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Tese Acesso aberto (Open Access) A semovência da poesia da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-08-24) PANTOJA, Roberta Isabelle Bonfim; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; FARES, Josebel Akel; SANTOS, Josiclei de Souza; SANTOS JÚNIOR, Luiz Guilherme dos; NUNES, Paulo Jorge Martins; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; http://lattes.cnpq.br/1177199217893227; http://lattes.cnpq.br/7588985867886177; http://lattes.cnpq.br/1266664476541392; http://lattes.cnpq.br/4987306548638650; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346; https://orcid.org/0000-0003-2384-0582A poesia não se fixa, atravessa e é atravessada pelos movimentos dos textos e das culturas, desliza pela e com as Artes Plásticas, Literatura, Música e Cênicas. Como condição de sua existência, o homem usa a linguagem como instrumento mágico para expressão de suas subjetividades. A poesia semove as palavras grávidas de sentido, transfigura o mundo. Pensar esse movimento é observar como a poesia figura socialmente na história de um espaço-tempo, as diferentes maneiras em que se manifesta. Nesse trajeto, não é possível traçar corpo fixo da palavra semovente, tampouco se pode discernir onde termina seu movimento. Contínuo. Em cada um de seus suportes a poesia se expressa de modo completo. E em cada um está presente todos os outros. Na letra enformada na página há a voz que se repete, circula e desdobra. A relação voz-letra tende a e se distende em letra-voz, e se fortifica segundo um movimento sustentado em si mesmo. Isso justifica esta tese, de uma Semovência como forma de persistência de uma poesia, que divide nessas formas sua matéria em voz de um lado e letra de outro, como pares e não opostos. Esta tese se compõe de seções semoventes em que o gênero ensaio prevalece sobre a metodologia monografada. Seu corpus vem de poemas de Max Martins, Paes Loureiro, Vicente Franz Cecim e Bruno de Menezes. Reside também fora do escrito, em Semovência gravada disponível em um link, e de ensaios fotográficos assumidos como escritura. Para pensar esta tese, vemos e ouvimos as palavras que ressoam dos estudos de Paul Zumthor (1993), (2010), (2014), Octavio Paz (2012), (2018) e Gaston Bachelard (1986), (2001), (2018).
