Navegando por Assunto "Spatial accessibility"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Estivas, tablados, trapiches e outros artefatos urbanísticos: direito à cidade e acessibilidade espacial na Amazônia ribeirinha(Universidade Federal do Pará, 2025-12-11) MONTEIRO, Érica Corrêa; TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; http://lattes.cnpq.br/1762041788112837; MERCÊS, Simaia do Socorro Sales das; BAHIA, Mirleide Chaar; LIMA, Michel de Melo; MIRANDA, Rogério Rego; RAVENA CAÑETE, Thales Maximiliano; TAVARES, Maria Goretti da Costa; http://lattes.cnpq.br/8905447990410938; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; http://lattes.cnpq.br/3475876508439922; http://lattes.cnpq.br/4960836976718202; http://lattes.cnpq.br/6291249974166783; http://lattes.cnpq.br/7796891525258446; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019; https://orcid.org/0000-0003-1757-2235; https://orcid.org/0000-0001-6309-7653; https://orcid.org/; https://orcid.org/Esta tese tem como objeto de estudo a acessibilidade espacial na Amazônia ribeirinha e objetivou analisar a forma que os sujeitos ribeirinhos, com ou sem deficiência ou com a mobilidade reduzida, com suas particularidades socioespaciais e sua diversidade humana, vivenciam a mobilidade e a acessibilidade espacial em seus espaços públicos, em especial nas cidades de Belém (PA), Macapá (AP) e Afuá (PA). A pesquisa problematiza a (re)produção das formas de intervenção urbana impostas em realidades com fortes vínculos ribeirinhos, assim como a importância assumida pelos valores da floresta, dos rios e de outros modos de vida que se fazem presentes nas práticas e vivências do cotidiano dos sujeitos que habitam essas cidades. A tese pauta-se na crítica às políticas urbanas que, juntamente com leis e normas - incluindo as de acessibilidade -, em particular aquelas formuladas a partir de referenciais exógenos, que, ao serem impostas de maneira padronizada, nem sempre vão ao encontro do direito à cidade e de uma vida digna baseada na diversidade urbana e no modo de vida das populações amazônicas. Ancorada no materialismo histórico e dialético, a investigação adota abordagem qualitativa, mobilizando técnicas de levantamento bibliográfico, análise documental, observação sistemática, entrevistas semiestruturadas individuais e em grupo focal, a fim de conhecer com maior profundidade espaços ribeirinhos representativos das três cidades analisadas. Os resultados indicam que a aplicação de modelos urbanísticos padronizados e de acessibilidade baseados em critérios normativos abstratos, desvinculados das especificidades e particularidades socioespaciais amazônicas, tende a intensificar processos de exclusão dos povos ribeirinhos, particularmente no que se refere às pessoas com deficiência e àquelas com mobilidade reduzida. Evidencia-se que os recortes empíricos das três cidades analisadas indicam a viabilidade de uma proposta de futuro orientada à reconciliação entre os desafios de acessibilidade espacial, a técnica moderna e a identidade territorial ribeirinha. Tal perspectiva decorre de um deslocamento do olhar para as próprias cidades tradicionais ribeirinhas, que sugerem modelos alternativos de planejamento urbano e demonstram o potencial desses grupos para ensinar e propor outras formas-conteúdo, alinhadas ao respeito e à valorização da cultura e dos modos de vida da região. Conclui-se que o reconhecimento das formas espaciais tradicionais, bem como das práticas e vivênciasdos diversos corpos que lhes atribuem sentido, constitui condição necessária para a ampliação do conhecimento e para a formulação de políticas de acessibilidade compatíveis com a urbanodiversidade amazônica e com a efetivação do direito à cidade em contextos urbanos diferenciados.
