Teses em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Doutorado) - PPGTPC/NTPC

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2334

O Doutorado Acadêmico iniciou-se em 2000 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento (NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Busca de definição operacional de ciúme: Uma construção teórica e empírica
    (Universidade Federal do Pará, 2009-06-19) COSTA, Maria de Nazaré Pereira da; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X; BANACO, Roberto Alves; TOURINHO, Emmanuel Zagury; LUNA, Sergio Vasconcelos de; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/3273490233134293; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592; http://lattes.cnpq.br/8462054437341061; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; https://orcid.org/0000-0002-0619-338X; https://orcid.org/0000-0001-6165-6837
    Grande parte da literatura sobre ciúme é escrita por teóricos que se fundamentam em abordagens internalistas/mentalistas. Isso determina um déficit no que diz respeito à descrição de variáveis externas presentes em situações de ciúme. Com a presente tese, se buscou elaborar uma definição operacional de ciúme partindo de uma abordagem externalista – a Análise do Comportamento. Nesta tese, propõe-se a denominação comportamento emocional ciumento para referir-se ao ciúme. Esta denominação está pautada na compreensão do ciúme como um fenômeno que envolve um conjunto complexo de comportamentos interligados, alguns deles eliciados e outros operantes, controlados por uma situação de competição por reforçadores específicos de uma díade. A competição por reforçadores seria, então, o elemento comum quando da ocorrência do comportamento emocional ciumento. Na tentativa de testar se o componente operante do comportamento emocional ciumento pode ser controlado por uma situação de competição por reforçadores, foram realizados dois estudos empíricos. No Estudo I, correlacional, utilizaram-se dois questionários fechados que foram aplicados a 201 indivíduos adultos e idosos. Do Estudo II, experimental, participaram dezesseis díades adulto-criança. O procedimento do segundo estudo consistiu de três condições com duração de um minuto cada. Na Condição 1 o adulto brincava com a criança; na Condição 2, o adulto interagia com um boneco e ignorava a criança e na Condição 3 o adulto apenas ignorava a criança. A Condição 1 sempre iniciava a sessão e antecedia as demais. Do Estudo I, destaca-se a correlação encontrada entre aspecto valorizado na relação romântica e situação desencadeadora de ciúme. Do Estudo II, o dado mais relevante foi que o elemento competição, como esperado, foi crítico para a ocorrência do comportamento emocional ciumento. Os resultados dos dois estudos ajudaram a esclarecer uma importante controvérsia a respeito de o ciúme envolver ou não competição, fornecendo respaldo para a hipótese formulada. Preliminarmente, acredita-se que os dados possam ser úteis para intervenções em diferentes contextos de aplicação, elaborando-se estratégias para lidar com um dos elementos que parece ser crítico no controle do comportamento emocional ciumento – a competição
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Evidências de validade da Escala de Comportamentos Parentais para adolescentes brasileiros: relações com estilos parentais e habilidades sociais na perspectiva bioecológica
    (Universidade Federal do Pará, 2026-06-16) OLIVEIRA, Adriane Lima da Silva; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; HERNANDEZ, José Augusto Evangelho; RIBEIRO, Silvana de Moraes Brito; BRANDÃO, Washington Luiz de Oliveira; VELOSO, Milene Maria Xavier; http://lattes.cnpq.br/3533988543300433; http://lattes.cnpq.br/6391196561243923; http://lattes.cnpq.br/0052049978453558; http://lattes.cnpq.br/6105598873866312; https://orcid.org/0000-0001-9402-7535; https://orcid.org/0000-0003-4007-6942
    A adolescência constitui uma fase marcada por intensas transformações biopsicossociais, na qual o contexto familiar exerce um papel fundamental no desenvolvimento. Nesse cenário, práticas e estilos parentais, especialmente quando associados à negligência, podem influenciar significativamente o repertório de habilidades sociais. Assim, compreender as relações entre esses constructos torna-se essencial para a promoção do desenvolvimento saudável de adolescentes. Diante dessas premissas, esta tese teve como objetivo, realizar a adaptação transcultural e a análise das propriedades psicométricas da Escala de Percepção de Negligência Parental para Adolescentes Brasileiros, incluindo evidências de validade externa por meio da relação com habilidades sociais e estilos parentais, à luz do modelo bioecológico do desenvolvimento humano. Buscou-se compreender como práticas parentais e variáveis contextuais se associam ao desenvolvimento socioemocional na adolescência, bem como adaptar e analisar evidências psicométricas de uma escala Measure of Parenting Behaviours voltada à avaliação da negligência parental nesse público. Para a construção da presente pesquisa, propôs-se um método com pesquisa de campo e abordagem quantitativa e qualitativa dos dados. A pesquisa envolveu adolescentes do município de Santarém, com idades entre 12 e 17 anos, matriculados em três escolas municipais da zona urbana do município. Participaram do estudo 385 adolescentes, dos quais 233 eram do sexo feminino e 152 do sexo masculino. Para coleta dos dados, foram aplicados os seguintes instrumentos: um questionário sociodemográfico, um inventário de estilos parentais, um inventário de habilidades sociais e uma escala de comportamentos parentais, para a qual foi realizado o processo de adaptação transcultural. Foram realizadas análises descritivas, fatoriais e correlacionais bivariadas de Pearson e Correlação Canônica Múltipla, visando identificar padrões de funcionamento parental e suas relações com o repertório comportamental dos participantes. Os aspectos éticos da pesquisa envolvem a assinatura dos termos TCLE para os pais e responsáveis dos adolescentes e o TALE para os participantes. No que se refere à Análise Fatorial Exploratória da Escala de Comportamentos Parentais, os resultados confirmam que a escala apresenta uma estrutura tri fatorial consistente, sustentada empiricamente e teoricamente pelas dimensões de Apoio Emocional, Supervisão e Apoio Educacional. A adequação da amostra (KMO = 0,78) e a significância da matriz de correlações (teste de Bartlett, p < 0,0001) evidenciam a robustez do modelo e a interdependência entre os itens analisados. A extração dos três fatores explica 72,8% da variância total, indicando elevada capacidade de síntese do construto avaliado. Além disso, as altas cargas fatoriais e os índices satisfatórios de confiabilidade interna (α ≥ 0,78) reforçam a consistência interna da escala. Quanto aos achados da correlação entre gênero e variáveis sociodemográficas, os resultados apontaram que o gênero não é um fator determinante para diferenças estruturais nas condições sociodemográficas e familiares, reforçando a homogeneidade do grupo e a inexistência de padrões discriminatórios ou desigualdades marcantes entre meninos e meninas nos aspectos avaliados, neste estudo. Quanto às práticas maternas, identificou-se que o fator Comportamento Moral se destaca como a dimensão mais consistente entre as práticas positivas (89,7%). Por outro lado, nas práticas negativas, a Monitoria Negativa (61,9%) e o Abuso Físico (até 32,7%, além de 28,7% relacionados ao medo de apanhar) emergem como as dimensões de maior criticidade, evidenciando elevada ocorrência de comportamentos parentais negativos, como controle excessivo e práticas agressivas. Quanto às práticas paternas, observou-se a presença de práticas positivas, com destaque para o comportamento moral (70,4%), coexistindo com práticas negativas relevantes, como monitoria negativa (39,5%), disciplina relaxada (43%) e negligência (30,5%), evidenciando um padrão ambivalente, marcado por inconsistência na aplicação de regras e no suporte emocional. Em relação ao repertório de habilidades sociais, os adolescentes apresentaram maior consistência nas dimensões de civilidade (até 65,9% de nenhuma dificuldade), empatia (entre 51,1% e 58,3%) e autocontrole (até 30,9%), indicando bom repertório de comportamentos prossociais e regulatórios. Em contrapartida, a abordagem afetiva configurou-se como a dimensão com maior déficit, apresentando elevados percentuais de dificuldade (até 36,5%) e baixos índices de domínio (5,4%). As análises de correlação indicaram que práticas parentais positivas, especialmente relacionadas às dimensões de monitoria positiva e comportamento moral do IEP, associam-se a fatores da ECP, como apoio emocional (r = 0,275; p < 0,001; r = 0,198; p = 0,003) e supervisão (r = 0,181; p = 0,007), evidenciando relações com melhores indicadores socioemocionais. Em contrapartida, práticas negativas e indicadores de negligência apresentaram associações inversas com o apoio emocional (r = -0,314; p < 0,001), indicando maior vulnerabilidade no desenvolvimento socioemocional. Variáveis socioeconômicas, como presença de cuidadores, renda e estabilidade familiar, mostraram-se associadas a maiores níveis de supervisão e cuidado, ao passo que fatores como menor escolaridade, idade e gênero influenciaram a percepção de suporte parental. E ainda, resultados que se apresentaram de forma paradoxal, envolvendo a presença de correlações positivas entre apoio emocional e práticas de monitoria negativa (r = 0,196; p = 0,003; r = 0,207; p = 0,002) na percepção dos adolescentes quanto às práticas paternas, sugerindo a coexistência de padrões relacionais ambivalentes. Observou-se outro achado paradoxal nas associações com o uso de álcool e drogas, que apresentou correlação positiva com indicadores de apoio emocional, como ajudar em problemas (r = 0,328; p < 0,001) e consolar quando triste (r = 0,305; p < 0,001). O que sugere a presença de comportamentos compensatórios, nos quais os cuidadores intensificam o suporte diante de contextos de risco. De modo geral, os resultados evidenciam que o desenvolvimento das habilidades sociais na adolescência está diretamente relacionado à qualidade das práticas parentais e ao contexto bioecológico no qual o adolescente está inserido. Observa-se que, embora haja presença de repertórios sociais bem desenvolvidos, persistem déficits importantes associadas à inconsistência parental e à negligência, reforçando a necessidade de intervenções que promovam práticas educativas mais consistentes e sensíveis às demandas socioemocionais dessa fase do desenvolvimento. Assim, conclui-se que a presente pesquisa contribui para a ampliação da compreensão da relação entre negligência parental, estilos parentais e habilidades sociais, articulando esses construtos em uma perspectiva ecológica, sendo sensíveis às diversas variáveis que permeiam este fenômeno, tanto as relacionais quanto as psicométricas, apresentando-se como uma medida culturalmente adaptada ao contexto brasileiro, especialmente na região Norte. Isso evidencia, ainda, a necessidade de dar maior visibilidade às questões ambivalentes presentes nos contextos bioecológicos de desenvolvimento, muitas vezes compreendidas e nomeadas como práticas de educação parental, transmitidas ao longo das gerações.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos da Pandemia de Covid-19 sobre o Comportamento Alimentar e Variáveis Psicológicas: um estudo sobre estresse, ansiedade, afetos e autorregulação
    (Universidade Federal do Pará, 2026-06-30) VALE, Flavia Beatriz Xavier do; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; CAMPOS, Italo Sergio Lopes; ESPEJO, Cristian Ariel Neira; PEDROSO, Janari da Silva; RIBEIRO, Alessandra Mussi; http://lattes.cnpq.br/5549357037582788; http://lattes.cnpq.br/5054723276233892; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/7373640456805525; https://orcid.org/0000-0002-0761-6575; https://orcid.org/0000-0002-3565-9038; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; https://orcid.org/0000-0002-7697-5766
    Este estudo analisou o impacto longitudinal da pandemia de COVID-19 sobre o comportamento alimentar, sofrimento psíquico, autorregulação e Índice de Massa Corporal (IMC), investigando a crise sanitária como um estressor psicossocial disruptivo. A pesquisa fundamenta-se na premissa de que a regulação do comer é um fenômeno multideterminado pela complexa interação entre fatores neurocognitivos, afetivos, antropométricos e ambientais. Delineou-se um estudo longitudinal de medidas repetidas com 79 participantes acompanhados em três momentos: eclosão pandêmica (T1; 2020), encerramento da emergência sanitária (T2; 2023) e período pós-pandêmico (T3; 2025). Utilizaram-se instrumentos psicométricos validados para avaliar o comportamento alimentar (TFEQ-18), estresse, ansiedade e depressão (DASS-21), afetos (PANAS), impulsividade (BIS-11) e autorregulação alimentar. Os resultados revelaram uma trajetória longitudinal estatisticamente significativa: o descontrole alimentar, a alimentação emocional e o IMC médio atingiram seus níveis máximos na coleta pós-pandêmica (T3). Revelou-se um paradoxo psicofisiológico relevante: enquanto os níveis agudos de estresse e ansiedade declinaram após o fim das restrições sanitárias, as disfunções alimentares e a elevação ponderal mantiveram-se em ascensão sustentada, demonstrando efeitos comportamentais diferidos no tempo. As análises correlacionais no pós-pandemia indicaram que o descontrole alimentar e o comer emocional associaram-se a maiores níveis de depressão, ansiedade, estresse, afetos negativos e impulsividade. Adicionalmente, identificou-se que a variável descontrole alimentar correlacionou-se inversamente com a percepção de falta de autocontrole e com a intenção de modificação dietética. Em contrapartida, os afetos positivos e o planejamento cognitivo associaram-se à autorregulação e à restrição cognitiva, atuando como fatores protetivos. Conclui-se que a exposição ao estresse crônico coletivo comprometeu os mecanismos executivos de autorregulação, promovendo o comer emocional compensatório e o ganho ponderal persistente. Os achados demonstram que o comportamento alimentar responde de forma tardia às crises macroestruturais, reforçando a necessidade de intervenções interdisciplinares integradas em saúde mental e nutrição.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Forças de Caráter e Reincidência Penitenciária: um estudo na perspectiva da psicologia positiva
    (Universidade Federal do Pará, 2026-09-01) MACHADO, Marcos Antonio Santos; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; DIAS, Edgar Toschi; PEDROSO, Janari da Silva; CRUZ, Edson Júnior Silva da; FREITAS JUNIOR, Lauro Francisco da Silva; http://lattes.cnpq.br/0811672026179794; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; http://lattes.cnpq.br/8724610611913393; https://orcid.org/0000-0002-5226-2956; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X
    A reincidência infracional envolve fatores individuais, familiares, sociais e institucionais. Este estudo examinou relações entre forças de caráter, características sociodemográficas, trajetória infracional e reincidência em adolescentes e jovens internados. Adotou-se abordagem mista, exploratória e transversal, com 46 participantes (idade média = 16,02 anos), dos quais 76,1% eram reincidentes. Analisaram-se dados sociodemográficos e infracionais, escores da Escala de Forças de Caráter Ampliada (EFC-A) e entrevistas semiestruturadas. Aplicaram-se comparações grupais, regressões logísticas e análise lexical pelo IRAMUTEQ. Nenhuma força, virtude ou variável sociodemográfica e infracional associou-se significativamente à reincidência. Justiça apresentou sinal exploratório, não mantido após ajuste para comparações múltiplas. A análise qualitativa classificou 554 segmentos em quatro campos: dinâmica infracional e violência patrimonial; drogas, rua e socialização infracional; projeto de vida, autopercepção e reinserção; e suporte familiar, visitas e aconselhamento. O histórico de reiteração e as narrativas mostraram a coexistência de vulnerabilidades, recursos subjetivos, vínculos e expectativas de reorganização; o estudo não acompanhou novas ocorrências após a internação. Na amostra, tipo de ato, características individuais e forças de caráter não discriminaram de modo estável os grupos definidos pelo histórico de reiteração. As forças constituem recursos a desenvolver, não marcadores de risco ou proteção. Defende-se intervenção socioeducativa integrada, articulando responsabilização, cuidado relacionado ao uso de substâncias, vínculos, escolarização, qualificação profissional e projetos futuros.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Percepções de homens gays brasileiros acerca da homofobia internalizada e qualidade de vida
    (Universidade Federal do Pará, 2026-08-28) GOMES, Hiago Veras; ARAÚJO, Ludgleydson Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/1897410114807269; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; MOREIRA, Maria Adelaide Silva Paredes; GONÇALVES, Marina Pereira; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; MOYANO, Nieves; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/8309785701371089; http://lattes.cnpq.br/3902132745229931; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; http://lattes.cnpq.br/8475952514035497; .; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0001-9460-9172; https://orcid.org/0000-0002-6344-7059; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; https://orcid.org/0000-0003-1083-6963; https://orcid.org/0000-0002-5416-9464
    Esta tese investiga a homofobia internalizada (HI) e sua relação com a qualidade de vida (QV) em homens gays brasileiros, em um delineamento transversal com grupos etários vinculados a diferentes momentos do curso de vida. Ancorada na Teoria do Estresse de Minoria, parte-se do entendimento de que a HI não constitui um fenômeno psicológico estático ou homogêneo, mas dinâmico, contextual e multinível, cujas repercussões variam conforme a etapa de vida e as condições socioeconômicas. Adotou-se um percurso multimétodo progressivo, estruturado em quatro estudos complementares. O Estudo 1, uma revisão metaetnográfica com 11 estudos, identificou dois eixos organizadores da HI, um proximal (saúde mental, autoimagem, revelação da orientação sexual, status sorológico) e um distal (estigma, discriminação, contexto socioeconômico), evidenciando que maiores índices de HI se associam consistentemente a pior QV na literatura. O Estudo 2, com 136 participantes, revelou que a experiência da homofobia muda de forma ao longo da vida: no Grupo 1 (18-29 anos) associa-se a medo e restrição de espaços públicos; no Grupo 2 (30-49 anos), a rejeição familiar e barreiras profissionais; e no Grupo 3 (50 anos ou mais), a isolamento e invisibilidade social. O Estudo 3 mostrou que a própria concepção de QV é geracionalmente situada, organizando-se em cinco dimensões (saúde, relações sociais, lazer, segurança, autonomia) que assumem prioridades distintas conforme a faixa etária. O Estudo 4, com 138 participantes, testou essas relações empiricamente: a HI associou-se negativamente aos domínios psicológico e de relações sociais da QV, sem associação significativa com os domínios físico e ambiental, mesmo após controle sociodemográfico. A renda emergiu como moderadora com efeito duplo: atenua o impacto da opressão social, mas intensifica o efeito do estigma internalizado, contrariando a premissa de que maior renda protege contra o preconceito internalizado. A integração desses achados fundamenta. um modelo de três níveis interdependentes (individual, relacional e estrutural) influenciados pelo curso de vida, ampliando sem romper a Teoria do Estresse de Minoria. Conclui-se que a HI constitui fator psicossocial crítico e dinâmico para a QV de homens gays brasileiros, com expressões geracionalmente distintas que demandam respostas articuladas em níveis clínico, comunitário e de políticas públicas.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Ensino de discriminação de sílabas e emergência da leitura recombinativa em crianças com transtorno de aprendizagem e treinamento de cuidadores
    (Universidade Federal do Pará, 2023-03-22) OLIVEIRA, Julio Cezar Pereira de; KATO, Olivia Misae; http://lattes.cnpq.br/3612219210222465; FEIO, Leila do Socorro Rodrigues; COSTA, Andrea Lilian Marques da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; SOUZA, Ruth Daisy Capistrano de; http://lattes.cnpq.br/0312002933984435; http://lattes.cnpq.br/3397209187174021; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/1938685418183005
    Leitura recombinativa consiste na emergência da leitura de palavras formadas pela recombinação de sílabas e letras de ensino. O ensino explícito de discriminação de sílabas tem gerado a emergência imediata da leitura recombinativa de novas sílabas e de palavras. O treinamento de cuidadores tem sido bastante utilizado na intervenção de pessoas com diferentes tipos de demanda comportamental e com escassez de estudos sobre o treinamento para a aplicação de procedimentos de ensino de repertórios básicos de leitura. Foram realizados dois Estudos e o objetivo do Estudo 1 foi aplicar em crianças com transtorno de aprendizagem (TDAH) um procedimento de ensino de leitura que tem demonstrado eficiência no estabelecimento de leitura textual de sílabas de ensino e recombinadas como pré-requisitos para a leitura textual e com compreensão de palavras em indivíduos cegos e visonormais. Os participantes foram três crianças de nove a 11 anos de idade matriculadas em escolas públicas de Belém - PA. O procedimento geral consistiu em pré-teste, três etapas contendo fases de ensino de discriminações condicionais e testes de leitura textual de sílabas, leitura textual e com compreensão de palavras, cópia e ditado. Os resultados demonstraram a apresentação de 100% na discriminação e leitura textual de todas as sílabas após reexposições e revisões das fases de ensino na Etapa I e emergência parcial dos desempenhos testados na Fase 2. O objetivo do Estudo 2 foi programar e implementar um treinamento para cuidadores aplicarem o delineamento do Estudo 1 em crianças com transtorno de aprendizagem. Participou uma cuidadora de 40 anos de idade e a filha de oito anos de idade matriculada em uma escola públicas de Belém – PA. O procedimento de treinamento consistiu em três fases formadas por ensino e teste teórico da aplicação do procedimento, role playing e aplicação parcial do procedimento na criança. Os resultados apresentaram aprendizagem dos pré-requisitos básicos para a aplicação de um procedimento de ensino de leitura.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Coparentalidade e Auto-eficácia de Cuidadores de Crianças com Paralisia Cerebral
    (Universidade Federal do Pará, 2017-04-28) SOUZA, Priscilla Bellard Mendes de; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; RIBEIRO, Maysa Ferreira Martins; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; PINTO, Denise da Silva; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/6305488604604741; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; http://lattes.cnpq.br/9586650002626739; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678; https://orcid.org/0000-0002-7871-6987; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651
    o pesquisas em forma de artigos científicos, sendo um estudo de Revisão Sistemática de Literatura (RSL), e três empíricas. No primeiro, foi desenvolvida uma RSL com o objetivo de descrever os instrumentos existentes de coparentalidade, assim como traçar o perfil dos contextos familiares mais investigados pelos mesmos. Os resultados mostraram que as pesquisas ora desenvolvidas, investigaram a coparentalidade exclusivamente através de uma abordagem quantitativa, e que os instrumentos disponíveis estavam estruturados em forma de escalas. Foi possível através deste estudo eleger o instrumento de coparentalidade viável a ser utilizada nas pesquisas empíricas que seriam posteriormente desenvolvidas. Quanto aos contextos investigados, foi possível perceber que as famílias nucleares foram os contextos mais pesquisados. Estes dados deram base para fomentar os objetivos a serem contemplados nos demais estudos. O segundo e terceiro estudos contaram com a participação de 84 cuidadores principais de crianças com PC atendidos em um Centro de Referência em desenvolvimento infantil de Belém-Pará-Brasil. A coleta de dados ocorreu na sala de espera do Centro nos dias em que as crianças possuíam atendimentos agendados. Os dados foram analisados através da Técnica de Análise de Correspondência. O objetivo do segundo estudo foi descrever e analisar as relações coparentais dos cuidadores a partir de suas características sociodemográficas, observando possíveis correlações entre as variáveis, sendo utilizadas três medidas: Coparenting Questionnaire (CQ), o Inventário Sociodemográfico (ISD) e o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS). A análise dos dados mostrou cuidadores com baixo nível de coparentalidade, associado ao gênero e idade das crianças, ao fato destas não frequentarem a escola, e níveis mais elevados de comprometimento motor. Da mesma forma, constatou-se que o estado civil e a religião dos cuidadores, a renda e a estrutura familiar, influenciaram suas relações coparentais. Através da utilização dos instrumentos supracitados, acrescidos de uma Escala de Auto-eficácia, o terceiro estudo foi desenvolvido com o objetivo de descrever e analisar, além das relações coparentais, o nível de auto-eficácia parental dos participantes, mostrando os comportamentos nos quais os cuidadores se sentem mais auto-eficazes. Os dados mostraram além do baixo nível de coparentalidade, baixo nível de auto-eficácia. Quanto aos aspectos para os quais se mostraram auto-eficazes, os relacionados à rotina de cuidados aos filhos foram os principais. Dentre os que se mostraram menos auto-eficazes estiveram aos aspectos clínicos infantis, como a ocorrência de convulsões. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os escores gerais de coparentalidade e a autoeficácia. O quarto estudo consiste em uma pesquisa de natureza mista quanti-qualitativa, constituida por duas fases, sendo que na primeira participaram 84 cuidadores e na segunda, nove díades coparentais. A coleta de dados deu-se através da aplicação do CQ na primeira fase, e de entrevistas semiabertas realizadas na residência dos cuidadores, objetivando-se analisar a percepção dos mesmos sobre suas relações coparentais, sendo suas falas analisadas a partir da análise de conteúdo. A técnica de Análise dos Componentes Principais foi aplicada aos dados proveniente do CQ. Através de três níveis propostos de coparentalidade (positiva, média e negativa), percebeu-se que duas díades apresentaram coparentalidade positiva, cujo fator principal foi a cooperação na divisão de cuidados aos filhos com PC. Cinco díades foram classificadas com média coparentalidade, sendo observada a presença de cooperação e conflitos nas díades. Duas díades apresentaram coparentalidade negativa, associada à existência de conflito coparental e conjugal, e total insatisfação materna. Os dados mostraram a carência de estudos na área (estudo 1), percebeu-se que contexto de vulnerabilidade socioeconômica e a baixa qualidade na relação conjugal está associada ao baixo nível de coparentalidade dos cuidadores (estudo 2 e 4), da mesma forma que se percebeu cuidadores com baixa auto-eficácia parental quando deparados com uma situação extrema como o enfrentamento de uma convulsão (estudo 3). Ao fim desta Tese, espera-se que os dados aqui mostrados contribuam para o esclarecimento acerca das relações coparentais, assim como a auto-eficácia parental.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbanos e rurais: análise comparativa
    (Universidade Federal do Pará, 2020-02-20) ROCHA, Manuela Lima Carvalho da; NASCIMENTO, Rodolfo Gomes do; http://lattes.cnpq.br/5645426555194230; https://orcid.org/0000-0002-4619-5646; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; PEDROSO, Janari da Silva; CARVALHO, Paula Danielle Palheta; BUCHER-MALUSCHKE, Julia Sursis Nobre Ferro; KHOURY, Hilma Tereza Tôrres; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/7146153074492605; http://lattes.cnpq.br/9459333264901017; http://lattes.cnpq.br/6775787474973571; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X
    O objetivo foi analisar a qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbanos e rurais do município de Belém-PA. Foram elaborados quatro estudos com delineamento transversal e quase experimental com abordagem quantitativa dos dados. Participaram do estudo idosos a partir de 65 anos de idade, residentes em Belém no contexto urbano e rural, ausência de déficit cognitivo e suspeita de sintomas depressivos. Para a coleta dos dados foram utilizados os instrumentos: Questionário de caracterização dos participantes; Escala de Depressão Geriátrica - GDS 15; Exame Cognitivo de Addenbrooke - versão revisada – ACE-R; Questionário das condições habitacionais; Roteiro da Rotina Semanal; e Versão brasileira do questionário de qualidade de vida - SF36. Foi aplicado o programa SPSS versão 25.0 para tabulação e análise dos dados por meio dos Testes Quiquadrado, G e T de Student. Verificou-se na revisão sistemática da literatura que a cognição está associada à qualidade de vida principalmente quando relacionada às disfunções cognitivas em idosos. No contexto urbano, 67,3% dos idosos estão na faixa etária de 65 a 74 anos (p=0,01); são predominantemente do sexo feminino (p=0,006); a maioria possui o Ensino Fundamental Incompleto (p=0,01); e renda familiar mensal de três a quatro salários mínimos (p=0,005); 51,5% realizavam atividade de lazer. Além disso, 84,53% tinham casas de alvenaria (p=0,01); 57,7% aparelho de som (p=0,005); 67% máquina de lavar (p=0,000); 89,6% ventilador (p=0,04); 87,1% batedora de açaí (p=0,001); e 12,3% telefone rural (p=0,000). No contexto rural, 5,5% fazem uso de gerador (p = 0,03); da rede pública para o abastecimento de água encanada (49,4%), coleta do lixo (49,4%1) e rede de esgoto (59,2%). Verificou-se que as atividades mais citadas durante a semana nos turnos manhã e tarde foram Atividades de Vida Diária, Atividade Instrumental de Vida Diária, Lazer, e Descanso e Sono. A melhor média (82,7) da qualidade de vida foi Saúde Mental. Contudo, idosos belenenses que residem em contextos urbano e rural não possuem diferenciações significativas no que se refere aos domínios da qualidade de vida, porém algumas variáveis como aspectos demográficos, socioeconômicos, hábitos de vida, condições de saúde, condições habitacionais e rotina, demonstraram diferenças. Espera-se que os resultados aqui obtidos possam futuramente contribuir para a implementação de ações que visem melhorar aspectos ligados ao envelhecimento e, consequentemente, para pesquisas científicas.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Videomodelação como ferramenta para treino de profissionais e ensino a crianças com Transtorno do Espectro Autista
    (Universidade Federal do Pará, 2020-05-20) GUIMARÃES, Mariane Sarmento da Silva; BARROS, Romariz da Silva; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; https://orcid.org/0000-0002-1306-384X; COSTA, Thiago Dias; BARBOZA, Adriano Alves; MAGALHÃES, Priscila Giselli Silva; PAIXÃO, Glenda Miranda da; http://lattes.cnpq.br/1248194912228326; http://lattes.cnpq.br/8437625699565416; http://lattes.cnpq.br/4403223855512240; http://lattes.cnpq.br/4907341979044292; https://orcid.org/0000-0002-5443-5232; http://orcid.org/0000-0003-3042-1677
    A literatura analítico-comportamental aplicada à intervenção ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) aponta a necessidade de aumento da eficiência de ferramentas de ensino que permitam intervenções menos onerosas e de maior alcance. A ampliação da abrangência é necessária tanto em relação às pessoas diagnosticadas, quanto ao treinamento de profissionais. Uma alternativa possível para o aumento da eficiência do ensino é a videomodelação (VM). Os dois experimentos apresentados nesta tese objetivaram analisar os efeitos da VM, apresentando possibilidades de uso como ferramenta de ensino de diferentes repertórios para diferentes perfis de participantes. O Estudo 1 investigou os efeitos do treino de videomonitoramento na aprendizagem de habilidades da vida diária de crianças com TEA via VM. Os resultados mostraram que ambos os participantes adquiriram o repertório de monitoramento e que este aprendizado possivelmente contribuiu para a aprendizagem via VM, além de demonstrarem retenção e generalização para outras habilidades. O Estudo 2 avaliou a eficácia e eficiência de um pacote de ensino (composto por instrução escrita, VM e role-play com feedback) para treinar profissionais a implementar tentativas discretas (DTT) no ensino de habilidades para crianças com TEA, e avaliou o impacto deste treino na aprendizagem das crianças. Os resultados mostram que o procedimento utilizado foi eficaz para treinar os profissionais e que as crianças mantiveram habilidades já adquiridas e aprenderam novas habilidades nas sessões implementadas por esses profissionais. A presente tese adiciona dados empíricos sobre o uso da VM como ferramenta de ensino de diferentes habilidades para aprendizes com perfis variados.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Investigações com Crianças e Adolescentes em Acolhimento Institucional: Pressupostos Teóricos Interdisciplinares e Metodologias Participativas
    (Universidade Federal do Pará, 2021-07-01) COSTA, Amanda Cristina Ribeiro da; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; SANTANA, Juliana Prates; MACIEL, Carlos Alberto Batista; CRUZ, Dalízia Amaral; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/5039427427945450; http://lattes.cnpq.br/1050426471077266; http://lattes.cnpq.br/2028692502085786; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678
    Esta tese realizou investigações com crianças e adolescentes em acolhimento institucional, utilizando um quadro teórico interdisciplinar e metodologia participativa, com destaque para técnicas que acessam a oralidade e a criatividade. Foram realizados quatro estudos independentes com relação estreita entre si e que trazem aspectos teórico metodológicos acerca da pesquisa empírica realizada com crianças e adolescentes em serviços de acolhimento. O primeiro estudo é um ensaio sobre a interdisciplinaridade como possibilidade de articulação entre diversos saberes em torno de uma temática, neste caso, a criança em desenvolvimento e a infância como categoria social, a partir da interlocução com as disciplinas Sociologia da Infância e a Psicologia do Desenvolvimento. O segundo estudo faz uma análise de publicações sobre a utilização da metodologia participativa em investigações com crianças e adolescentes em diferentes contextos, mas especialmente no acolhimento institucional. O terceiro estudo, empírico, descreve o uso de metodologias participativas que acessam a oralidade de crianças e adolescentes que estão vivendo em instituições de acolhimento. O quarto estudo relatou o processo de co-construção de uma metodologia participativa que empregou em seu procedimento uma ferramenta chamada ‘Livro da Minha Vida’ com apelo à criatividade para captar dados e produzir percepções dos participantes acerca de suas trajetórias de vida antes, durante e após o acolhimento institucional. Participaram deste trabalho 16 crianças e adolescentes que estavam acolhidos à época da pesquisa em duas instituições de acolhimento no estado do Pará, nos municípios de Belém e Barcarena. Os resultados apontam que nos estudos com crianças, torna-se importante reconhecer os fenômenos a partir de uma perspectiva de totalidade e com uma visão interdisciplinar dos elementos que a constituem, evitando visões fragmentadas que dificultam a leitura de uma realidade baseada em determinações sócio-históricas. Esta proposição permite uma aproximação entre a Sociologia da Infância (SI) e a Psicologia do Desenvolvimento (PD)na perspectiva da articulação entre os conhecimentos produzidos sobrea infância e a criança. O material empírico da pesquisa e sua discussão em termos teóricos na tese sugerem que os estudos que utilizam metodologias participativas, a partir de um referencial da SI e da PD, possibilitam o agenciamento das crianças nas pesquisas, o que significa reconhecê-las como criadoras e pertencentes a uma cultura e protagonistas no processo de tomada de decisões. Por meio da utilização de técnicas participativas que acessam a oralidade (grupo de discussão com estímulo visual do uso de fantoches e entrevistas de caráter dialógico e participativo), foi possível apresentar os pontos de vista das crianças, bem como seus sentimentos e formas de ver o mundo externo e os serviços de acolhimento estruturantes dos seus contextos de desenvolvimento. Conclui-se que essas técnicas, quando amparadas por um diálogo interdisciplinar e uma metodologia participativa, mostram-se úteis para intervenções com crianças e adolescentes que vivem nos espaços de acolhimento, captando suas vozes e opiniões, sendo respeitados em sua diversidade. Assim, mais estudos nessa direção precisam ser realizados para apoiar o desenvolvimento e a aplicação de metodologias participativas que contribuam para a garantia do direito da criança e do adolescente à participação.