Rochas carbonáticas da Faixa Paraguai Sul e bacia de Corumbá: origem, litoestratigrafia e implicações evolutivas para o Neoproterozoico

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01-06-2026

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BARRERA CHAPARRO, Lady Alejandra. Rochas carbonáticas da Faixa Paraguai Sul e bacia de Corumbá: origem, litoestratigrafia e implicações evolutivas para o Neoproterozoico. Orientador: Afonso César Rodrigues Nogueira, Coorientador: Fábio Henrique Garcia Domingos. 2026. xvii, 69 f. Dissertação (Mestrado em Geologia e Geoquímica) - Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: . Acesso em:.

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Depósitos carbonáticos do Ediacarano e processos tectono-metamórficos associados à Orogênese Brasiliana-Panafricana estão registrados na Faixa Paraguai Sul. Esta interação resulta na justaposição de unidades carbonáticas com distintas histórias evolutivas em terrenos do Neoproterozoico. A identificação precisa das litofácies carbonáticas é de fundamental importância para a definição de sistemas deposicionais e unidades litoestratigráficas de uma bacia sedimentar, sendo imprescindível para compor os diversos eventos de uma história evolutiva. Nesse contexto, este estudo visa diferenciar os litotipos carbonáticos de origem sedimentar daqueles modificados por processos hidrotermais e/ou metamórficos. As amostras das rochas carbonáticas foram analisadas usando petrografia, catodoluminescência e difração de raios-X (DRX), integrados com dados de campo e reavaliação de mapas geológicos disponíveis com a finalidade de redefinir a litoestratigrafia das unidades carbonáticas. Dois grupos de rochas carbonáticas foram identificados nas regiões de Corumbá e da Serra da Bodoquena. O Grupo 1 é caracterizado por intensa recristalização, desenvolvimento de foliação e associação com minerais siliciclásticos e metamórficos, refletindo condições de metamorfismo de baixo grau e a interação de fluidos com rocha. Esse grupo apresenta, de forma predominante, texturas típicas, como granoblásticas e porfiroblásticas. O Grupo 2 preserva estruturas sedimentares primárias, como laminações e estromatólitos, além de composição predominantemente carbonática (calcita ou dolomita), característica de depósitos de plataforma. Adicionalmente, esse grupo compreende duas associações de fácies: (i) planície de maré e borda de plataforma, pertencentes à Formação Bocaina, subdivididas em sete microfácies; e (ii) rampa carbonática correspondente à Formação Tamengo, subdividida em quatro microfácies. A distinção entre esses grupos permite associar as rochas carbonáticas cristalinas ao Grupo Cuiabá depositadas em ambiente de plataforma mista, seguida por soterramento, metamorfismo de baixo grau e influência hidrotermal; enquanto as rochas carbonáticas bem preservadas ao Grupo Corumbá (formações Bocaina e Tamengo) com menor modificação pós-deposicional. Esses resultados permitiram propor um modelo evolutivo para a região, envolvendo deposição sedimentar, deformação tectônica e circulação de fluidos, contribuindo para o entendimento dos eventos tectono-sedimentares ocorridos no Neoproterozoico na Província Tocantins meridional.

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