Teses em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Doutorado) - PPGTPC/NTPC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2334
O Doutorado Acadêmico iniciou-se em 2000 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento (NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Tese Acesso aberto (Open Access) Ensino de discriminação de sílabas e emergência da leitura recombinativa em crianças com transtorno de aprendizagem e treinamento de cuidadores(Universidade Federal do Pará, 2023-03-22) OLIVEIRA, Julio Cezar Pereira de; KATO, Olivia Misae; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465; FEIO, Leila do Socorro Rodrigues; COSTA, Andrea Lilian Marques da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; SOUZA, Ruth Daisy Capistrano de; http://lattes.cnpq.br/0312002933984435; http://lattes.cnpq.br/3397209187174021; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/1938685418183005Leitura recombinativa consiste na emergência da leitura de palavras formadas pela recombinação de sílabas e letras de ensino. O ensino explícito de discriminação de sílabas tem gerado a emergência imediata da leitura recombinativa de novas sílabas e de palavras. O treinamento de cuidadores tem sido bastante utilizado na intervenção de pessoas com diferentes tipos de demanda comportamental e com escassez de estudos sobre o treinamento para a aplicação de procedimentos de ensino de repertórios básicos de leitura. Foram realizados dois Estudos e o objetivo do Estudo 1 foi aplicar em crianças com transtorno de aprendizagem (TDAH) um procedimento de ensino de leitura que tem demonstrado eficiência no estabelecimento de leitura textual de sílabas de ensino e recombinadas como pré-requisitos para a leitura textual e com compreensão de palavras em indivíduos cegos e visonormais. Os participantes foram três crianças de nove a 11 anos de idade matriculadas em escolas públicas de Belém - PA. O procedimento geral consistiu em pré-teste, três etapas contendo fases de ensino de discriminações condicionais e testes de leitura textual de sílabas, leitura textual e com compreensão de palavras, cópia e ditado. Os resultados demonstraram a apresentação de 100% na discriminação e leitura textual de todas as sílabas após reexposições e revisões das fases de ensino na Etapa I e emergência parcial dos desempenhos testados na Fase 2. O objetivo do Estudo 2 foi programar e implementar um treinamento para cuidadores aplicarem o delineamento do Estudo 1 em crianças com transtorno de aprendizagem. Participou uma cuidadora de 40 anos de idade e a filha de oito anos de idade matriculada em uma escola públicas de Belém – PA. O procedimento de treinamento consistiu em três fases formadas por ensino e teste teórico da aplicação do procedimento, role playing e aplicação parcial do procedimento na criança. Os resultados apresentaram aprendizagem dos pré-requisitos básicos para a aplicação de um procedimento de ensino de leitura.Tese Acesso aberto (Open Access) Coparentalidade e Auto-eficácia de Cuidadores de Crianças com Paralisia Cerebral(Universidade Federal do Pará, 2017-04-28) SOUZA, Priscilla Bellard Mendes de; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; RIBEIRO, Maysa Ferreira Martins; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; PINTO, Denise da Silva; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/6305488604604741; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; http://lattes.cnpq.br/9586650002626739; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; https://orcid.org/0000-0002-7871-6987; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651o pesquisas em forma de artigos científicos, sendo um estudo de Revisão Sistemática de Literatura (RSL), e três empíricas. No primeiro, foi desenvolvida uma RSL com o objetivo de descrever os instrumentos existentes de coparentalidade, assim como traçar o perfil dos contextos familiares mais investigados pelos mesmos. Os resultados mostraram que as pesquisas ora desenvolvidas, investigaram a coparentalidade exclusivamente através de uma abordagem quantitativa, e que os instrumentos disponíveis estavam estruturados em forma de escalas. Foi possível através deste estudo eleger o instrumento de coparentalidade viável a ser utilizada nas pesquisas empíricas que seriam posteriormente desenvolvidas. Quanto aos contextos investigados, foi possível perceber que as famílias nucleares foram os contextos mais pesquisados. Estes dados deram base para fomentar os objetivos a serem contemplados nos demais estudos. O segundo e terceiro estudos contaram com a participação de 84 cuidadores principais de crianças com PC atendidos em um Centro de Referência em desenvolvimento infantil de Belém-Pará-Brasil. A coleta de dados ocorreu na sala de espera do Centro nos dias em que as crianças possuíam atendimentos agendados. Os dados foram analisados através da Técnica de Análise de Correspondência. O objetivo do segundo estudo foi descrever e analisar as relações coparentais dos cuidadores a partir de suas características sociodemográficas, observando possíveis correlações entre as variáveis, sendo utilizadas três medidas: Coparenting Questionnaire (CQ), o Inventário Sociodemográfico (ISD) e o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS). A análise dos dados mostrou cuidadores com baixo nível de coparentalidade, associado ao gênero e idade das crianças, ao fato destas não frequentarem a escola, e níveis mais elevados de comprometimento motor. Da mesma forma, constatou-se que o estado civil e a religião dos cuidadores, a renda e a estrutura familiar, influenciaram suas relações coparentais. Através da utilização dos instrumentos supracitados, acrescidos de uma Escala de Auto-eficácia, o terceiro estudo foi desenvolvido com o objetivo de descrever e analisar, além das relações coparentais, o nível de auto-eficácia parental dos participantes, mostrando os comportamentos nos quais os cuidadores se sentem mais auto-eficazes. Os dados mostraram além do baixo nível de coparentalidade, baixo nível de auto-eficácia. Quanto aos aspectos para os quais se mostraram auto-eficazes, os relacionados à rotina de cuidados aos filhos foram os principais. Dentre os que se mostraram menos auto-eficazes estiveram aos aspectos clínicos infantis, como a ocorrência de convulsões. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os escores gerais de coparentalidade e a autoeficácia. O quarto estudo consiste em uma pesquisa de natureza mista quanti-qualitativa, constituida por duas fases, sendo que na primeira participaram 84 cuidadores e na segunda, nove díades coparentais. A coleta de dados deu-se através da aplicação do CQ na primeira fase, e de entrevistas semiabertas realizadas na residência dos cuidadores, objetivando-se analisar a percepção dos mesmos sobre suas relações coparentais, sendo suas falas analisadas a partir da análise de conteúdo. A técnica de Análise dos Componentes Principais foi aplicada aos dados proveniente do CQ. Através de três níveis propostos de coparentalidade (positiva, média e negativa), percebeu-se que duas díades apresentaram coparentalidade positiva, cujo fator principal foi a alta cooperação na divisão de cuidados aos filhos com PC. Cinco díades foram classificadas com média coparentalidade, sendo observada a presença de cooperação e conflitos nas díades. Duas díades apresentaram coparentalidade negativa, associada à existência de conflito coparental e conjugal, e total insatisfação materna. Os dados mostraram a carência de estudos na área (estudo 1), percebeu-se que contexto de vulnerabilidade socioeconômica e a baixa qualidade na relação conjugal está associada ao baixo nível de coparentalidade dos cuidadores (estudo 2 e 4), da mesma forma que se percebeu cuidadores com baixa auto-eficácia parental quando deparados com uma situação extrema como o enfrentamento de uma convulsão (estudo 3). Ao fim desta Tese, espera-se que os dados aqui mostrados contribuam para o esclarecimento acerca das relações coparentais, assim como a auto-eficácia parental.Tese Acesso aberto (Open Access) Qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbanos e rurais: análise comparativa(Universidade Federal do Pará, 2020-02-20) ROCHA, Manuela Lima Carvalho da; NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do; http://lattes.cnpq.br/5645426555194230; https://orcid.org/0000-0002-4619-5646; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; PEDROSO, Janari da Silva; CARVALHO, Paula Danielle Palheta; BUCHER-MALUSCHKE, Julia Sursis Nobre Ferro; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/7146153074492605; http://lattes.cnpq.br/9459333264901017; http://orcid.org/0000-0001-7602-834XO objetivo foi analisar a qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbanos e rurais do município de Belém-PA. Foram elaborados quatro estudos com delineamento transversal e quase experimental com abordagem quantitativa dos dados. Participaram do estudo idosos a partir de 65 anos de idade, residentes em Belém no contexto urbano e rural, ausência de déficit cognitivo e suspeita de sintomas depressivos. Para a coleta dos dados foram utilizados os instrumentos: Questionário de caracterização dos participantes; Escala de Depressão Geriátrica - GDS 15; Exame Cognitivo de Addenbrooke - versão revisada – ACE-R; Questionário das condições habitacionais; Roteiro da Rotina Semanal; e Versão brasileira do questionário de qualidade de vida - SF36. Foi aplicado o programa SPSS versão 25.0 para tabulação e análise dos dados por meio dos Testes Quiquadrado, G e T de Student. Verificou-se na revisão sistemática da literatura que a cognição está associada à qualidade de vida principalmente quando relacionada às disfunções cognitivas em idosos. No contexto urbano, 67,3% dos idosos estão na faixa etária de 65 a 74 anos (p=0,01); são predominantemente do sexo feminino (p=0,006); a maioria possui o Ensino Fundamental Incompleto (p=0,01); e renda familiar mensal de três a quatro salários mínimos (p=0,005); 51,5% realizavam atividade de lazer. Além disso, 84,53% tinham casas de alvenaria (p=0,01); 57,7% aparelho de som (p=0,005); 67% máquina de lavar (p=0,000); 89,6% ventilador (p=0,04); 87,1% batedora de açaí (p=0,001); e 12,3% telefone rural (p=0,000). No contexto rural, 5,5% fazem uso de gerador (p = 0,03); da rede pública para o abastecimento de água encanada (49,4%), coleta do lixo (49,4%1) e rede de esgoto (59,2%). Verificou-se que as atividades mais citadas durante a semana nos turnos manhã e tarde foram Atividades de Vida Diária, Atividade Instrumental de Vida Diária, Lazer, e Descanso e Sono. A melhor média (82,7) da qualidade de vida foi Saúde Mental. Contudo, idosos belenenses que residem em contextos urbano e rural não possuem diferenciações significativas no que se refere aos domínios da qualidade de vida, porém algumas variáveis como aspectos demográficos, socioeconômicos, hábitos de vida, condições de saúde, condições habitacionais e rotina, demonstraram diferenças. Espera-se que os resultados aqui obtidos possam futuramente contribuir para a implementação de ações que visem melhorar aspectos ligados ao envelhecimento e, consequentemente, para pesquisas científicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Videomodelação como ferramenta para treino de profissionais e ensino a crianças com Transtorno do Espectro Autista(Universidade Federal do Pará, 2020-05-20) GUIMARAES, Mariane Sarmento da Silva; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X; COSTA, Thiago Dias; BARBOZA, Adriano Alves; MAGALHÃES, Priscila Giselli Silva; PAIXÃO, Glenda Miranda da; http://lattes.cnpq.br/1248194912228326; http://lattes.cnpq.br/8437625699565416; http://lattes.cnpq.br/4403223855512240; http://lattes.cnpq.br/4907341979044292; https://orcid.org/0000-0002-5443-5232; http://orcid.org/0000-0003-3042-1677A literatura analítico-comportamental aplicada à intervenção ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) aponta a necessidade de aumento da eficiência de ferramentas de ensino que permitam intervenções menos onerosas e de maior alcance. A ampliação da abrangência é necessária tanto em relação às pessoas diagnosticadas, quanto ao treinamento de profissionais. Uma alternativa possível para o aumento da eficiência do ensino é a videomodelação (VM). Os dois experimentos apresentados nesta tese objetivaram analisar os efeitos da VM, apresentando possibilidades de uso como ferramenta de ensino de diferentes repertórios para diferentes perfis de participantes. O Estudo 1 investigou os efeitos do treino de videomonitoramento na aprendizagem de habilidades da vida diária de crianças com TEA via VM. Os resultados mostraram que ambos os participantes adquiriram o repertório de monitoramento e que este aprendizado possivelmente contribuiu para a aprendizagem via VM, além de demonstrarem retenção e generalização para outras habilidades. O Estudo 2 avaliou a eficácia e eficiência de um pacote de ensino (composto por instrução escrita, VM e role-play com feedback) para treinar profissionais a implementar tentativas discretas (DTT) no ensino de habilidades para crianças com TEA, e avaliou o impacto deste treino na aprendizagem das crianças. Os resultados mostram que o procedimento utilizado foi eficaz para treinar os profissionais e que as crianças mantiveram habilidades já adquiridas e aprenderam novas habilidades nas sessões implementadas por esses profissionais. A presente tese adiciona dados empíricos sobre o uso da VM como ferramenta de ensino de diferentes habilidades para aprendizes com perfis variados.Tese Acesso aberto (Open Access) Investigações com Crianças e Adolescentes em Acolhimento Institucional: Pressupostos Teóricos Interdisciplinares e Metodologias Participativas(Universidade Federal do Pará, 2021-07-01) COSTA, Amanda Cristina Ribeiro da; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; SANTANA, Juliana Prates; MACIEL, Carlos Alberto Batista; CRUZ, Dalízia Amaral; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/5039427427945450; http://lattes.cnpq.br/1050426471077266; http://lattes.cnpq.br/2028692502085786; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678Esta tese realizou investigações com crianças e adolescentes em acolhimento institucional, utilizando um quadro teórico interdisciplinar e metodologia participativa, com destaque para técnicas que acessam a oralidade e a criatividade. Foram realizados quatro estudos independentes com relação estreita entre si e que trazem aspectos teórico metodológicos acerca da pesquisa empírica realizada com crianças e adolescentes em serviços de acolhimento. O primeiro estudo é um ensaio sobre a interdisciplinaridade como possibilidade de articulação entre diversos saberes em torno de uma temática, neste caso, a criança em desenvolvimento e a infância como categoria social, a partir da interlocução com as disciplinas Sociologia da Infância e a Psicologia do Desenvolvimento. O segundo estudo faz uma análise de publicações sobre a utilização da metodologia participativa em investigações com crianças e adolescentes em diferentes contextos, mas especialmente no acolhimento institucional. O terceiro estudo, empírico, descreve o uso de metodologias participativas que acessam a oralidade de crianças e adolescentes que estão vivendo em instituições de acolhimento. O quarto estudo relatou o processo de co-construção de uma metodologia participativa que empregou em seu procedimento uma ferramenta chamada ‘Livro da Minha Vida’ com apelo à criatividade para captar dados e produzir percepções dos participantes acerca de suas trajetórias de vida antes, durante e após o acolhimento institucional. Participaram deste trabalho 16 crianças e adolescentes que estavam acolhidos à época da pesquisa em duas instituições de acolhimento no estado do Pará, nos municípios de Belém e Barcarena. Os resultados apontam que nos estudos com crianças, torna-se importante reconhecer os fenômenos a partir de uma perspectiva de totalidade e com uma visão interdisciplinar dos elementos que a constituem, evitando visões fragmentadas que dificultam a leitura de uma realidade baseada em determinações sócio-históricas. Esta proposição permite uma aproximação entre a Sociologia da Infância (SI) e a Psicologia do Desenvolvimento (PD)na perspectiva da articulação entre os conhecimentos produzidos sobrea infância e a criança. O material empírico da pesquisa e sua discussão em termos teóricos na tese sugerem que os estudos que utilizam metodologias participativas, a partir de um referencial da SI e da PD, possibilitam o agenciamento das crianças nas pesquisas, o que significa reconhecê-las como criadoras e pertencentes a uma cultura e protagonistas no processo de tomada de decisões. Por meio da utilização de técnicas participativas que acessam a oralidade (grupo de discussão com estímulo visual do uso de fantoches e entrevistas de caráter dialógico e participativo), foi possível apresentar os pontos de vista das crianças, bem como seus sentimentos e formas de ver o mundo externo e os serviços de acolhimento estruturantes dos seus contextos de desenvolvimento. Conclui-se que essas técnicas, quando amparadas por um diálogo interdisciplinar e uma metodologia participativa, mostram-se úteis para intervenções com crianças e adolescentes que vivem nos espaços de acolhimento, captando suas vozes e opiniões, sendo respeitados em sua diversidade. Assim, mais estudos nessa direção precisam ser realizados para apoiar o desenvolvimento e a aplicação de metodologias participativas que contribuam para a garantia do direito da criança e do adolescente à participação.Tese Acesso aberto (Open Access) Conhecimentos e metas de socialização da emoção de mães e pais em contextos rural e urbano(Universidade Federal do Pará, 2021-05-15) FONSECA, Bianca Reis; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; CARVALHO, Rafael Vera Cruz de; MENDES, Deise Maria Leal Fernandes; KÖSTER, Moritz; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/9555656309742134; http://lattes.cnpq.br/4355974020322624; http://lattes.cnpq.br/9305811042348693; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0002-4591-7993Esta pesquisa investigou os conhecimentos e as metas de socialização de mães e pais acerca do desenvolvimento emocional de crianças, com até 36 meses, e suas variações nos diferentes contextos pesquisados (rural e urbano). Para tanto, a pesquisa compreendeu quatro estudos com seus respectivos objetivos: 1) Descreveu os conhecimentos e as expectativas de mães acerca da capacidade infantil de expressar emoções e discutir sua importância no desenvolvimento de crianças de que vivem em um contexto rural no estado do Pará; 2) Analisou as metas e as estratégias de socialização de mães e pais em relação ao desenvolvimento emocional de seus filhos residentes em um contexto rural do estado do Pará; 3) Comparou as metas de socialização emocional entre mães e pais residentes em vilas agrícolas localizadas no distrito de Apeú (Castanhal – PA) e os que vivem na capital do estado do Pará (Belém – PA); 4) Comparou as metas de socialização entre mães e pais residentes em três contextos brasileiros – não urbano (Apeú-PA) e urbano (Belém-PA), ambos na região Norte do país, e urbano da região Sudeste (Rio de Janeiro-RJ). Entre os resultados obtidos, destacam-se: 1) No primeiro estudo, participaram 60 díades constituídas por mães com idades entre 13 e 39 anos, e seus filhos, independente do sexo, com média de idade de 16,18 meses (dp = 8). Verificou-se que a maioria das mães definiu alegria, tristeza, raiva e medo de forma condizente com a categoria ‘Estado psicológico ou motivacional com projeção para o outro’. O resultado do teste Friedman indicou diferença significativa entre a importância atribuída pelas mães as diferentes emoções (χ²5=159,28; p<0,05), sendo a alegria a emoção mais valorizada que as demais. Adicionalmente, foi aplicado o teste U de Mann Whitney para avaliar a associação entre as variáveis. Apenas para a manifestação da alegria foi encontrada associação com a escolaridade materna (U= 314,00; p < 0,05), onde mães com escolaridade inferior ao ensino médio completo consideraram mais importante que crianças na idade de seus filhos possam manifestar esta emoção, em comparação com mães de ensino superior ou acima; 2) No segundo estudo participaram 32 pais, sendo 17 mães (M=25,5 anos; dp=7) e 15 pais (M=33,4; dp=7,4). Ao cruzar os dados sociodemográficos e as metas de socialização da emoção, constatou-se que as metas relacionadas à ‘Automaximização’ e ‘Emotividade’ foram mais citadas por mães e pais na faixa etária ‘até 18 anos’, de ’20 a 29 anos’ e de ‘40 a 48 anos’, bem como os que tinham nível médio. Os dados qualitativos indicam que a felicidade do filho foi enfatizada e atrelada pelos pais à autoconfiança na manifestação e na vivência de suas emoções e sentimentos, além de destacarem a capacidade de virem a desenvolver de modo saudável suas capacidades emocionais como indivíduo autônomo. Com relação às condições necessárias para o desenvolvimento das características emocionais desejadas, notou-se um maior número de respostas relacionadas à categoria ‘Centradas no cuidador (mãe e/ou pai)’. A atuação parental prevalente foi a de ‘Educar/orientar’ para o desenvolvimento das metas emocionais que estabeleceram. 3) Do terceiro estudo participaram 68 pais e mães, sendo 32 residentes em contexto rural (vilas agrícolas do Apeú-PA) e 36 em urbano (na capital do estado do Pará, Belém-PA). Quanto às metas de socialização da emoção, os resultados do teste Qui-quadrado de Independência revelaram que a categoria ‘Automaximização’ (p = 0,0061, gl = 1) tem relação estatisticamente significante com os contextos estudados, sugerindo que a ênfase nas metas de ‘Automaximização’ depende do contexto em que os pais residem. Quanto ao resultado do cálculo da razão de chance a partir do teste de Mantel-Haenszel (p = 0,0143), constatou-se que as metas enfatizadas pelos pais e mães, que fazem referência à categoria ‘Automaximização’, possuem 4,822 vezes mais chances de serem citadas pelos participantes residentes em Belém do que pelos que vivem nas vilas agrícolas, com intervalo de confiança de 95% entre 1,490 e 15,611. Outro ponto que merece destaque é que grande parte das mães e pais, tanto de Belém quanto das vilas agrícolas, também citou metas relacionadas à categoria: ‘Emotividade’. Quanto às condições necessárias para o desenvolvimento das características emocionais desejadas constatou-se que independente do contexto, rural ou urbano, os participantes, na mesma proporção, enfatizam que as práticas de cuidado devem estar ‘Centradas no cuidador (mãe e/ou pai)’ com a finalidade de que suas metas de socialização da emoção sejam cumpridas, a partir da disciplina, do aconselhamento e/ou de exemplos diários. 4) Por fim, no quarto estudo, participaram 188 pais e mães, sendo 36 residentes em contexto urbano (Belém-PA), 32 em vilas agrícolas na área rural (Apeú-PA), ambos localizados na região Norte do país, e mais 120 residentes em contexto urbano do Sudeste do país (Rio de Janeiro-RJ). Os resultados sobre as metas de socialização emocional maternas e paternas, a partir da aplicação do teste Qui-quadrado de Independência, constatou-se que a categoria ‘Automaximização’ tem relação estatisticamente significante (p = 0,0210, gl = 2) com os contextos analisados. Desse modo, o resultado sugere que a ênfase na categoria ‘Automaximização’ depende do contexto em que os pais residem. No que se refere ao cálculo das razões de chance de serem mencionadas as categorias de metas de socialização da emoção entre o contexto urbano (Belém – região norte do país) versus urbano (Rio de Janeiro – região sudeste), observou-se através do teste de Mantel-Haenszel (p = 0,0336), que a categoria ‘Automaximização’ tem 3,218 vezes mais chances de ser citada pelos pais e mães residentes em Belém do que pelos participantes do Rio de Janeiro, com intervalo de confiança de 95% entre 1,164 e 8,898 vezes. Quanto à meta ‘Emotividade’, observou-se resultado estatisticamente significante (p = 0,0067, gl = 2) indicando haver relação entre esta meta e os contextos pesquisados. Em complemento a este resultado, foram calculadas as razões de chance de serem mencionadas, pelos participantes, as categorias de metas de socialização da emoção para o contexto não urbano (Apeú-PA) e urbano (Rio de Janeiro-RJ). Dessa maneira, verificou-se, pelo nível descritivo do teste de Mantel-Haenszel (p = 0,0045), que a categoria ‘Emotividade’ tem 3,444 vezes mais chances de ser citada pelas mães e pais das vilas agrícolas do que entre aqueles residentes no Rio de Janeiro, com intervalo de confiança de 95% entre 1,525 e 7,779 vezes. No que se refere as condições necessárias para o desenvolvimento das características emocionais desejadas verificou-se que independente do contexto, rural ou urbano, os participantes enfatizam, proporcionalmente, que as práticas de cuidado devem estar ‘Centradas no cuidador (mãe e/ou pai)’ com a finalidade de que suas metas de socialização da emoção sejam cumpridas. No que se refere ao papel parental para o desenvolvimento de características emocionais desejadas, constatou-se que independente do contexto, as mães e os pais enfatizam a importância de servir de modelo ou oferecer modelos com o objetivo de disciplinar, aconselhar, conversar, ensinar por demonstração, participação, explicações verbais ou medidas disciplinares. Os quatro estudos juntos permitiram concluir que o desenvolvimento emocional está associado às características particulares dos contextos ecossociais (rural e urbano). Dessa forma, tais contribuições podem auxiliar no desenvolvimento de intervenções culturalmente adaptadas, destinadas, por exemplo, a aumentar a compreensão dos pais sobre as emoções e sua consciência emocional.Tese Acesso aberto (Open Access) Efeitos de treinamentos baseados em vídeos na implementação de ensino de habilidades básicas de comunicação e interação a crianças com Transtorno do Espectro Autista(Universidade Federal do Pará, 2021-04-05) NOGUEIRA, Claudia Bueno; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X; RIBEIRO, Daniela Mendonça; MARTINS, Tatiana Evandro Monteiro; FAGGIANI, Robson Brino; SILVA, Álvaro Júnior Melo e; http://lattes.cnpq.br/9137388590869969; http://lattes.cnpq.br/7616890300950792; http://lattes.cnpq.br/0744077795796927; http://lattes.cnpq.br/8960291779730857; https://orcid.org/0000-0003-4146-5122; https://orcid.org/0000-0002-5270-1912Existem muitos desafios para a capacitação de pais e profissionais para contribuírem na intervenção a pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O uso de recursos assíncronos (como vídeo instrucional, videomodelação, videomonitoramento com checklist e feedback por vídeo) são uma alternativa promissora nessa direção. Esse trabalho objetiva avaliar a efetividade dos treinamentos baseados em vídeos na implementação de ensino de habilidades básicas de comunicação e interação a crianças com TEA. Foram realizados três estudos nos quais participaram um total de três pais, três cuidadoras, seis estagiários e quatro crianças com idades entre 20 a 30 meses com TEA. Os adultos foram expostos a vídeos sobre técnicas naturalísticas de ensino de pareamento social. No primeiro estudo, foram apresentados dois vídeos instrucionais e avaliados os seus efeitos no desempenho dos adultos com as crianças. No segundo estudo, foi acrescentado ao pacote de treinamento, uma fase com vídeo monitoramento via checklist instrucional e feedback por video. Os participantes avaliaram vídeos-modelo com base em um checklist e, uma vez que atingiam integridade no monitoramento, avaliava-se os efeitos do monitoramento na implementação das técnicas de ensino. No terceiro estudo, avaliaram se os efeitos da implementação fidedigna das estratégias de pareamento social sobre o desempenho de Iniciação de Atenção Conjunta e Engajamento Conjunto da criança. De forma geral, os estudos mostraram que a combinação de vídeos instrucionais, com vídeos-modelo, vídeo monitoramento por checklist e feedback do monitoramento pode ser efetiva no ensino de habilidades a profissionais bem como a pais e cuidadores de crianças com TEA.Tese Acesso aberto (Open Access) Concepções e metas de socialização de emoções entre mães e pais mayas do México e análises comparativas com participantes de agrovilas do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) BALAM, Deira Patricia Jimenez; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; FONSECA, Bianca Reis; LEÓN, Maria Teresita Del Niño Jesus Castillo; KÖSTER, Moritz; MENDES, Deise Maria Leal Fernandes; LAUER-LEITE, Iani Dias; http://lattes.cnpq.br/7509656126634787; http://lattes.cnpq.br/3316895740963376; http://lattes.cnpq.br/9305811042348693; http://lattes.cnpq.br/4355974020322624; http://lattes.cnpq.br/0389466272108471; https://orcid.org/0000-0003-0480-616XNesta pesquisa identificaram-se metas de socialização da emoção e concepções locais sobre a expressão emocional de crianças de mães e pais mayas do sul do México, além de análises comparativas com participantes de agrovilas do norte do Brasil. A pesquisa considerou como abordagem teórica o modelo ecocultural, sendo composta por três estudos, por meio dos quais quais foram alcançados os seguintes objetivos: 1) Identificaram-se as concepções locais sobre as emoções dos adultos e a expressão das emoções das crianças entre mães e pais mayas de X-Hazil Sur, Quintana Roo, México; 2) Descreveram-se as metas de socialização que expressam objetivos relacionados ao desenvolvimento emocional da criança entre mães e pais mayas com filhos até 36 meses que vivem na comunidade maya de X-Hazil Sur; 3) Compararam-se as metas de socialização que expressam objetivos relacionados ao desenvolvimento emocional da criança entre mães e pais com filhos de até 36 meses nos dois contextos pesquisados (México e Brasil). Os principais resultados destacam: 1) No primeiro estudo, participaram 30 mães, com média de idade de 28,1 anos (DP=7,72) e 20 pais com 30,95 anos (DP=7,15), possuindo filhos com média de idade de 29,74 meses, residentes de XHazil Sur, México. Foram abordadas emoções como alegria, tristeza, medo, raiva, orgulho e vergonha: mães e pais foram convidados a descrever seus significados, causas e expressão, respectivamente. Depois, identificaram-se as concepções parentais sobre a manifestação e valoração da expressão das emoções nas crianças. Sobre a expressão das emoções salientaram que, na maioria dasvezes, esta tem uma função comunicativa, permitindo aos pais saber como se sentem suas crianças e como conhecê-las melhor. Especificamente, foram mencionadas 16 formas de manifestar a alegria, sendo importante a expressão desta emoção, por permitir aos pais saberem se as crianças estão bem e se esta bem-estar nelas. A tristeza foi relacionada com 12 diferentes formas para manifestá-la, ainda que tenha sido considerado pouco importante expressá-la, mesmo que isso comunique aos pais se suas crianças se sentem bem. Foram identificadas 10 formas de manifestar o medo, tida como uma emoção que deve ser expressada , pois as crianças têm que senti-lo para evitar perigos e conduzirem-se sozinhas em seu entorno. Quanto à raiva, foram identificadas 12 maneiras de manifestá-la, sendo esta uma emoção valorada negativamente, cuja expressão não deve ser incentivada, apesar de ajudar os pais e as mães a conhecerem aos filhos, pois permite saber as preferências deles. O orgulho foi classificado em positivo (quatro formas de expressar) e negativo (cinco formas de expressar), mas também é apontado como uma emoção pouco experimentada pelas crianças, por serem elas ainda jovens demais; tal emoção gera bem-estar porque destaca as conquistas obtidas pelas crianças e ajuda os pais conhecerem seus filhos. Entretanto, o orgulho negativo não é bom expressá-lo, pois promove a arrogância, o que é considerado ruim para esses participantes. A vergonha foi relacionada a oito formas de expressá-la, o que contribui para a regulação do comportamento dos filhos e as ajuda a evitarem perigos, todavia, um motivo para não expressá-la é que esta emoção pode limitar às crianças, inibindo-as. Em geral, a expressão das emoções tem que ser equilibrada, nem muito nem pouco, sendo responsabilidade da criança fazer a sua regulação, além de se constituírem em elementos que promovem autonomia e relacionamentos. Também foram identificados o na’at, tuukul, k’ajal iik e óol, noções mayas relacionadas com o desenvolvimento emocional. 2) No segundo estudo participaram as mesmas mães e pais do primeiro estudo. Foram identificadas as metas de socialização das emoções, destacando-se as categorias de ‘automaximização’ e o ‘autocontrole’, reforçando que no primeiro caso, as mães e os pais mayas desejam que seus filhos sejam emocionalmente autoconfiantes e independentes quando adultos, que sejam alegres e que saibam expressar-se. Quanto às metas de ‘autocontrole’, as mães e os pais gostariam que seus filhos, quando adultos, tivessem desenvida a capacidade de regulação emocional, sendo importante o controle em geral das emoções, com ênfase para a raiva. O controle das emoções se relaciona com a busca de equilibro, noção importante no modelo cultural maya. Em menor medida foram mencionadas as metas relacionadas com a ‘emotividade’ e ‘expectativas sociais’. Também se abordaram as condições para o desenvolvimento das metas de socialização, destacando-se aquelas centradas no cuidador (aconselhamento, disciplina, por exemplo) e as centradas na criança (por meio do brincar, sendo responsáveis). De maneira específica, na atuação parental para que as metas sejam cumpridas, destacam-se as categorias ‘educar/orientar’ e ‘manter relações de proximidade’, sendo o primeiro caracterizado pelo conselho, dar exemplo, ambiente familiar tranquilo, fala emocional, e o segundo relacionada com oferecer carinho, apoio e cuidados às crianças. 3) No terceiro estudo, a amostra foi composta por 82 participantes, sendo 30 mães com média de idade de 28,1 anos (DP=7,72) e 20 pais com média de idade de 30,95 (DP=7,15), residentes em X-Hazil, México, cujos dados foram comparados aos de 17 mães com média de idade de 25,5 anos (DP=7), e 15 pais com média de idade de 33,4 anos (DP=7,4), que vivem no Apeú, Brasil. Quanto às metas de socialização pesquisadas, o Teste Qui-quadrado revelou que as categorias de metas de ‘automaximização’ (p= 0,0001), ‘autocontrole’ (p= <0,0001), ‘emotividade’ (p= 0,0436) e ‘outras’ (p= 0,0002), com um grau de libertade, têm relação estatisticamente significante (a=0,05), sugerindo que estas dependem do contexto tendo as mães e os pais mayas de X-Hazil mais chance de citar estas metas, com exceção da categoria ‘emotividade’. Ao abordar as condições necessárias para que as metas sejam cumpridas não foi observada associação estatisticamente significante entre as duas amostras. Porém, ao explorar as evocações feitas, verificou-se que, em ambos contextos, as condições ‘centradas no cuidador’ se apresentam de forma similar, mas, no caso dos participantes de Apeú, salientaram mais as condições ‘centradas no contexto’, quanto que entre os pais e mães de X-Hazil predominou a categoria ‘centrada na criança’. Com respeito ao papel de atuação parental para orientar o cumprimento das metas, os resultados indicam não ser estatisticamente significante a relação entre as amostras pesquisadas. Contudo, pode-se observar que as mães e os pais mães do Apeú apresentam um número maior de evocações associadas à categoria ‘educar/orientar’, e ainda um ligeiro predomínio entre os mayas de ‘manter relações de proximidade’, e de forma similar, em ambos contextos, ‘prover de condições materiais’. De maneira complementar, para identificar os modelos culturais relacional e autônomo entre as amostras, foi aplicada uma escala de objetivos de desenvolvimento infantil. Observou-se pelo Teste T de Student que a diferença das médias em relação aos objetivos ‘Relacional’ (p= 0,7393) e ‘Autônomo’ (p= 0,3356), não são estatisticamente significantes. Ou seja, não se apresentou a prevalência de algum modelo cultural prototípico. Em conjunto, os três estudos permitiram evidenciar a relação entre as concepções sobre a expressão emocional, as metas parentais de socialização e aspectos constituintes dos contextos pesquisados, onde os modelos de autonomia e o relacionamento fizeram-se presentes nas concepções locais, considerando-se seus elementos ecológicos e culturais. A presente pesquisa contribui para compreender como se apresentam as dimensões de autonomia e relacionamento em contextos culturais não ocidentais, além de explorar estes elementos em amostras com modelos culturais similares em geral, mas com diferenças segundo as concepções e noções culturais locais. Pautas temáticas, metodológicas e teóricas precisam ser apresentadas apresentadas para pesquisas futuras, que explicitem a atualidade de modelos sensíveis à perspectiva ecocultural do desenvolvimento humano desde a infância.Tese Acesso aberto (Open Access) Autoeficácia docente e suas fontes em contextos educacionais inclusivos(Universidade Federal do Pará, 2021-05-13) NINA, Karla Cristina Furtado; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; RAMOS, Maely Ferreira Holanda; FERNANDEZ, Ana Patrícia de Oliveira; BZUNECK, José Aloyseo; http://lattes.cnpq.br/8174411008021957; http://lattes.cnpq.br/1633347875533554; http://lattes.cnpq.br/2005887658677506; https://orcid.org/0000-0001-6150-6345; https://orcid.org/0000-0003-3599-0545Esta tese teve como objetivo geral analisar as características dos docentes e de contexto e relacionar tais aspectos às fontes de autoeficácia e à eficácia docente em ambientes educacionais inclusivo. Para responder a este objetivo, quatro estudos foram realizados, a partir de delineamentos metodológicos diversos, porém, tematicamente relacionados. O primeiro estudo objetivou realizar a adaptação transcultural do The teacher's efficacy for inclusive practices (TEIP) para o contexto brasileiro. O TEIP é um instrumento que contém 18 perguntas e é utilizado para medir a autoeficácia do professor para ensinar em salas de aula inclusivas. Foram realizadas cinco etapas metodológicas: tradução, síntese das traduções, tradução reversa (back translation), análise de comitê e teste piloto. O público-alvo do estudo piloto foi constituído por 15 professores de Educação Básica da mesorregião do estado do Pará- Brasil. Após todas as avaliações, a escala mostrou-se de fácil aplicação, bons níveis de aceitação e compreensão. O segundo estudo foi realizado a partir de uma revisão sistemática de literatura, objetivou descrever, com base nos pressupostos teóricos de validação psicométrica, os instrumentos utilizados em pesquisas sobre autoeficácia de professores e inclusão educacional. Foram realizadas buscas de artigos na base de dados CAPES, ERIC e Scielo no período entre 2015 e 2019, a partir dos termos de busca em português e inglês. O levantamento resultou em 20 artigos, sendo que 14 deles apresentaram instrumentos de medição de autoeficácia e inclusão educacional. Os resultados mostraram a predominância de instrumentos com estilo psicométrico. Apontando a necessidade de se utilizar nas pesquisas a combinação de instrumentos com estilos diferenciados, quantitativos (psicométricos) e de natureza qualitativa (impressionista) permitindo um olhar ampliado sobre a autoeficácia do professor em contexto educacional inclusivo. O terceiro estudo investigou a relação entre as fontes de autoeficácia e as variáveis relativas as características dos docentes e de contexto de ensino. Participaram 193 professores da educação básica, atuantes em classes regulares públicas estadual, particulares, particulares de caráter confessional localizadas nos municípios de Belém e Castanhal - Pará, região norte do Brasil. Os instrumentos de coleta de dados foram um questionário de caracterização e a Escala de Fontes de Autoeficácia Docente (Efaed). As técnicas de análise estatísticas envolvidas neste estudo foram a Análise Fatorial (AF) e a Análise de Correspondência (ANCOR). Os resultados indicaram que as fontes de autoeficácia associadas as variáveis idade, sexo, tempo de atuação no magistério e atuação com alunos público alvo da educação especial foram fortemente significativas. Com relação ao contexto de ensino, professores de escolas públicas estaduais apresentaram baixos escores em cada uma das quatro fontes de autoeficácia. O quarto estudo teve como objetivo descrever a associação da autoeficácia de professores em práticas educacionais inclusivas com variáveis do contexto de ensino e características dos docentes. Participaram desta pesquisa 193 professores da educação básica, de ambos os sexos, sendo 77,72% do sexo feminino e 22,28% do sexo masculino. Esta amostra foi acessada em escolas particulares, confessionais e públicas estaduais localizadas nos municípios de Belém e Castanhal - Pará. Para coleta de dados foram aplicados os instrumentos: Questionário de Caracterização e a Escala de eficácia de professores em práticas educacionais inclusivas. As técnicas de análise de dados foram a Análise Fatorial (AF) e a Análise de Correspondência (ANCOR). Dentre os resultados encontrados, verificou-se as associações entre as variáveis investigadas, o que sugere que ao julgar a própria capacidade em práticas educacionais inclusivas, o professor considera alguns fatores presentes no contexto e em sua trajetória docente que exerce a ação pedagógica. Os resultados foram discutidos à luz da Teoria Social Cognitiva. Acredita-se que investir na formação prática de professores aliada a formação teórica em educação inclusiva, bem como desenvolver e/ou fortalecer crenças de autoeficácia docente e suas fontes para práticas inclusivas, podem contribuir para a melhoria nos resultados do ensino no contexto da educação inclusiva.Tese Acesso aberto (Open Access) Resiliência em famílias pobres do município de Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-09-03) MATOS, Larissa Araújo; ROSÁRIO, Hilda Rosa Moraes de Freitas; http://lattes.cnpq.br/9543165245266840; https://orcid.org/0000-0002-2010-1322; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; SILVA, Jonas Carvalho e; SEIBEL, Bruna Larissa; CRUZ, Edson Júnior Silva da; SANTOS, Thamyris Maués dos; http://lattes.cnpq.br/9382335692312792; http://lattes.cnpq.br/5247703783228794; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; http://lattes.cnpq.br/8548040389785489; https://orcid.org/0000-0002-0893-0283A resiliência em famílias é um fenômeno que permite compreender como famílias que vivem em condição de pobreza se organizam diante das adversidades impostas por esta condição, as estratégias que acionam para se adaptarem as dificuldades que lhes são impostas por longos períodos do seu ciclo vital. Sendo assim, a resiliência ocorre necessariamente da interação entre os fatores de risco significativos e os fatores de proteção. A fim de compreender como as dimensões que compõem o fenômeno resiliência e pobreza se interinfluenciam, constituiu-se esta tese, que tem como objetivo investigar processos resilientes em famílias em situação de pobreza em Belém-Pará. Para isso, foram realizados dois estudos quantitativos e um qualitativo. O primeiro estudo teve como objetivo realizar um perfil de resiliência e sociodemográfico de famílias em situação de pobreza residentes no município de Belém (PA), assim como, avaliou o perfil socioeconômico em função do nível de resiliência das famílias participantes do estudo. Para tanto, foram entrevistadas 448 famílias residentes no município de Belém a fim de compreender sobre a resiliência e suas características sociodemográficas. Os resultados demonstraram que apesar de viverem em situação de pobreza, essa condição não anula a existência de vivências positivas nessas famílias, uma vez que, a maioria dos participantes se encontrava no nível moderado de resiliência e que as mulheres foram as principais participantes deste estudo, bem como, as principais a exercer a monoparentalidade reforçando que elas têm sido as principais chefes de família em situação de pobreza. No Estudo 2, que teve como objetivo associar as cinco dimensões do Questionário de Perfil da Resiliência familiar, traduzida por Peixoto e Martins (2012) com as seis dimensões do Índice de Pobreza Familiar de Barros, Carvalho e Franco (2006), de famílias em condição de pobreza residentes no município de Belém (PA). Foi realizado o cálculo de correspondência entre as dimensões da pobreza e a parentalidade nas 448 famílias participantes do Estudo 1. Como resultados o estudo demonstrou que, as dimensões de Vulnerabilidade, Conhecimento, Trabalho e Desenvolvimento, além do IPF geral associaram-se com a resiliência, de modo que quanto menor a pobreza nestas dimensões, maior a probabilidade de que a família apresente bons níveis de resiliência. Por fim, o Estudo 3 teve o objetivo descrever como a resiliência se manifesta em mães/responsáveis por famílias em situação de pobreza. Para tanto, foram realizados dois grupos focais com famílias mais e menos pobres. Observou-se que os grupos tiveram poucas diferenças em relação a resiliência e características sociodemográficas. Nos dois grupos a resiliência se sustentava no processo de cuidar de alguém, geralmente dos filhos. Portanto, sendo dois fenômenos complexos e multifacetados eles precisam ser investigados em suas múltiplas dimensões para que sejam compreendidas suas inter-relações.Tese Acesso aberto (Open Access) Agressão e Fuga em Humanos no Paradigma de Agressão por Subtração de Pontos(Universidade Federal do Pará, 2021-11-26) SOARES, Pedro Felipe dos Reis; TONNEAU, François Jacques; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; HUNZIKER, Maria Helena Leite; SCHMIDT, Andréia; GONÇALVES, Fábio Leyser; NILZA, Micheletto; http://lattes.cnpq.br/4360836633189310; http://lattes.cnpq.br/3886712611757992; http://lattes.cnpq.br/6100301531146481; http://lattes.cnpq.br/4845103726974648; https://orcid.org/0000-0003-0030-375X; https://orcid.org/0000-0002-8836-6618; https://orcid.org/0000-0003-1304-1963Agressão pode ser definida e estudada de diferentes formas em Psicologia. Na Análise do Comportamento, a agressão pode ser entendida como um comportamento direcionado ao ambiente físico ou social, que resulta ou pode resultar em danos, e cuja fonte de reforçamento é o próprio dano ou os sinais de sua ocorrência. A agressão foi estudada sistematicamente em laboratório com não-humanos, e a tarefa Point Subtraction Aggression Paradigm (PSAP) assume acessar o mesmo fenômeno comportamental com participantes humanos. Em dois estudos, a presente Tese avaliou e testou os limites dessa correspondência de processo. No Estudo 1 a literatura empírica envolvendo o PSAP foi inspecionada e seis versões diferentes foram encontradas. Algumas dessas versões se embasaram em estudos com não-humanos, e outras adicionaram variáveis à medida agressiva que poderiam comprometer sua adequada caracterização. O Estudo 2 adaptou uma das versões identificadas no estudo anterior para avaliar os efeitos de duas consequências sobre o responder no PSAP: retirada de ponto do participante fictício (agressão) e período sem subtração de pontos (fuga), com o objetivo de descrever as influências de cada variável sobre o responder. Os resultados não foram conclusivos sobre os efeitos dessas variáveis, e limitações da pesquisa foram identificadas para embasar incrementos em experimentos futuros. Em conjunto, ambos estudos indicaram que o exame da agressão humana pode ser efetuado em laboratório por meio do PSAP, porém uma série de aspectos metodológicos precisam ser mais bem avaliados.Tese Acesso aberto (Open Access) Efeitos de atraso e magnitude de consequências culturais sobre a seleção de culturantes autocontrolados em microculturas de laboratório(Universidade Federal do Pará, 2021-10-18) LIMA, Yan Valderlon dos Santos; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592; https://orcid.org/0000-0001-6165-6837; BENVENUTI, Marcelo Frota Lobato; SAMPAIO, Angelo Augusto Silva; MELO, Camila Muchon de; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; http://lattes.cnpq.br/5625607708848040; http://lattes.cnpq.br/5044336617103759; http://lattes.cnpq.br/1015798975492836; http://lattes.cnpq.br/1327787867439433; https://orcid.org/0000-0002-9397-3033; https://orcid.org/0000-0001-7154-0862; https://orcid.org/0000-0001-6484-5297Metacontingências descrevem relações funcionais entre culturantes (contingências comportamentais entrelaçadas e seus produtos agregados) e consequências culturais selecionadoras. Metacontingências de autocontrole cultural descrevem relações de concorrência nas quais culturantes impulsivos produzem consequências culturais imediatas de menor magnitude e culturantes autocontrolados produzem consequências culturais atrasadas de maior magnitude. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da variação de magnitude e atraso das consequências culturais no processo de seleção culturantes impulsivos e autocontrolados em 14 microculturas de laboratório compostas por três participantes cada, com total de 42 participantes. As coletas de dados das microculturas de 1 a 6 foram feitas na modalidade presencial enquanto as de 7 a 14 na modalidade on-line. A tarefa consistia na escolha de linhas coloridas e numeradas em uma matriz de 10 linhas. A matriz foi composta por números de 1 a 10 e cinco cores: verde, amarelo, azul, vermelho e roxo, cada cor repetida uma vez em um número ímpar e uma vez em um número par. Escolhas de linhas ímpares e pares produziam fichas usadas como consequências reforçadoras individuais. Combinação de cores formavam os culturantes que produziam itens escolares como consequências culturais. Os experimentos foram realizados através do software FreeMatrix, com cada participante utilizando um computador individual. Foram programados dois grupos de culturantes: os Cult-1, compostos pelas cores verde, amarelo e outra cor, e os Cult-2, compostos pelas cores azul, vermelho e outra cor. Cult-1 e 2 foram os mesmos em todas as condições, mas com funções e, portanto, classificações diferentes em cada condição. Nas condições A/A’, havia concorrência entre consequências de magnitudes (quantidades) diferentes, Cult-1 (culturantes “menos”) produziam consequências de menor magnitude (1 item) e Cult-2 (culturantes “mais”) produziam consequências de maior magnitude (30/10 itens). Nas condições B/B’, havia concorrência entre consequências de atrasos (dias após o experimento) diferentes, Cult-1 (culturantes “imediatos”) produziam consequências culturais imediatas (1 dia) e Cult-2 (culturantes “atrasados”) produziam consequências atrasadas (30/10 dias). Nas condições C/C’, condições de autocontrole cultural, havia concorrência entre consequências imediatas de menor magnitude versus atrasadas de maior magnitude, Cult-1 (culturantes “impulsivos”) produziam consequências culturais imediatas de menor magnitude (1 item em 1 dia) e Cult-2 (culturantes “autocontrolados”) produziam consequências atrasadas de maior magnitude (30/10 itens em 30/10 dias). Todas as microculturas passaram pelas condições A/A’, B/B’ e C/C’ em ordens diferentes. Houve maior recorrência de culturantes “autocontrolados” em 12 de 14 microculturas nas condições C/C’, bem como maior recorrência de culturantes “mais” nas condições A/A’ e culturantes “imediatos” nas condições B/B’. Também foi discutido o papel da interação verbal e controle social sobre o processo de seleção cultural e as implicações de pesquisas com software e pesquisas on-line.Tese Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento, adolescência, TDAH e redes sociais: estudos sobre os prejuízos do transtorno em adolescentes(Universidade Federal do Pará, 2023-03-14) PIRES, Samia Marcia Araujo Monteiro; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; RIBEIRO, Antonio Carlos Andrade; REIS, Daniela Castro dos; MAURO, Patrícia Izar; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; http://lattes.cnpq.br/0977494541313720; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; http://lattes.cnpq.br/5453327164161334; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; https://orcid.org/0000-0003-2196-4143; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; https://orcid.org/0000-0001-6741-0731; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319A Psicologia ao longo dos últimos vinte anos tem se aproximado da epistemologia de redes sociais para explicar como estas têm efeito no desenvolvimento e na saúde das pessoas. Os objetivos gerais deste trabalho foram: Analisar e discutir, com base em uma revisão sistemática e integrativa, a literatura da área sobre impactos do TDAH em adolescentes; identificar por meio de rastreio, em uma escola pública, em adolescentes com e sem indicativos do TDAH, padrões topográficos típicos presentes nas redes sociais e apresentar possibilidades de aproximações teóricas e metodológicas entre o modelo de redes sociais e a bioecologia do desenvolvimento humano. O processo argumentativo da tese se desenvolveu em 04 estudos: uma revisão de literatura que investigou os impactos do TDAH em adolescentes, uma revisão integrativa em rede da literatura que investigou os prejuízos sociais/relacionais e comportamentais em adolescentes associados ao transtorno e dois estudos empírico-relacionais que investigaram por meio de rede sociocêntrica da escola e redes pessoais de adolescentes variáveis sociodemográficas e de redes sociais correlacionando com indicativos do transtorno em adolescentes rastreados quanto ao TDAH. A coleta de dados se deu por meio da aplicação do Inventário Biosóciodemográfico, da Escala ETDAH-AD, Teste Trilhas, Raven, Questionário de Redes Pessoais e Questionário de Rede Sociocêntrica da Escola. Tratou-se os dados com estatística descritiva e inferencial por meio do SPSS, programa Statistica, pelo software NVIVO10 e softwares Egonet, Ucinet 6, Gephi 0.9.2. e Pajek. Os resultados encontrados nos estudos de revisão apontam que há variedade de impactos negativos, que interferem no desenvolvimento do adolescente. Os resultados dos estudos empíricos correlacionaram-se aos resultados das revisões e apresentaram diferenças significativas em métricas de redes sociais entre os dois grupos de adolescentes rastreados, indicando que a presença da sintomatologia se associa positivamente a prejuízos nas habilidades sociais. Este trabalho apresenta contribuições relevantes ao entendimento dos impactos do TDAH ao desenvolvimento de adolescentes, além de propor teórica e metodologicamente a aproximação da epistemologia de redes à bioecologia.Tese Acesso aberto (Open Access) Esperança, expectativas de futuro, estresse e depressão: impacto sobre a saúde mental na adolescência(Universidade Federal do Pará, 2022-12-20) FLORÊNCIO, Cybelle Bezerra Sousa; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; REIS, Daniela Castro dos; FUKUDA, Cláudia Cristina; SILVA, Jonas Carvalho e; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; http://lattes.cnpq.br/2118959463557236; http://lattes.cnpq.br/9382335692312792; http://lattes.cnpq.br/8475952514035497; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; https://orcid.org/0000-0002-3677-6017; https://orcid.org/0000-0002-0893-0283A saúde mental na adolescência, especialmente no último ano do ensino médio, é considerada complexa, multifatorial, e sofre influência das condições emocionais, das demandas pessoais, e contextuais, que podem se constituir como fatores de risco e proteção. Investigar variáveis que atuam nessas duas direções (proteção e risco) pode auxiliar no processo de desenvolvimento mais positivo do adolescente. O objetivo geral desta tese foi avaliar a esperança, expectativa de futuro, estresse e depressão na adolescência em contextos escolares diferentes (escola pública, particular laica e confessional) em alunos da 3ª série do Ensino Médio, comparando o impacto que essas variáveis têm sobre a saúde mental na adolescência. Foram realizados quatro estudos com metodologias distintas, porém complementares. O primeiro estudo teve como objetivo descrever os instrumentos utilizados em pesquisas sobre expectativas de futuro para medir ou qualificar essa variável em populações de adolescentes por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura – RSL. A revisão não encontrou uma padronização dos instrumentos utilizados para medir as expectativas de futuro, apontou uma insuficiência de instrumentos para avaliar as expectativas de futuro em adolescentes, especialmente no Brasil. Apenas um instrumento validado para pesquisas com adolescentes brasileiros foi notado, a FESA (Future expectations scale of adolescents), de McWhirter e McWhirter (2008), que sofreu adaptação para amostras no Brasil. O segundo estudo descreveu as expectativas de futuro em uma amostra de 123 estudantes Pré-ENEM, da 3ª série do Ensino Médio, em contextos escolares diferentes. Estudantes das escolas particular laica e confessional apresentaram expectativas de futuro mais positivas em relação aos estudantes da escola pública, onde foram encontradas as expectativas de futuro mais baixas, indicando que seus alunos estavam mais expostos a fatores de risco comprometedores de suas expectativas de futuro. Com a mesma amostra, o terceiro estudo descreveu a relação entre estresse, depressão e esperança entre si, e com características sociodemográficas, em alunos concluintes do Ensino Médio. Foi apontada a forte associação das variáveis, numa relação do estresse alto, depressão alta e baixa esperança, como também o baixo estresse, baixa depressão e alta esperança. O estudo também apontou a importante associação das variáveis sexo, tipo de escola e religião com as variáveis emocionais. O sexo feminino apresentou indicativos mais altos de vulnerabilidade emocional, e a escola particular confessional foi associada ao estresse alto e depressão alta. O quarto estudo examinou a saúde mental dos 123 adolescente pré-ENEM da amostra e sua relação com características sociodemográficas dentro do contexto escolar, a partir de um índice de saúde mental, construído com as variáveis estresse, depressão, esperança e expectativas de futuro. O estudo apontou associação do ISMG alto (Índice de Saúde Mental Geral) com as escolas particular laica e a escola pública, assim como com a religião evangélica e o sexo masculino. O ISMG baixo esteve fortemente associado a escola particular confessional, aos adolescentes que declararam ser espíritas ou não terem religião, e ao sexo feminino. Expectativas de futuro e esperança se configuraram não somente como fatores protetivos, mas também como fatores promotores da saúde mental do adolescente. E as variáveis sociodemográficas associadas a esperança e expectativas de futuro podem agregar ainda mais valor protetivo ao adolescente pré-ENEM.Tese Acesso aberto (Open Access) O impacto da obra de J. B. Watson na psicologia norte americana: Uma análise bibliométrica(Universidade Federal do Pará, 2022-04-27) SARAIVA, Fernando Tavares; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; LAURENTI, Carolina; ARAUJO, Saulo de Freitas; MICHELETTO, Nilza; DITTRICH, Alexandre; STRAPASON, Bruno Angelo; http://lattes.cnpq.br/0100195996020169; http://lattes.cnpq.br/3032433208056386; http://lattes.cnpq.br/4845103726974648; http://lattes.cnpq.br/5844568460022655; http://lattes.cnpq.br/5080386631573177; https://orcid.org/0000-0002-5247-9610Principalmente a partir dos anos 80, diversos estudos desafiaram a narrativa tradicional de que o Manifesto Behaviorista (1913) de J. B. Watson teria provocado uma revolução na psicologia. A análise bibliométrica de citações tem sido um método recorrentemente empregado para abordar este problema de pesquisa. No entanto, há alguns obstáculos metodológicos nestas tentativas de avaliar o impacto inicial da obra de Watson, como, por exemplo, a ausência de parâmetros comparativos. A presente pesquisa buscou contornar este problema ao conduzir uma análise comparativa entre publicações que citam Watson e outros oito representativos psicólogos da época: E. B. Titchener, E. L. Thorndike, G. S. Hall, H. A. Carr, J. Dewey, J. McK. Cattell, J. R. Angell e W. James. Dez relevantes periódicos foram examinados no período entre 1903 e 1933. A pesquisa foi dividida em três estudos: (1) uma análise bibliométrica comparativa de publicações que citam estes autores entre 1903 e 1923; (2) uma ampliação longitudinal do primeiro estudo para incluir a década seguinte (19241933); e (3) uma análise bibliométrica comparativa de citações das obras destes autores. Os resultados sugerem que, após a publicação do Manifesto (1913), ainda que sua obra dificilmente possa ser considerada revolucionária, o impacto de Watson torna-se próximo àquele exercido por Dewey, relativamente superior em comparação ao de Thorndike e Titchener, consideravelmente alto em relação ao de Angell, Carr, Cattell e Hall, embora ainda distante do impacto que James exercia sobre a psicologia norte-americana da época.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos Paramétricos do Comportamento Tipo-Ansiedade em Diferentes Estágios de Desenvolvimento de Guppies (Poecilia reticulata) no Labirinto em Cruz com Rampa(Universidade Federal do Pará, 2024-12-12) CARVALHO, Ana Cláudia Costa de; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; CHIRINÉA, Guilherme; FRANCO, Edna Cristina Santos; NASCIMENTO, Gabriela Souza do; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/5323638843102754; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/8929203812398361; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; https://orcid.org/0000-0001-6328-3931; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0002-8731-4496Estudos paramétricos do comportamento tipo-ansiedade em animais não humanos são essenciais para aumentar a validade e a eficácia desses modelos ao estabelecerem parâmetros determinantes da manifestação da resposta ansiosa. O Labirinto em Cruz com Rampa (LCR) foi desenvolvido como um modelo de ansiedade para peixes adultos, inspirado no Labirinto em Cruz Elevado (LCE) utilizado para roedores. Esta pesquisa, dividida em dois estudos, focou na adaptação do LCR de peixes adultos para guppies (Poecilia reticulata) nos primeiros estágios de desenvolvimento. No Estudo I, foi realizada a análise paramétrica do LCR para larvas e juvenis de guppies. Avaliou-se a sensibilidade dos animais a diferentes tempos de exposição ao aparato e níveis de água, com o objetivo de analisar a resposta dos guppies ao estímulo aversivo produzido pelo LCR e seus níveis de resposta tipo-ansiosa por meio da exploração do aparelho. As avaliações incluíram o tempo em cada braço do labirinto e o número de transposições, representando variáveis comportamentais. No Estudo II, com base nos parâmetros de tempo de sessão e coluna d'água estabelecidos no primeiro estudo, foram realizadas exposições hídricas a diferentes concentrações de álcool e cafeína. O objetivo foi examinar os efeitos dessas substâncias no comportamento semelhante à ansiedade em guppies, desde a fase larval até a fase adulta. Os resultados dos dois estudos indicaram que o LCR é um modelo válido para estudar a ansiedade em guppies desde os estágios iniciais do desenvolvimento. As variáveis medidas no aparelho, como o tempo, a coluna d'água e número de entradas, permitiram induzir respostas comportamentais semelhantes à ansiedade nestes animais larvais e juvenis. Além disso, os resultados mostraram que foi possível avaliar o efeito do álcool e da cafeína sobre o nível da resposta ansiosa, que varia conforme a dose, idade e sexo dos animais. Essas descobertas reforçam também a validade do Guppy como modelo animal para investigações sobre o comportamento ansioso desde os primeiros estágios de vida.Tese Acesso aberto (Open Access) Aspectos Paramétricos da Exposição do Zebrafish (Danio rerio) ao Tanque Novo(Universidade Federal do Pará, 2024-06-28) SILVA, Ana Clara Almeida; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; MONTEIRO, André Luiz Viard Walsh; NASCIMENTO, Gabriela Souza do; PATIÑO, Diana Milena Cortés; http://lattes.cnpq.br/8407177208423247; http://lattes.cnpq.br/2673157527877319; http://lattes.cnpq.br/8929203812398361; http://lattes.cnpq.br/6818778734031623; https://orcid.org/0000-0003-4022-8096; https://orcid.org/0000-0002-2686-2982; https://orcid.org/0000-0002-8731-4496O teste do Tanque Novo (NTT) é um teste que avalia comportamentos do tipo ansiedade induzidos em peixes, permitindo analisar principalmente a exploração do peixe na superfície versus a exploração no fundo do tanque. O NTT foi introduzido pela primeira vez com o objetivo de mostrar uma preferência inicial do Zebrafish (Danio rerio) pelo fundo de um tanque novo (ambiente novo). Posteriormente a essa introdução, foi publicado um protocolo para medição de respostas comportamentais e endócrinas quando o zebrafish é colocado em novos ambientes. Apesar de ser utilizado no mundo todo, poucos foram os autores que se propuseram a analisar o os parâmetros comportamentais basais deste teste. Desta forma, este trabalho teve como objetivo avaliar sete parâmetros: sexo dos animais, formato e tamanho do tanque, intensidade luminosa, período do dia para realização do teste, reexposição de 15 minutos e 24 horas, e tempo total de teste/habituação. De modo geral, não foram encontradas diferenças estatísticas na comparação entre o sexo dos animais, formato do tanque, reexposição de 15 minutos e 24 horas, em contrapartida, foi observado que o tamanho do tanque, o período do dia e o tempo total de teste podem alterar os comportamentos do tipo ansiedade no zebrafish.Tese Acesso aberto (Open Access) Mãe adolescente e o recém-nascido pré-termo e de baixo peso: Estudo sobre cuidado, vínculo e desenvolvimento no ambiente hospitalar(Universidade Federal do Pará, 2022-08-17) FARIAS, Gabriela Ribeiro Barros de; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; BENINCASA, Miria; REIS, Daniela Castro dos; ROJAS, Marcia de Fatima Maciel de; PINTO, Denise da Silva; http://lattes.cnpq.br/1600352232046792; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; http://lattes.cnpq.br/1926263861110172; http://lattes.cnpq.br/9586650002626739; https://orcid.org/0000-0003-1034-6999; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516Introdução: anualmente, nascem quinze milhões de bebês de forma prematura em todo mundo, a maioria com histórico associado ao baixo peso, os quais necessitam de um suporte tecnológico e de cuidados especializados para manter sua estabilidade clínica e sobrevivência. Nestes termos, um percentual considerável destes nascimentos, advém de mulheres ainda na fase da adolescência, que também demandam um cuidado especializado e uma rede familiar de suporte para garantir uma assistência pré, peri e pós-natal segura e eficaz. Considerando as particularidades vinculadas aos dois contextos, este estudo vislumbra como se processam os aspectos relativos ao desenvolvimento neurocomportamental dos bebês, quais as necessidades de cuidado e o que permeia a relação que se estabelece entre mãe e bebê ainda no ambiente hospitalar, considerando a necessidade de internação do bebê mediante sua condição clínica e os processos que envolvem o início da maternidade quando esta ocorre ainda na fase da adolescência. Objetivo: analisar a relação entre o vínculo/apego entre mãe adolescente-bebê, o cuidado materno e o desenvolvimento neurocomportamental do bebê pré-termo e de baixo peso no ambiente de uma unidade neonatal. Método: trata-se de uma pesquisa transversal, exploratória, descritiva, de abordagem quanti-qualitativa. A pesquisa foi desenvolvida em um hospital materno infantil do norte do Brasil, referência em Método Canguru, especificamente na Unidade Canguru - UCINCa. Participaram trinta e uma díades, mães adolescentes e seus respectivos bebês pré-termo e de baixo peso. Foram aplicados os instrumentos: ficha de dados Sócio Demográficos e Clínicos; MPAS, Exame Neurológico Neonatal de Hammersmith e entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados por meio do Teste de Correlação de Pearson e ANOVA, organizados por tabelas contendo frequência e médias (nível de significância α = 0,05 ou 5%;); para análise léxica das entrevistas utilizamos o Software Iramutec, versão 0.7 alpha2, através da Classificação Hierárquica Descendente. Resultados: os dados quantitativos indicaram boa resposta de apego materno no MAPS, padrão neuroevolutivo adequado a idade gestacional corrigida dos recém-nascidos; correlações significativas entre o padrão de apego materno aos dados sócio-demográficos, especialmente os relacionados a rede social de apoio e escolaridade materna; contudo, baixa correlação entre o desenvolvimento neurológico ao padrão de apego. Os dados qualitativos demonstrou envolvimento significativo da mãe adolescente no acompanhamento e cuidado disponibilizado a seu bebê, resgatando seu papel materno no decorrer do acompanhamento do seu bebê. Conclusão: esta pesquisa demonstrou que as variáveis maternas e clínicas do bebê apresentam relação direta com a formação do vínculo entre mãe e bebê; o padrão de desenvolvimento neurocomportamental permanece evoluindo neurologicamente independente das variáveis maternas e do bebê; o cuidado materno se estabelece mediante o envolvimento da mãe na rotina da unidade neonatal; e a maternidade adolescente mostrou similaridade sobre vínculo e cuidado quando comparada a estudos realizados com mães adultas. A rede social de apoio confere uma influência direta sobre os aspectos emocionais da mãe adolescente, reforçando assim a importância de promover o envolvimento da família nos cuidados, a qual interfere na qualidade de vida da mãe e do bebê após a alta hospitalar. Políticas de apoio familiar, prevenção de gestação adolescente e acompanhamento do pré-natal eficiente e direcionado a esta clientela, são subsídios essenciais para um melhor prognóstico do desenvolvimento neuropsicomotor do bebê, assim como pode minimizar os riscos de morbimortalidade materna e neonatal e promover maior vínculo entre a mãe e o bebê.Tese Acesso aberto (Open Access) Comunicação Familiar e Comportamento Adaptativo no Contexto de Famílias de Crianças com Deficiência(Universidade Federal do Pará, 2024-10-08) DOURADO, Carolina Moraes; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; MENDONÇA, Julia Scarano de; LIMA, Mayara Barbosa Sindeaux; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/4361732982560734; http://lattes.cnpq.br/4395487796270894; http://lattes.cnpq.br/8475952514035497; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319; https://orcid.org/0000-0003-1461-3759O objetivo geral da presente tese foi investigar as variáveis de comunicação familiar para a resolução de problemas e comportamento adaptativo de crianças com deficiência, a fim de relacioná-las entre si. Para o alcance desta finalidade, propôs-se a construção de três estudos interdependente. O primeiro intitulado “Comunicação em famílias de pessoas com deficiência: revendo de modo integrativo a literatura” teve como objetivos caracterizar as pesquisas sobre comunicação familiar e identificar os instrumentos utilizados no contexto de famílias de pessoas com deficiência. Foram investigadas as bases de dados: Portal de Periódicos CAPES/MEC, Medline/Pubmed, BVS, Scielo, LILACS, ERIC e APA-psycnet. A busca resultou em 20 estudos para análise. Os resultados indicaram que 60% dos estudos foram publicados entre 2016 e 2018, com 85% dos participantes sendo cuidadores de pessoas com deficiência. Além disso, 30% das pesquisas foram realizadas na América do Norte, e 90% dos estudos adotaram abordagens quantitativas. Os instrumentos mais frequentemente utilizados foram o Family Adaptability and Cohesion Evolution Scale (FACES III), Family Assessment Device Agreement Scale, e Family Problem Solving Communication (FPSC). Conclui-se que instrumentos que avaliam a comunicação familiar para o contexto de famílias de pessoas com deficiência são escassos no âmbito nacional, apesar de presente em outras nacionalidades. O segundo estudo com o título “Adaptação e Validação do Family Problem Solving Comunnication Index Para o Contexto Brasileiro” Este estudo teve como objetivo adaptar transculturalmente e validar o instrumento Family Problem Solving Communication Index (FPSCI) para o contexto brasileiro. Tratou-se de um estudo metodológico envolvendo 156 pais de crianças com deficiência, além de tradutores e comitês de pesquisadores. Utilizaram-se um inventário sociodemográfico e o FPSCI. Os dados foram analisados quanto à estrutura e adequação dos itens. A validação foi realizada por meio de Análises Fatoriais Confirmatórias, utilizando o método de estimação Robust Diagonally Weighted Least Squares no software JASP. Os resultados mostraram congruência semântica e cultural na adaptação do FPSCI e validade psicométrica aceitável, com Alfa de Cronbach de 0,85 (95% I.C. [0,81-0,88]) e Ômega de Mcdonald's de 0,86 (95% I.C. [0,82-0,89]). A estrutura do instrumento foi unidimensional, sendo necessária a redução de 10 para 7 itens. Conclui-se que os resultados indicaram que o FPSCI foi adequadamente adaptado e validado para o contexto brasileiro, apresentando dados psicométricos confiáveis para sua aplicação. O terceiro estudo foi intitulado “Comunicação Familiar e Comportamento Adaptativo de Crianças Com Deficiência”. O estudo teve como objetivo relacionar a comunicação familiar, o comportamento adaptativo de crianças com deficiência e as características familiares. Participaram da pesquisa 81 responsáveis e suas crianças. Foram utilizados instrumentos para caracterizar a população (ISD), avaliar a comunicação familiar (FPSCI) e o comportamento adaptativo das crianças (DABS). Os dados foram analisados no software SPSS (versão 20), aplicando o teste Qui-quadrado para avaliar a relação entre variáveis sociodemográficas e comunicação familiar, e o teste de Spearman para examinar a correlação entre comunicação familiar e desenvolvimento adaptativo (p<0,05). Os principais resultados indicaram que o grau de parentesco e o rendimento familiar apresentam significância estatística, sugerindo uma relação com a comunicação familiar em situações de resolução de conflitos. Foi identificada uma correlação moderada entre a comunicação familiar para solução de problemas (FPSCI) e o desenvolvimento adaptativo nas áreas conceitual e social, enquanto a correlação foi mais fraca em relação ao desenvolvimento adaptativo prático. Como contribuição da pesquisa adiciona-se ao estudo sobre famílias de pessoas com deficiência, com as evidências empíricas sobre a relação entre comunicação familiar e o comportamento adaptativo de crianças, sobretudo das dimensões conceitual e social, até o momento não evidenciada na literatura.Tese Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento socioemocional de bebês: contribuições da personalidade materna e constituição psíquica(Universidade Federal do Pará, 2024-01-29) DIAS, Greicyani Brarymi; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; GOMES, Miria Benincasa; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; CRUZ, Edson Júnior Silva da; http://lattes.cnpq.br/1600352232046792; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; https://orcid.org/0000-0003-1034-6999; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319Determinados fatores biológicos e/ou ambientais podem influenciar áreas do neurodesenvolvimento, em especial o desenvolvimento socioemocional. Este tipo de desenvolvimento está fortemente associado à saúde mental e abrange a forma como os bebês interagem com as pessoas, lidam com as adversidades, expressam e compreendem uma multiplicidade de sinais emocionais. O objetivo geral desta tese é compreender o desenvolvimento socioemocional de bebês de até 24 meses de idade e as relações estabelecidas com a personalidade materna e constituição psíquica (relações mãe-bebê). Trata-se de uma pesquisa de desenho transversal, realizada em uma Unidade de Saúde Municipal, com 40 participantes, mães e seus bebês. Os instrumentos utilizados foram: questionário sociodemográfico, escala socioemocional pertencente à Bayley Scales of Infant and Toddler Development (Bayley-III), Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI) e Inventário de Cinco Fatores versão curta. Foram realizados quatro estudos complementares que contribuem para a compreensão do objetivo geral. O primeiro estudo objetivou revisar sistematicamente as relações entre as dimensões da personalidade e o desenvolvimento infantil. A revisão indicou que os domínios socioemocionais, cognição, motor e linguagem são afetados positivamente por baixos índices da dimensão da personalidade do tipo neuroticismo e por maiores índices para as dimensões da personalidade extroversão, conscienciosidade, amabilidade e abertura. O segundo estudo indicou a importância do desenvolvimento socioemocional para a primeiríssima infância e a contribuição que a relação mãe-bebê e constituição psíquica pode oferecer para a compreensão deste tipo de desenvolvimento. Melhores resultados, foram relacionados a menores índices de indicadores ausentes para a constituição psíquica, o que indica boa evolução também na relação mãe-bebê. O terceiro estudo, apresentou um panorama sobre as associações entre dimensões da personalidade materna e a constituição psíquica de bebês de até 24 meses de idade. Os resultados indicaram que quanto mais predominante a dimensão neuroticismo, maior é a quantidade de indicadores de referência ausentes. As dimensões, como extroversão e abertura, conforme as respostas dadas pelas mães, foram classificadas com índices médios e amabilidade e conscienciosidade que receberam classificação geral mais baixas, foram negativamente correlacionadas aos resultados para a constituição psíquica. O estudo quatro buscou compreender como os fatores associados a personalidade materna e variáveis sociodemográficas podem estar relacionados ao desenvolvimento socioemocional. Dentre os resultados, destaque para as dimensões da personalidade, como amabilidade e abertura à experiência, que foram correlacionadas negativa e positivamente respectivamente ao desenvolvimento socioemocional. A menor idade do bebê e o fato do bebê ter sido amamentado foram associados aos bons resultados socioemocionais. O conjunto dos dados ressalta que os traços de personalidade e variáveis sociodemográficas são marcadores úteis e relevantes para o desenvolvimento socioemocional infantil, relação mãe-bebê e políticas de saúde.
