A justiça hídrica em Belém do Pará: uma análise comparativa da distribuição de água nos bairros de Nazaré e Benguí

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30-09-2025

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LOPEZ, Evandro Henrique Monteiro. A justiça hídrica em Belém do Pará: uma análise comparativa da distribuição de água nos bairros de Nazaré e Benguí. Orientador: Carlos Alexandre Leão Bordalo. 2025. 65 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18399. Acesso em:.

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Esta dissertação analisa as desigualdades no acesso à água potável em Belém (PA), a partir da comparação entre os bairros de Nazaré, localizado na área central e Benguí, situado em zona periférica de expansão urbana. O estudo fundamenta-se nos conceitos de justiça hídrica, ciclo hidrossocial e urbanização desigual, buscando compreender como fatores sociais, políticos e estruturais condicionam a distribuição de um recurso essencial à vida. A pesquisa adotou metodologia mista (qualitativa e quantitativa), articulando dados do Censo 2022, da PNSB/IBGE, do Instituto Água e Saneamento (IAS) e do Plano Municipal de Saneamento Básico (2020), além de matérias jornalísticas que evidenciam a percepção social e os impactos cotidianos das falhas no serviço. Os dados foram sistematizados e comparados de forma a identificar padrões, contrastes e convergências entre as fontes oficiais e as experiências relatadas pela população, consolidando o caráter analítico e comparativo da pesquisa. Os resultados mostram que, embora Belém apresente índices gerais elevados de cobertura, essa média esconde disparidades significativas reveladas pela análise comparativa: Nazaré dispõe de infraestrutura consolidada, com abastecimento estável pela ETA São Brás, enquanto o Benguí enfrenta constantes falhas de fornecimento, baixa capacidade de reservação e ausência de automação, realidade frequentemente denunciada pela imprensa. Conclui-se que a universalização do acesso à água em Belém exige políticas públicas orientadas pela justiça hídrica, com investimentos nas áreas mais vulneráveis e fortalecimento da regulação, de modo a superar as desigualdades socioespaciais e garantir a efetividade do direito humano à água.

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