Navegando por Assunto "Salinidade"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de processos oceanográficos no estuário do rio Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-11-04) ROSÁRIO, Renan Peixoto; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471Esta pesquisa de doutorado investigou processos oceanográficos físicos no estuário do Rio Pará, com foco no processo de intrusão salina e hidrodinâmica. A escolha desse tema surgiu a partir da necessidade de se consolidar o entendimento dos aspectos hidrodinâmicos e hidrográficos no estuário do Rio Pará, já que esta região da Zona Costeira Amazônica ainda se apresenta como um desafio à pesquisa. Um dos desafios consistiu em definir métodos e parâmetros para resolver diferentes escalas de espaço e tempo. Neste contexto, observações diretas no ambiente estuarino foram realizadas através de medições de intensidade e direção de correntes, perfis verticais e longitudinais de salinidade e temperatura, durante um período considerado de baixa descarga fluvial e outro de alta descarga fluvial. Além disso, de forma inédita, foi realizado durante um ano e dez meses o monitoramento da salinidade e nível de água (maré) em pontos estratégicos do estuário. As principais conclusões que esta pesquisa obteve a partir desse conjunto de dados foi a identificação da intrusão salina no estuário do Rio Pará, adentrando cerca de 100 km da foz. A sensibilidade da frente de salinidade está sujeita a variabilidade sazonal, devido a descarga fluvial, e variabilidade diária, devido à grande energia das marés na região. O transporte de Stokes, gerado pela propagação da onda de maré no estuário foi a parcela responsável pelo transporte de sal estuário acima, intensificando essa intrusão salina. A porção mais interna do estuário (mais de 60 km da foz) não existe circulação gravitacional e o transporte de sal estuário acima é realizado totalmente por difusão turbulenta; e na porção externa o fluxo resultante reverte com a profundidade e os processos advectivo e difusivos são importantes para contribuir para o transporte de sal no estuário.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Analysis of fish assemblages in sectors along a salinity gradient based on species, families and functional groups(2013-12) PASSOS, Ana Carolina dos; CONTENTE, Riguel Feltrin; ABBATEPAULO, Felippe Veneziani; SPACH, Henry Louis; VILA, Ciro Colodetti; JOYEUX, Jean Christophe; CARTAGENA, Beatriz Fernanda Chinchilla; FÁVARO, Luis FernandoNeste trabalho foi testado o efeito do gradiente de salinidade do eixo-leste oeste do sistema subtropical Complexo Estuarino da Baía de Paranaguá na estrutura dos peixes de águas rasas, determinado de acordo com as métricas taxonômica (famílias e espécies) e de composição funcional. Um total de 152 espécies foi registrado. As famílias com maior número de espécies foram Sciaenidae, Carangidae, Haemulidae e Gobiidae. As espécies mais abundantes foram A. brasiliensis, H. clupeola, A. januaria e A. tricolor. Os visitantes marinhos dominaram em número de espécies, seguidos pelos migrantes marinhos e estuarinos. A maioria das espécies são zoobentívoras, seguidas pelas piscívoras e zooplanctívoras. As famílias e espécies mais relacionadas com condições estuarinas dominaram no setor mesohalino e aquelas mais relacionadas com condições marinhas dominaram no setor euhalino. A métrica taxonômica foi mais eficiente na caracterização das assembleias de peixes ao longo do gradiente estuarino de salinidade do que a funcional. Isso ocorreu principalmente porque indivíduos de todos os grupos funcionais estiveram presentes ao longo de todos os setores de salinidade, invalidando o emprego dessa métrica na diferenciação das assembleias nos diversos setores. Nosso resultado foi diferente do encontrado em outros estuários tropicais e subtropicais, que enfatizaram a importância dos grupos funcionais na estruturação das assembleias de peixes ao longo de um gradiente de salinidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da salinidade e da frequência alimentar durante a larvicultura dos ornamentais amazônicos acará bandeira Pterophyllum scalare (SCHULTZE, 1823) e acará severo Heros severus (HECKEL, 1840)(Universidade Federal do Pará, 2016-07-21) EIRAS, Bruno José Corecha Fernandes; VERAS, Galileu Crovatto; http://lattes.cnpq.br/4497651649653210; COSTA, Rauquírio André Albuquerque Marinho da; http://lattes.cnpq.br/4504677939464624Com o estudo objetivou-se avaliar o efeito da salinidade e da frequência de alimentação no crescimento, uniformidade e sobrevivência de pós-larvas de acará bandeira Pterophyllum scalare e acará severo Heros severus. Foram realizados dois experimentos em delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial 5 x 2, com cinco diferentes concentrações de cloreto de sódio (0; 2; 4; 6 e 8 g L-1), duas frequências alimentares (2 e 4 vezes ao dia) e quatro repetições. Foi observado que a salinidade da água e a frequência alimentar influenciaram significativamente (p < 0,05) no comprimento do tronco e altura do corpo de larvas de acará bandeira. O diâmetro do olho foi influenciado (p < 0,05) apenas pela salinidade, enquanto que o comprimento padrão final, ganho de comprimento padrão, comprimento da cabeça, comprimento do tronco, comprimento pós-anal, altura da cabeça, altura do corpo, peso final, ganho de peso, taxa de crescimento específico e fator de condição alométrico diferiram significativamente (p < 0,05) pela frequência de alimentação. Na larvicultura do acará severo, houve diferença significativa (p < 0,05) no comprimento da cabeça, comprimento pós-anal, altura da cabeça e fator de condição alométrico pela salinidade e frequência alimentar. A salinidade da água influenciou significativamente (p < 0,05) o comprimento padrão final, ganho de comprimento padrão, comprimento do tronco, diâmetro do olho, altura do corpo, taxa de sobrevivência e uniformidade em peso. A frequência alimentar influenciou significativamente (p < 0,05) o peso final, ganho de peso e taxa de crescimento específico. Concluiu-se que as pós-larvas de acará bandeira podem ser cultivadas com salinidade de até 4 g L-1 sem problemas ao desenvolvimento e sobrevivência. Por outro lado, as pós-larvas de acará severo obtiveram melhor taxa de sobrevivência em água sem adição de sal. A frequência alimentar de quatro vezes ao dia com náuplios de Artemia é a mais recomendada para ambas as espécies.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O efeito da salinidade no desenvolvimento larval do caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Decapoda: Ocypodidae) no Norte do Brasil(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2008) SIMITH, Darlan de Jesus de Brito; DIELE, KarenO presente trabalho estudou o efeito da salinidade na sobrevivência e na duração do desenvolvimento larval do caranguejo-uçá, Ucides cordatus (do estuário do Rio Caeté, Norte do Brasil), até a fase de megalopa em sete tratamentos de salinidade (0, 5, 10, 15, 20, 25 e 30). A salinidade afetou significativamente a sobrevivência das larvas zoea, no entanto não afetou a duração do desenvolvimento larval (20,77 ± 1,56 dias). Nas salinidades 0, 5 e 10 houve total mortalidade das larvas zoea. Somente a partir da salinidade 15 observou-se um desenvolvimento completo até a fase de megalopa. A taxa de sobrevivência foi maior em salinidade 30 (72%) e menor em 15 (16%). A reduzida taxa de sobrevivência das larvas zoea de U. cordatus, em salinidades baixas, indica a necessidade de dispersão larval do estuário para as águas costeiras onde as condições de salinidade para o desenvolvimento larval são mais favoráveis. Caso contrário se não houvesse a dispersão, a reduzida salinidade das águas estuarinas no período chuvoso, causaria uma elevada mortalidade, afetando desta forma o recrutamento, a manutenção e o crescimento da população de U. cordatus nos manguezais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo dos cátions cálcio, magnésio, sódio, potássio e da salinidade na água intersticial do sedimento do manguezal de Bragança - NE do Pará(Universidade Federal do Pará, 2000-08-01) COSTA, Marlene Furtado da; RAMOS, José Francisco da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/8189651755374537Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identificação e caracterização das massas d´água da Plataforma Continental do Maranhão, durante os períodos seco (Novembro, 1997) e chuvoso (Junho 1999)(Universidade Federal do Pará, 2007-10-26) PONTES, Paulo Henrique Parente; KAMPEL, Milton; http://lattes.cnpq.br/0063119667740811; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217A Plataforma Continental do Maranhão (PCM), entre a foz dos rios Gurupi e Parnaíba, possui 203 km de largura em frente ao litoral ocidental e 72 km a partir da baía do Tubarão em direção sudeste. A costa do Maranhão é diversificada: a NW, as Reentrâncias Maranhenses, a leste, o litoral de dunas, sendo separados pelo Golfão Maranhense, onde o rio Mearim descarrega suas águas com uma vazão de 770 m3/s. Outros rios com menor descarga hídrica deságuam no litoral: Gurupi, Maracaçumé, Turiaçú, Itapecuru e Parnaíba. Os parâmetros de temperatura, salinidade e densidade serviram para identificar e caracterizar as massas de água, durante os períodos: seco (novembro de 1997), e chuvoso (junho de 1999), com o intuito de observar a variabilidade sazonal das massas d’água. As imagens AVHRR (Advanced Very High Resolution Radiometer) de alta resolução (1,1 km) de temperatura da superfície do mar (TSM) dos satélites NOAA 14 e 15 serviram para verificar a variação deste parâmetro durante o período em estudo e identificação de feições oceanográficas. A série temporal de médias mensais de imagens AVHRR Pathfinder de TSM com resolução de 4 km (1985 até 2001), fornecida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), permitiu a observação da variabilidade temporal e espacial da TSM através do cálculo de médias climatológicas e respectivas anomalias mensais de TSM em 3 pontos na PCM para verificar se há mudanças significativas das características físicas das águas da PCM em anos de El-Niño/La-Niña, pois estes fenômenos podem ou não ocasionar grandes mudanças no comportamento das massas d’água superficiais e na circulação local. Observou-se que no período seco (1997), ocorreu apenas a Água Tropical, que é uma massa d´água oceânica, provando que durante este período as águas continentais não atuam sobre a PCM e no período chuvoso (1999), foi observado a Água Costeira, Água de Mistura, Água Tropical e a Água Central do Atlântico Sul. A Água Costeira é uma massa d’água proveniente dos rios que deságuam na PCM e a Água de Mistura é uma massa d’água que apresenta características oceânica e costeira. Logo, a presença destas duas massas de água na PCM prova que neste período ocorrem águas continentais na área de estudo. As massas de água da PCM possuem as seguintes características físicas: (i) Água Tropical: salinidade maior que 36, temperatura entre 26,6º e 28,7º C e densidade entre 23 kg/m3 e 23,8 kg/m3, que durante o período seco ocorre desde a superfície até mais de 60 m de profundidade, enquanto no período chuvoso só foi observada a 40 km da costa, da superfície até mais de 60 m; (ii) Água Costeira: salinidade inferior a 33, temperatura entre 28º e 29,4º C e densidade entre 19 kg/m3 e 21,4 kg/m3, que se estendeu até 10 km da costa, sendo encontrada da superfície até 28 m; (iii) Água de Mistura: salinidade entre 33 e 36, temperatura entre 25,8º e 28,75º C e densidade entre 21,8 kg/m3 e 23,8 kg/m3, podendo ser observada até 60 km da costa, se estendendo da superfície até 60 m; (iv) Água Central do Atlântico Sul: salinidade oscilando entre 35,6 e 36, temperatura inferior a 18º C e densidade entre 23,9 kg/m3 e 25,8 kg/m3, encontrada somente a partir de 31 km da costa e em profundidade superior a 50 m. As imagens AVHRR/NOAA revelam pouca variação do campo de TSM sobre a PCM. Nas imagens de novembro de 1997, a variação máxima da TSM foi de 2,5º C (mínimo de 27º C e máximo de 29,5º C), praticamente os mesmos valores obtidos in situ, em que o máximo de TSM foi de 28,6º C e o mínimo de 27,1º C. Nas imagens de junho de 1999, a oscilação deste parâmetro ficou entre 27º e 29º C, assemelhando-se com os valores adquiridos durante o cruzeiro oceanográfico do mesmo ano, que foram de 27,4º C (mínimo) e 29,2º C (máximo). Os gráficos de anomalia de TSM em 3 pontos geográficos da PCM mostram ínfima oscilação de anomalia de TSM na área de estudo durante o evento El-Niño de 97/98. A anomalia de TSM é maior na PCM no ano de 1998, isto é, entre os cruzeiros oceanográficos deste trabalho, logo não houve influência significante deste fenômeno sobre as características de temperatura das massas de água superficiais da PCM durante os períodos de coleta. A ocorrência de diferentes massas de água na PCM está relacionada principalmente à sazonalidade da região de estudo, que apresenta maior influência estuarina durante o período chuvoso e pouca ou nenhuma influência no período seco, como pode ser comprovado pela predominância da água oceânica (Água Tropical) no período seco e presença da Água Costeira e Água de Mistura no período chuvoso, determinando maior estratificação das águas.
