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https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/15939
Tipo: | Tese |
Fecha de publicación : | 26-jun-2023 |
Autor(es): | MERCÊS, Jorge Augusto Santos das |
Primer Orientador: | CASTRO, Fábio Fonseca de |
Título : | Deslocamento compulsório em Breu Branco: experiência da perda e perda da experiência na dinâmica de habitar |
Citación : | MERCÊS, Jorge Augusto Santos das. Deslocamento compulsório em Breu Branco: experiência da perda e perda da experiência na dinâmica de habitar. Orientador: Fabio Fonseca de Castro. 2023. 157 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido) - Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Belém, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/15939. Acesso em:. |
Resumen: | Esta pesquisa trata da memória de pessoas deslocadas compulsoriamente desde 1984 pela implantação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHE-Tucuruí). A partir de uma abordagem fenomenológica do problema, a tese se propõe a compreender e descrever os fluxos da memória de um evento de intensa violência naquilo que dela se perde, ora na forma de ocultamento do significado como estratégia política; ora como interdição do significante na cadeia de significação, visando a contribuição desta dinâmica para conformação de afetos relativos ao habitar. Para este objetivo foi realizada pesquisas de campo com perfil etnográfico em meses intermitentes entre 2016, 2017 e 2018 e em 2022. Durante os períodos de trabalho de campo foi realizada observação participante, com imersão no cotidiano dos interlocutores desta pesquisa, consulta a arquivos pessoais compostos, sobretudo, por fotos; bem como realização de entrevistas semiestruturadas e entrevistas não-estruturadas com pessoas deslocadas compulsoriamente no município de Breu Branco durante a primeira fase das obras da UHE Tucuruí, ocorrida entre os anos de 1970 e 1980. O enchimento do reservatório desta hidrelétrica ocasionou a submersão de quatorze povoados, entre eles, o Breu Velho (objeto desta pesquisa). Tendo em vista que esta pesquisa foi realizada em partes durante a pandemia do novo coronavírus (2020-2022), as pesquisas de campo foram condicionadas pela gravidade do problema em cada momento, tendo em vista que os meus interlocutores são pessoas idosas e, por isso, faziam parte do grupo de risco na pandemia em curso até aquele momento. Os dados demonstram como o fenômeno de intensa violência implicado no deslocamento compulsório opera através da dinâmica da herança – das latências e silêncios do processo social que mantém a memória no campo da disputa. Deste modo, por um lado, os silêncios racionalizados no processo social de disputa sobre a memória encontram caminho de enunciação em ambientes alternativos às regras que a racionalidade dominante nas instituições disciplinares impõe ao que considera razoável. Por outro lado, como experiência ontológica do trauma pela interdição do significante, os silêncios, os vazios de significação, podem ser entrevistos seja nos sintomas que o trauma manifesta ao introduzir a lei da repetição dos atos sintomáticos presentes na estrutura de ação dos sujeitos, seja pelo contorno que os significados fazem desta experiência, matizando com afeto melancólico as narrativas acerca da experiência da perda. Ressalta-se que, no caso em foco, os processos de reparação operam em região do Ser distinta daquela em que o trauma se inscreve; visto que a objetificação da perda se conduz sobre solo ôntico, enquanto o trauma se manifesta em região ontológica. |
Resumen : | This research deals with the memory of people compulsorily displaced since 1984 by the implementation of the Tucuruí Hydroelectric Power Plant (UHE-Tucuruí). From a phenomenological approach to the problem, the thesis proposes to understand and describe the flows of memory of an event of intense violence in what is lost, sometimes in the form of concealment of meaning as a political strategy; sometimes as an interdiction of the signifier in the chain of meaning, aiming at the contribution of this dynamic to the conformation of affections related to dwelling. For this purpose, field research with an ethnographic profile was carried out in intermittent months between 2016, 2017 and 2018 and in 2022. During the periods of field work, participant observation was carried out, with immersion in the daily life of the interlocutors of this research, consultation with personal files composed , above all, for photos; as well as carrying out semi-structured and non-structured interviews with compulsorily displaced people in the municipality of Breu Branco during the first phase of the UHE-Tucuruí works, which took place between the years 1970 and 1980. The filling of the reservoir of this hydroelectric plant caused the submersion of fourteen villages, among them, Breu Velho (object of this research). Bearing in mind that this research was carried out in parts during the new coronavirus pandemic (2020- 2022), field research was conditioned by the severity of the problem at each moment, bearing in mind that my interlocutors are elderly people and, therefore, , were part of the risk group in the ongoing pandemic until that moment. The data demonstrate how the phenomenon of intense violence implied in compulsory displacement operates through the dynamics of inheritance – the latencies and silences of the social process that keeps memory in the field of dispute. In this way, on the one hand, the rationalized silences in the social process of dispute over memory find a way of enunciation in alternative environments to the rules that the dominant rationality in disciplinary institutions imposes on what it considers reasonable. On the other hand, as an ontological experience of trauma through the interdiction of the signifier, the silences, the voids of meaning, can be glimpsed either in the symptoms that the trauma manifests when introducing the law of repetition of symptomatic acts present in the structure of action of the subjects, or by the outline that the meanings make of this experience, coloring the narratives about the experience of loss with melancholic affection. It is emphasized that, in the case in question, the reparation processes operate in a region of the Being different from that in which the trauma is inscribed; since the objectification of the loss is conducted on ontic soil, while the trauma is manifested in an ontological region. |
Resumen: | Esta investigación trata de la memoria de las personas desplazadas forzosamente desde 1984 por la implantación de la Usina Hidroeléctrica de Tucuruí (UHE-Tucuruí). Desde un abordaje fenomenológico del problema, la tesis se propone comprender y describir los flujos de memoria de un evento de intensa violencia en lo que se pierde, a veces bajo la forma de ocultamiento de sentido como estrategia política; a veces como interdicción del significante en la cadena de sentido, visando la contribución de esta dinámica a la conformación de afectos relacionados con el habitar. Para ello, se realizó una investigación de campo con perfil etnográfico en meses intermitentes entre 2016, 2017 y 2018 y en 2022. Durante los periodos de trabajo de campo se realizó observación participante, con inmersión en el cotidiano de los interlocutores de esta investigación, consulta de archivos personales compuestos, sobre todo, por fotografías; así como la realización de entrevistas semiestructuradas y no estructuradas con desplazados forzosos en el municipio de Breu Branco durante la primera fase de las obras de la UHE-Tucuruí, que se llevó a cabo entre los años 1970 y 1980. El llenado del embalse de esta hidroeléctrica provocó el hundimiento de catorce aldeas, entre ellas, Breu Velho (objeto de esta investigación). Teniendo en cuenta que esta investigación se realizó en partes durante la pandemia del nuevo coronavirus (2020-2022), la investigación de campo estuvo condicionada por la gravedad del problema en cada momento, teniendo en cuenta que mis interlocutores son personas de la tercera edad y, por tanto, formaban parte del grupo de riesgo en la pandemia en curso hasta ese momento. Los datos demuestran cómo el fenómeno de la violencia intensa implicada en el desplazamiento forzoso opera a través de la dinámica de la herencia: las latencias y silencios del proceso social que guarda la memoria en el campo de la disputa. Así, por un lado, los silencios racionalizados en el proceso social de disputa por la memoria encuentran una forma de enunciación en entornos alternativos a las reglas que la racionalidad dominante en las instituciones disciplinarias impone a lo que considera razonable. Por otra parte, como experiencia ontológica del trauma a través de la interdicción del significante, los silencios, los vacíos de sentido, pueden vislumbrarse tanto en los síntomas que el trauma manifiesta al introducir la ley de repetición de los actos sintomáticos presentes en la estructura de acción de los sujetos, o por el trazo que los significados hacen de esta experiencia, tiñendo de afecto melancólico los relatos sobre la experiencia de pérdida. Se destaca que, en el caso en cuestión, los procesos de reparación operan en una región del Ser diferente a aquella en la que se inscribe el trauma; ya que la objetivación de la pérdida se realiza en suelo óntico, mientras que el trauma se manifiesta en una región ontológica. |
Palabras clave : | Deslocamento compulsório Hidrelétrica de Tucuruí Memória Trauma Experiência cultural |
metadata.dc.subject.areadeconcentracao: | DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL |
metadata.dc.subject.linhadepesquisa: | ESTADO, INSTITUIÇÕES, PLANEJAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA::SOCIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO |
País: | Brasil |
Editorial : | Universidade Federal do Pará |
Sigla da Instituição: | UFPA |
Instituto: | Núcleo de Altos Estudos Amazônicos |
Programa: | Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido |
metadata.dc.rights: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
metadata.dc.source: | 1 CD-ROM |
Aparece en las colecciones: | Teses em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (Doutorado) - PPGDSTU/NAEA |
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