Navegando por Assunto "Water justice"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A justiça hídrica em Belém do Pará: uma análise comparativa da distribuição de água nos bairros de Nazaré e Benguí(Universidade Federal do Pará, 2025-09-30) LOPES, Evandro Henrique Monteiro; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852; ARAÚJO, Alan Nunes; COSTA, Francisco Emerson Vale; http://lattes.cnpq.br/5369542452826838; http://lattes.cnpq.br/3826554554726424; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-1567-8861Esta dissertação analisa as desigualdades no acesso à água potável em Belém (PA), a partir da comparação entre os bairros de Nazaré, localizado na área central e Benguí, situado em zona periférica de expansão urbana. O estudo fundamenta-se nos conceitos de justiça hídrica, ciclo hidrossocial e urbanização desigual, buscando compreender como fatores sociais, políticos e estruturais condicionam a distribuição de um recurso essencial à vida. A pesquisa adotou metodologia mista (qualitativa e quantitativa), articulando dados do Censo 2022, da PNSB/IBGE, do Instituto Água e Saneamento (IAS) e do Plano Municipal de Saneamento Básico (2020), além de matérias jornalísticas que evidenciam a percepção social e os impactos cotidianos das falhas no serviço. Os dados foram sistematizados e comparados de forma a identificar padrões, contrastes e convergências entre as fontes oficiais e as experiências relatadas pela população, consolidando o caráter analítico e comparativo da pesquisa. Os resultados mostram que, embora Belém apresente índices gerais elevados de cobertura, essa média esconde disparidades significativas reveladas pela análise comparativa: Nazaré dispõe de infraestrutura consolidada, com abastecimento estável pela ETA São Brás, enquanto o Benguí enfrenta constantes falhas de fornecimento, baixa capacidade de reservação e ausência de automação, realidade frequentemente denunciada pela imprensa. Conclui-se que a universalização do acesso à água em Belém exige políticas públicas orientadas pela justiça hídrica, com investimentos nas áreas mais vulneráveis e fortalecimento da regulação, de modo a superar as desigualdades socioespaciais e garantir a efetividade do direito humano à água.
