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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Emissão de poeira em vias não pavimentadas na mineração: avaliação em laboratório e aspectos corporativos
    (Universidade Federal do Pará, 2026-02-03) DIDONÉ, Pablo Diego; MESQUITA, Andre Luiz Amarante; http://lattes.cnpq.br/1331279630816662; FURTADO, Maciel da Costa; MARTINS, Márcio Ferreira; MARTINS, Ramon Silva; MONTE, Marisa Bezerra de Mello; http://lattes.cnpq.br/4062258417348910; http://lattes.cnpq.br/7325983059020104; http://lattes.cnpq.br/0642654456195324; http://lattes.cnpq.br/0449404086225701; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-3023-222X; https://orcid.org/0000-0002-4905-1453
    A erosão causada pela ação do vento tem efeitos positivos e negativos. A poeira do Saara fornece nutrientes aos solos amazônicos. Em contrapartida, a erosão de vias de mineração, degradadas pelo intenso tráfego de veículos pesados, gera poeira que pode ser transportada pelo vento, afetando a saúde e o bem-estar de funcionários e de comunidades próximas. A água é amplamente utilizada no controle de poeira, mas apresenta baixa eficiência quando aplicada isoladamente. Aditivos (por exemplo, biopolímeros) podem ser alternativas eficazes sob as perspectivas econômicas e ambientais, mas exigem compreensão das características das vias e das propriedades do produto. Este estudo revisou a emissão e o controle de poeira em vias não pavimentadas, projetou um mecanismo para simular a degradação da via e desenvolveu uma metodologia para medir as emissões em laboratório, visando avaliar a eficiência dos supressores. Os resultados indicaram que o aumento da eficiência hídrica por meio do uso de supressores pode contribuir para racionalizar o consumo hídrico na supressão de poeira, particularmente em períodos de menor pluviometria, quando a emissão tende a se intensificar. As reduções nas emissões (em termos de concentração média) foram de 73 % (ajuste da concentração) e 86 % (ajuste da dosagem), quando comparadas às emissões em solos sem aplicação de supressor. Adicionalmente, a adoção da metodologia proposta permitiu substituir a aplicação empírica de água por ciclos de umectação calibrados com base em parâmetros de laboratório, com potencial para reduzir custos operacionais e melhorar as condições de visibilidade e segurança das vias não pavimentadas. O material particulado é uma preocupação ambiental, social e econômica; deve ser integrado às estratégias de ESG (Environmental, Social and Governance) das mineradoras, relacionando a gestão de poeira a indicadores como a qualidade do ar, o uso de água, o engajamento de stakeholders e a conformidade legal. Essa abordagem pode ajudar empresas de mineração a equilibrar saúde, bem-estar, relacionamento comunitário e sustentabilidade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
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