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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise espacial da epidemia do HIV entre mulheres brasileiras
    (Universidade Federal do Pará, 2023-05-25) BEZERRA, Ana Luisa Lemos; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530
    INTRODUÇÃO: A taxa de detecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) entre mulheres vem apresentando redução nos últimos anos. Entretanto um diagnóstico epidemiológico em nível nacional é necessário para um detalhamento desse comportamento da epidemia nessa população, pois a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) continua sendo a principal causa de mortalidade entre as mulheres de 15 a 49 anos. OBJETIVO: Analisar espacialmente o cenário histórico da epidemia do HIV no Brasil, entre as mulheres a partir de 15 anos de idade, no período de 2007 a 2020. DESENHO METODOLÓGICO: Estudo ecológico que utilizou bancos de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação considerando como unidade de análise os 5.570 municípios brasileiros. Foram considerados todos os casos de HIV e da Aids entre mulheres residindo no Brasil. As seguintes técnicas de análise espacial foram utilizadas: 1) Distribuição Espacial, 2) Autocorrelação Espacial e 3) Análise do risco espaço-temporal. RESULTADOS: Observou-se uma diminuição territorial da epidemia do HIV em todo o Brasil, porém menor nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Houve diminuição no número de agrupamentos hotsposts (municípios vizinhos apresentando alta taxa de incidência) em todo o Brasil. Porém, alguns consolidaram-se apresentando expansão ou contração. Bahia, Paraná e Piauí foram os únicos estados brasileiros apresentando agrupamentos coldspots (municípios vizinhos apresentando baixa taxa de incidência), com Piauí se destacando com a maior expansão desse agrupamento. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram riscos espaços-temporais mais precocemente que as demais regiões e todas as zonas de risco tinham em suas composições capitais dos estados e a maioria delas incluíam municípios adjacentes. CONCLUSÃO: Embora os agrupamentos hotspots tenham diminuído em número, outros consolidaram-se e novos hotspots também surgiram. Esse estudo traz subsídios para implementações de políticas públicas mais eficazes e focalizadas para o combate ao HIV entre as mulheres brasileiras. Há necessidade de se incluir nos planejamentos das políticas contra o HIV autoridades municipais e estaduais, respeitando-se sempre as características regionais e de cada município brasileiro.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Conflitos sociais pelo acesso aos recursos: o extrativismo da mangaba (Hancornia speciosa Gomes) no povoado Pontal/Sergipe
    (Universidade Federal do Pará, 2012-12-17) ROCHA, Maria Margarette Lisboa; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611
    Os conflitos pelo acesso aos recursos para a prática do extrativismo da mangaba em Sergipe são o objeto de análise deste estudo. A pesquisa foi realizada por meio de um estudo de caso no povoado Pontal, município de Indiaroba, no Estado de Sergipe. Os principais procedimentos foram observações, entrevistas e participação nas ações de mobilização das catadoras. As conclusões mostram que dentre os diversos atores envolvidos nos conflitos destacam-se as mulheres extrativistas, autodenominadas ‘catadoras de mangaba’ e ameaçadas de perder o acesso às plantas, nas quais praticam o extrativismo de que dependem para sobreviver. Constatamos diferentes tipos de conflitos que envolvem catadoras de mangaba, proprietários e caseiros, como também conflitos entre as próprias catadoras. A disputa e a concorrência são elementos fortes vivenciados por essas mulheres extrativistas na defesa dos seus direitos pelo acesso aos recursos naturais (mangabeiras nas quais coletam frutos e manguezais onde coletam mariscos) e, ainda, na defesa da conservação da biodiversidade.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Dentre plantas e mulheres: a porta de entrada do universo místico e poético que envolve mulheres em Salvaterra
    (Universidade Federal do Pará, 2016) PEIXOTO, Lanna Beatriz Lima; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da
    Neste trabalho apresentamos reflexões preliminares de um estudo sobre o universo mítico que envolve as mulheres e o feminino na região do Marajó. Apresentamos dados das primeiras duas viagens a campo, onde destacam-se duas mulheres em específico: dona Marta, no distrito de Joanes, e dona Joana, em uma comunidade quilombola, ambas localizadas no município de Salvaterra. Aqui, expomos alguns apontamentos suscitados pelo encontro com essas duas mulheres, de forma a pensarmos as suas experiências a partir do diálogo com uma bibliografia específica. A princípio a existência de um mote em comum auxiliou-nos a adentrarmos no universo de seus cotidianos e, mais diretamente de seus quintais, desde onde os saberes relacionados às plantas medicinais emergiram como a ponta de um novelo, que compreende memórias e os saberes em torno de práticas de cura, do xamanismo e do misticismo local, envolvendo, principalmente, a figura feminina que pretendemos abordar ao longo da discussão presente neste artigo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Os desafios de ser mulher consumidora no brasil: um estudo sobre as desigualdades nas relações de consumo
    (Universidade Federal do Pará, 2022-08-26) RODRIGUES, Isabelle de Assunção; SOARES, Dennis Verbicaro; http://lattes.cnpq.br/9961080231553419; https://orcid.org/0000-0002-2663-3303
    A presente pesquisa tem como objetivo discutir as desigualdades, contradições e discriminações sofridas pelas mulheres brasileiras nas relações de consumo, a partir de noções de gênero não biologizantes. Busca-se evidenciar os desafios que são enfrentados pelas consumidoras ao longo da vida, da infância à senioridade; do consumo analógico ao digital, os quais provocam violações ora na esfera patrimonial, ora na esfera moral das mulheres. Dos meios de comunicação tradicionais aos inovadores, as campanhas publicitárias envolvendo mulheres são, historicamente, observadas ora como hipersexualizadoras, ora como estereotipadas. No consumo digital, especificamente, há a discriminação algorítmica, praticada especialmente em face das mulheres. Assim, o fundamento jurídico da igualdade e não discriminação, bem como os conceitos de “dano de conduta” (LEAL, 2018) e “estado de danosidade” (FONSECA, 2019), tornam-se fundamentais para a compreensão das mulheres brasileiras enquanto consumidoras hipervulnerabilizadas, suscitando-se como algumas soluções possíveis a aplicação da teoria do diálogo das fontes como forma de compatibilizar os diversos instrumentos normativos existentes para proteção das mulheres; as iniciativas do Poder Público e, especialmente, a união das mulheres mediante associações consumeristas. A metodologia utilizada, quanto ao procedimento, foi a pesquisa bibliográfica jurídica e transdisciplinar, de áreas como a Sociologia, Filosofia, Direito Constitucional, Responsabilidade Civil, e, quanto à abordagem, utilizou-se o método dedutivo, partindo-se da premissa de que as mulheres são hipervulneráveis ou hipervulnerabilizadas, e indutivo, com a utilização de dados e estudos recentes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Desinstitucionalização de mulheres submetidas à medida de segurança no hospital geral penitenciário e a atuação da defensoria pública do estado do Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2024-07-15) MONTEIRO, Marcele de Jesus Duarte; SOUZA , Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; RAIOL , Raimundo Wilson Gama; http://lattes.cnpq.br/6271053538285645
    A dissertação tem como objetivo geral investigar como a Defensoria Pública do Estado do Pará tem atuado nos casos de desinstitucionalização de mulheres. São os objetivos específicos: a) compreender em que consiste a desinstitucionalização e suas possibilidades legais; b) identificar como ocorre a desinstitucionalização no Estado do Pará; c) verificar as relações entre gênero e raça na construção da institucionalização de mulheres em sofrimento mental; e d) avaliar a importância da atuação defensorial nos processos de medida de segurança. A pesquisa adota o perfil qualitativo, tendo como método de abordagem o indutivo, uma vez que a proposta está em analisar a atuação da Defensoria Pública no processo de desinstitucionalização de mulheres no Estado do Pará, e aferir conclusões acerca desse fenômeno de modo geral. Elege-se como objeto de estudo a atuação defensorial no processo de desinstitucionalização de mulheres em sofrimento mental autoras de delito, devido a necessidade de se construir trabalhos na interseção entre gênero e loucura, visto que o sistema patriarcal possui peculiar influência na construção da “mulher louca”, no esforço de categorizar e estigmatizar experiências de vidas femininas. Ainda, a Defensoria Pública, como órgão responsável pela promoção de direitos e prestação de serviços jurídicos à sociedade, também acompanha a execução de medidas de segurança no sistema penal. A desinstitucionalização, fenômeno norte do presente trabalho, é o que orienta a Reforma Psiquiátrica, desafiando o dispositivo manicomial do Hospital Psiquiátrico, construindo saberes e desconstruindo estruturas, arquiteturas, práticas profissionais, instrumentos e preconceitos que sustentam a loucura como doença a ser curada. O trabalho se propõe a investigar o complexo fenômeno da desinstitucionalização, através de três seções, com o objetivo de compreender como o órgão jurisdicional atua na desinstitucionalização de mulheres no Estado do Pará, tanto de forma judicial quanto extrajudicial.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    "É fácil ser cristão quando se vive bem como eles": educação, cultura e engajamento feminino em Angola. (1939 - 1970)
    (Universidade Federal do Pará, 2023-08-08) PINHEIRO, Daélem Maria Rodrigues; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659
    O presente trabalho visou compreender a ação política de mulheres no processo de independência de Angola e a influência educacional metodista. Especialmente aquelas que fizeram parte das resistências anticoloniais. A análise teve como principal objetivo compreender as missões protestantes metodistas em Angola e sua atuação no desenvolvimento da educação formal para meninas, especialmente, analisando a atuação de Deolinda Rodrigues, durante o período de lutas anticoloniais. A documentação utilizada para a elaboração da pesquisa foi o diário de um exílio sem regresso. Luanda: Nzila (2003) de Deolinda Rodrigues; a Declaração do Reverendo Malcolm MoVeigh de Stanhope, Nova Jersey, missionário da Igreja Metodista para Angola; África (1558-1961) e o livro “Angola Colonial fotografada por missionários metodistas”, publicado por Paul. A. Blake. Fundação Agostinho Neto (2019). O acesso aos documentos foi viabilizado graças ao uso, como metodologia de pesquisa, dos acervos digitais, essencialmente por meio da Associação Tchiweka de Documentação (ATD); a Fundação Mario Soares e Memórias da África e do ocidente. A pesquisa foi desenvolvida através dos acervos digitais. Segundo Almeida (2011), a internet possibilita a “redução no espaço” e a ampliação do historiador na pesquisa. A Metodologia aplicada fundamentou-se em pesquisas que trataram sobre tema proposto. Para isto, trabalhamos com a seguinte bibliografia: OYEWÚMÍ (2021), que foi a base para analisar a questão de gênero para além do Ocidente, sem homogeneizar e entender as questões de gênero no continente africano, enquanto, construto social colonial. Paredes (2010), analisando a igreja metodista e o movimento MPLA através dos escritos de Deolinda Rodrigues, o qual a autora faz uma análise da educação de Deolinda através da igreja, sua entrada no MPLA e as críticas relatada por Deolinda Rodrigues em seu diário pessoal. Cujos resultados, consistiram na percepção de compreender que a educação formal, realizada pelas missões metodistas, foi sinônimo de maiores possibilidades educacionais para muitos angolanos que estiveram lutando contra o colonialismo português.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “Elas jogam, tocam e cantam”: práticas e discursos sobre a experiência histórica de mulheres capoeiristas no Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-08) CAMÕES, Luciane de Sena; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659
    Este trabalho busca discutir as experiências históricas de algumas mulheres capoeiristas envolvidas na prática de “vadiagem” em algumas cidades do Pará, suas experiências foram analisadas a partir dos discursos construídos sobre o feminino e as relações de gênero geradas por tais concepções. De modo específico, buscamos traçar perfis das mulheres capoeiristas de algumas cidades do Pará, conhecer e discutir sobre suas experiências na capoeira; analisar o processo de inserção das capoeiristas nos grupos e suas formações; verificar a importância dos coletivos de capoeira; refletir sobre as questões ligadas as especificidades do feminino como gravidez, TPM e outras; e refletir sobre o saber-fazer na capoeira. A partir da análise de dados, pretende-se entender a trajetória das capoeiristas, suas experiências e vivências nos grupos de capoeira, e como estes grupos podem contribuir com o protagonismo destas mulheres. A pesquisa baseia-se em análise qualitativa de dados obtidos a partir de entrevistas semiestruturadas, diário de campo e questionário aberto aplicado a 19 mulheres do Pará (Belém, Abaetetuba, Bragança, Castanhal e Cametá), onde discussões são realizadas a partir de escritos sobre gênero, feminismo negro e capoeira. Na contação de história oral é possível buscar contribuições da etnografia e de teóricos que realizam estas reflexões. A partir das narrativas obtidas durante a pesquisa foi possível perceber que: as mulheres vivenciam frequentemente situações em que há reprodução do machismo, sexismo e violência. Os coletivos feministas de capoeiras estão realizando ações de protagonismo feminino como: rodas feministas; oficinas; rodas de conversa; atos públicos; e cartas de repúdio. É possível perceber que as mulheres estão avançando nas graduações. Entretanto as relações entre homens e mulheres na capoeira continuam muito desiguais, sendo necessário a desconstrução de discursos e práticas. Este processo de pesquisa poderá contribuir para construção de novos diálogos sobre a participação de mulheres na capoeira e sobretudo, contribuir com o protagonismo, a visibilidade e a construção de lugares de fala das mulheres na capoeira, e contribuir com a reflexão sobre a participação das mulheres nos grupos de capoeira e problematizar suas práticas construídas, visto que são aspectos importantes para ocupação da figura feminina nos seus espaços.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Entre os cheiros e garrafadas: o trabalho das vendedoras de cheiro nas feiras públicas de Belém-PA em 1830-1890
    (Universidade Federal do Pará, 2017-06) SILVA, Lucielma Lobato
    Este artigo versa sobre o trabalho desempenhado pelas vendedoras de ervas para produção de banho de cheiro e de produtos terapêuticos denominados “garrafadas” em Belém do Pará entre 1830 e 1890. Com isso, tem por objetivo de remontar, com base em documentos de jornais, atas e decretos, a historiografia a respeito das mulheres que trabalharam com ervas e garrafadas terapêuticas nas feiras públicas de Belém entre os anos 1830 e 1890, período em que grandes são os relatos de jornais sobre essa atividade profissional e suas relações conflituosas, e, assim, é capaz de trazer uma importante contribuição para a historiografia urbana desse período em Belém do Pará. Dessa forma, busco apresentar como se desenvolviam essas atividades profissionais que ratificam a presença de religiões de cunho afro ou pajelança desde o século XIX e como ocorriam os possíveis conflitos em torno dessa atividade profissional em Belém. Além de analisar a profissão das ganhadeiras sob uma óptica diferente de muitas outras vistas em diversas regiões do Brasil e mesmo no Pará, uma vez que a maioria dos estudos de referência sobre as ganhadeiras tem como proposta analisá-las sobre o viés alimentício, aqui a investigação se dá pelos olhos documentais voltados para o significado do trabalho e da simbolização do produto Banho de Cheiro, Ervas e Garrafadas fitoterápicas e propor uma relação entre essas vendas e a presença das religiões de matriz africana na Amazônia ou mesmo da própria Pajelança na região urbana, isto é, na metrópole da Amazônia.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Escrituras indígenas de autoria de mulheres Potiguara (Brasil) e Mapuche (Chile)
    (Universidade Federal do Pará, 2022-02-11) ALENCAR, Larissa Fontinele de; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira; http://lattes.cnpq.br/3707451019100958; https://orcid.org/0000-0003-1575-5679
    Nesta tese proponho um estudo no âmbito da literatura de resistência sobre as escrituras de autoria de mulheres dos povos originários Potiguara (Brasil) e Mapuche (Chile). Para tanto, esta pesquisa está configurada como uma grande tessitura, formada por fios e linhas teóricometodológicas em que as epistemologias de base se apoiam, inicialmente, no exercício de escovar a esteira da história a contrapelo para, assim, trançar, fio por fio, a trama literária (re)feita por mulheres indígenas. A priori, entendo que as literaturas de autoria indígena são literaturas de resistência, e que o corpo-território literário indígena, em meio e em conexão com a natureza, faz-se nas palavras em riste, bem como mantém-se firme em seus propósitos e ideologias próprias, mesmo com todas as imposições e subjugações engendradas pelo discurso hegemônico perpetuado pelo colonizador. É necessário frisar, também, que a literatura de resistência é um campo da teoria literária que estuda as literaturas que emergem em contextos de autoritarismo, estados de exceção, situações de barbárie, assim como em situações de traumas ou, ainda, que tematizam tais condições sócio-históricas e psicológicas. Sendo assim, esta subárea da literatura, configura-se como potencializadora da existência através da resistência, formando, desse modo, uma fratura poética de “rexistência”. Nesse sentido, considero que as escrituras de mulheres Potiguara e Mapuche são desenvolvidas por meio de palavras que transcendem a resistência sob a ótica tanto de gênero quanto de identidade étnica. Esta perspectiva é marcante no corpus literário desta pesquisa, e faz que o escopo da tese se dê pela expressão do corpo fraturado da mulher indígena, o qual, por isso mesmo, em resistência, tensiona, através da sua produção literária, a memória, a ancestralidade, as questões de gênero, a identidade étnica e as relações subjetivas e coletivas com o trauma colonial. Nessa perspectiva, o corpora literário desta investigação é composto por escrituras das autoras do povo Potiguara: Eliane Potiguara, Graça Graúna e Sulami Katy; do povo Mapuche foram selecionadas escrituras compostas pelas autoras: Graciela Huinao, Faumelisa Manquepillán e Daniela Catrileo. Ressalto, contudo, que, no decorrer da tese, também são feitas referências a uma significativa produção escrita de outras escritoras, inclusive, pertencentes a outros grupos étnicos. Assim sendo, esta pesquisa, de teor bibliográfico-qualitativo, foi desenvolvida a partir de uma abordagem analítico-descritiva e a partir das leituras interpretativas das escrituras literárias em questão. Para tanto, ao realizar a análise do corpora literário, busquei engendrar recortes que alinhavam a compressão dos aspectos poéticos das obras das escritoras indígenas na perspectiva de uma escrevivência ancestral, na construção de poéticas das identidades de gênero e identidades étnicas, além de uma perspectiva do olhar indígena sobre os traumas coloniais provocados pelo estado genocidário. E, por fim, lançando um olhar mais integral sobre esta pesquisa, considero que uma das contribuições mais significativas desta tese está na junção da literatura de resistência com as literaturas indígenas, posto que se agrega a esse campo uma narrativa outra, de fonte decolonial, que atravessa corpos e textos que foram, durante muito tempo, excluídos dos estudos literários.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Influência de fatores socieconômicos na percepção de níveis de estresse, ansiedade e depressão em atlestas de futebol feminino
    (Universidade Federal do Pará, 2023-04-20) SOUZA, Edielen de Lima; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606
    O futebol é um dos esportes mais difundidos no mundo. O público feminino está conquistando maior relevância. A saúde mental é uma dimensão integral do bem-estar e desempenho do atleta e não pode ser separada da saúde física. Os acometimentos de estresse, ansiedade e depressão em atletas podem ser graves e incapacitantes. A avaliação e o gerenciamento da saúde mental em atletas devem ser acessíveis para a intervenção precoce e melhora da qualidade do ambiente esportivo. Assim, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a influência da idade, escolaridade e atividade remunerada na percepção de níveis de estresse, ansiedade e depressão em atletas de futebol feminino. A coleta de dados ocorreu durante o Campeonato Paraense de Futebol Feminino com 89 atletas. As atletas responderam um questionário sociodemográfico e as versões em língua portuguesa dos seguintes instrumentos: Perceived Stress Scale (PSS), Beck Anxiety Inventory (BAI) e Beck Depression Inventory (BDI). A análise dos dados foi realizada no software GraphPad Prism 9.5.1. Para correlacionar idade, escolaridade e atividade remunerada fora do futebol com níveis de estresse foi empregado o Fisher's exact test. Para correlacionar idade, escolaridade e atividade remunerada fora do futebol com níveis de sintomas de ansiedade e depressão foi realizado o Pearson's test chi-square. O índice de significância empregado foi de p<0,05. Idade e escolaridade não apresentaram correlação com as percepções das variáveis psicológicas analisadas neste estudo. A presença de atividade remunerada fora do futebol apresentou interferência apenas na percepção de sintomas de ansiedade moderada (p= 0,0471). Ao analisar percepções de estresse, ansiedade e depressão em atletas de futebol feminino não há diferença de variabilidade relacionada à idade e escolaridade. A presença de atividade remunerada é um fator que merece atenção por influenciar a percepção de ansiedade moderada em atletas de futebol feminino, apesar de não interferir nas percepções de estresse e depressão.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A inserção feminina no mercado de trabalho sob o contexto capitalista nas regiões metropolitanas do brasil do período 2003 - 2014
    (Grupo de Estudos em Economia Política e História Econômica, 2019-07) CARVALHO, André Cutrim; AIRES, Alana Paula de Araújo
    Do ponto de vista histórico, especialmente a partir da década de setenta com a ocorrência de movimentos sociais mundiais pelo mundo, a cultura da sociedade também foi sendo alterada. O gênero feminino passou a conquistar maiores espaços no mercado de trabalho e, consequentemente, aumentando o seu nível de instrução, bem estar e escolaridade. No entanto, ainda sofrem com a desigualdade salarial e por serem minoria em cargos que exigem maior grau de instrução. Nestes termos, o presente artigo busca analisar por que mesmo com tantos avanços no âmbito econômico e social este fenômeno persiste no capitalismo contemporâneo. Além disso, este trabalho analisou a relevância da participação feminina no mercado de trabalho, sobretudo a sua representação econômica do ponto de vista do capitalismo contemporâneo. Para realização desse trabalho foi utilizado o método descritivo-exploratório, utilizando dados secundários do IBGE. Percebeu-se, portanto, que a partir de uma ação conjunta entre o Estado e a sociedade civil organizada pode-se alcançar resultados positivos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Memórias das esquinas: as trajetórias de prostitutas na batalha pelo bairro da Campina, Belém-Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05-29) SOUSA, Silvia Lilia Silva; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101
    No presente trabalho volto meu olhar à prostituição no contexto urbano belenense, especificamente ao bairro da Campina, área central da cidade de Belém/PA, onde predominou entre os séculos XIX e XX o centro da boemia e o principal ponto de prostituição da capital. Neste bairro foi construída no ano de 1921 a famosa zona do meretrício, também conhecida como “quadrilátero do amor”, que permaneceu fechada na década de 1970 pelo governo militar. Partindo dos estudos de antropologia urbana em interlocução com os estudos de gênero, me proponho na presente dissertação compreender as relações que as mulheres prostitutas mantêm com o bairro estudado, levando em consideração suas trajetórias, memórias e lutas. Sendo assim, percebo que por entre as esquinas, boates e pensões emergem histórias que povoam as memórias destas mulheres, narrativas que permitem refletir sobre diferentes interpretações quanto à cidade, portanto, referem-se as outras formas de exercer a sociabilidade e de experienciar a urbe.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    "Merecedoras das páginas da história": memórias e representações da vida e da morte femininas (Belém, séculos XIX e XX)
    (Universidade Federal do Pará, 2012-06) LACERDA, Franciane Gama
    O texto discute os muitos significados dados à morte de duas mulheres dos grupos menos abastados em Belém do Pará. Tais mulheres foram assassinadas em momentos distintos e tiveram a história de suas vidas e de suas mortes evocada por literatos, estudiosos da região e na imprensa paraense, como um exemplo a ser seguido por outras mulheres, revelando ideais de fidelidade, casamento, de família, entre outros. Se ainda hoje a força dessas histórias vem à tona com significados diversos, no passado não foi diferente sugerindo os muitos sentidos dados a suas vidas e a suas mortes.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    As mulheres da resistência e megaprojetos na Amazônia: comunicação, território e luta em Barcarena (PA)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) SILVA, Leonardo de Souza; COSTA, Vânia Maria Torres; http://lattes.cnpq.br/7517564393392394; https://orcid.org/0000-0002-0493-8763
    A ideologia da modernidade presente na América Latina trata-se de uma ontologia criada pelos governos europeus, cujos pilares foram construídos com base no racismo e no patriarcalismo. Essa herança adentrou as nossas veias e encontra-se presente na Amazônia brasileira a partir dos megaprojetos de mineração, os principais exemplos contemporâneos da modernidade planejada pelos ocidentais, especialistas na comercialização da natureza. Baseada na ausência do diálogo e dando jus ao histórico, a atividade promove a desigualdade entre minorias como as mulheres. Os megaempreendimentos apresentam implicações nas vidas das mulheres e, pensando nisso, nos propomos a investigar e alcançar narrativas de mulheres que fazem parte desta realidade. Com base em etnografias e análise de conteúdo temática, pesquisamos as histórias de vida, os impactos da mineração e as lutas de três lideranças femininas de Barcarena (PA) contra os megaprojetos. Analisamos as suas memórias e narrativas sobre a mineralização do território, os seus conhecimentos e os caminhos aderidos para resistir. E destacamos o uso do WhatsApp como principal dispositivo interacional de organização e mobilização da luta. Esta pesquisa pretende ressoar as narrativas dessas personagens historicamente invisibilizadas, julgadas e apresentadas como destituídas de agência política no território mineralizado, mas que utilizam as vozes, o corpo, a união e a esperança para resistir, negando o que está posto e lutando por direitos.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Mulheres descolonizando a Amazônia pelos caminhos de vida: Produção de subjetividades atravessadas pelo projeto de nação desenvolvimentista
    (Universidade Federal do Pará, 2020-07-10) CASTRO, Brenda Thainá Cardoso de; LOUREIRO, Violeta Refkalefsky; http://lattes.cnpq.br/3092799127943216
    As subjetividades desafiam constantemente o projeto de nação ao confrontarem políticas desenvolvimentistas que adotam como premissas valores e modos de vida diferentes dos seus. Diante disso, alguns contextos, como o caso da Amazônia, possibilitam que percebamos como a produção de subjetividades se dá em dinâmica com o capitalismo e o Estado, especificamente nos anos de crise política vividos no Brasil desde meados de 2014 e 2015, passando pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff até a ascensão do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. O presente estudo desenhase, então, neste cenário, para pensar a partir dos caminhos de vida de mulheres que vivem no Tapajós, de que forma se relacionam com o projeto de nação sob o signo desenvolvimentista que historicamente projeta na Amazônia o futuro da nação por meio de uma lógica de expropriação e exploração. O estudo se deu por meio de uma pesquisa de campo desenvolvida ao longo de recorrentes viagens de 2017 a 2019, conectandoas a desdobramentos macropolíticos no período e a realidade em três localidades diferentes: a Vila de AlterdoChão, Santarém; a comunidade de Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós; e a comunidade de Coroca, no rio Arapiuns, parte do Projeto de Assentamento Agroextrativista Lago Grande. Além da vivência e de conversas cotidianas durante as visitas, foram realizadas 11 entrevistas com mulheres que vivem nas três localidades em torno de eixos sobre suas perspectivas de vida. A discussão foi apoiada principalmente na abordagem da modernidade/colonialidade e decolonialidade, assim como da esquizoanálise, para se identificar os efeitos da colonialidade nas estruturas e relações contemporâneas, tanto sobre sujeitas e sujeitos, mas também sobre instituições e regiões, como a Amazônia, construída no imaginário social como lugar generificado e racializado, o que historicamente coaduna com uma visão de projeto desenvolvimentista para o Brasil. Para mulheres, tal processo envolverá peculiaridades a partir da colonialidade de gênero, que também atravessa relações de raça, de classe e de lugar origem/pertencimento. Percebeuse que as subjetividades podem tanto ser compatíveis com os valores que servem aos interesses capitalistas e estatais, como também podem ser incompatíveis, levando a uma ruptura e a singularização destas subjetividades. Igualmente, também foi percebido que existe uma possibilidade de atravessamento, em que se busca uma ruptura, mas pelas próprias limitações estruturais e sistemáticas, o deslocamento é uma ferramenta encontrada para atender às próprias necessidades, coexistir dentro de uma sociedade capitalista e ainda assim produzir desejos próprios mesmo que envolvidos na lógica moderna/colonial.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Mulheres, saberes práticos, relações de gênero e a floresta
    (Universidade Federal do Pará, 2014-06) SILVA, Rubens Elias da; BONFIM, Fernanda da Silva; SOUZA, Rogério Ribeiro de
    Este artigo discute o papel das mulheres coletoras de sementes na construção de saberes práticos a partir do contato cotidiano com a floresta, tendo como démarche as relações de gênero como ponto nodal para a reconstrução das divisões social e sexual do trabalho. O locus da pesquisa é a comunidade do Maguari, localizada no interior da Floresta Nacional do Tapajós, no município de Belterra, oeste do Pará. As coletoras de sementes desempenham o papel de apreender, dominar e usufruir os recursos disponíveis na floresta. Esse papel efetiva-se num saber-fazer transmitido ao longo de gerações de mulheres coletoras, pois o contato estreito com a floresta define uma a identidade do grupo social e lhes confere sentido de ser e existir. A propriedade comunitária da floresta – segundo nossa observação em campo – passa a ser constituída através de relações sociais de cooperação entre mateiros e coletoras de sementes. Essa associação é fundamental para que o trabalho de coleta se efetive e possa oferecer a entrada de capital necessário para a reprodução social e, também, assegure a permanência de populações vivendo dentro da floresta. A partir do que foi visto em campo, as diferenciações existentes nas relações de gênero emergem no sentido prático de tornar exequível as tarefas de trabalho dentro da floresta, eclodindo em estratégias sociais eficientes de cooperação entre gêneros, refletindo na prática reflexões discutidas pelo ecofeminismo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Raspadeiras de mandioca: a mulher na produção da farinha de mandioca, na Vila de São Jorge / Igarapé-Açú / PA
    (Universidade Federal do Pará, 2022-04-21) RABELO, Simone Conceição de Moura; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961
    O presente trabalho resulta da investigação sobre mulheres na produção tradicional da farinha, com ênfase na raspagem da mandioca, atividade efetivada prioritariamente por pessoas do sexo feminino. A singularidade do papel destas mulheres que vivenciam essa experiencia despertou o interesse por investigar essa temática. Estudo de abordagem qualitativa (MINAYO, 2001), norteado pela pesquisa de campo (LAKATOS; MARCONI, 2003). Investigação mobilizada pelo seguinte questionamento: Qual a importância e a relevância do papel das mulheres raspadeiras de mandioca no exercício de seus fazeres e saberes? Temos como objetivo geral: investigar o trabalho das mulheres raspadeiras de mandioca na Vila de São Jorge, Igarapé-Açu – Pará, identificando o perfil das mesmas; as condições de trabalho; as implicações e inferências do trabalho dessas sujeitas na comunidade. Dialogamos com conceitos e autores como: Decolonialidade (MIGNOLO, 2017), Mulher (BEAUVOIR, 1967), Antropia (FERNANDES; RAMOS, 2020). Temos como lócus a Vila de São Jorge, município de Igarapé-Açú, Nordeste Paraense. A produção dos dados foi realizada via os respectivos instrumentos: entrevistas semiestruturadas pautada nas histórias de vida; caderno de campo, visitas aos espaços de produção e registros imagéticos. Foram entrevistadas 6 (seis) mulheres, na faixa etária entre 21 a 60 anos, com base nos seguintes critérios: ser mulher raspadeira de mandioca, ter essa atividade como principal fonte de renda. O resultado da investigação aponta para ampliação do debate acadêmico sobre saberes e fazeres tradicionais, elucidando as relações estabelecidas no espaço de produção, o protagonismo, a resistência de mulheres em seu oficio. A necessidade urgente de políticas públicas voltadas a esse público feminino, em especial as raspadeiras de mandioca.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Representações de mulheres gordas em quadrinhos de autoria feminina da/na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-29) GILLET, Fabiana Oliveira; SANTOS, Luiz Cezar Silva dos; http://lattes.cnpq.br/2449524316115443
    Propomos nesta pesquisa uma abordagem comunicacional sobre as histórias em quadrinhos com enfoque nas representações gráficas de personagens gordas. Busca-se compreender quais as representações de mulheres gordas em webcomics de autoria feminina da/na Amazônia, se existem estas representações e quais as leituras dessas quadrinistas sobre o corpo gordo, enquanto autoras e desenhistas mulheres e se existem quadrinistas que se identificam como mulheres gordas. Destaca-se a pertinência das discussões que envolvem os estudos do corpo gordo no Brasil, pesquisas ainda em desenvolvimento no âmbito das Ciências Sociais e da Comunicação. Considera-se que as representações sociais em produtos da mídia hegemônica têm papel fundamental na concepção e manutenção de modelos sociais constitutivos do imaginário, ordenando o que será aceito ou reprimido na sociedade. Assim, é importante enfatizar que as histórias em quadrinhos, enquanto mídia, são vetores de discursos e representações estereotipadas dos sujeitos (BOFF, 2014; EISNER, 2005; THENSUAN, 2020), criando e fortalecendo estigmas sociais como no caso da gordofobia (ARRUDA, 2021, JIMENEZ, 2020). Por isso, este estudo se alinha a ideia de que a partir do bios midiático (SODRÉ, 2002) que se desenvolve a gordofobia, o que evidencia a importância de uma abordagem sob a ótica da comunicação (ARRUDA, 2021). Pretendemos com o estudo contribuir para a pesquisa e debate sobre a comunicação enquanto vetor de manutenção ou transformação de modelos, estereótipos e estigmas sociais; refletindo acerca da gordofobia e do campo de estudos sobre gênero e histórias em quadrinhos. Com objetivo de analisar a representação de personagens e a produção de sentidos sobre corporalidades gordas em webcomics produzidos por quadrinistas mulheres da/na Amazônia, buscamos identificar personagens gordas nas webcomics e ilustrações de artistas mulheres da/na região amazônica, em seus perfis da rede social Instagram no período de 2015 a 2022; dialogar com as quadrinistas por meio de entrevistas semi-estruturadas (DUARTE, 2005; GASKELL, 2002) sobre a representação de mulheres gordas; analisar os sentidos apreendidos sobre corporalidades gordas nos dados coletados a partir de uma análise das imagens (JOLY, 2007) das ilustrações e webcomics fundamentada na semiótica peirceana; e discutir as representações do corpo gordo feminino e quais os sentidos produzidos e apreendidos por estas representações. Concluímos que os sentidos apreendidos nas representações apresentam convergências com os discursos de aceitação e amor-próprio difundidos na mídia hegemônica com base no movimento de aceitação corporal body positive/corpo livre em consonância com as biossociabilidades de consumo da indústria plus size (AIRES, 2019), gerando ressignificações nos regimes de visibilidade do corpo gordo, criando estereótipos positivos, com ainda invisibilização de corpos gordos maiores, os quais não existem no imaginário social, exceto por mínimas representações permeadas por estereótipos estigmatizantes.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Resistências malungas: agências sociopolíticas de mulheres quilombolas em Salvaterra, Arquipélago do Marajó - Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2022-12-16) SOUSA, Maria Páscoa Sarmento de; MARIN, Rosa Elizabeth Acevedo; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884
    Novas etnias são uma realidade no Marajó contemporâneo, revelando-se com particular ênfase nas primeiras décadas do século XXI, quando grupos humanos majoritariamente formados por pessoas negras passaram a reivindicar a identidade etnopolítica quilombola neste lugar. Neste trabalho sustentamos a premissa que os aquilombamentos deste século estão imbricados em agências femininas, pois fomos e somos as principais articuladoras de ações no âmbito do movimento quilombola nesta região, desde 1998. Aqui, esforço-me para compreender, através da afrocentricidade e desde a perspectiva antropológica feminista (feminismo afrodiaspórico), as agências sociopolíticas das mulheres em processos de aquilombamentos contemporâneos no município de Salvaterra, na tentativa de localizar o lugar do feminino no campo do político em sociedades étnicas contemporâneas, espaços onde a identidade é um fenômeno eminentemente político e corporificado (corpo-político) e onde as pessoas se apercebem como sujeitas de direitos a partir de confrontações com o Estado, com outras instituições e outros indivíduos. Deste modo, introduzo questões centrais como o deslocamento do ser individualizado para o ser coletivo, próprio à existência e experiência política através de um exercício de escrevivência autoetnográfica que é reflexo de experiências pessoais e coletivas com 21 outras mulheres, co-autoras e agentes da pesquisa, no interior de um movimento étnico situado em um sistema de dominação cujos fundamentos são o racismo, o patriarcado, o machismo, o heterossexismo e o capitalismo. Esta pesquisa filia-se aos Estudos Negros, Estudos Africana ou Africalogia enquanto campo científico que tem por base teórica a Afrocentricidade ou Paradigma Afrocêntrico, um amplo campo de estudos construído pelo trabalho de diversa(o)s intelectuais africanas e africanos situada(o)s em variadas latitudes no globo terrestre e em tempos diversos, desde a África, passando pelas Américas, Caribe até a Europa. Constitui-se como o lugar de enunciação de uma nova maneira de pensar a África e os/as africanos/as no continente e seus descendentes na Diáspora Negra Transatlântica, recentralizando-os/as enquanto agentes da/na História. Esta pesquisa, também, filia-se à teoria crítica feminista e orienta-se desde as proposições teórico-práticas do Feminismo Afrodiaspórico, gestado nos diversos lugares onde mulheres negras e não-brancas situam-se em projetos de subjetivações, insurgências e enunciações frente a sistemas de opressão que interseccionam nossas existências no mundo, com especial enfoque nas interrelações entre gênero, raça/etnia e classe social e localização, vistos não apenas como sistemas hierarquizados de opressão, mas como interseccionalidades que estruturam ‘lugares’ onde as mulheres negras são obrigadas a viver e permanecer. Estas escrevivências autoetnográficas exigiram mergulhar em minhas experiências pessoais enquanto mulher negra quilombola, enquanto quilombola amazônida, enquanto ativista do movimento negro e afrofeminista, mas também implicaram imersão em experiências coletivas compartilhadas com aquelas que são minhas outras manas e manos quilombolas, a fim de buscar compreender nossas agências sociais e políticas nos lugares de pertença. Concluo pela existência de uma agência malunga, significando com isso as maneiras diversas de ação articuladas por nós mulheres quilombolas ao longo de mais de 20 anos de movimento quilombola em Salvaterra, uma agência que é contra colonial, insurgente e desafiadora, mas que se realiza mediada pelos sentidos do Ubunto materializado em solidariedade, partilha, cooperação, enfim permeada por Amor.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A sexualidade de mulheres vivendo com AIDS: contribuições da psicanálise
    (Universidade Federal do Pará, 2013) FLEXA, Jucélia Pereira; CECCARELLI, Paulo Roberto; http://lattes.cnpq.br/6109293223271452; MOREIRA, Ana Cleide Guedes; http://lattes.cnpq.br/9245673017553186
    A feminização do HIV/aids é uma realidade no Brasil, de acordo com os dados epidemiológicos do Ministério da Saúde. Este trabalho fundamenta-se no referencial da psicanálise e apresenta o estudo de caso de Larissa, paciente do ambulatório do Serviço de Assistência Especializada em HIV/aids do Hospital Universitário João de Barros Barreto. Partiu-se da hipótese que as mulheres que vivem com o vírus HIV/aids, podem apresentar consequências subjetivas, diante de um diagnóstico traumático associado a tabus como morte e sexualidade. Para Larissa ter aids significava rejeição, discriminação e abandono pelo companheiro e pais. Nos atendimentos trouxe sua preocupação em como contar ao companheiro sobre o vírus, temendo sua reação agressiva, além de relatos sobre sua infância e adolescência de conflitos com os pais, das agressões por parte do pai, e queixas em torno de sua mãe, principalmente voltadas a nada ter-lhe dito sobre sexualidade. Em seus relacionamentos amorosos com homens com problemas com a lei, pode-se pensar, segundo anuncia a teoria psicanalítica, em seu desamparo, conduzindo-a ao masoquismo. O ideal de amor de Larissa junto a esses parceiros aponta para aspectos de um amor romântico, em que esperava encontrar no parceiro proteção e confiança. Ressalto que esta pesquisa aponta ainda, um mal estar em falar da sexualidade, corpo e desejo feminino entre mães e filhas, ou seja, ausência de educação sexual que, no caso de Larissa, deixou-a à mercê dos parceiros, sem recursos para se proteger de doenças como a aids e, da gravidez na adolescência. O relato de Larissa está em consonância com os de outras pacientes mulheres vivendo com HIV, investigadas nesta pesquisa, e pode servir de alerta sobre a problemática apresentada nos dados do Boletim Epidemiológico do Brasil 2012, onde é crescente a incidência de casos de infecção pelo HIV em jovens de 13 a 19 anos, sendo as mulheres em maior número. A escuta clinica, para Larissa, ao poder falar de sua sexualidade, permitiu encontrar os significados dos aspectos traumáticos vivenciados em sua infância e adolescência, encontrar-se com seus conflitos internos e seu sentimento de desamparo, pensar sua relação com a mãe e suas filhas e, finalmente, afirmar que estava “aprendendo a ser mulher”, o que significava, para ela, estar “mais preparada” para a vida.
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