INEAF - Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2786
O atual Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF) teve sua criação e funcionamento a partir do Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural (NCADR) sendo aprovado pelo CONSUN no dia 09 de outubro de 2007. A estrutura acadêmico-administrativa foi instituída pela Portaria Nº 942 de 19 de março de 2008, publicada na folha 11 da Seção 1 no D.O.U. Nº 55 no dia 20 de março de 2008. O NCADR sucedeu o Centro Agropecuário (CA) em decorrência das mudanças regimentais ocorridas na UFPa a partir de 2007. O antigo Centro Agropecuário iniciou suas atividades em 1991 com o curso de Especialização em Agriculturas Familiares Amazônicas e Desenvolvimento Ambiental (DAZ), sediado no NAEA (Núcleo de Altos Estudos Amazônicos) e com o curso de Mestrado em Ciência Animal e a criação da CEBRAN[1] (Central de Biotecnologia da Reprodução Animal), ambos ligados ao antigo Centro de Biologia. Em 1994 foi formalizado dentro da instituição enquanto Unidade Acadêmico-administrativa sendo constituído por duas subunidades com característica de núcleos de integração: O Núcleo de Estudos Integrados sobre Agricultura Familiar (NEAF) e o Núcleo de Estudos em Ciência Animal (NECAN). Essas duas subunidades deram origem aos dois Programas de Pós-Graduação (PPGAA e PPGCAN) sob a responsabilidade do NCADR.
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Age of Eucalyptus urograndis plantations and occurrence of pest insects(Universidade Federal do Pará, 2016-10) ANDRADE, Joana Gabriela Freitas; SÁ, Veríssimo Gibran Mendes de; SPACEK, Sara Lodi de Carvalho Spacek; GODOY, Bruno SpacekAs espécies de Eucalyptus são originárias da Austrália e suas plantações são a principal atividade florestal no Brasil. A família Myrtaceae é amplamente representada no Brasil, permitindo que insetos nativos utilizem as plantas de Eucalyptus. Insetos herbívoros nativos podem se adaptar-se a espécies plantadas em monoculturas quando privados de suas plantas hospedeiras naturais e inimigos naturais. Nesse contexto, o padrão de ocorrência diferencial de 11 espécies de insetos pragas das ordens Lepidoptera, Coleoptera e Hemiptera, de 450 talhões de Eucalyptus de idades variadas, foi avaliado entre 2002 e 2010 no leste do Estado de Minas Gerais foi avaliado. A inferência bayesiana foi usada para análise de dados nos testes de hipóteses. A probabilidade de ocorrência das espécies pragas foi estimada usando um modelo multinomial linear, relacionando sua ocorrência com a idade do talhão de Eucalyptus. A ocorrência das pragas nos talhões de Eucalyptus foi relacionada à idade da planta, observando-se que talhões mais jovens foram mais suscetíveis à insetos fitófagos. Essa associação com períodos cronológicos da planta pode estar associado às estratégias de exploração que cada grupo de insetos praga apresenta. Assim, o manejo de florestas de Eucalyptus deve ser adaptado com base no diferencial das espécies pragas no talhão, gerando estratégias mais eficientes de controle de pragas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Água e saúde no município de Igarapé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-12) SOUSA, Rafaela Sales de; FELIZZOLA, Juliana Feitosa; FIGUEIREDO, Ricardo de Oliveira; SÁ, Tatiana Deane de Abreu; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; MENEZES, Luciana Gonçalves Creão deEste artigo visa analisar e compreender a relação entre água e saúde em comunidades rurais situadas na microbacia do igarapé Cumaru, município de Igarapé-Açu (PA), nordeste paraense. São avaliados a captação e o tratamento de água para o consumo humano, considerando as práticas de esgoto sanitário realizadas cotidianamente pela população rural dessa microbacia, visto que têm implicação direta na saúde da população local. Este trabalho baseia-se em pesquisa de campo com uma abordagem quali-quantitativa. Utilizou-se questionário fechado para o levantamento das fontes de captação, saneamento rural e usos de insumos agrícolas. Foram consideradas observações feitas por agricultores familiares da região ao focar o funcionamento do estabelecimento agrícola, a fim de observar de diversos ângulos a relação entre água e saúde no seu entendimento. Observou-se que a vulnerabilidade das fontes de água acessadas pela população é um fator que contribui para a contaminação das fontes, caracterizando consequentemente uma ameaça à saúde da população rural. Entretanto, nota-se a percepção da população quanto às fontes de água mais profundas, como poços tubulares, sendo estes prioritários para captação de água para ingestão.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O amálgama floresta e agricultura na Reserva Extrativista Arióca Pruanã(2013-06) SILVA JUNIOR, Amintas Lopes da; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; SABLAYROLLES, Maria das Graças PiresO presente estudo aborda o papel dos sítios e terreiros enquanto interface entre agricultura e extrativismo na Reserva Extrativista Arióca Pruanã, em Oeiras do Pará. A agricultura depende da floresta e a reconfigura em capoeiras e sítios, assim como a floresta se insinua nos terreiros à medida que espécies vegetais silvestres são aí introduzidas por mãos humanas. O resultado deste manejo é o agroflorestamento da paisagem, face visível do amálgama entre agricultura e floresta, base da reprodução da vida ribeirinha.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Avaliação de seis testes sorológicos no diagnóstico da brucelose bubalina(2002-04) MOLNÁR, László; MOLNÁR, Lászlóné Éva; NUNES, Emilia do Socorro Conceição de Lima; DIAS, Hilma Lúcia TavaresArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Babaçu livre e queijo serrano: histórias de resistência à legalização da violação a conhecimentos tradicionais(2014-06) PORRO, Noemi Sakiara Miyasaka; MENASCHE, Renata; SHIRAISHI NETO, JoaquimEste artigo analisa experiências protagonizadas por comunidades cujos modos de vida geram e se sustentam em conhecimentos tradicionais em face de tentativas de implementação de um regime global de propriedade intelectual. Estudos de caso sobre quebradeiras de coco babaçu, no estado do Maranhão, e produtores de queijo serrano, no Estado do Rio Grande do Sul, revelam significados da tradição implícita no conhecimento que se pretende proteger. Dados empíricos, analisados jurídica e antropologicamente, evidenciam, apesar de aparente progresso na legislação, ameaças a múltiplas dimensões de modos de vida fundados em territórios tradicionais. Argumenta-se que, sem a imediata e integral aplicação da Convenção OIT 169, invertem-se os efeitos da incorporação de convenções internacionais no ordenamento jurídico nacional, a exemplo da Convenção da Diversidade Biológica. Conclui-se que as comunidades tradicionais resistem à ilegal apropriação de seus conhecimentos, enquanto setores privados neles interessados utilizam-se do estado de direito para legalizar sua pilhagem.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Caçar, preparar e comer o ‘bicho do mato’: práticas alimentares entre os quilombolas na Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho (Pará)(Universidade Federal do Pará, 2016-12) FIGUEIREDO, Rodrigo Augusto Alves de; BARROS, Flávio BezerraA caça de animais silvestres tem desempenhado um papel importante para a reprodução física e simbólica de famílias rurais que vivem em diferentes regiões tropicais do planeta. Com efeito, muitas dimensões do uso de recursos cinegéticos como fonte de alimentação ainda não foram suficientemente estudadas, sobretudo dos pontos de vista da Antropologia e da Etnoecologia. Tais dimensões, com frequência, são ignoradas nas intervenções de conservação da biodiversidade. Este artigo tem por objetivo analisar o uso da fauna silvestre em práticas alimentares por famílias da comunidade quilombola de Joana Peres, localizada na Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho, uma unidade de conservação situada no município de Baião, Pará, Amazônia brasileira. Conduzimos o estudo a partir dos pressupostos da Etnoecologia. Destacamos os elementos de ordem social e cultural que norteiam os processos de obtenção, preparo e consumo de alimentos a partir da atividade cinegética. Empregamos os métodos da observação participante e entrevistas abertas e semiestruturadas. Interpretamos os dados tanto de modo qualitativo como quantitativo. Particularmente, para cada uma das espécies citadas procuramos calcular o índice de Valor de Uso (VU), que possibilita demonstrar o grau de importância relativa das espécies conhecidas localmente. O estudo evidenciou que a atividade cinegética envolve tanto aspectos nutricionais como socioculturais, uma vez que os recursos faunísticos fornecem proteína e as práticas alimentares são permeadas por diferentes processos que incluem costumes, imaginários, sociabilidades, tabus e modos de preparo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Campesinato, identidade e memória: os tiradores de açaí ou como colocar-se no mundo(2014-06) SALES, Sammy Silva; PORRO, Noemi Sakiara MiyasakaEste texto tem como objetivo refletir a intersecção entre os conceitos de campesinato e identidade a partir do estudo de caso dos tiradores de açaí, chamados de família Monteiro, moradores da vila Monteiro, no município de Afuá (PA). Os dados empíricos coletados através de observação participante e realização de entrevistas foram registrados em 2011 e 2012. Argumentamos que os tiradores de açaí, em situações de reflexão no presente, e por meio de suas práticas, pelas representações sociais e memória coletiva constroem suas identidades sociais coadunadas aos processos sociais em que estão inseridos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Carbon content in Amazonian Oxisols after forest conversion to pasture(2009-12) SILVA JÚNIOR, Mário Lopes da; DESJARDINS, Thierry; SARRAZIN, Max; MELO, Vânia Silva de; MARTINS, Paulo Fernando da Silva; SANTOS, Elaine Rodrigues; CARVALHO, Claudio Jose Reis deO solo desempenha importante papel no ciclo do C, porém a substituição da floresta tropical por áreas cultivadas altera a dinâmica e o estoque desse elemento. Em uma frente pioneira de colonização no município de Itupiranga (PA), na Amazônia Oriental, foi desenvolvido este estudo com o objetivo de avaliar as consequências da substituição de floresta nativa por pastagens de Brachiaria brizantha no conteúdo de C de um Latossolo Amarelo distrófico. As amostras de solo foram coletadas em área de floresta nativa (FN), floresta secundária de 8–10 anos (FS), pastagens de 1–2 anos (P1-2), de 5–7 anos (P5–7) e de 10–12 anos (P10–12), nas camadas de 0–2, 2–5 e 5–10 cm, para avaliar os teores e o estoque de C e realizar um fracionamento granulométrico da matéria orgânica. Após o desmatamento, a densidade do solo aumentou até a profundidade de 5 cm, sendo esse aumento maior nas pastagens mais antigas. As maiores mudanças no conteúdo de C ocorreram na camada superior do solo, havendo aumento nesse conteúdo com o tempo de implantação das pastagens. Nas camadas de 2–5 e 5–10 cm, o conteúdo de C se mostrou estável entre os tipos de cobertura vegetal avaliados. As maiores concentrações de C foram encontradas na fração silte, mas os maiores conteúdos de C ocorreram na fração argila, independentemente do tipo de cobertura vegetal. Um aumento da quantidade de C associado à fração areia, na forma de resíduos orgânicos pouco decompostos, foi observado nas pastagens, confirmando a maior sensibilidade dessa fração às mudanças de uso do solo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Ciência, cientistas e democracia desfigurada: o caso Belo Monte(2011-06) MORAL HERNÁNDEZ, Francisco del; MAGALHÃES, Sônia BarbosaA fronteira hidrelétrica avança sobre a Amazônia com grandes obras como Santo Antonio e Jirau no rio Madeira e de maneira decisiva através dos projetos de Belo Monte proposto na Volta Grande do Xingu, licenciado em fevereiro de 2010, e de aproveitamentos no rio Tapajós. Contudo, os grandes projetos de infra-estrutura de geração de energia nesta região revelam confl itos, disputas políticas e econômicas que evidenciam risco aos processos de licenciamento ambiental, no processo de discussão de obras que envolvem bilhões de reais e consequências ambientais e sociais de grande envergadura. Alerta-se neste artigo à deslegitimação do discurso de grupos sociais que se opõem às políticas oficiais de desenvolvimento materializadas na duvidosa e polêmica usina de Belo Monte-PA, baseado na experiência da rede Painel de Especialistas constituído para análise crítica dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte e diversos segmentos da sociedade.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Composição bromatológica e cinética da fermentação ruminal de rações contendo resíduos de babaçu(Universidade Federal do Pará, 2014-03) SOUSA, Luciano Fernandes; MACEDO JUNIOR, Gilberto de Lima; SANTOS, Rogério Pereira dos; SILVA, André Guimarães Maciel e; BORGES, IranObjetivou-se com o experimento demonstrar a composição bromatológica e avaliar a cinética de fermentação e degradabilidade ruminal efetiva in vitro, por meio da técnica "Hohenheim Gas Test", da farinha do mesocarpo do babaçu I® e II® (FMBI e FMBII) e de rações com diferentes níveis de inclusão. Foram conduzidos dois ensaios: um com os subprodutos puros e milho e outro com rações com inclusões da FMBI e FMBII nas seguintes proporções: 0; 7,5; 15,0 e 22,5% da matéria seca total. O delineamento foi o de blocos casualizados sendo seis blocos no primeiro e cinco no segundo ensaio. Os tempos de mensuração dos gases produzidos foram 3; 6; 9; 12; 24; 48; 72 e 96 horas. As farinhas FMBI e FMBII apresentaram composições bromatológicas diferentes, em relação aos constituintes da fibra (FDN, FDA e Lignina). As farinhas FMBI e FMBII apresentaram padrões de cinética de fermentação inferiores aos padrões de fermentação do milho grão. Com o aumento da proporção de FMBI e FMBII na ração, reduz-se a produção de gases por tempo de incubação. Em virtude do exposto, pode-se afirmar que as farinhas do mesocarpo I e II, apesar de serem fontes de amido, não apresentaram fermentação ruminal semelhante à fonte amilácea padrão, o grão de milho.
