"Eu gosto de trabalhar na roça e de trabalhar na casa de farinha": estudo sobre mulheres farinheiras do Rio Mucutá, em Curralinho/PA (2022-2024)

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09-05-2025

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LIMA, Alberto Flavio Furtado de. "Eu gosto de trabalhar na roça e de trabalhar na casa de farinha": estudo sobre mulheres farinheiras do Rio Mucutá, em Curralinho/PA (2022-2024). Orientadora: Leila Mourão Miranda. 2025. 140 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18870. Acesso em:.

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Este trabalho tem como objetivo analisar, por meio dos estudos do cotidiano, as “maneiras de fazer” na perspectiva de Michel de Certeau, sobre as práticas cotidianas do sujeito ordinário, a saber: estratégia e táticas. Os/as sujeitos/as nesta pesquisa são as mulheres farinheiras da Família Sá, uma família de produtoras de farinha de mandioca na região do Rio Mucutá, no município de Curralinho/PA, no Arquipélago de Marajó, na História do Tempo Presente. Nesse sentido, destaca-se que nessa família as mulheres farinheiras detêm o protagonismo no processo produtivo da farinha de mandioca, em face aos seus domínios dos saberes e fazeres na arte de fazer farinha nos espaços roça de mandioca e casa de farinha, espaços que são lugares de sociabilidades e das práticas culturais entre as mulheres e os homens, na perspectiva de evidenciar como se processam as relações de gênero. Através da metodologia da História Oral, o pesquisador-observador entrevistou e coletou dados de um grupo composto por oito pessoas, sendo sete pessoas da Família Sá e um vizinho. Para atingir os objetivos propostos neste estudo, adotou-se, também, o instrumental teórico e metodológico da categoria de análise “gênero”, assim como o referencial teórico da História Ambiental, que se baseia em uma perspectiva das relações entre as sociedades humanas e o mundo natural onde ambas as partes interagem, influenciando-se de forma mútua. Para complementação e/ou confirmação de dados e informações sobre a interação homem e natureza, utilizou-se, também, as fontes documentais, que são o Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS) e os cadastros dos sindicalizados no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Município de Curralinho, documentos que contribuíram para a compreensão sobre a representação do lugar, bem como o mapeamento do cultivo da mandioca e demais cultivos realizados pelas agentes históricas em relação ao lugar.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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UFPA

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