinhas, deixo-me influenciar pela experiência proporcionada em campo. E de fora quando observo o fenômeno enquanto pesquisadora, tentando não me deixar influenciar pelas minhas raízes. Foi por meio da abordagem etnográfica, que eu, como pesquisadora, consegui alicerçar a prática de campo, facilitando a inter-relação entre mim e os agentes locais e suas vivências. A auto etnografia também é utilizada como técnica capaz de relacionar as minhas experiências, com as dos entrevistados, no campo de relações que se constroem e reconstroem durante a análise. A observação e os registros (diário de campo, fotografias, vídeos, entre outros), foram capazes de relacionarem-se em uma abordagem conjugada com as entrevistas, as conversas e as anotações. A investigação foi guiada também, pela utilização dos métodos móveis, para que eu pudesse estar junto com os participantes da pesquisa e assim compreender os fenômenos que se processam durante o movimento, fundamentais para interpretar as vivências ribeirinhas na Amazônia. Foi possível observar que apesar de o movimento e o mover-se junto ser crucial para a pesquisa e para cada momento escolhido por mim, como o yoga, a trilha do chocolate, visitas marcadas e momentos seguindo grupos ou pessoas individualmente, vale ressaltar que o não movimento também fez parte da pesquisa e ele fala muito sobre as pessoas e suas experiências individuais e coletivas. Quando você está com o corpo parado observando o rio, ele sim te faz estar em movimento, pois o rio continua a correr, levando histórias que se constroem e se reconstroem nessa dinâmica. Os barcos continuam a se mover, as ideias e os pensamentos continuam, paulatinamente, em constante movimento.
