Cartografia social da Aldeia Açaizal: instrumento do Povo Munduruku a serviço da manutenção do seu território, do bem viver e da educação escolar indígena, Santarém, PA

dc.contributor.advisor1PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9872938064820413
dc.contributor.memberMORAES JUNIOR, Manoel Ribeiro de
dc.contributor.memberCARDOSO, Denise Machado
dc.contributor.memberCASTRO, Carlos Potiara Ramos de
dc.contributor.memberALENCAR, Joelma Cristina Parente Monteiro
dc.contributor.memberSILVA, Claudio Emídio
dc.contributor.memberSILVA, Marcia Vieira da
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2429279552706202
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2685857306168366
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3132802376511499
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9860770961080508
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8134246434895801
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4420193520670483
dc.contributor.member1ORCIDhttp://lattes.cnpq.br/2429279552706202
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-0493-6397
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org
dc.creatorROCHA, Hellen Regina Martins
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4086274398146543
dc.creator.ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-8090-7870
dc.date.accessioned2026-08-17T15:52:36Z
dc.date.available2026-08-17T15:52:36Z
dc.date.issued2026-05-28
dc.description.abstractThis doctoral thesis, titled "Social Cartography of Açaizal Village: An Instrument of the Munduruku People in Service of Territorial Maintenance, Good Living, and Indigenous School Education," investigates how the collective production of a social cartography can simultaneously constitute a pedagogical instrument for Indigenous School Education (ISE) and a political instrument of territorial resistance, with the Munduruku people of Açaizal Village, in the Planalto Santareno region of Santarém, Pará (Brazil), as its subject and co-author. Against a backdrop of intensifying external pressures on the territory — marked by agribusiness expansion, pesticide use, land disputes, and the unresolved legal status of the Munduruku Planalto Indigenous Land — the research demonstrates how social cartography, articulated with the horizon of Good Living (Bem Viver) and the principles of differentiated Indigenous School Education, operates as a technical-political instrument of territorial visibility and as a culturally situated intercultural teaching resource. Three central concepts organize the investigation — used territory (território usado, Milton Santos), Good Living (Sumak Kawsay/Buen Vivir), and Amerindian perspectivism (Viveiros de Castro; Tânia Stolze Lima) — mobilized not only as a theoretical framework but as organizing principles of the cartographic method itself. Methodologically, the research adopts Participatory Action Research (PAR), combining ethnography of the cartographic process, mapping workshops with elders, community leaders, teachers, and students, narrative interviews, and community validation of the produced materials. The results include the Social Atlas of Açaizal Village — a collective cartographic instrument comprising thematic layers on used territory, Good Living practices, land conflicts, and cosmogonic memories —, a proposal for a territorialized curriculum for the Wapurũm-Tip School organized around four thematic axes (Territory and Belonging; Good Living and Community Practices; Rights and Political Struggles; Intercultural Dialogues), and contributions to the school's Intercultural Political-Pedagogical Project (PPPI), approved in 2024. The thesis proposes the original concept of educational cartography — the articulation between participatory territorial mapping and the construction of a culturally situated pedagogical proposal — as a contribution to the field of ISE. The position of the researcher, an indigenous Arapiun woman working between two peoples of the Tapajós basin, is treated as a political datum of the field itself, inscribing this thesis within the growing movement of indigenous doctoral scholarship in Brazil. By engaging with debates on social cartography, decoloniality, territoriality, and differentiated education, the study contributes to academic knowledge production on Amazonian indigenous peoples and to the reflection on public policies for education and territorial protection in the Lower Tapajós region.
dc.description.affiliationUFPA - Universidade Federal do Pará
dc.description.resumoA tese "Cartografia Social da Aldeia Açaizal: Instrumento do Povo Munduruku a Serviço da Manutenção do seu Território, do Bem Viver e da Educação Escolar Indígena" investiga como a produção coletiva de uma cartografia social pode constituir, simultaneamente, instrumento pedagógico para a Educação Escolar Indígena e instrumento político de resistência territorial, tendo como sujeito e coautor o povo Munduruku da Aldeia Açaizal, no Planalto Santareno de Santarém, Pará. Em um contexto de pressão crescente sobre o território — com destaque para a expansão do agronegócio, o uso de agrotóxicos, disputas fundiárias e a indefinição do status jurídico da TI Munduruku do Planalto —, a pesquisa demonstra como a cartografia social, articulada ao horizonte do Bem Viver e aos princípios da Educação Escolar Indígena diferenciada, opera como instrumento técnico-político de visibilização territorial e como suporte didático intercultural culturalmente situado. Os três conceitos centrais que organizam a investigação — território usado (Milton Santos), Bem Viver (Sumak Kawsay/Buen Vivir) e perspectivismo ameríndio (Viveiros de Castro; Tânia Stolze Lima) — são articulados não apenas como quadro teórico, mas como princípios organizadores do próprio método cartográfico. Metodologicamente, a pesquisa adota a pesquisa-ação participativa, combinando etnografia do processo cartográfico, oficinas de mapeamento com anciãos, lideranças, docentes e estudantes, entrevistas narrativas e validação comunitária dos produtos. Os resultados incluem o Atlas Social da Aldeia Açaizal — instrumento cartográfico coletivo com camadas temáticas sobre território usado, práticas de Bem Viver, conflitos fundiários e memórias cosmogônicas —, uma proposta de currículo territorializado para a Escola Wapurũm-Tip organizada em quatro eixos temáticos (Território e pertencimento; Bem Viver e práticas comunitárias; Direitos e lutas políticas; Diálogos interculturais) e contribuições ao Projeto Político-Pedagógico Intercultural (PPPI) da escola, aprovado em 2024. A tese propõe o conceito original de cartografia educacional, ou seja, a articulação entre mapeamento participativo do território e construção de proposta pedagógica culturalmente situada, como contribuição ao campo da EEI. A posição da pesquisadora, mulher indígena Arapiun atuando entre dois povos do Tapajós, é tratada como dado político do campo, inscrevendo a tese no movimento crescente de produções doutorais indígenas no Brasil. Ao dialogar com debates sobre cartografia social, decolonialidade, territorialidade e educação diferenciada, o estudo contribui para a produção acadêmica sobre povos indígenas amazônicos e para a reflexão sobre políticas públicas de educação e proteção territorial no Baixo Tapajós.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.citationROCHA, Hellen Regina Martins. Cartografia Social da Aldeia Açaizal: instrumento do Povo Munduruku a serviço da manutenção do seu território, do bem viver e da educação escolar indígena, Santarém, PA.. Orientador: Rodrigo Corrêa Diniz Peixoto. 2026. 325 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia e Antropologia) - Instituto de Filosofia de Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18412. Acesso em: .pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18412
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.source.uriifchbiblioteca@gmail.com
dc.subjectAldeia Açaizal
dc.subjectBem Viver
dc.subjectCartografia Social
dc.subjectEducação Escolar
dc.subjectIndígena
dc.subjectPovo Munduruku
dc.subjectAçaizal Village
dc.subjectGood Living (Bem Viver)
dc.subjectSocial Cartography
dc.subjectIndigenous
dc.subjectSchool Education
dc.subjectMunduruku People.
dc.subject.areadeconcentracaoANTROPOLOGIA
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA
dc.subject.linhadepesquisaAÇÕES PÚBLICA E COLETIVA, TERRITÓRIO E AMBIENTE
dc.titleCartografia social da Aldeia Açaizal: instrumento do Povo Munduruku a serviço da manutenção do seu território, do bem viver e da educação escolar indígena, Santarém, PA
dc.typeDissertaçãopt_BR

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