Jornalistas no front: entre violências, confrontos e resistências na Amazônia Paraense

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02-07-2025

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MACHADO, Rosemary Gomes da Silva. Jornalistas no front: entre violências, confrontos e resistências na Amazônia Paraense. Orientadora: Alda Cristina Silva da Costa. 2025. 196 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação, Cultura e Amazônia) - Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18150. Acesso em:.

DOI

O jornalismo, enquanto instituição social, constitui um dos pilares fundamentais da democracia, pois sua razão de ser está intrinsecamente ligada à função social de informar. A informação jornalística, ao promover o exercício da cidadania, estimular o debate público e contribuir para a formação da opinião pública, torna-se elemento central na construção social da realidade. Essa mediação entre sociedade e informação é realizada pelo jornalista, profissional que, ao abordar questões sensíveis como desigualdades, corrupção e violações de direitos, frequentemente enfrenta riscos que comprometem sua segurança, sua saúde, sua liberdade e, em casos extremos, sua própria vida. A presente pesquisa tem como objeto a violência contra sete jornalistas na Amazônia Paraense, a partir da pergunta central: como essa violência se configura na prática profissional dos jornalistas que atuam na região? Para respondê-la, foram entrevistados sete profissionais que viveram contextos de intensificação da violência, desde o regime militar de 1964 até os anos recentes, marcados pelo governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), incluindo o período crítico da pandemia da Covid-19. A investigação revelou que exercer o jornalismo na Amazônia é, por si só, um desafio, dada a complexidade do território, a fragilidade institucional e os interesses que atravessam os conflitos socioambientais e políticos da região. As entrevistas evidenciam que o jornalismo amazônico se constituiu, nas últimas décadas, como um espaço de resistência cotidiana diante da crescente hostilidade aos profissionais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada em entrevistas em profundidade com jornalistas atuantes na região, cujos relatos permitem compreender as múltiplas formas da violência, simbólica, física, psicológica e institucional, que afetam diretamente o exercício da profissão e, por consequência, a própria democracia.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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