Navegando por Assunto "UHE Belo Monte"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do monitoramento de segurança de barragens de terra do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte: estudo de caso de diques do complexo no cenário do enchimento e operação(Universidade Federal do Pará, 2019-12-12) MODESTO, Renan Ribeiro; ALENCAR JUNIOR, Julio Augusto de; http://lattes.cnpq.br/3663658632717465; LIMA NETO, Aarão Ferreira; http://lattes.cnpq.br/0287664572311345; https://orcid.org/0000-0002-5911-1368No Brasil, a execução de barragens de terra ou diques de terra são métodos bastante comuns e utilizados principalmente para atender as demandas da mineração, irrigação ou armazenamento de água para produção de energia hidrelétrica. é de suma importância o monitoramento e análise de segurança dessas estruturas para reduzir riscos ambientais, fatores de segurança, fatores tecnológicos e observar continuamente o comportamento e desempenho frente ao projetado. A presente dissertação busca a compreensão desses procedimentos de monitoramento de segurança de barragens utilizando os diques 01-A, 01-B e 01-C do reservatório intermediário da UHE Belo Monte por meio do estudo dos diferentes processos para garantir a segurança das estruturas. O percurso metodológico adotado sucedeu por intermédio da coleta de informações técnicas referente às estruturas estudadas, análise dos projetos construtivos e verificação das metodologias adotadas que contemplam o enchimento dos reservatórios, leitura de todos os checklists que são inspeções de campo, além dos dados dos gráficos, resultados dos instrumentos de auscultação locados no corpo dos barramentos no período do enchimento e operação que compreendeu os anos de 2015 a 2018. O tipo de pesquisa refere-se a um estudo de caso de natureza documental, visto que os analisados dados do monitoramento de segurança além do comportamento das estruturas. Os resultados revelam que quando comparados aos procedimentos de segurança adotados em ‚âmbito internacional, existe uma carência dos órgãos fiscalizadores de segurança brasileiros referente a uma metodologia mais específica e clara quanto ao processo do primeiro enchimento de um reservatório, e em linhas gerais, os mecanismos de monitoramento não necessariamente se associam, uma não conformidade nas inspeções visuais não obriga o instrumental ter uma leitura fora da referência adotada como segurança. Todavia, quando diferentes não conformidades e/ou anomalias se apresentam concomitante tanto na inspeção visual, quanto no monitoramento por instrumentação essa situação requer ações corretiva em curto prazo, por ser considerado um cenário desfavorável a segurança da estrutura e pautado nessa correlação fortalece a tomadas decisões de intervenções a jusante das estruturas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O espaço sob uma perspectiva infantil: um estudo no reassentamento urbano coletivo São Joaquim em Altamira-Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-08-23) PEREIRA, Dayse Leite; FREITAS, Léia Gonçalves de; http://lattes.cnpq.br/4829920653020369; https://orcid.org/0000-0003-1852-1106; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987Esta pesquisa investigou o espaço geográfico sob uma ótica infantil, tendo como lócus o Reassentamento Urbano Coletivo São Joaquim em Altamira-Pará, analisando o processo de deslocamento compulsório vivido pelas crianças reassentadas face a instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O referencial teórico fundamentou-se nos estudos da Geografia Urbana e da Geografia da Infância, a pesquisa teve como objetivo analisar as vivências das crianças residentes no Reassentamento Urbano Coletivo São Joaquim, considerando seu espaço de origem. O percurso metodológico utilizado foi a pesquisa etnográfica de cunho qualitativa, acrescida das técnicas de observação participante, entrevista semiestruturada e a produção de desenhos, cuja problemática foi como o deslocamento compulsório afetou a infância das crianças residentes do Reassentamento. As conclusões deste estudo evidenciaram dois cenários: uma ruptura de um espaço sociocultural infantil em decorrência do deslocamento compulsório, com implicações no cotidiano das famílias, em especial, das crianças sujeitos desta pesquisa, no que tange ao modo de brincar, da relação com o rio e, por outro lado, a constatação de que elas estão tentando reinventar novas formas de desenvolver a sua cultura de pares e construir suas geografias e espacialidades outras nesse novo espaço.Tese Acesso aberto (Open Access) Grandes objetos na Amazônia: das velhas lógicas hegemônicas às novas centralidades insurgentes, os impactos da Hidrelétrica de Belo Monte às escalas da vida(Universidade Estadual Paulista, 2017-08-25) PADINHA, Marcel Ribeiro; WHITACKER, Arthur Magon; http://lattes.cnpq.br/9260024751979241Esta tese analisou os impactos socioespaciais às escalas da vida das pessoas atingidas, por um “grandes projeto”, a UHE Belo Monte, construída no rio Xingu, Amazônia brasileira. Estes “grandes objetos” promovem a re(des)estruturação dos territórios onde são implantados, causando fortes impactos as espacialidades existentes e historicamente constituídas de ribeirinhos, camponeses, indígenas, bem como de moradores da periferia da cidade de Altamira – Pará – Amazônia. Analisamos então a força “espoliadora” destes grandes empreendimentos sobre as populações “subalternizadas”, a partir de uma proposição teórica de base escalar, que envolve considerar o espaço como “polimorfo”. Espaço-espacialidade, a técnica e a escala foram usados como instrumentais metodológicos para a realização da leitura de nossa realidade empírica. Os impactos à escala da vida das pessoas “desterritorializadas” seja na mobilidade seja na imobilidade se fazem sentir, tendo em vista à condição espacial de pertencimento, apropriação e identificação que diferentes sujeitos exercem junto a seus territórios e lugares. Não obstante, como respostas a esse processo espoliador, são verificados uma série de estratégias de luta e resistência em relação a projetos de cunho “desenvolvimentistas”. Apesar da condução da obra com mãos de ferro, por parte do Estado brasileiro, constituiu-se forte oposição ao projeto UHE Belo Monte. Movimentos Sociais de distintas escalas de atuação, de diferentes locais no planeta, juntaram-se aos impactados de Altamira e região, constituindo, assim, um grande campo de enfrentamento contra a concepção “biopolítica” aplicada pelo governo brasileiro e pelo capital nacional e internacional. Esse enfrentamento feito a partir dos pobres do campo e da cidade e pelas populações tradicionais, sob a liderança dos movimentos sociais (“Movimento Xingu Vivo Para Sempre”, “Movimento de Mulheres”) de Altamira e região, somados a importante atuação do Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado do Pará e a atuação de ONGs (como Instituto Socioambiental), lutou e luta para garantir que a territorialidade e lugaridade dos sujeitos socioespacialmente atingidos, pelo conjunto de obras e ações que deram origem a UHE Belo Monte possa, de alguma forma, ser compensada. Uma intensa e duradoura luta social se travou/trava na região do Xingu para que os efeitos des(re)estruturadores deste “grande projeto” possam ser (de alguma maneira) compensados. Essa luta dos sujeitos hegemonizados/subalternizados a qual chamou-se “centralidades insurgentes”, que se estabeleceu entre sujeitos de poder político e econômico (acentuadamente) assimétrico e desigual, estando o Estado brasileiro e o Capital de um lado e, estando do outro os socioespacialmente atingidos e sua rede de proteção, gerou profundos conflitos de natureza espacial. Em que pese as importantes conquistas dos movimentos sociais e dos atingidos, a força do “estado de exceção” usado para implantar UHE Belo Monte pelo Governo Brasileiro, em pleno período democrático, promoveu impactos à escala da vida das pessoas que são imensurável e irreparável. Implicando a necessidade de proposição e de investimentos em outras e novas formas (fontes) de geração de energia no Brasil e na Amazônia como caminho para superação deste quadro de espoliações, que é produto do “ajuste espacial” do capitalismo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A memória imagética pelo UHE Belo Monte (PA) narrado por mulheres arpilleristas(Universidade Federal do Pará, 2017-05) PORTUGAL, Jéssica Feiteiro; FERNANDES, Daniel dos SantosEste trabalho trata de uma reflexão acerca dos impactos socioambientais decorrentes do processo de implantação de hidrelétricas na Amazônia, através de uma técnica de bordado chileno de confecção de tela de tecidos, produzidas e expostas por mulheres atingidas pela UHE Belo Monte (PA). Metodologicamente, a reflexão parte da percepção da paisagem representada por arpilleras 4 não apenas pela estética iconográfica da imagem, mas como narrativa imagética, a qual é articulada subjetivamente pelas mulheres arpilleristas, constitui produto do imaginário coletivo, e deste modo, materializa-se através do discurso ideológico figurativo de resistência aos impactos causados pelo empreendimento. Como forma de nortear a reflexão da imagem compreendida como narrativa e produto de memória, este estudo fundamenta-se a partir da articulação teórico-metodológica de autores que abordam a temática da: Imagem fotográfica como método etnográfico como Guran (2011); O imaginário coletivo por Maffesoli (2001); A memória coletiva por Halbwachs (1968). A análise possibilita perceber a imagem que as mulheres arpilleristas atingidas pela UHE Belo Monte buscam explicitar acerca do processo de implantação de hidrelétricas na Amazônia a partir da representação social, e dos motivos que justificam a disposição criativa de utilização da arte por imagens como estratégia de linguagem e comunicação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Problemas ambientais urbanos em Altamira-PA: uma análise a partir do sistema de saneamento(Universidade Federal do Pará, 2021-08-25) ABREU, Adna Alves; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987Dissertação Acesso aberto (Open Access) Redes e vigilância no Xingu: a reconfiguração do território ribeirinho(Universidade Federal do Pará, 2022-04-29) BAITELLO, Clara Bezerra de Menezes; HERRERA, José Antônio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Neste trabalho de pesquisa analisa-se como a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, em Altamira, no Pará, modificou a relação dos ribeirinhos com o seu território tradicional. Com o enchimento do reservatório principal da usina em 2015, mais de 300 famílias que viviam tradicionalmente da pesca são expropriadas do seu território pela concessionária Norte Energia S.A. As empresas terceirizadas, contratadas pela concessionária, passam a determinar, a negociar e a vigiar o território de povos que ancestralmente ali viviam. Os ribeirinhos, cuja subsistência e modo de vida estão direta e intimamente associados ao rio Xingu e à floresta, agora passam a viver longe dos seus locais de pesca e de moradia. Parte-se de uma relativa autonomia socioeconômica e territorial, que antecede a construção da usina, para uma tentativa de controle e de vigilância por parte das empresas e do Estado, influenciando fortemente as dinâmicas de vida e de trabalho locais ao embaraçar assuas redes de vizinhança e parentesco. Nota se, assim, uma mudança na realização das atividades no território, que anteriormente eram organizadas pelos próprios ribeirinhos, de acordo com suas regras e necessidades de subsistência, e que agora passam pelo controle de novos atores, gerando impactos sociais e ambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sobrevivência e crescimento inicial de espécies nativas em plantio de enriquecimento em área de recomposição florestal da UHE de Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) SOUZA, Onassis de Pablo Santos de; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359A escolha das espécies que serão plantadas destaca-se como fator determinante no desempenho da restauração florestal, por serem de grande influência na formação de florestas biologicamente viáveis que contribuam para a reabilitação da biodiversidade de ambientes alterados. No entanto, ainda são raras as informações sobre o estabelecimento inicial de espécies florestais nativas em projetos de restauração florestal. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo analisar o desempenho quanto ao crescimento e sobrevivência de plantio de enriquecimento com seis espécies nativas da Amazônia (Carapa guianensis/ andiroba, Dipteryx odorata/ cumaru, Hymenaea courbaril/ jatobá, Hymenaea intermedia/ jutaí, Cenostigma tocantinum/ macharimbé, e Triplaris weigeltiana/ tachi da varzéa) submetidas à diferentes condições edáficas e interações bióticas durante a fase de estabelecimento em campo, com a finalidade de subsidiar projetos de recomposição vegetal em condições ambientais semelhantes. As áreas de plantio estão situadas em ambientes de floresta secundária no Município de Vitória do Xingu/PA. Para avaliação das mudas plantadas, dentro de 147,26 hectares de floresta enriquecida, foram instaladas 147 unidades amostrais de 800 m2 (20 m x 40 m). A localização das parcelas foi determinada de forma sistemática via rede de pontos com distância de 100 m x 100 m, sendo a primeira unidade de amostra aleatorizada e as demais distribuídas de forma equidistante. A extensão de plantio para as seis espécies foi subdividida em 39 talhões com tamanhos variados, com um total de 607 mudas plantadas. O inventário de sobrevivência das espécies e medição da altura foi realizado aos 30 e aos 180 dias após o plantio. Foram considerados na análise os fatores ecológicos referentes ao estrato herbáceo, árvores adjacentes, fertilidade do solo, vestígio de fauna e estado fitossanitário das mudas. Dentre os principais resultados obtidos destacam-se: (i) H. intermedia apresentou o maior número de indivíduos mortos; (ii) apesar do C. tocantinum ter apresentado a maior taxa de crescimento absoluto, o crescimento em altura foi similar entre as espécies; (iii) o estrato herbáceo e as árvores adjacentes não provocaram nenhuma influência no desenvolvimento das plantas; (iv) a variação na fertilidade do solo entre as parcelas não foi suficiente para influenciar o crescimento das mudas; (v) a ocorrência de animais dentro das parcelas não teve qualquer interferência sobre as plantas analisadas; e (vi) a ocorrência de plantas vivas foi notoriamente predominante em mudas com fitossanidade sadia. Nesse contexto, conclui-se que as espécies analisadas respondem às condições ambientais de maneira equivalente, sendo, portanto, recomendadas para utilização em plantios de enriquecimento com a finalidade de recomposição vegetal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Território e multiterritorialidade: uma análise dos atingidos por Belo Monte no RUC São Joaquim(Universidade Federal do Pará, 2024-01-17) SANTOS, Bruno Alves dos; MIRANDA NETO, José Queiroz de; http://lattes.cnpq.br/3367795786739987Esta pesquisa aborda questões relativas à territorialidade dos moradores do RUC São Joaquim, em Altamira-PA, após a mudança processada pela hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. Uma vez que estes possuíam uma organização socioespacial construída no espaço vivido dos baixões da cidade, na qual o empreendedor de Belo Monte denominou de ADA. Neste contexto, considerou-se necessário tentar entender o processo contínuo de construção de pertencimento identitário e a afirmação do princípio de territorialidade na constituição de seu território. Deste modo, a problemática desta pesquisa consiste em responder a seguinte indagação: Como vem se dando a construção das novas territorialidades e a identidade de pertencimento desses sujeitos na construção de seus vínculos territoriais? Para responder tal indagação, a pesquisa tem por objetivo principal analisar o processo de construção dos vínculos territoriais de identidade e pertencimentos a partir dos sujeitos atingidos no RUC São Joaquim. Tendo como objetivos específicos de a) Investigar como eram as relações de pertencimento e sociabilidades entre os sujeitos antes de Belo Monte; b) Entender como se deu o processo de mudança para o RUC são Joaquim e suas consequências para os moradores; e c) Entender as territorialidades dos sujeitos em relação ao RUC são Joaquim, identificando os processos relacionados às multiterritorialidades. A pesquisa possui um caráter explicativo a partir da abordagem qualitativa sobre o tema proposto. O percurso metodológico de estruturação e desenvolvimento desta pesquisa buscou caminhos que não só permitiram a compreensão, mas, a valorização das intepretações dos sujeitos sobre o objeto investigado aliado a parâmetro de coleta e tratamento de dados das informações obtidas em entrevista durante as atividades de campo, que foram analisadas partir do referencial teórico proposto. Percebe-se assim que os moradores deste RUC apresentam uma realidade cruzada marcado pelo saudosismo da territorialidade que fora percebida, vivida e concebida na ADA, demonstrando uma multerritorialidade no processo contínuo de territorialização, desterritorialização e reterritorialização a partir da dinâmica territorial imposta pela UHE Belo Monte.
