Navegando por Assunto "Uso do solo"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise da contribuição da pecuária bovina nas mudanças de uso da terra: uma abordagem multiescala no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-19) THALÊS, Marcelo Cordeiro; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534A Amazônia brasileira passou por vários ciclos econômicos, vinculados a exploração dos recursos naturais e integrados ao mercado mundial, os quais se intensificaram a partir da década de 1960 e mais recentemente com a expansão do agronegócio. Nesse processo de construção territorial, as mudanças de uso da terra ocorreram de forma heterogênea no espaço e no tempo, com mecanismos atuando em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é analisar as mudanças de uso da terra e a contribuição da pecuária bovina no processo de construção territorial com a proposição de métodos e indicadores de monitoramento em diferentes escalas, do regional ao local, que colaborem na gestão territorial. No estado do Pará foi elaborada uma cartografia diacrônica das frentes pioneiras que permitiu representar e delimitar os contrastes regionais em regiões pioneiras. Posteriormente, essas frentes pioneiras foram relacionadas à dinâmica dos desmatamentos, por períodos, entre 2002 a 2017, o que possibilitou qualificar os territórios em consolidados, voltados à intensificação agropecuária ou em expansão, usados como estratégia de ocupação, além daqueles livres de desmatamento. No município de Paragominas, localizado em um território em consolidação, a dinâmica da paisagem foi analisada ao se sobrepor os mapas de uso da terra com os de aptidão do solo e distanciamento das rodovias principais e, ao final, propõem-se um modelo de restauração da paisagem. A dinâmica da paisagem pode ser representada em dois sistemas de uso da terra: o primeiro, baseado na expansão das pastagens nos vales arenosos e, o segundo, na agricultura mecanizada que atualmente se expande nos planaltos argilosos. Desses dois sistemas foram extraídas três lições para ajudar no processo de restauração da paisagem. A primeira aponta que a intensificação do uso da terra aumenta a pressão sobre as florestas, principalmente nas áreas mais adequadas; a segunda indica que a intensificação do uso da terra libera áreas não adequadas à mecanização que podem ser utilizadas para restauração florestal; a terceira, por sua vez, é uma governança local que poderia definir políticas espacialmente explícitas capazes de conduzir a uma transição da paisagem. Em áreas amostrais, no sudeste paraense, foram coletados os pontos de observação com a descrição visual das características das pastagens, as quais possibilitaram a construção de uma tipologia associada a processos de degradação das pastagens. Ao relacionar essa tipologia das pastagens aos índices da vegetação (NDVI, EVI-2, NDII-5, NDII-7), extraídos das imagens Landsat 7 (ETM+), observa-se que nas pastagens bem formadas ao se reduzir os percentuais de cobertura verde e de altura houve uma redução nos índices de vegetação. Nas pastagens degradadas e em degradação houve certa imprecisão em relação às pastagens bem formadas. As pastagens degradadas ou em degradação biológica foram melhor identificadas, mas apresentaram imprecisão em relação as pastagens bem formadas com baixa cobertura verde, enquanto as pastagens degradadas ou em degradação agrícola se confundiram com as pastagens bem formadas com alto a médio percentual de cobertura verde. Essa abordagem tem potencial para ser utilizada no monitoramento das áreas de pastagens, mas necessita ser aprimorada. As análises em diferentes escalas refletem a importância da compreensão das mudanças de uso da terra no processo de construção territorial cujo objetivo principal é de transformar esse conhecimento em um instrumento de fácil entendimento e de apoio às tomadas de decisão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise dos impactos das diferentes formas de ocupação da superfície sobre as condições meteorológicas na região de Santarém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2011-08-26) SILVA, Benedito Evandro Barros da; GANDU, Adilson Wagner; http://lattes.cnpq.br/8491359374260645O objetivo desta dissertação foi obter informações referentes ao uso e ocupação do solo na região de Santarém, em diferentes anos das últimas décadas, para melhor representar os efeitos causados pelas modificações das propriedades da superfície sobre as condições atmosféricas simuladas por modelos numéricos de tempo e clima. As superfícies continentais caracterizam-se por causar efeitos substanciais sobre a atmosfera e, consequentemente, influir na qualidade das previsões de tempo e de clima. Por outro lado, o desmatamento contribui com as mudanças climáticas, por eliminar grandes quantidades de gases de efeito estufa para a atmosfera. Estas atividades também causam efeitos na saúde publica, na agricultura, nos recursos florestais, nos recursos faunísticos e nos recursos hídricos. Além disso, a substituição da superfície natural por pastagem ou agricultura altera as propriedades térmicas e radiativas da superfície, gerando modificações nas condições atmosféricas locais, regionais e globais. Neste trabalho foram analisados períodos representativos de possíveis mudanças climáticas na região, identificados a partir do tratamento e analise estatística de dados climatológicos de estações meteorológicas de superfície, bem como a evolução temporal e quantitativa do desmatamento na região de estudo com os dados do Projeto PRODES Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite). Para avaliar os efeitos atmosféricos das mudanças no uso e ocupação do solo utilizou-se como base o mapa de vegetação do IBGE, e a inclusão da classe “desmatamento” ao mesmo em diferentes períodos analisados (anos de 1997e 2009) trabalhadas no software Arc. Gis. 9.2. Foram criados arquivos de dados de tipos de superfície compatíveis com a leitura do modelo BRAMS, que foi então utilizado para simular os diferentes efeitos desses mapas temáticos de uso e ocupação do solo na atmosfera local. Os resultados indicam uma tendência de aumento da precipitação média anual e da frequência média de dias com precipitação, diminuição da temperatura média das máximas e aumento da temperatura média das mínimas ao longo dos anos na região de Santarém. A área de estudo, até o ano de 1997, registrou um desmatamento de 19,44% e até o ano de 2009 passou para 25,54%. As simulações com os arquivos gerados de uso e ocupação do solo para 1997 e 2009 apresentaram poucas variações para os diferentes mapas temáticos em suas variáveis (temperatura, umidade e fluxos de calor sensível e latente), quando considerado os valores médios da área total simulada. Porém, quando se considera pequenas áreas localizadas somente sobre as regiões que sofreram maiores modificações, observam-se maiores influências com o aumento do desmatamento.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Análise socioeconômica dos sistemas de uso de terra por pequenos produtores agrários na Amazônia oriental(2004-12) HURTIENNE, Thomas PeterO objetivo deste artigo é observar a dinâmica dos sistemas de uso agrícola por pequenos proprietários de terra ao nordeste do estado do Pará. No intuito de relacionar formas específicas de agricultura itinerante e de indústria extrativa na Amazônia com os processos endógenos de tomada de decisão econômica. Teve repercussão sobre a dinâmica destes sistemas e as políticas governamentais que a partir de 1970 voltaram-se para a modernização agrícola e a criação de lavouras permanentes, contribuindo para que fossem atingidas barreiras agroecológicos e agroeconômicas. Com base nessas novas dinâmicas, os pequenos empreendimentos familiares na Amazônia defrontam-se com ações públicas e privadas que fragilizam essa estabilidade.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Áreas prioritárias para inclusão de componente arbóreo: as áreas de proteção permanente em sistemas pecuários de São Domingos do Araguaia-PA (Brasil)(Universidade Federal de Santa Maria, 2022) FERNANDES, Igor Luiz Cunha; MANESCHY, Rosana Quaresma; SOARES, Daniel Araújo Sombra; LOPES, Claudio Henrique SampaioA degradação da vegetação nativa das áreas de proteção permanente (APP’s) é decorrente do processo histórico do uso e ocupação de solo no Brasil. No sudeste do Pará com a expansão da atividade pecuária ao longo do tempo, essas áreas foram impactadas gerando perda de biodiversidade e pressão sobre os corpos d’água. Analisou-se a dinâmica de uso e cobertura da terra em duas áreas no município de São Domingos do Araguaia -PA para simular as áreas prioritárias de inclusão do componente arbóreo para recomposição APP’s em uma fazenda e um assentamento rural no caso de adoção de estratégias de incorporação do componente arbóreo. Em ambos os casos estudados existem extensas áreas de pastagens degradadas, impulsionadas pela expansão e intensificação da pecuária tradicional na região de 2004 a 2014.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação econômica de sistemas agroflorestais no nordeste paraense: os sistemas agroflorestais como instrumento de política pública de desenvolvimento socioeconômico e ambiental regional(Universidade Federal do Pará, 2013-01-08) OLIVEIRA, Dimitri Maurício Queiroz de; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279Este trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade econômica de dois sistemas agroflorestais (SAF) no município de Tomé. Primeiro, procedeu-se o levantamento bibliográfico das imposições legais de uso de áreas especialmente protegidas; em seguida, buscou-se enquadrar os sistemas agroflorestais sobre uma ótica socioeconômico e ambiental, como um instrumento de uso e recuperação destas áreas através da avaliação dos retornos econômicos provenientes de dois modelos de SAF observados em Tomé-Açu. Para o andamento e conclusão deste estudo, utilizou-se uma pesquisa documental, bibliográfica e de pesquisa de campo através de entrevistas com atores locais da cadeia produtiva no município de Tomé-Açú. A metodologia utilizada para levantamento de dados do estudo foi a entrevista semiestruturada com os atores locais. A tabulação deste dados, bem como a análise dos resultados foi realizada com os conceitos econômico-matemáticos da engenharia econômica de avaliação de projetos de investimento através do fluxo de caixa, VPL, TIR e Rb/c dos arranjos. A conclusão aborda o conceito da viabilidade dos arranjos estudados para o cenário econômico atual das culturas que compuseram os modelos estudados como fonte alternativa de investimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cartografia da dinâmica urbana de uso e ocupação do solo no município de Breu Branco-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-02-25) SILVA, Wagner Luiz Gonçalves da; ROCHA, Gilberto de Miranda; http://lattes.cnpq.br/2436176783315749Breu Branco é um município do estado do Pará, localizado na microrregião de Tucuruí. O município foi emancipado em 1991, porém sua organização espacial ocorreu bem antes, quando do inicio das obras da hidroelétrica, para atender a demanda por moradia dos deslocados compulsoriamente em função do aumento da cota alagável do rio Tocantins. O município experimentou um crescimento populacional acelerado. A configuração espacial inicial da cidade se deu na porção sul, entre a rodovia PA-263 e o rio Tocantins. Posteriormente, com a saturação urbana, o crescimento buscou o outro lado da rodovia PA-263 o que atualmente é a porção norte da sede do município. Esse processo de expansão gerou ocupações urbanas que atualmente são bairros como: Santa Catarina, Conquista e Liberdade, recentemente, novos núcleos urbanos vêm surgindo. O crescimento urbano de Breu Branco é horizontal e se propaga em dois eixos de expansão. O plano diretor municipal é o documento que deve conter estratégias de zoneamento ambiental e de zonas de interesse social que subsidiem o poder publico quanto à regulação do crescimento urbano e a proteção ambiental. A atração populacional, o preço da terra e a topografia da área urbana, são fatores que aceleraram o crescimento da cidade. Nesse trabalho, utilizamos técnicas cartográficas e de sensoriamento remoto, para a construção de mapas, entre (1996-2006) e (2006-2016), na busca de compreender as transformações urbanas de Breu Branco.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Castanheiros, agricultores e índios: conflitos pelos usos da terra em castanhais do médio Tocantins (1948-1980)(Universidade Federal do Pará, 2009) CARNEIRO, Aldair José Dias; FARIAS, William Gaia; http://lattes.cnpq.br/2553754490715388O trabalho em questão procura atentar para os simbolismos que os castanhais do Médio Tocantins adquiriram no decorrer de mais de meio século de ocupação, desde pelo menos 1892, sobretudo nos limites que constituíram os municípios de Marabá e Itupiranga, no Pará. Para uns, as terras de castanhais não passaram de fontes de renda, importantes vias de lucros, motivos que levaram às sucessivas apropriações dos espaços e dos produtos oriundos da floresta, principalmente por fazendeiros, comerciantes de castanhas e representantes municipais. Para outros, tornaram-se espaços inerentes à vida, e cujo próprio meio natural se revelou a essência da produção cultural, no caso dos agricultores tradicionalmente instalados em pequenos povoados e localidades isoladas que adequaram tradições aos meios ocupados e desenvolveram pequenas agriculturas, valendo-se de produtos da floresta como complemento para suas subsistências. Com base em fontes escritas e análise da memória acerca dos castanhais médio-tocantinos, além da leitura do seu espaço, essa pesquisa procurou interrogar vários desses sujeitos, destacando o período entre 1948 e 1980, com a finalidade de visualizar as causas e consequências desse antagonismo de ideias e pontos de vista relacionados aos modos de lidar com a terra e com os recursos disponibilizados por ela.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamento silvicultural e dinâmica de serapilheira em plantios de duas espécies florestais na Amazônia oriental brasileira(Universidade Federal do Pará, 2011) SOUSA, Vanesa Gomes de; BRIENZA JÚNIOR, Silvio; http://lattes.cnpq.br/1750852376922258O desmatamento na Amazônia brasileira já alterou cerca de 750 milhões de hectares e desse total, 20% encontra-se com algum nível de degradação. A reincorporação ao processo produtivo das áreas alteradas com o reflorestamento de espécies tropicais, de valor comercial, é uma alternativa para minimizar os impactos ambientais, com benefícios ecológicos, aumento da oferta de madeira e diminuição da pressão sobre as florestas naturais remanescentes. No entanto, um dos grandes empecilhos para o reflorestamento é a falta de conhecimentos científicos sobre o crescimento de espécies nativas e exóticas. Diante disto, este trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes sistemas de plantios com espécies florestais nativa e exótica para recuperação de áreas alteradas. O trabalho foi realizado no município de Dom Eliseu, estado do Pará, em três sistemas de uso da terra: plantio puro (Schizolobium parahyba var. amazonicum e Khaya ivorensis), consórcio de espécies florestais (S. parahyba var. amazonicum e Khaya ivorensis), sistema agroflorestal (S. parahyba var. amazonicum e Musa sp). Aos 40 meses de idade, em plantio homogêneo, Schizolobium parahyba var. amazonicum mostrou maior crescimento silvicultural (altura e diâmetro) no espaçamento 4 m x 3 m e Khaya ivorensis no espaçamento 4 m x 4 m. No entanto, o paricá apresentou melhor desempenho em sistema de consórcio e sistema agroflorestal. O melhor desempenho de K. ivorensis foi no consórcio de espécies. Entre os sistemas de plantio estudados (SAF e misto de espécies), a deposição de biomassa foi maior no sistema de consórcio de espécies com 3.737,5 kg ha-1, sendo que, a maior contribuição de material vegetal foi do paricá. Foi evidenciada correlação negativa entre a deposição de serapilheira e a precipitação pluviométrica para o paricá, e positiva para K. ivorensis. Os resultados obtidos mostraram que o modelo florestal de consórcio de espécies mostrou-se promissor e pode ser uma alternativa para recuperação de áreas alteradas, de modo a oferecer diferentes opções de madeira e ao mesmo tempo, agregar fatores positivos em relação a produção de biomassa e aspectos físico-químicos do solo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comunidade de insetos bentônicos em igarapés do nordeste paraense - Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) MONTELES, Josinete Sampaio; GERHARD, Pedro; http://lattes.cnpq.br/5621269098705408O objetivo deste trabalho foi o de conhecer a comunidade de insetos bentônicos em 17 igarapés do Nordeste Paraense, Amazônia Oriental, sob diferentes usos do solo e investigar as variações na abundância, riqueza e diversidade da comunidade de insetos aquáticos com a cobertura vegetal do seu entorno imediato (zona ripária) e de paisagem (vertentes das microbacias onde se insere o igarapé amostrado). Os macroinvertebrados bentônicos foram coletados entre julho e outubro de 2010, época de menor precipitação. Em cada ponto foram feitas 10 amostragens com Surber para análise quantitativa e três com rede de mão de caráter apenas qualitativo. Para avaliar diferenças entre a riqueza, índice EPT, abundância e a diversidade, foram utilizadas análises de variância e de agrupamento para sumarizar os dados bióticos. Para avaliar as diferenças quanto às escalas de estudo foi empregada a análise ANOSIM seguida da rotina SIMPER. As características ambientais foram avaliadas buscando-se correlacioná-las à composição taxonômica e à distribuição dos táxons através da Análise de Correspondência Canônica (ACC). Um total de 46.371 indivíduos foi coletado, sendo 11.384 com o Surber, distribuídos em 61 táxons com predomínio de insetos aquáticos. As maiores abundâncias observadas foram de Chironomidae, Ephemeroptera, Trichoptera e Coleoptera. Abundância, riqueza e EPT foram maiores nos trechos de igarapés com vegetação ripária de floresta antropizada de igapó e microbacias com predomínio de Floresta. As variáveis ambientais de maior influência sobre a comunidade foram porcentagem de ambiente florestal na zona ripária, temperatura média da água, turbidez, porcentagem de liteira grossa e fina, pH, vazão do canal e coeficiente de variação da largura do canal. Os resultados mostraram diferenças quanto à composição da comunidade em relação aos diferentes usos do solo. Através dos descritores ecológicos, foi detectado que as microbacias com maior percentagem de área de floresta antropizada e sucessional e maior percentagem de vegetação ripária de entorno (30m) apresentaram melhores condições ambientais que aqueles onde predominam as pastagens.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As comunidades tradicionais, sua importância na conservação do manguezal do município de São João da Ponta - PA(Universidade Federal do Pará, 2016-05-31) FARIAS FILHO, Daniel Vilhena; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609Na Amazônia os Povos que utilizam o ecossistema manguezal para retirar produtos para sua subsistência são conhecidos como extrativistas, e caso eles estejam de acordo podem ser chamados de Povos Tradicionais. Esses Povos apresentam um estilo de vida pouco impactante em relação ao meio ambiente e ao conservarem esse modo de vida contribuem para a manutenção e equilíbrio desse ecossistema. O solo do mangue é o local de armazenamento de carbono e o uso indevido desse solo faz com quer esse carbono seja liberado para a atmosfera contribuindo assim com o aumento do efeito estufa. Desse modo as Populações Tradicionais contribuem com um serviço ambiental no processo de mitigação do efeito estufa. O presente trabalho buscou realizar a caracterização físico-química do solo do manguezal de São João da Ponta, nas Comunidades Deolândia, Brasilândia, Coqueiro e Sede, relacionando essas características com omodo de vida e o uso do mangue pelos os Povos Tradicionais que vivem em se entorno e com o Índice de Desenvolvimento Sustentável do Município de São João da Ponta (IDSM). A metodologia usada para a caracterização físico-química da área foi a utilização de ph metro para determinar o pH e Eh, o refratômetro para a determinação da salinidade, e o método Walker Black para a determinação do carbono. A pesquisa também utilizou questionário nas comunidades de Deolândia e Brasilândia, com objetivo de determinar questões relativas a parte social, houve também o Cálculo do Índice de Desenvolvimento Sustentável do Município. Constatou-se que as áreas dentro da RESEX nas comunidades de Deolândia, Brasilândia e Coqueiro, onde a mata é preservada, as características físico-química presente no solo estão conservadas, diferentemente da área onde houve desmatamento. O cálculo de Índice de Desenvolvimento Sustentável do município (IDSM) foi de 0,548 que de acordo com a metodologia adotada mostrar-se aceitável. A aplicação de questionário dentro de cada Comunidade mostrou uma preocupação com a presença de esgotos sem tratamento, assoreamento de braços de rios e uma prática de queima de lixo doméstico no final do dia. Foi observado que nas Comunidades em estudo, apesar de ocorrerem algumas práticas ecologicamente inadequadas como queima de lixo e retirada de vegetação ciliar próxima aos rios, os Povos Tradicionais apresentam um modo de vida pouco impactante em relação ao uso do manguezal e que a existência da Resex no Município, contribui para a conservação do solo e da floresta de mangue.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica da paisagem e o processo de fragmentação florestal na bacia do Caeté(Universidade Federal do Pará, 2018-02-23) SANTOS, Milena de Nazaré Silva; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A Bacia Hidrográfica do Rio Caeté localiza-se em uma região estratégica da região nordeste paraense, com elevados índices de antropização. Neste cenário, a paisagem vem sendo transformada junto aos processos de consolidação e expansão dos diferentes tipos de uso e cobertura da terra. Assim este trabalho apresenta a dinâmica da paisagem e o processo de fragmentação florestal para Bacia do Caeté nos anos 2004, 2010 e 2014 e suas implicações na modulação do cenário espacial contemporâneo. Para isso, a pesquisa se fundamenta nas seguintes discussões: I- Comparação das dinâmicas de transição de uso e ocupação da terra na bacia, utilizando a análise multitemporal, tendo como referência as bases cartográficas do projeto TerraClass e as imagens do satélite Landsat/TM 5, órbitas 222 e 223, ponto 061, das bandas 3, 4 e 5, referentes ao ano de 2004. II- Caracterização e quantificação dos fragmentos e configuração da estrutura da paisagem local, com base em métricas de paisagens e a utilização do software Fragstats versão 4.2. III- Identificação das pressões antrópicas e dos reflexos da fragmentação sobre a Unidade de Conservação (UC) Caeté-Taperaçu. No ano de 2004 as classes de pastagem, floresta e mosaico de ocupação elucidaram um percentual de 80,39% da área total da bacia. Em 2014 as áreas contidas com estas mesmas classes somaram a totalidade de 87,26%. O indicativo apresentado demarca a intensa dinâmica espacial consolidada sobre a bacia. Os índices calculados ratificaram o predomínio de pastagem na bacia do Caeté, por meio das métricas de Área da classe (CA) e Porcentagem de fragmentos (PLAND). Em contrapartida os índices Total de bordas (TE) e Densidade de bordas (ED) demostraram que o processo de fragmentação florestal na bacia vem se atenuando, em vista do indicativo de bordas predominante sobre a classe floresta. A UC Caeté-Taperaçu apresentou significativa contribuição, frente aos processos de uso e ocupação na região atuando como instrumento de contenção aos impactos ambientais. A relevância da pesquisa é representada mediante a integralização dos aspectos socioambientais associados a dinamicidade da paisagem, ponderando como as ações humanas podem afetar o equilíbrio do recurso natural. Espera-se que dados apresentados contribuam como subsidio voltado à gestão integrada e participativa dos recursos hídricos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da monocultura de palma de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) sobre a fauna de pequenos mamíferos não-voadores na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2013) LIMA, Renata Cecília Soares de; OLIVEIRA, Ana Cristina Mendes de; http://lattes.cnpq.br/1199691414821581Neste estudo foi avaliado o efeito da plantação de palma de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) sobre a riqueza, composição e abundância da fauna de pequenos mamíferos não- voadores em áreas de Floresta Amazônica. Diferenças estruturais entre plantio de palma e floresta foram quantificadas através de parâmetros ambientais como abertura de dossel, densidade de sub-bosque e altura da serapilheira, e relacionadas aos padrões de composição e abundância da comunidade deste grupo da mastofauna. Ao todo foram registradas 23 espécies de pequenos mamíferos não-voadores, sendo 10 marsupiais e 13 roedores. Destas, 10 espécies foram registradas exclusivamente em plantações de dendê e quatro foram registradas somente em floresta. A altura da serapilheira e abertura de dossel tiveram maior influência sobre o agrupamento das amostras entre os habitats. A plantação de palma de dendê teve efeito positivo sobre a riqueza de espécies de pequenos mamíferos, mas não afetou a abundância total das espécies. Entretanto, mudou a composição de espécies e a abundância das populações. Além da formação dos “empilhamentos” nas plantações de palma de dendê, que parecem fornecer abrigo, proteção contra predadores e recursos para os pequenos mamíferos não-voadores a disposição dos fragmentos florestais entremeados com as áreas de plantio provavelmente favoreceu a ocorrência e deslocamento desta fauna através do plantio de palma, por isso, a proteção da vegetação é extremamente importante para a manutenção da fauna de pequenos mamíferos não-voadores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do uso do hábitat sobre a comunidade de Gerromorpha (Heteroptera) em uma área de transição Amazônia-cerrado, Mato Grosso, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2008) WANZELER, Elaine Cristina de Miranda; FERNANDES, José Antônio Marin; http://lattes.cnpq.br/6743352818723245Os Heteroptera aquáticos e semi-aquáticos consistem em três infra-ordens monofiléticas, os Gerromorpha, Nepomorpha e Leptopodomorpha. No Brasil, existe um número bastante reduzido de literatura sobre este grupo, onde o estado de Minas Gerais concentra o maior número de estudos. Este trabalho objetivou determinar o efeito da intensidade de uso da terra sobre a comunidade de heterópteros aquáticos, infra-ordem Gerromorpha. A área de estudo está localizada na Fazenda Tanguro, estado do Mato Grosso, em uma faixa de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado. Foram realizadas quatro expedições nos meses de maio e julho, nos anos de 2006 e 2007. As coletas foram realizadas ao longo de seis riachos de primeira ordem localizados em três áreas diferentes: campo de soja, pastagem e mata contínua. Foram encontrados 5 famílias, 19 gêneros, 36 espécies e 13 morfoespécies de Gerromorpha. As curvas médias de acumulação de espécies para cada uma das três áreas de estudo não atingiram a assíntota ao final da adição de amostras, mas demonstraram uma clara tendência a estabilização, sugerindo que um aumento do esforço amostral aproximaria o número de espécies observadas da realidade do local de estudo. Embora a cobertura vegetal tenha sido significativamente diferente entre as três áreas estudadas (ANOVA, F2,45= 23,72; P < 0,001), o tipo de hábitat não influenciou no número de espécies de Gerromorpha (ANOVA F3,44= 0,77; P = 0,52). Sete espécies apresentaram diferenças significativas entre os hábitats. Os dois eixos do MDS baseados na composição das espécies não separaram as espécies quanto ao tipo de hábitat. Para a matriz de abundância, o eixo 1 (MANOVA; F2,45 = 16,27; P < 0,001) e o eixo 2 (MANOVA; F2,45 = 6,31; P = 0,004) diferenciaram as espécies que ocorreram na área de mata contínua. Um total de 57,14% das espécies coletadas é compartilhado pelas três áreas de estudo. A sensível redução no número de indivíduos registrados da área mais conservada (mata contínua) para as áreas degradadas (plantio de soja e pastagem, respectivamente) possivelmente está relacionada à perda de cobertura vegetal observada nas áreas degradadas. As espécies Brachymetra lata, Brachymetra sp 1, Cylindrostethus palmaris, Tachygerris celocis, Rhagovelia paulana, e Rhagovelia whitei podem ser consideradas espécies indicadoras de áreas florestadas; e Neogerris lubricus pode ser indicadora de ambientes sem cobertura vegetal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Epidemias de malária no Pará e sua relação com os padrões de uso da terra nos últimos quarenta anos: uma análise com sistema de informação geográfica(Universidade Federal do Pará, 2009) BACELAR, Maria Denise Ribeiro; VENTURIERI, Adriano; http://lattes.cnpq.br/8968863324073508O presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre a ocorrência de epidemias de malária no Pará e as formas de ocupação do espaço adotadas e configuradas nos principais usos da terra no período entre 1970 e 2008, procurando verificar a hipótese de as epidemias de malária no Pará terem sido conseqüência das formas de apropriação do espaço (nesse caso, os usos da terra). Para isso procurou-se analisar estatisticamente a relação entre os índices de malária e população residente, bem como entre essa população e as atividades produtivas predominantes no Pará e suas mesorregiões, e também a evolução dessas variáveis no tempo. Foram também eleitos quatro municípios paraenses, localizados nas mesorregiões geográficas da faixa de frentes pioneiras de ocupação no Estado, sendo um deles elencado como Município-controle do estudo e realizados seus mapeamentos temporais para analisar a dinâmica de suas paisagens nos anos de 1975, 1991 e 2008. Nos municípios eleitos − Itaituba, Anajás, Tucuruí e Juruti − foram identificados os principais modelos de paisagem implantados, e analisada sua evolução temporal, procurando verificar a existência ou não de uma relação de causa-efeito entre esses modelos de paisagem e a malária registrada nesses locais, no período investigado. Foi possível comprovar neste estudo, com os dados investigados, suas evoluções históricas e correlações estatísticas, a hipótese de que as epidemias de malária no Pará, no período estudado, foram consequêntes das formas equivocadas de apropriação do espaço, resultantes das políticas governamentais introduzidas na região após 1970. Da mesma forma, ficou evidenciada a relação de causa-efeito entre as atividades produtivas introduzidas na Região e as epidemias de malária aqui relatadas. Fato relevante é que a distribuição espacial da malária no Estado continuou epidêmica nas áreas aqui investigadas, onde ocorrem atividades produtivas primárias, realizadas de forma ambientalmente incorreta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estoques de carbono resultantes de mudanças de uso e cobertura do solo e sua relação com os indicadores socioeconômicos nos municípios de Paragominas e Ulianópolis, Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) SOUSA, Larissa Melo de; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439As mudanças de uso e cobertura do solo são apontadas por vários estudos como causadoras de prejuízos ambientais, como a emissão de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera. O presente trabalho teve por objetivo relacionar os indicadores socioeconômicos e as emissões de carbono com as diferentes mudanças de uso e cobertura do solo nos municípios de Paragominas e Ulianópolis, para os anos de 2004, 2008, 2010 e 2012. Para isso foram determinados as áreas de cada classe de uso e cobertura do solo e calculada a média do estoque de biomassa acima do solo (BAS) para cada uma das classes de uso e cobertura do solo fornecidos pelo Projeto TerraClass para o ano de 2004. Posteriormente foram quantificadas as emissões de CO2 associados às mudanças de uso e cobertura do solo. Adicionalmente, foram relacionados os dados socioeconômicos com as estimativas de carbono. Os resultados apontaram que grande parte da área de floresta foi convertida para as classes de agricultura e pastagem. O total de carbono acima do solo estocado, entre o período de 2004 à 2012, variou de 163 x106 Mg C para 161 x106 Mg C em Paragominas e de 31 x106 Mg C para 29 x106 Mg C em Ulianópolis. As emissões liquidas CO2 entre o período de 2004 à 2012 foram de 5.8x106 Mg CO2 para Paragominas e 7.4 x106 Mg CO2 para Ulianópolis. Em Ulianópolis observou-se uma relação linear moderada entre indicadores socioeconômicos e os estoques de carbono, enquanto que, em Paragominas, não observou-se correlação linear. Conclui-se que as dinâmicas das classes de uso e cobertura do solo estão baseadas na agricultura e pecuária como variáveis na matriz econômica dos municípios. O estoque de carbono nos municípios tem diminuído, devido a redução das áreas de floresta e o avanço de áreas de agricultura anual e pasto limpo, portanto a área de estudo está contribuindo negativamente para a remoção de CO2 da atmosfera. As mudanças de uso e cobertura do solo tem efeitos positivos sobre os indicadores socioeconômicos, porém aumentam as emissões de carbono.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estrutura de comunidades de peixes de igarapés de três pequenas bacias de drenagem sob uso de Agricultura Familiar no Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2007-11-26) CORRÊA, Jean Michel; GERHARD, Pedro; http://lattes.cnpq.br/5621269098705408; FIGUEIREDO, Ricardo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/2388049759708934As espécies da ictiofauna podem se distribuir no espaço e no tempo de maneira organizada, seguindo um padrão que pode ser percebido pela associação ou agrupamento das espécies e pela sua relação com determinados habitats. O número reduzido de estudos e o pequeno conhecimento da fauna aquática na Amazônia resultam em sub-estimativas dos impactos na ictiofauna de igarapés. A Região Bragantina, no nordeste paraense, é tida como um exemplo de fronteira agrícola antiga na Amazônia. A agricultura familiar é expressiva na área, sendo as principais culturas milho, caupi e mandioca, e cultivos semi-perenes, como maracujá e pimenta-do-reino. Estas áreas de produção familiar constituem hoje importantes elementos da paisagem, podendo ocasionar à degradação dos solos e do ecossistema aquático. Nesse contexto, um estudo foi realizado nos anos de 2006 e 2007 em três igarapés situados nessa região: Cumaru, São João e Pachibá. Foram coletados 2.117 peixes, distribuídos em sete ordens, 13 famílias, 27 gêneros e 43 espécies. A espécie mais abundante em todas as amostras coletadas foi Hypessobrycon heterorhabudus, com 337 indivíduos, seguido por Bryconops caudomaculatus, com 326 indivíduos. A riqueza de espécies foi maior num trecho do Pachibá (IGPA-B), com 21 espécies. O Índice de Dominância de Simpson mostrou o valor mais alto no trecho B do igarapé Cumaru, enquanto o Índice de Diversidade de Shannon revelou que o IGP A-B possuiu a maior diversidade. Iguanodectes spirulus foi a espécie amostrada com mais constância, e ocorreu em 50% das amostras. A similaridade entre os ambientes revelou que a distribuição das espécies seguiu a um padrão longitudinal ao invés de um padrão geográfico. O uso da terra, em especial a agricultura familiar não influenciou na estrutura das comunidades de peixes, uma vez que a baixa intensificação dessa atividade ainda permite certa integralidade do ecossistema aquático. Porém, com uma maior intensificação e ampliação futura desses sistemas de produção não se sabe qual será a resposta desse ecossistema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo comparativo do uso da terra em unidades de produção familiar no Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2008) MOREIRA, Aninha Melo; VENTURIERI, Adriano; http://lattes.cnpq.br/8968863324073508O contexto histórico de formação territorial do Nordeste Paraense, está relacionado com os diversos períodos de ocupação que a região Amazônica sofreu, desde os primórdios da colonização, passando pelos fluxos migratórios, a partir da década de 1950, até sua configuração atual. O Nordeste Paraense é composto pelas microrregiões do Salgado, Bragantina, Cametá, Guamá e Tomé-Açu, ocupando cerca de 135 mil quilômetros quadrados, ou seja, 10,6% da superfície estadual, englobando 49 municípios, possuindo 1,8 milhão de habitantes, 27% da população estadual. Após quase um século de utilização as áreas de mata virgem fazem parte do passado. O padrão de uso da terra baseia-se no manejo de parcelas de floresta secundária (capoeiras), em rotação com culturas anuais e a implantação de culturas perenes e de pastagens. Neste contexto este trabalho objetivou compreender a dinâmica do uso da terra em unidades de produção familiar, para assim subsidiar alternativas para o planejamento das propriedades. A pesquisa foi realizada em trinta e três unidades, dispostas nos municípios de Bragança (apresenta uma ocupação mais antiga, com diferentes históricos de ocupação e uso da terra, aproximadamente 300 anos), Capitão Poço (representa uma ocupação e uso intermediários, 60 anos) e Garrafão do Norte (com um processo de ocupação mais recente cerca de 20 anos). A metodologia baseou-se na observação direta, na aplicação de questionários, entrevistas semi-estruturadas, registros fotográficos, elaboração de mapas mentais e utilização do Sistema de Informações Geográficas, para construção de mapas temáticos e análise das imagens de satélite. Pode-se observar que o padrão de uso não se diferencia nas três áreas, pois não é o ambiente somente que irá influenciar nas práticas estabelecidas, mas sim a territorialidade de cada agricultor, ou seja, a sua carga cultural que é impressa sobre o território. Constatou-se que a paisagem de uma propriedade será mais ou menos fragmentada em função do número de pessoas que fazem uso dela. A vegetação secundária é um elemento importante nesta dinâmica, pois sua presença ou ausência contribuirá para que uma propriedade seja mais ou menos resiliente as pressões de mercados, ou seja, a existência deste recurso florestal, juntamente com outros sistemas produtivos, permitem que aquela propriedade tenha uma variedade de produtos a serem disponibilizados na esfera da família e para o mercado. Assim é necessário que estratégias de planejamento da propriedade sejam elaboradas, para garantir a sustentabilidade social e ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo do albedo da palma de óleo em comparação a diferentes usos e cobertura do solo no leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-04-26) CAMPOS, Mayara Soares; ARAÚJO, Alessandro Carioca de; http://lattes.cnpq.br/6188087583954899; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439Nos últimos anos tem-se verificado um contínuo avanço da fronteira agrícola na região Amazônica, em especial no leste da Amazônia com a expansão do cultivo da palma de óleo, o que tem provocado alterações na cobertura do solo nessa região. Diante da necessidade de se compreender a influência deste cultivo no albedo de superfície, o presente estudo visa avaliar as flutuações do albedo em área de cultura de palma de óleo com dados observados pela torre micrometeorológica e estimados a partir de dados orbitais, com base nos produtos do satélite Landsat 8/OLI e Terra/MODIS. Também foi comparado o albedo da palma de óleo com o de pastagem, floresta e vegetação secundária. A pesquisa mostrou que os valores observados in situ (não-imageadores) são estatisticamente iguais aos estimados pelos dois sensores orbitais (imageadores) para cultura da palma de óleo e variaram entre 0,14 a 0,15 no período menos chuvoso. Assim como também foi possível observar uma boa concordância entre o albedo estimado pelos sensores orbitais. Ao avaliar o albedo entre os diferentes usos e coberturas, verificou-se que eles são significativamente distintos entre si, demonstrando o seguinte padrão: Pastagem > Palma de Óleo > Vegetação Secundária > Floresta, o que sugere que possíveis conversões de uma cobertura para outra podem influenciar no balanço de radiação na superfície, e com isso, pode ocasionar alterações no clima. Diante disso, a pesquisa contribui para compreender a influência do cultivo da palma de óleo no albedo de superfície, podendo ainda contribuir com informações para possíveis parametrizações de modelos de simulações climáticas e de impactos ambientais.Tese Acesso aberto (Open Access) Exploração de recursos florestais não madeireiros pelos Mẽbêngôkre-Kayapó da aldeia Las Casas - terra indígena Las Casas, no sudeste do Pará: aspectos biológicos, sociais e econômicos relevantes para a sustentabilidade da comercialização(Universidade Federal do Pará, 2016-05-12) GONZÁLEZ PÉREZ, Sol Elizabeth; MITJA, Danielle; http://lattes.cnpq.br/3686851570084502; COSTA, Francisco de Assis; http://lattes.cnpq.br/1820238947667908Esta tese analisa os diferentes tipos de usos de produtos florestais não madeireiros na Terra Indígena Las Casas, assim como também a importância destes na subsistência do povo Mẽbêngôkre da aldeia Las Casas, a utilização e os caminhos que estes e a comunidade de Las Casas seguem através da comercialização. A pesquisa consistiu numa combinação de métodos e técnicas interdisciplinares das ciências biológicas, assim como também das ciências humanas, servindo-se finalmente de técnicas da etnobotânica, e sistemas de informação geográfica. Para entender o contexto atual do uso de produtos florestais não madeireiros e a inserção no mercado, se analisa o histórico de ocupação da Terra Indígena Las Casas, a dinâmica do uso da terra a através do processamento de imagens de satélite Landsat, e os diferentes tipos de ocupação solo descritos pelos Mẽbêngôkre-Kayapó da aldeia Las Casas, assim como também as plantas e recursos que utiliza, em fim a economia tradicional deste povo. Se analisaram também as diferentes formas de relação dos Mẽbêngõkre-Kayapó com a sociedade envolvente e como estas influenciaram na inserção ao mercado e em diferentes atividades econômicas, dando destaque em Las Casas à inserção no mercado através dos projetos Mẽkunhêre e Me à yry Las Casas. A Terra Indígena Las Casas apresenta uma dinâmica de uso da terra guiada por eventos de desmatamento e recuperação das áreas desmatadas. Desta maneira, os Kayapó reconhecem e classificam diferentes tipos de ocupação do solo entre as que se destacam formações savânicas e florestais, e áreas antrópicas resultantes da ocupação por posseiros da região, para o estabelecimento de fazendas de gado. A classificação dos usos do solo pelos Kayapó de Las Casas é compatível à obtida através da imagem de satélite Landsat-8, mesmo assim, os Kayapó diferenciam ocupações que na imagem não podem ser reconhecidas, como são babaçuais, pequizais, capoeiras, roças e zonas úmidas de Cerrado. Nestes territórios caçam, pesca, cultivam suas roças de maneira tradicional. Entre as espécies vegetais utilizadas na sua subsistência, identificam e exploram pelo menos 95 espécies úteis distribuídas em 36 famílias e 72 gêneros botânicos. Para estas espécies foram levantados 21 usos diferentes agrupados em oito categorias de uso. As espécies que tiveram usos destacados para a subsistência e a produção de cultura material pertencem à família Arecaceae (babaçu, buriti, bacaba) e Caryocaraceae (pequí). Estas espécies são manejadas por eles e fazem parte da rede de troca de recursos entre aldeias, a qual garante a circulação de diferentes variedades de espécies cultivadas, e matérias-primas utilizadas na produção de objetos destinados à vida ritual e à comercialização. Finalmente se conclui que para a comercialização de maneira sustentável dos frutos de babaçu e pequi, seria necessária a criação de planos de manejo para ambas as espécies. Desta maneira a atividade que mais oferece oportunidades de geração de renda é a comercialização de artesanato. Mesmo assim, ainda há aspectos que devem ser melhorados, principalmente na organização da comunidade e da associação Ngonh-rôrô-kre.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Financiamento internacional para o setor agroindustrial no Mato Grosso: uma oportunidade para conservação?(2008-06) STICKLER, Claudia; ALMEIDA, Oriana Trindade deUma das principais tendências mundiais ligadas ao processo de globalização é a expansão da agroindústria nos trópicos úmidos. Embora a agroindústria seja uma importante fonte de renda para o Brasil, a sua expansão está levando ao deslocamento das populações locais e ao desmatamento extensivo da vegetação primária. Nesse contexto, enfocamos uma segunda tendência, também resultante da globalização, que consiste no movimento das instituições financeiras em direção à responsabilidade social e ambiental, evidenciado pela inclusão de condições socioambientais nos empréstimos para o setor agrícola. Nesse trabalho, examinamos a experiência de empréstimo da Corporação Financeira Internacional ao Grupo Maggi do Brasil analisando o potencial desse tipo de instrumento econômico para ajudar a reduzir os impactos negativos da expansão agroindustrial. Também é enfocado como os diferentes atores que participam desse debate (organizações não governamentais, indústrias, setor financeiro e governo) podem ajudar a otimizar esse potencial.
