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https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/16676
Tipo: | Dissertação |
Data do documento: | 26-Fev-2024 |
Autor(es): | BERNAR, Lígia Isís Pinto |
Primeiro(a) Orientador(a): | LAGE, Danila Gentil Rodriguez Cal |
Título: | A atuação digital de mulheres negras de Belém (PA) e o lugar da branquitude crítica |
Citar como: | BERNAR, Lígia Isís Pinto. A atuação digital de mulheres negras de Belém e o lugar da branquitude crítica. Orientadora: Danila Gentil Rodriguez Cal Lage. 2024. 110 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação, Cultura e Amazônia) - Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/16676. Acesso em:. |
Resumo: | Esta pesquisa analisa o lugar da branquitude crítica (CARDOSO, 2010), representada por seguidoras brancas que repudiam o racismo nos ambientes digitais, em relação à atuação de mulheres negras de Belém, representadas por ativistas e produtoras de conteúdo digitais. O referencial teórico abrange diferentes conceitos, movimentos e disciplinas teóricas, organizados aqui em três dimensões: (1) a da abordagem interseccional, compreendendo Raça, Gênero e Classe, a partir do pensamento das autoras Cida Bento (2022), Edith Piza (2002), Lia Vainer Schucman (2020), Liv Sovik (2009), Ruth Frankenberg (2004), Zélia Deus (2008), Lourenço Cardoso (2010; 2014) e Deivison Campos (2023); (2) a do olhar comunicacional, por meio das lentes dos processos interacionais e da midiatização, a partir dos estudos dos autores José Luiz Braga (2017), com os dispositivos interacionais e o processo de midiatização; e a da teoria do reconhecimento com Axel Honneth (2003) e Rousiley Maia (2018), utilizada para focalizar o comportamento das ativistas e produtoras de conteúdo digitais negras,cabrangendo os aspectos da intersubjetividade com a comunicação, assim como também, para compreender como ocorrem os padrões de intersubjetividade no processo relacional individual e coletivo das sujeitas desta pesquisa; e (3) a do Colonialismo Digital, a partir de Deivison Faustino (2023) e Walter Lippold (2023) para refletir sobre a dinâmica das relações comunicacionais nos ambientes digitais. O desenho metodológico é o de uma pesquisa empírica qualitativa que faz conexão com os fundamentos teóricos desta dissertação, a qual parte de uma concepção interacional, relacional e situacional da comunicação (FRANÇA, 2022). Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com oito mulheres, sendo duas ativistas digitais negras e duas produtoras de conteúdo digitais negras e quatro seguidoras racializadas como brancas. A partir desse percurso, é possível destacar que o lugar da branquitude crítica possui um papel secundário, de apoio público contra o racismo somente no ambiente digital, mas pouco efetivo quanto às atitudes práticas e diárias no ambiente presencial para combater a branquitude e o racismo. |
Abstract: | This research analyzes the place of critical whiteness (CARDOSO, 2010), represented by white followers who repudiate racism in digital environments, in relation to performance of black women from Belém, represented by activists and producers of digital content. The theoretical framework encompasses different concepts, and theoretical disciplines, organized here in three dimensions: (1) the intersectional approach, comprising Race, Gender and Class, based on the thinking of the authors Cida Bento (2022), Edith Piza (2002), Lia Vainer Schucman (2020), Liv Sovik (2009), Ruth Frankenberg (2004), Zélia Amador de Deus (2008), Cardoso (2010; 2014), and Deivison Campos (2023); (2) that of the communicational gaze, through the lens of interactional processes and mediatization, based on the studies of the authors José Luiz Braga (2017), with interactional devices and the process of mediatization; and Axel Honneth's (2003) and Rousiley Maia (2018) with theory of recognition, used to focus on the behavior of black digital activists and content producers, covering the aspects of intersubjectivity with communication, as well as to understand how the patterns of intersubjectivity occur in the individual and collective relational process of the subjects of this research; and (3) Digital Colonialism, based on Deivison Faustino (2023) and Walter Lippold (2023) to reflect on the dynamics of communication relations in digital environments.The methodological design is that of a qualitative empirical research that connects with the theoretical foundations of this dissertation, which is based on an interactional, relational and situational conception of communication (FRANÇA, 2022). Semi-structured interviews were conducted with eight women, two of whom were black digital activists and two black digital content producers, and four followers racialized as white. From this path, it is possible to highlight that the place of critical whiteness has a secondary role, of public support against racism only in the digital environment, but little effective in terms of practical and daily attitudes in the face-to-face to combat whiteness and racism. |
Palavras-chave: | Branquitude crítica Ativismo digital Comunicação Gênero Raça Classe Colonialismo digital Critical whiteness Digital activism Communication Gender Race and class Digital colonialism |
Área de Concentração: | COMUNICAÇÃO |
Linha de Pesquisa: | PROCESSOS COMUNICACIONAIS E MIDIATIZAÇÃO NA AMAZÔNIA |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO |
País: | Brasil |
Instituição: | Universidade Federal do Pará |
Sigla da Instituição: | UFPA |
Instituto: | Instituto de Letras e Comunicação |
Programa: | Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil |
Fonte URI: | Disponível na internet via correio eletrônico: bibletras@ufpa.br |
Aparece nas coleções: | Dissertações em Comunicação, Cultura e Amazônia (Mestrado) - PPGCOM/ILC |
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