Aversividade do Timeout em uma Situação de Escolha

dc.contributor.advisor-co1SOARES FILHO, Paulo Sérgio Dillon
dc.contributor.advisor-co1Latteshttps://lattes.cnpq.br/8647259688931170
dc.contributor.advisor-co1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-8944-764X
dc.contributor.advisor1CARVALHO NETO, Marcus Bentes de
dc.contributor.advisor1Latteshttps://lattes.cnpq.br/7613198431695463
dc.contributor.advisor1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-9550-409X
dc.contributor.memberHUNZIKER, Maria Helena Leite
dc.contributor.memberGONÇALVES, Fábio Leyser
dc.contributor.memberCOSTA, Carlos Eduardo
dc.contributor.memberCORTÉS-PATIÑO, Diana Milena
dc.contributor.member1Latteshttps://lattes.cnpq.br/4360836633189310
dc.contributor.member1Latteshttps://lattes.cnpq.br/6100301531146481
dc.contributor.member1Latteshttps://lattes.cnpq.br/3652671184120969
dc.contributor.member1Latteshttps://lattes.cnpq.br/6818778734031623
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0003-0030-375X
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0003-1304-1963
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-9459-2013
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-5946-7690
dc.creatorSILVA, Yslaíne Lopes
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/9461488779994865
dc.date.accessioned2026-03-20T17:08:17Z
dc.date.available2026-03-20T17:08:17Z
dc.date.issued2025-11-04
dc.description.abstractThe timeout (TO) procedure is classically described as a form of negative punishment, in which the response temporarily removes access to reinforcers. Despite its widespread use in applied and experimental contexts, there remain conceptual and empirical gaps regarding the mechanisms underlying its effects on behavior. Study 1 of this thesis presented a theoretical analysis of TO in light of four contemporary models of choice and reinforcement value: Delay Reduction Theory (DRT), Hyperbolic Value-Added (HVA), Information Theory, and SiGN. The discussion showed that TO does not act solely by simply removing reinforcement, but systematically modifies the temporal structure of contingencies, altering both the average delays to reinforcement and the amount of information conveyed by signaling stimuli. Thus, TO can produce effects that resemble punishment, but also perform a discriminative and modulatory function on reinforcement expectancy. Study 2 presented four empirical experiments that investigated the effects of different durations and rates of TO presentation in competing schedules with Wistar rats. In Experiment 1, the duration of the TO (5 s, 20 s, and 60 s) was manipulated in VI 20 s – 20 s competitors, with s in response rate across durations, but without a major impact on the preference for the option without a TO. Experiment 2 tested the TO presented in VI (5 s) across different durations (5 s and 20 s), confirming that the presence of TO decreased the response rate to the associated alternative, but again with no clear effect of duration on response allocation. Experiment 3, conducted in competing chains, replicated this pattern, showing a preference for the alternative without TO, but without robust differences between short and long durations. Finally, Experiment 4 varied the TO presentation rate (3 s, 5 s, and 10 s), demonstrating that the higher the TO frequency, the greater the avoidance of the associated option, indicating that the TO rate, rather than its duration, is the critical variable for modulating choice. However, the TO duration proved to be a consistent factor in altering the response rate. Together, the two studies advance understanding of TO on two complementary fronts. From a theoretical point of view, they argue that delay and information models provide useful bases for interpreting the effects of TO but lack refinement when applied to simple choice procedures and parametric manipulations of TO. From an empirical point of view, the results suggest that the aversiveness of TO is not linearly related to its duration, but rather to its frequency of occurrence and the way it reorganizes the temporal flow of reinforcements. These findings indicate that TO should be understood not only as a contingency of suppression, but also as an event that alters the informational and temporal structure of the environment, modulating choices as a function of relative delay and the predictability of reinforcements. This perspective paves the way for future investigations that articulate the effects of TO with formal models of choice, exploring the interaction between delay, signaling, and information, in search of a more comprehensive conceptual framework to explain its effects in both experimental and applied contexts.
dc.description.resumoO procedimento de timeout (TO) é classicamente descrito como uma forma de punição negativa, na qual a resposta remove temporariamente o acesso a reforçadores. Apesar do seu amplo uso em contextos aplicados e experimentais, ainda existem lacunas conceituais e empíricas acerca dos mecanismos que sustentam seus efeitos sobre o comportamento. O Estudo 1 desta tese apresentou uma análise teórica do TO à luz de quatro modelos contemporâneos de escolha e valor do reforço: Delay Reduction Theory (DRT), Hyperbolic Value-Added (HVA), Teoria da Informação e SiGN. A discussão evidenciou que o TO não atua apenas pela simples retirada do reforço, mas modifica de maneira sistemática a estrutura temporal das contingências, alterando tanto os atrasos médios ao reforço quanto a quantidade de informação transmitida por estímulos sinalizadores. Assim, o TO pode produzir efeitos que se aproximam de punição, mas também desempenhar uma função discriminativa e moduladora da expectativa de reforço. O Estudo 2 apresentou quatro experimentos empíricos que investigaram os efeitos de diferentes durações e taxas de apresentação do TO em esquemas concorrentes com ratos Wistar. No Experimento 1, manipulou-se a duração do TO (5 s, 20 s e 60 s) em concorrentes VI 20 s - VI 20 s, com diferenças sistemáticas entre as durações na taxa de resposta, mas sem grande impacto na preferência pela opção sem TO. O Experimento 2 testou o TO apresentado em VI (5 s) com diferentes durações (5 s e 20 s), confirmando que a presença do TO diminuiu a taxa de respostas na alternativa associada, mas, novamente, sem efeito claro da duração na alocação da resposta. O Experimento 3, conduzido em cadeias concorrentes, replicou esse padrão, mostrando preferência pela alternativa sem TO, mas sem diferenças robustas entre durações curtas e longas. Por fim, o Experimento 4 variou a taxa de apresentação do TO (em VI 3 s, 5 s e 10 s), demonstrando que quanto maior a frequência de TOs, maior a evasão da opção associada, indicando que a taxa de TO, mais do que sua duração, é a variável crítica para a modulação da escolha. Contudo, a duração do TO se mostrou um fator consistente na alteração da taxa de resposta. De maneira integrada, os dois estudos contribuem para avançar a compreensão do TO em duas frentes complementares. Do ponto de vista teórico, apontam que os modelos de atraso e informação fornecem bases úteis para interpretar os efeitos do TO, mas carecem de refinamento quando aplicados a procedimentos de escolha simples e a manipulações paramétricas do TO. Do ponto de vista empírico, os resultados sugerem que a aversividade do TO não se relaciona linearmente à sua duração, mas sim à sua frequência de ocorrência e ao modo como reorganiza o fluxo temporal de reforços. Esses achados indicam que o TO deve ser compreendido não apenas como uma contingência de supressão, mas também como um evento que altera a estrutura informacional e temporal do ambiente, modulando as escolhas em função do atraso relativo e da previsibilidade de reforços. Essa perspectiva abre caminho para investigações futuras que articulem os efeitos do TO com modelos formais de escolha, explorando a interação entre atraso, sinalização e informação, em busca de uma estrutura conceitual mais abrangente para explicar seus efeitos tanto em contextos experimentais quanto em aplicados.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.citationSILVA, Yslaíne Lopes. Aversividade do Timeout em uma Situação de Escolha. Orientador: Marcus Bentes de Carvalho Neto. 2025. 178 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18092. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18092
dc.languagept
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentNúcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamentopt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamentopt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.source1 CD-ROMpt_BR
dc.subjecttimeout
dc.subjectesquemas concorrentes
dc.subjectescolha, duração
dc.subjectfrequência
dc.subjectpunição
dc.subjectatraso do reforço
dc.subjectDRT
dc.subjectHVA
dc.subjectTeoria da Informação
dc.subjectSiGN
dc.subjecttimeout
dc.subjectconcurrent schemes
dc.subjectchoice
dc.subjectduration
dc.subjectfrequency
dc.subjectpunishment
dc.subjectreinforcement delay
dc.subjectDRT
dc.subjectHVA
dc.subjectInformation Theory
dc.subjectSiGN
dc.subject.areadeconcentracaoPSICOLOGIA EXPERIMENTAL
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
dc.subject.linhadepesquisaANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO: BASES EXPERIMENTAIS E HISTÓRICO-CONCEITUAIS
dc.titleAversividade do Timeout em uma Situação de Escolha
dc.typeTesept_BR

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