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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Abordagens sobre a condição de classe das juventudes da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2017-12) ALVES, João Paulo da Conceição; ARAÚJO, Ronaldo Marcos de Lima
    Este trabalho analisa a inserção da(s) juventude(s) amazônica(s) no contexto social e a sua condição de classe. Como problema de pesquisa buscamos compreender: qual a condição de classe das juventudes da Amazônia, a partir da análise de dados oficiais sobre a(s) juventude(s) no estado do Pará? Para tanto, mediante a realização de pesquisa documental e a coleta de dados oficiais, foram organizadas as seguintes categorias de análise: Juventude urbana e violência; Juventude amazônida: trabalho/emprego e rendimentos; e Juventude amazônida e educação. A análise documental revelou que a juventude de origem trabalhadora paraense está fortemente submetida à violência urbana inclusive sob conseqüências fatais, possui uma inserção precoce e desqualificada no mercado de trabalho e que a escola não se coloca como uma alternativa capaz de promover uma formação mais humanizante a estes jovens.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Crime of rape of vulnerable: an analysis of police reports and investigations
    (International Journal of Development Research, 2018-05) RODRIGUES, Ariane Lilian Lima dos Santos Melo; GARCIA, Luciana Amaral; RAMOS, Maely Ferreira Holanda; MARTINS, Rômulo Cardoso; ALMEIDA, Silvia dos Santos de
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Discurso sobre violência contra a criança nas notícias do jornal “Folha do Norte” em Belém do Pará: perspectiva de educação no início do século XX
    (Universidade Federal do Pará, 2019-05-31) VIANA, Carmeci dos Reis; ALVES, Laura Maria Silva Araújo; http://lattes.cnpq.br/6009592378453661
    Envolvida com as Temáticas Infância, Violência e Educação busco nesta Dissertação de Mestrado investigar a violência contra a criança, por meio dos discursos presentes em matérias do Jornal Folha do Norte no início do século XX em Belém do Pará. À vista disso, aponta-se como questão norteadora do estudo: “Que discursos/práticas de violência contra a criança são apresentados nas matérias do Jornal Folha do Norte no início do século XX em Belém do Pará?” Na intenção de promover o debate sobre tema tão relevante para a compreensão da construção do sujeito criança e suas infâncias em Belém, trouxemos como objetivo geral: Analisar as situações de violência contra a criança em Belém do Pará no início do século XX e sua relação com o contexto social, educativo e cultural do período investigado. Quanto aos objetivos específicos temos: (1) Identificar a tipologia de violências contra a criança que eram registradas mais frequentemente nas notícias do Jornal; (2) Desvelar os discursos que estão relacionados à violência e à educação da infância nas fontes investigadas; (3) Elucidar de que maneira a cultura da violência perpetrada contra a criança incidia sobre idades, gênero, e nível socioeconômico; (4) Compreender que discursos sobre a violência contra a criança e a educação da infância se relacionavam ao contexto social, político e econômico, cultural e educacional da época. Trata-se de pesquisa documental tendo o corpus constituído por matérias específicas do fenômeno da violência contra a criança no Jornal Folha do Norte, na primeira década do século XX. O referencial teórico utilizado como aporte para a análise dos dados coletados está baseado nas teorizações de Mikhail Bakhtin sobre o discurso. A partir desta empreitada, percebemos que os jornais da época construíram em meio à sua tessitura jornalística um discurso sobre a criança e/ou sobre violência e sua relação com a criança. E que esses sentidos são representativos do ideal nacionalista, higienista e de progresso que se defendiam à época.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Enfermeiras desafiando a violência no âmbito de atuação da estratégia de saúde da família
    (Programa de Pós Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina, 2013-12) POLARO, Sandra Helena Isse; GONÇALVES, Lucia Hisako Takase; ALVAREZ, Angela Maria
    A pesquisa teve como objetivo descrever e analisar como a violência interfere no processo de trabalho das enfermeiras atuantes na Estratégia de Saúde da Família. Estudo descritivo-exploratório realizado em um distrito de periferia de Belém-PA. Os dados, coletados entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010, por entrevista com 14 enfermeiras, foram tratados pelo método de análise de conteúdo, gerando um dos temas que é matéria deste artigo: Desafiando a violência, com derivação de subtemas como violência territorial, violência institucional e violência intrafamiliar. O resultado mostrou como o fenômeno da violência impacta o trabalho das enfermeiras em atividade nas unidades de ESF, induzindo-as aos sentimentos de medo e frustração profissional pelo constrangimento e limitação de suas funções, embora continuem desafiando os entraves encontrados no seu cotidiano laboral.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O enfrentamento à violência contra as mulheres com deficiência na associação de pais e amigos dos excepcionais (apae) e na associação paraense das pessoas com deficiência (appd)
    (Universidade Federal do Pará, 2023-08-18) MAGALHÃES, Letícia Vitória Nascimento; SOUZA, Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; RAIOL, Raimundo Wilson Gama; http://lattes.cnpq.br/6271053538285645
    Os movimentos sociais de pessoas com deficiência foram essenciais para o alcance de normas protetivas para essas pessoas em nível internacional e nacional. As organizações desses movimentos e suas edificações em associações e entidades fomentaram mais direitos e políticas públicas de participação social para a população com deficiência. A partir das contribuições das feministas, passaram-se a discutir novas categorias associadas à deficiência, como são os casos de gênero, classe e raça gerando uma perspectiva interseccional. Nesse sentido, a partir da grave problemática da violência contra mulheres com deficiência, a pesquisa buscou compreender como a Associação Paraense das Pessoas com Deficiência (APPD) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) têm atuado no enfrentamento às violências contra as mulheres com deficiência. Para tanto, a pesquisa se baseou no método indutivo sob uma perspectiva qualitativa, partindo de estudos bibliográficos e documentais. A pesquisa contou, ainda, com entrevistas de profissionais de ambas as associações para analisar a história e as especificidades de suas atuações junto às pessoas com deficiência, especialmente às mulheres com deficiência vítimas de violência. Com base na Análise de Conteúdo, constatou-se, dentre outros aspectos, que ambas as associações atendem diariamente mulheres com deficiência e suas cuidadoras que vivenciaram vários tipos de violência, apesar disso, compreendeu-se que o tema violência contra mulheres com deficiência não faz parte de uma frente estruturada nas associações de defesa de pessoas com deficiência no estado do Pará.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Entre a violência e a mídia: percepções dos policiais sobre si
    (Universidade Federal do Pará, 2020-03-30) NERES, Priscila de Sousa; COSTA, Alda Cristina Silva da
    Nesta pesquisa, analisa-se a relação entre violência, polícia e mídia, a partir da narrativa do policial, ou seja, como ele percebe a construção de si e de sua atuação no noticiário paraense. Considera-se que o policial militar, no imaginário social, é o sujeito mediador entre violência, mídia e sociedade. Ele é fonte, é quem chega ao fato, é a voz que fala, ao mesmo tempo, pelo Estado, pela vítima e pelo acusado. Violência, policial e mídia estruturam entre si uma relação comunicativa, marcada pelas interações sociais. Neste sentido, dialoga-se com as perspectivas teóricas do interacionismo simbólico, que se baseia nas premissas de que os indivíduos agem em relação ao mundo fundamentado nos sentidos que este lhe oferece; os significados adquiridos provêm da interação social. Como procedimentos metodológicos, adotou-se a pesquisa qualitativa, levando-se em conta o caráter subjetivo da investigação, assim como a análise narrativa a fim de compreender os significados que os policiais constroem de si e de seu cotidiano. Para a coleta de dados, foram feitas 20 entrevistas semiestruturadas com policiais militares, entre praças e oficiais, com atuação na área de execução da Polícia Militar do Pará, no policiamento ostensivo do 20º Batalhão de Polícia Militar, localizado no bairro do Guamá, em Belém. Constatou-se que os policiais militares percebem o noticiário de si desproporcional, com o privilégio da mídia em noticiar somente os aspectos negativos de suas atividades e ações, apelando quase sempre ao exagero e ao sensacionalismo, em busca da audiência. Percebem ainda o noticiário sobre si taxativo, generalizado e com o apagamento da individualidade. Ou seja, dissocia o indivíduo do profissional. Para os policiais, o excesso ou a repetição sistemática de narrativas de violência na mídia paraense é prejudicial, pois segundo explicam, há um anseio de maior aparato policial, mais cobrança, assim como o desejo de os policiais ocuparem maior espaço nas narrativas midiáticas.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Entre cabeças, olhos e boca: transitanto por Moqueca de maridos e História do olho
    (Universidade Federal do Pará, 2020-12-22) FERNANDEZ, Rafaella Dias; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007
    Esta tese inicia-se com uma reflexão sobre a leitura do mito da criação e da destruição do mundo para os Tupinambá. A partir desta narrativa, surge um elemento fundamental para este povo: a terra sem mal. Após uma reflexão sobre a importância desta terra para os Tupinambá, constata-se que a vingança e a antropofagia são vetores de força e auxiliam a construir a memória deste povo indígena. Estes dois componentes, tão primordiais para os Tupinambá, surgem também como elementos essenciais para compreender as narrativas presentes no livro da antropóloga Betty Mindlin, Moqueca de Maridos – mitos eróticos indígenas. De autoria da antropóloga e de narradores indígenas de seis etnias: Makurap, Tupari, Wajuru, Djeoromitxí, Arikapú e Aruá. Vale salientar que os seis povos indígenas que constroem os registros dos mitos no livro derivam do tronco Tupi, tal qual os Tupinambá. Após a leitura, verificou-se a presença constante da vingança, assassinatos, tortura, erotismo e antropofagia. Com isto, propõe-se analisar o sentido simbólico de cada vetor destes presentes nas narrativas indígenas e sua provável relação com a novela História do Olho, de Georges Bataille. Essas duas leituras, longe de serem conflitantes, flagram a relação intrínseca que há entre dois campos tidos como distintos: os mitos indígenas e a literatura ocidental. Após uma análise investigativa, constatou-se que há pontos em que ambos aparentemente são ressoantes. Assim, em que sentido é possível pensar em convergências entre os mitos e a novela batailliana? Qual o sentido simbólico da violência, do erotismo e da antropofagia em ambos? Desta forma, o objetivo central desta tese é propor uma análise comparativa entre as obras e problematizar o sentido metafórico do erotismo, da antropofagia e da violência em cada uma das obras. A convergência entre a literatura francesa e os mitos eróticos indígenas foi pensada por Eliane Robert Moraes, estudiosa do erotismo no Brasil. A autora situa uma breve correspondência entre ambos ao afirmar que o imaginário indígena soa bastante familiar para quem conhece a moderna literatura erótica. Para realizar este trabalho, fundamentamo-nos principalmente dos estudos de Georges Bataille, O Erotismo (2013) e A literatura e o mal (2015), de Georges Didi-Huberman, A Semelhança Informe (2015), e do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, A inconstância da alma selvagem (2016). Deste modo, com o intuito de dar fôlego a um trabalho inédito de comparação entre ambos, visamos propor ressonâncias temáticas e ressaltar as diferenças nas duas leituras.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    O Grito dos silenciados contra a devastação neoliberal na BR-163
    (Universidade Federal do Pará, 2020) ARAÚJO, Roseane de Seixas Brito; CASTRO, Edna Maria Ramos de
    A pesquisa objetiva analisar a atual fase da acumulação capitalista mundial a partir da intensificação dos conflitos sociais em Itaituba, na Amazônia brasileira, decorrente dos impactos socioeconômicos gerados pelo neoliberalismo. A localização estratégica do município na rodovia Santarém-Cuiabá, a BR-163, e às margens do rio Tapajós, no oeste do Pará, bem como as extraordinárias reservas minerais que possui, há muito vêm atraindo os interesses de corporações transnacionais ligadas ao agronegócio, à exploração e produção mineral e à construção de grandes obras de infraestrutura. No período tomado como referência para a análise, de 2007 a 2017, ocorreu na região vertiginoso crescimento das atividades vinculadas a esses interesses. Os extraordinários investimentos públicos e privados às margens da rodovia evidenciam o dinamismo do capitalismo neoliberal das últimas décadas, caracterizado pela associação de grandes capitais ao redor do mundo, desnacionalização do patrimônio público estatal e financeirização da economia. Prioritariamente, são visados países e regiões que, como o Brasil e a Amazônia, possuem riquíssimo patrimônio natural, débil controle ambiental, normas e legislações flexíveis, em contexto histórico agravado por frágil democracia e desrespeito aos direitos sociais e étnicos. A rodovia constitui grande eixo de circulação da produção de commodities agrícolas, o que levou à construção de grandes estruturas portuárias, em uma logística de transporte multimodal para viabilizar o embarque da produção brasileira destinada aos mercados mundiais. O neoextrativismo agrícola e mineral praticado sem limites na região exige também grandes infraestruturas para a produção de energia, o que implica construção de hidrelétricas. Caso o megaprojeto do Complexo Hidrelétrico do Tapajós seja executado pelo governo federal, serão inviabilizados a vida e o trabalho de milhares de pessoas e destruída a natureza ao redor, provocando desequilíbrio socioambiental de proporções incomensuráveis. Trata-se das prioridades da agenda neoliberal que reforçam a posição subalterna do Brasil na geopolítica mundial, como produtor de matérias-primas para atender aos países industrializados do centro do capitalismo. As leis e os acordos internacionais firmados pelo país têm sido sistematicamente violados para favorecer a pilhagem das riquezas da região. O Estado brasileiro atua como partícipe dos jogos de poder controlados pelos países dominantes mundialmente, levando a região a impasses desastrosos. Tal dinamismo sobrepõe-se e potencializa problemas estruturais e históricos, como a grilagem de terras públicas, o descontrole ambiental, a violência, o arbítrio e o desinvestimento na pequena produção, produzindo cada vez mais concentração da riqueza, que gera pobreza, miséria, precarização da vida e do trabalho da maioria das populações da região. A concepção teórico-metodológica da pesquisa combina proposições de Bourdieu (1983,1989,1997) e de Foucault (1999). De caráter qualitativo, a investigação visa a identificar, recorrendo a entrevistas semiestruturadas com diferentes atores sociais da área e à análise documental, como vem se dando a organização das contrarreações à dominação neocolonial, sob o protagonismo de indígenas, comunidades tradicionais, trabalhadores e movimentos sociais, e qual a força que tem ‘o lugar’ para provocar deslocamentos de poder e impor o reconhecimento de direitos territoriais e socioculturais. Os resultados apontam para o fortalecimento das redes de resistência, que demandam urgentemente a agregação de outras forças políticas do campo contra hegemônico.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Imagens do espaço urbano e da violência em canções da música popular
    (Universidade Federal do Pará, 2021-12) CORNELSEN, Élcio Loureiro
    Este breve estudo tem por objetivo estabelecer uma relação entre espaço urbano e violência, e o modo como tal relação se faz presente em letras de canções da música popular. Foram selecionadas letras de quatro canções para comporem o corpus de análise: “De frente pro crime” (1975), de João Bosco, “Veraneio vascaína” (1986), do grupo Capital Inicial, “Periferia é periferia” (1997), do grupo Racionais MC’s, e “Minha alma” (1999), do grupo O Rappa. Partimos do conceito de violência, conforme proposto por Tânia Pellegrini enquanto “o uso da força para causar dano físico ou psicológico a outra pessoa”. O estudo evidenciou que o principal aspecto em comum entre as quatro canções é a crítica ao potencial de violência no espaço urbano brasileiro. Desse modo, tais questões podem ser entendidas também na chave do conceito de resistência, conforme postulado por Michael Foucault e, respectivamente, Alfredo Bosi.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Intervenção urbanística e violência urbana em Belém: a experiência do Projeto Orla no Bairro do Jurunas
    (Universidade Federal do Pará, 2018) DAMASCENO, Kamilo Leonardo Pantoja; COUTO, Aiala Colares de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6262969004290520; https://orcid.org/0000-0003-1828-7508; CRUZ, Sandra Helena Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6427847823348453; https://orcid.org/0000-0002-9360-5759
    Este trabalho foi realizado com intuito de compreendermos a questão da violência no contexto do programa de intervenção urbanística no bairro do Jurunas. Desde 2006 que a prefeitura de Belém realiza nesse bairro o Projeto Orla, elemento constituinte de uma intervenção mais ampla de macrodrenagem na bacia hidrográfica da Estrada Nova, denominada Portal da Amazônia, atingindo os moradores de cinco bairros. A partir da temática apresentada, nossos objetivos foram: Compreender como a violência se manifesta na área circunscrita ao projeto Orla; Identificar as características dessa violência; Verificar a percepção dos moradores em relação aos efeitos do projeto e o fenômeno da violência na área atingida; Identificar como lidam com esse fenômeno; e Verificar como é realizada a atuação dos agentes de Segurança Pública nas áreas. Para alcançamos nossos objetivos, recorremos ao método do materialismo histórico-dialético como perspectiva de realizar uma análise crítica dos processos decorrentes da intervenção urbanística e a intensificação da violência na área afetada pelo projeto, o que pode ser possibilitado pelo método dialético; apreender as particularidades capazes de elucidar o fenômeno em sua essência e totalidade. Assim, elegeu-se a pesquisa qualitativa e seus instrumentos como caminho metodológico de forma a operacionalizar o método. Cita-se a seleção de bibliografia e seu estudo; a análise documental sobre o Projeto Orla; a entrevista semiestruturada com 42 famílias moradoras das Vilas as vilas: Vila Passarinho, Vila Valério, Vila Santos, Vila Gigi e Vila Maria Izabel, atingidas pelo projeto Orla. A pesquisa revela que para os moradores a violência urbana é materializada pelas ações de crimes, tais como: assaltos, tráfico de drogas e os roubos corriqueiros que acontecem na Orla. Evidenciou-se ainda que nos últimos anos os moradores enfrentam o fenômeno novo da violência produzida por organizações de ―milicianos‖. Fica evidente que os problemas gerados pelas ações de infraestrutura urbana são apreendidos como natural e sem relação com a questão da violência vivenciada no cotidiano. No caso em análise, constata-se que os moradores não articulam a questão da violência, seu aumento e diversificação à ausência de políticas públicas no bairro do Jurunas. Portanto, a temática da violência urbana no bairro do Jurunas nos leva a vaticinar que no caso do Projeto Orla a violência urbana e a vivência da mesma pelos moradores das áreas circunscritas ao projeto tem sido naturalizada, haja vista o domínio da vida cotidiana pelas organizações criminosas. Além disso, o Estado é visto como ausente nessa região a partir da não efetivação de políticas públicas, o que significa também uma forma de violência a qual denominamos ―violência invisível‖, e essa omissão deixa os que de fato precisam das ações estatais cada vez mais vulneráveis e propensos a ingressar na criminalidade.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O potencial da cultura material na educação museal sobre formas de violência na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2023-07-04) OLIVEIRA, Nadison Gomes de; ALMEIDA, Marcia Bezerra de; http://lattes.cnpq.br/1085631337892211
    O objetivo principal deste trabalho é analisar e refletir sobre possibilidades de práticas de educação museal que através da cultura material abordem o tema da violência em instituições museológicas na região amazônica. Com o intuito de compreender maneiras em que a cultura material pode ser utilizada em atividades de educação museal e/ou patrimonial voltadas para problemas sociais e políticos envolvendo diferentes formas de violências na região, principalmente, contra grupos considerados socialmente minoritários, envolvendo questões étnico-raciais, de gênero e sexualidades. Como metas para alcançar este objetivo me proponho a compreender a importância da cultura material e algumas possibilidades em que podem se tornar agentes em práticas educativas nos museus; mapear as compreensões de museus, educação museal e violências em museus da região amazônica, através de relatos de discentes do curso de Museologia da Universidade Federal do Pará e pessoas museólogas formadas, que atuam ou atuaram em instituições na região; e comparar as práticas relatadas com as noções de educação presentes em cartas patrimoniais e de museus, e também, com a Declaração Universal de Direitos Humanos, para compreender se as ações descritas, localizadas na região amazônica, estão condizentes com as diretrizes que visam a manutenção de práticas para o desenvolvimento da democracia e da paz. Com isso surgem reflexões de como a memória e o poder são elementos intrínsecos dos museus; propostas para educar sobre violências de forma sensível e engajada através das coisas; e a possibilidade de pensar em uma Museologia amazônica e uma educação museal regional.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Representações de docentes sobre violência nas escolas: um estudo em uma escola ribeirinha
    (Universidade Federal do Pará, 2016-06) LOBATO, Vívian da Silva
    Este trabalho de pesquisa orientou-se pelo objetivo de analisar as representações de professores sobre violência no contexto escolar. A coleta de dados foi realizada em uma Escola ribeirinha e quilombola. Foi realizada pesquisa bibliográfica, seguida de entrevistas com seis (6) professores de uma Escola de Estadual de Ensino Fundamental e Médio do Município de Abaetetuba, no Estado do Pará. Os professores entrevistados trabalham no Ensino Médio da Escola Santos André. Com o objetivo de preservar o anonimato, atribuíram-se nomes fictícios na apresentação e discussão dos resultados. Optou-se por agrupar os dados em categorias de significados, ao final foram elencadas nove (9) categorias, quais sejam: O que os professores conversam sobre a violência, formas de violência manifestas na escola, a violência considerada a mais grave, como a violência é trabalhada em sala de aula, como os professores costumam agir diante da violência, a formação sobre violência escolar, a violência na relação professor-aluno, a infraestrutura da escola X violência, consequências da violência para a escola. O referencial teórico-metodológico utilizado assentou-se nos estudos dos seguintes pesquisadores: Franco (2004), Charlot (2002), Fante (2005), Placco (2005), Kodato (2010) e Pedro-Silva (2014). Foi possível constatar a falta de formação docente para lidar com a violência, o vácuo estratégico e o medo dos professores que, embora percebam a complexidade do problema ainda procuram na família a principal origem da violência.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Violência, censura e loucura: a semente de Gianfracesco Guarnieri
    (Universidade Federal do Pará, 2015-12) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento
    O presente estudo analisa a peça de teatro A Semente (1961), do dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri. A peça foi censurada em 26/04/1961 e liberada dois dias depois após uma comissão de intelectuais considerarem que a peça não poderia ser acusada de subversiva, pois ela era “reveladora de um problema tremendamente humano na sua grandiosidade” (ÚLTIMA HORA, 27/04/1961). Vemos neste texto que o ambiente de violência, embargo e loucura circundam os anos 60, por conta dos antagonismos promovidos pela guerra fria e a luta contra a “subversão”. No espetáculo, Guarnieri consegue colocar o operariado no palco e discutir questões fundamentais sobre a resistência e a necessidade de lutar pelos direitos humanos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Violências e narrativas: trajetórias de mulheres que romperam com o relacionamento íntimo violento
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-29) SILVA, Elcione da Silva e; GONÇALVES, Telma Amaral; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167
    A questão da violência contra as mulheres é uma realidade em diversas histórias de vida, deixando marcas profundas nas subjetividades e memórias das vítimas. Este estudo traz à luz do espaço público científico uma problemática tradicionalmente associada aos domínios das relações amorosas e, consequentemente, considerada de natureza privada. Esta dissertação investiga a trajetória de seis mulheres que romperam com relacionamentos íntimos violentos, seja com namorado ou marido, explorando suas experiências durante e após o término dessas relações. A pesquisa se fundamenta em uma abordagem qualitativa, utilizando o método “Narrativas de Vida” (Bertaux, 2010), com a utilização de entrevistas narrativas, para acessar suas histórias. Buscou-se compreender os significados subjetivos atribuídos a essas experiências, destacando as tentativas de ressignificação e resistência por parte das participantes, visando a possíveis rupturas com o ciclo de violência. Os resultados revelam narrativas ricas e complexas, evidenciando os desafios enfrentados durante o relacionamento violento, as dificuldades enfrentadas ao tentarem romper, e os processos de reconstrução pessoal e social após o rompimento. Identificamos como os discursos sociais sobre o amor moldam a subjetividade das mulheres em relacionamentos abusivos, destacando a idealização do amor e as expectativas em torno dos relacionamentos e como as mulheres têm a tendência em valorizar as características positivas dos parceiros, mesmo diante de comportamentos abusivos, pois a violência se manifesta de forma enraizada culturalmente. São discutidos também os diversos tipos de apoio social e institucional disponíveis para as mulheres em situação de violência, bem como as marcas e impactos psicológicos e sociais dessas experiências. Identificamos as estratégias de resistência adotadas por mulheres que sofrem violência doméstica para resistir e eventualmente romper com relacionamentos abusivos. As experiências de violência variam em sua manifestação, contexto e circunstâncias específicas, mas compartilham efeitos negativos duradouros tanto para as vítimas quanto para a sociedade como um todo. No entanto, as histórias de sobrevivência dessas mulheres revelam um desejo de reconstrução de suas vidas, demonstrando um movimento em direção à resiliência, autonomia e ressignificação, o que indica um deslocamento nas relações de poder, conforme discutido e nos estudos feministas sobre violência de gênero.
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