Navegando por Assunto "Toxicologia ambiental"
Agora exibindo 1 - 9 de 9
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise das manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos ao mercúrio na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2016-02-19) COSTA JUNIOR, José Maria Farah; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Introdução: A investigação dos impactos clinico-neurológicos associada aos níveis de exposição ao mercúrio em populações expostas são necessários na Amazônia. Objetivo: Analisar as manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos pela dieta nos municípios de Itaituba/PA e Acará/PA. Método: Foram coletadas amostras de cabelo para a determinação de Hg total, obtenção de dados demográficos e sintomatológicos emocionais (depressão, ansiedade e insônia) e motores (parestesia, fraqueza muscular, desequilíbrio ao andar, tremor, dor nos membros e disartria). Resultados: Houve uma prevalência do sexo feminino em ambos os municípios, assim como uma frequência maior de mulheres em idade reprodutiva. A concentração mediana de mercúrio total (HgT) em Itaituba foi significativamente superior (p<0,0001) que em Acará. As manifestações emocionais foram identificadas em 26 (26,5%) participantes de Itaituba e em 24 (52,2%) em Acará. Com relação às queixas motoras especificas, em Itaituba ocorreram em 63 (64,3%) voluntários, com dor nos membros (36,7%), a parestesia (32,6%) e a fraqueza muscular (27,5%) as mais referidas. No Acará, 33 (71,7%) participantes apresentaram manifestações motoras com o maior número queixando de parestesia (54,3%), dor nos membros (52,2%) e tremor (34,8%). As concentrações médias de HgT naqueles com manifestações emocionais, com manifestações motoras e com manifestações emocionais e motoras estiveram acima do considerado tolerável (6μg/g) pela Organização Mundial de Saúde em Itaituba. Conclusão: Os resultados revelaram a influência dos níveis de exposição sobre as manifestações emocionais e motoras. A monitorização com a aplicação de testes convencionais qualitativos e/ou quantitativos específicos são necessários para melhor suporte e controle dos casos, assim como também a investigação de outros sinais clínicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização geoquímica de arsênio total em águas e sedimentos em áreas de rejeitos de minérios de manganês no município de Santana - estado do Amapá(Universidade Federal do Pará, 2003-02-27) LIMA, Marcelo de Oliveira; ANGÉLICA, Rômulo Simões; http://lattes.cnpq.br/7501959623721607Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cianotoxinas em ostras e em águas de cultivo da costa norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2016-08-31) CABRAL, Jardecicléia Patrícia da Silva; SCHNEIDER, Maria Paula Cruz; http://lattes.cnpq.br/3901112943859155Cianobactérias são organismos procarióticos fotossintetizantes e em condições favoráveis ao seu crescimento podem formar florações. Também são capazes de produzir cianotoxinas, metabólitos secundários que possuem efeito tóxico para organismos eucarióticos inclusive o homem. Como parte do fitoplâncton as cianobactérias participam das cadeias alimentares, sendo assim a ingestão de moluscos que tenham se alimentado continuamente de cianobactérias tóxicas e acumulado as toxinas em seus tecidos gera a possibilidade de transferência para o homem através de seu consumo trazendo sérios riscos à sua saúde. Ainda são escassos estudos sobre a contaminação (por cianotoxinas) de moluscos destinados ao consumo humano. Logo, este estudo consistiu em verificar a ocorrência de cianotoxinas em águas de cultivo e no tecido de ostras destinadas ao consumo humano. As coletas de água e de ostras foram realizadas em cultivos de dois municípios localizados no nordeste do Pará. A pesquisa por cianotoxinas foi realizada através de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, HPLC. As cianobactérias presentes na água, as isoladas e as cultivadas a partir das conchas das ostras foram identificadas. Não foram detectadas microcistinas e saxitoxinas nas amostras de água e nos extratos de ostras de ambos locais de cultivo. Contudo, foram identificados três gêneros de cianobactérias – Aphanizomenon, Oscillatoria e Phormidium, em Curuçá e três gêneros de cianobactérias em São Caetano de Odivelas – Aphanothece, Oscillatoria e Phormidium, todos conhecidos por conter espécies tóxicas. Foi detectada a presença de saxitoxinas em extratos de culturas de cianobactérias a partir das conchas das ostras de ambos os locais de cultivo, indicando a presença de espécies tóxicas apesar da ausência de floração. Neste estudo, verificou-se que os locais de cultivo de ostras encontram-se adequadas para o consumo, livres de contaminação por microcistinas e saxitoxinas, no entanto, se faz necessária a implantação de uma legislação específica e o monitoramento desses cultivos a fim de assegurar a saúde dos consumidores.Tese Acesso aberto (Open Access) Contaminação de Podocnemis unifilis (Testudines: Podocnemididae) por agrotóxicos e mercúrio na bacia do Rio Xingu, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2017-02-16) PIGNATI, Marina Teófilo; PIGNATI, Wanderlei Antonio; http://lattes.cnpq.br/1262870406586508; PEZZUTI, Juarez Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/3852277891994862A política de ocupação no norte do estado de Mato Grosso e no estado do Pará, através de atividades como mineração, pecuária e posteriormente agricultura, causou a alteração da paisagem e a contaminação do habitat. Os agrotóxicos, por exemplo, estão no ambiente em decorrência de seu uso na agricultura, e o mercúrio (Hg) é mobilizado para o ambiente através das atividades de mineração, desmatamento e queimadas. Estes contaminantes são altamente persistentes e se biomagnificam na cadeia alimentar. Quelônios, por serem organismos de vida longa e poderem acumular substâncias tóxicas por longos períodos, têm se mostrado importantes monitores de contaminação. Podocnemis unifilis, uma espécie de quelônio com ampla distribuição na bacia amazônica, representa um importante recurso proteico para populações ribeirinhas e indígenas, com ampla distribuição na bacia do rio Xingu. Este estudo investigou as alterações da paisagem e a contaminação de agrotóxicos e Hg em P. unifilis na bacia do rio Xingu. Selecionamos localidades que apresentavam nascentes ou afluentes na bacia do rio Xingu, nos estados do Mato Grosso e Pará, sendo descritas quanto à área plantada e o consumo de agrotóxicos nas culturas de algodão, cana-de-açúcar, milho e soja, bem como os focos de calor e desmatamento na série histórica dos anos 2005 a 2014. Entre setembro e dezembro de 2014 cinquenta indivíduos de P. unifilis foram capturados para coleta de amostras de fígado, músculo e tecido adiposo. Avaliamos 14 princípios ativos de agrotóxicos organoclorados, através de um cromatógrafo gasoso com detector de captura de elétrons (GC-ECD) e o Hg total (HgT) nos tecidos de P. unifilis, através de aparelho espetrômetro de absorção atômica vapor a frio. Evidenciou-se que a produção agrícola, bem como o uso de agrotóxicos na bacia do Xingu no estado do Mato Grosso vem aumentando a cada ano, sendo o princípio ativo de agrotóxico mais utilizado o Glifosato em 2014 (8.055.248 litros). Analisando-se os estados separadamente, o Glifosato, Metamidofós, Atrazina, 2,4 D e Endosulfan foram os princípios ativos mais utilizados no estado do Mato Grosso e nos municípios do estado do Pará foram Atrazina, Glifosato, Endosulfan, Clorpirifós e Tebuconazol respectivamente. Os estados do Mato Grosso e do Pará tiveram um aumento significativo no desmatamento e focos de calor entre os anos pesquisados (2005-2014), com destaque para o município de São Félix do Xingu com 17.686,20 km² desmatados apenas em 2014 e Feliz Natal com 272% de aumento nos focos de calor no último ano pesquisado (2014). Foram encontrados oito tipos de agrotóxicos nos tecidos de P. unifilis, incluindo isômeros e metabólitos (valores como média ± desvio padrão): Lindano = 1,39 ± 8,46 ng/g-1; pp`DDT = 20,32 ± 24,54 ng/g-1; pp`DDD = 4,00 ± 6,96 ng/g-1; pp`DDE = 0,95 ± 1,15 ng/g-1; op`DDT = 0,90 ± 3,97 ng/g-1; α-Endosulfan = 3,45 ± 17,73 ng/g-1; β-Endosulfan = 3,81 ± 8,01 ng/g-1; e Sulfato de Endosulfan = 7,12 ± 12,05 ng/g-1. Detectamos HgT em todos os indivíduos (fígado: 134,20 μg/g-1; músculo: 24,86 μg/g-1). O tipo de tecido influenciou na concentração de agrotóxicos e Hg, sendo que as variações da contaminação de P. unifilis por agrotóxicos e Hg nos tecidos não foram explicadas pela interação entre o sexo e o comprimento retilíneo da carapaça. Comparando-se os resultados com a legislação vigente nacional e internacional para recursos proteicos, verificamos que os indivíduos de P. unifilis apresentaram concentrações de agrotóxicos maiores que o limite máximo de resíduo para Lindano e ΣEndosulfan e concentração de Hg 100 vezes superior ao máximo aceitável. Concluímos que as culturas são "agroquímico-dependentes“ e que os indivíduos de P. unifilis estão contaminados por agrotóxicos organoclorados e Hg. A população ribeirinha e indígena da bacia do rio Xingu que consome estes quelônios pode estar sendo gradativamente contaminada, com consequências futuras para saúde.Tese Acesso aberto (Open Access) Estado nutricional e desenvolvimento motor de crianças ribeirinhas expostas ao mercúrio no estado do Pará - Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2014-11-26) LIMA, Antônio César Matias de; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Vários estudos têm mostrado que crianças ribeirinhas na Amazônia estão expostas ao mercúrio com níveis que podem trazer prejuízos ao desenvolvimento motor. Apesar de, a maioria dos estudos realizados nesta região avaliarem as consequências dessa exposição para o desenvolvimento cognitivo e neurocomportamental, os métodos aplicados não levaram em consideração os diferentes fatores interferentes no desenvolvimento infantil. Propõe-se avaliar o desenvolvimento motor infantil e sua relação com a exposição ao mercúrio, o estado nutricional e perfil socioeconômico dos familiares das crianças ribeirinhas de cinco a 10 anos de idade em duas diferentes regiões geográficas do Estado do Pará. As informações demográficas e socioeconômicas das famílias foram obtidas através do questionário socioeconômico da ABEP, (2012). Para a análise das medidas antropométricas foram utilizados os softwares WHO AnthroPlus v 1.0.2 (para crianças acima de 5 anos). Amostra capilar de cada criança foi utilizada para análise de HgT pela espectrofotometria de absorção atômica. Para analisar o desenvolvimento motor foi utilizado o Test of Gross Motor Development – Second Edition (TGMD-2) de Ulrich (2000). Os níveis de exposição ao mercúrio das crianças do Tapajós foram significativamente maiores que aos das crianças da área controle. Apesar da moderada redução observada na comunidade de Barreiras em relação à de anos anteriores, os níveis de exposição ao mercúrio ainda podem oferecer riscos ao desenvolvimento infantil. Em todos os grupos de escolares a condição social medida pela educação e a renda foram categorizadas como “muito pobres”. As crianças de São Luiz do Tapajós mostraram maior frequência de baixo peso e baixa estatura. Na avaliação geral, Barreiras apresentou melhor desempenho nas habilidades manipulativas, locomotoras e no coeficiente motor amplo. Não houve diferença entre as crianças de São Luiz do Tapajós e Furo do Maracujá que apresentaram os piores desempenhos. A correlação entre HgT e marcadores do desenvolvimento motor foi observada em Barreiras (IL), enquanto entre IMC e os marcadores do desenvolvimento(IL e CMA) foram observados nos escolares do Furo do Maracujá e de Barreiras. Estes resultados sugerem a influencia do mercúrio isoladamente e em associação com fatores nutricionais sobre o desenvolvimento motor dos escolares. O TGMD2 é uma técnica viável na avaliação do desenvolvimento motor de escolares ribeirinhos e pode ser recomendada para outros grupos de crianças com as condições socioeconômicas similares ao deste estudo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Exposição ao mercúrio: avaliação neurológica com ênfase na investigação somatossensorial quantitativa em ribeirinhos da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2012-10-08) KHOURY, Eliana Dirce Torres; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Apesar das evidencias de níveis de exposição ao mercúrio capazes de produzirem danos neurológicos às comunidades ribeirinhas da bacia do rio Tapajós, poucos estudos clínicos avaliaram alterações de funções neurológicas, principalmente as somatossensoriais, consideradas como as manifestações iniciais da intoxicação por metilmercúrio. Neste estudo avaliaram-se os níveis atuais de exposição ao mercúrio e as manifestações somatossensoriais em ribeirinhos adultos residentes em comunidades situadas em diferentes regiões hidrográficas. Duas, na bacia do Tapajós e uma na bacia do Tocantins. Participaram do estudo 78 ribeirinhos em Barreiras, 30 em São Luís do Tapajós (bacia do Tapajós) e 49 no Furo do Maracujá (Tocantins), com idade entre 13 e 53 anos, de ambos os sexos. Concentrações de mercúrio total foram quantificadas em cabelo através da espectrofotometria de absorção atômica e a avaliação neurológica foi realizada por exame convencional e através de medidas quantitativas para sensibilidade tátil por monofilamentos de Semmes-Weinstein, sensibilidade vibratória e discriminação de dois pontos. As concentrações de mercúrio nas comunidades da bacia do Tapajós foram maiores que a do Tocantins (p<0,0001). A avaliação das alterações neurológicas não mostrou diferença significativa entre as comunidades das áreas exposta e controle para as alterações observadas através do exame neurológico convencional, exceto para desvio da marcha (p <0,05). Os limiares do tato por monofilamentos de Semmes-Weinstein, exceto para o peito esquerdo; vibração, exceto para o esterno superior, e da discriminação de dois pontos foram maiores nos indivíduos em área de exposição quando comparados com os da área controle (p<0,05). Na correlação dos limiares com as concentrações atuais do Hgtotal no cabelo, correspondência diretamente proporcional só foi observada para os limiares do tato por monofilamentos de Semmes-Weinstein do lábio inferior (p-valor<0,0001). Conclui-se que alterações somatossensoriais leves predominaram nas áreas de exposição ao metilmercúrio. Manutenção do monitoramento da exposição, orientação em relação às medidas de saúde pública e novos estudos clínicos utilizando testes somatossensoriais quantitativos são necessários para esclarecimento da ocorrência de casos clínicos de intoxicação nas áreas ribeirinhas contaminadas por mercúrio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Genotoxicidade mercurial: contribuição para análise de populações amazônicas(Universidade Federal do Pará, 2008-06-05) MACEDO, Gisele Lima; LÓPEZ, Maria Elena Crespo; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265O mercúrio é uma importante fonte de poluição ambiental em diversas partes do mundo e especialmente na Amazônia. Atualmente, existem evidências de que a exposição crônica a concentrações relativamente baixas de mercúrio poderia estar iniciando processos genotóxicos (dano ao DNA) em humanos. Porém, foram realizados até agora poucos estudos epidemiológicos com populações amazônicas expostas que não incluíram uma comparação com uma população controle. O objetivo do presente estudo foi identificar a técnica mais adequada para analisar gentoxicidade mercurial em populações amazônicas e estabelecer os valores normais de genotoxicidade em uma população ribeirinha amazônica. Para a realização dos testes in vitro foram aplicadas e comparadas duas técnicas tradicionais de detecção de genotoxicidade (micronúcleos e aberrações cromossômicas). Culturas primárias de linfócitos sangüíneos de voluntários de Belém foram expostas a concentrações relativamente baixas de metilmercúrio (1-500μg/l ou 0,004-2 μM). O índice mitótico (proporção de células em metáfase) originado com a técnica de detecção de aberrações cromossômicas revelou-se como o parâmetro mais sensível à genotoxicidade mercurial. Após a identificação da técnica e o parâmetro mais sensível à genotoxicidade mercurial, essa técnica foi aplicada para estudar uma população ribeirinha amazônica que funcionasse como controle para os estudos de genotoxicidade mercurial que estão sendo feitos. Foi selecionada a população de Panacauera, e a média do índice mitótico encontrado nos indivíduos dessa população foi de 0.077 ± 0.045. Os valores de índice mitótico detectados apresentaram uma variabilidade que não esteve relacionada com a idade ou o sexo. Quando esses valores foram comparados com os valores de Brasília Legal (comunidade exposta ao metilmercúrio) registrados na literatura, foi verificado que para alguns grupos o índice mitótico de Brasília Legal foi inferior ao de Panacauera, o que indicaria uma inibição da progressão do ciclo celular e/ou uma perda da capacidade proliferativa causada pela intoxicação mercurial. Estes resultados apóiam a idéia de que o índice mitótico poderia servir como parâmetro essencial para o diagnóstico precoce do dano causado pela exposição mercurial e contribuem para o escasso conhecimento epidemiológico sobre as conseqüências que está tendo a exposição crônica de mercúrio nas populações da Amazônia.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos ao mercúrio na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2017-06) COSTA JÚNIOR, José Maria Farah; LIMA, Abner Ariel da Silva; RODRIGUES JÚNIOR, Dario; KHOURY, Eliana Dirce Torres Khoury; SOUZA, Givago da Silva; SILVEIRA, Luiz Carlos de LimaIntrodução: A investigação dos impactos clínico-neurológicos associados às concentrações de exposição ao mercúrio em populações expostas é necessária na Amazônia. Objetivo: Analisar as manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos pela dieta nos municípios de Itaituba e Acará, ambos no Pará. Método: Foram coletadas amostras de cabelo para a determinação de mercúrio total (HgT), obtidos dados demográficos e sintomatológicos emocionais (depressão, ansiedade e insônia) e motores (parestesia, fraqueza muscular, desequilíbrio ao andar, tremor, dor nos membros e disartria). Resultados: A concentração mediana de HgT em Itaituba foi significativamente superior (p < 0,0001) àquela em Acará. As manifestações emocionais foram identificadas em 26 (26,5%) participantes de Itaituba e em 24 (52,2%) em Acará. Com relação às queixas motoras especificas, em Itaituba ocorreram em 63 (64,3%) voluntários, sendo mais referidas a dor nos membros (36,7%), a parestesia (32,6%) e a fraqueza muscular (27,5%). No Acará, 33 (71,7%) participantes apresentaram manifestações motoras, com o maior número queixando de parestesia (54,3%), dor nos membros (52,2%) e tremor (34,8%). As concentrações médias de HgT em Itaituba naqueles com manifestações emocionais e com manifestações motoras estiveram acima do considerado tolerável (6 µg/g) pela Organização Mundial de Saúde. Conclusão: Os resultados revelaram que a concentração de mercúrio nas manifestações emocionais e motoras de Itaituba são maiores do que nos ribeirinhos do Acará. Novos estudos são necessários com a aplicação de testes convencionais qualitativos e/ou quantitativos específicos, assim como também a investigação de outros sinais clínicos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Micropoluentes orgânicos emergentes na região amazônica: efeitos de concentrações ambientalmente realistas de ftalato em Hyphessobrycon heterorhabdus (Teleostei: Characidae)(Universidade Federal do Pará, 2024-05-03) SANTOS, Erika Monteiro dos; SOUSA, Daniele Salgado de; http://lattes.cnpq.br/5686432777054273; https://orcid.org/0000-0001-8435-7071; AMADO, Lílian Lund; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; https://orcid.org/0000-0001-7693-8191; CARVALHO, Leandro Machado de; ARRIFANO, Gabriela de Paula Fonseca; http://lattes.cnpq.br/6652387343920028; http://lattes.cnpq.br/3401378700297133; https://orcid.org/0000-0002-2172-0520; https://orcid.org/0000-0003-2817-3539dos programas de monitorização ambiental e que esteja diretamente associado a atividades antropogênicas. Um exemplo são os ftalatos, produtos sintéticos amplamente utilizados na indústria de plastificantes. Podemos citar o di-butil ftalato (DBP), um dos mais encontrados no meio ambiente, que pode causar efeitos como genotoxicidade, apoptose, neurotoxicidade, hepatoxicidade, etc. Estudos recentes em todo o mundo têm identificado e quantificado DBP no meio ambiente, investigando seus efeitos em organismos aquáticos. No entanto, no Brasil, mais especificamente na região amazônica, ainda não existem estudos nesse sentido, deixando uma lacuna sobre a presença de MEs no ambiente aquático e seus efeitos sobre as espécies nativas. Assim, o objetivo geral desta dissertação foi identificar e quantificar MEs em rios urbanos da cidade de Belém, PA, Brasil, e avaliar as respostas de estresse oxidativo da espécie Hyphessobrycon heterorhabdus (Tetra Bandeira) à exposição a maior concentração de DBP encontrada na região. A dissertação está estruturada em dois capítulos: I) um estudo de campo, no qual foram identificados e quantificados MEs em rios urbanos de Belém, uma das cidades mais urbanizadas da Amazônia Oriental e; II) um estudo experimental, no qual foram avaliadas as alterações bioquímicas em H. heterorhabdus expostos a três concentrações de DBP. O estudo de campo coletou amostras de dois rios urbanos, os canais Tamandaré e Tucunduba. As amostras de água foram coletadas em garrafas âmbar, identificadas e enviadas ao laboratório para quantificação dos MEs por cromatografia líquida. Os peixes foram obtidos no Parque Ecológico do Gunma e aclimatados em laboratório para o experimento. Os animais foram expostos a três concentrações de DBP: (i) controle acetona (CA); grupo 1 (G1): 10 μg/L; grupo 2 (G2): 100 μg/L e grupo 3 (G3): 1000 μg/L durante sete dias. Amostras de água foram coletadas de todos os grupos em momentos específicos para a quantificação de DBP no meio experimental. Os animais foram dissecados nas porções anterior, média e posterior para análises bioquímicas, como a capacidade antioxidante total (ACAP), atividade da glutationa-S-transferase (GST) e lipoperoxidação (LPO). Foram identificados três grupos de MEs: organoclorados, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HPAs) e ftalatos. Entre os ftalatos, o DBP e o di(2-etilhexil) ftalato (DEHP) foram os MEs com as concentrações mais elevadas, com 10.428 μg/L e 7.547 μg/L, respectivamente. No estudo experimental, a ACAP não variou entre os grupos nas porções anterior e posterior, enquanto na porção média observamos um efeito concentração-dependente. A GST não variou na porção posterior, mas na porção anterior, houve um aumento da GST no grupo G2 e uma diminuição no G1 na porção média. O LPO mostrou efeitos concentração-dependente e hormético nas porções anterior e posterior, respectivamente. Na porção média, a LPO não variou entre os grupos. Em geral, concluímos que organoclorados, HPAs e ftalatos estão presentes nos rios estudados e que a exposição ao DBP resulta em estresse para os organismos testados. Além disso, nossos resultados são de grande relevância para a região amazônica, pois este é um estudo pioneiro.
