Emissão de poeira em vias não pavimentadas na mineração: avaliação em laboratório e aspectos corporativos

Imagem de Miniatura

Data

03-02-2026

Afiliação

Grau

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Tema

Eixo temático

Tipo de acesso

Acesso AbertoAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalaccess-logo

Agência de fomento

Contido em

Citar como

DIDONÉ, Pablo Diego. Emissão de poeira em vias não pavimentadas na mineração: avaliação em laboratório e aspectos corporativos. Orientador: André Luiz Amarante Mesquita. 2026. 170 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Infraestrutura e Desenvolvimento Energético) – Núcleo de Desenvolvimento Amazônico em Engenharia, Universidade Federal do Pará, Tucuruí, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18239. Acesso em:.

DOI

A erosão causada pela ação do vento tem efeitos positivos e negativos. A poeira do Saara fornece nutrientes aos solos amazônicos. Em contrapartida, a erosão de vias de mineração, degradadas pelo intenso tráfego de veículos pesados, gera poeira que pode ser transportada pelo vento, afetando a saúde e o bem-estar de funcionários e de comunidades próximas. A água é amplamente utilizada no controle de poeira, mas apresenta baixa eficiência quando aplicada isoladamente. Aditivos (por exemplo, biopolímeros) podem ser alternativas eficazes sob as perspectivas econômicas e ambientais, mas exigem compreensão das características das vias e das propriedades do produto. Este estudo revisou a emissão e o controle de poeira em vias não pavimentadas, projetou um mecanismo para simular a degradação da via e desenvolveu uma metodologia para medir as emissões em laboratório, visando avaliar a eficiência dos supressores. Os resultados indicaram que o aumento da eficiência hídrica por meio do uso de supressores pode contribuir para racionalizar o consumo hídrico na supressão de poeira, particularmente em períodos de menor pluviometria, quando a emissão tende a se intensificar. As reduções nas emissões (em termos de concentração média) foram de 73 % (ajuste da concentração) e 86 % (ajuste da dosagem), quando comparadas às emissões em solos sem aplicação de supressor. Adicionalmente, a adoção da metodologia proposta permitiu substituir a aplicação empírica de água por ciclos de umectação calibrados com base em parâmetros de laboratório, com potencial para reduzir custos operacionais e melhorar as condições de visibilidade e segurança das vias não pavimentadas. O material particulado é uma preocupação ambiental, social e econômica; deve ser integrado às estratégias de ESG (Environmental, Social and Governance) das mineradoras, relacionando a gestão de poeira a indicadores como a qualidade do ar, o uso de água, o engajamento de stakeholders e a conformidade legal. Essa abordagem pode ajudar empresas de mineração a equilibrar saúde, bem-estar, relacionamento comunitário e sustentabilidade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

browse.metadata.ispartofseries

Área de concentração

País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

item.page.isbn

Fonte

item.page.dc.location.country

Fonte URI

Disponível na internet via Sagitta