Coparentalidade e Auto-eficácia de Cuidadores de Crianças com Paralisia Cerebral

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28-04-2017

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Souza, Priscilla Bellard Mendes de. Coparentalidade e Auto-eficácia de Cuidadores de Crianças com Paralisia Cerebral. Orientador: Simone Souza da Costa Silva. 2017. 155 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2017. Disponível em: . Acesso em:.

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o pesquisas em forma de artigos científicos, sendo um estudo de Revisão Sistemática de Literatura (RSL), e três empíricas. No primeiro, foi desenvolvida uma RSL com o objetivo de descrever os instrumentos existentes de coparentalidade, assim como traçar o perfil dos contextos familiares mais investigados pelos mesmos. Os resultados mostraram que as pesquisas ora desenvolvidas, investigaram a coparentalidade exclusivamente através de uma abordagem quantitativa, e que os instrumentos disponíveis estavam estruturados em forma de escalas. Foi possível através deste estudo eleger o instrumento de coparentalidade viável a ser utilizada nas pesquisas empíricas que seriam posteriormente desenvolvidas. Quanto aos contextos investigados, foi possível perceber que as famílias nucleares foram os contextos mais pesquisados. Estes dados deram base para fomentar os objetivos a serem contemplados nos demais estudos. O segundo e terceiro estudos contaram com a participação de 84 cuidadores principais de crianças com PC atendidos em um Centro de Referência em desenvolvimento infantil de Belém-Pará-Brasil. A coleta de dados ocorreu na sala de espera do Centro nos dias em que as crianças possuíam atendimentos agendados. Os dados foram analisados através da Técnica de Análise de Correspondência. O objetivo do segundo estudo foi descrever e analisar as relações coparentais dos cuidadores a partir de suas características sociodemográficas, observando possíveis correlações entre as variáveis, sendo utilizadas três medidas: Coparenting Questionnaire (CQ), o Inventário Sociodemográfico (ISD) e o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS). A análise dos dados mostrou cuidadores com baixo nível de coparentalidade, associado ao gênero e idade das crianças, ao fato destas não frequentarem a escola, e níveis mais elevados de comprometimento motor. Da mesma forma, constatou-se que o estado civil e a religião dos cuidadores, a renda e a estrutura familiar, influenciaram suas relações coparentais. Através da utilização dos instrumentos supracitados, acrescidos de uma Escala de Auto-eficácia, o terceiro estudo foi desenvolvido com o objetivo de descrever e analisar, além das relações coparentais, o nível de auto-eficácia parental dos participantes, mostrando os comportamentos nos quais os cuidadores se sentem mais auto-eficazes. Os dados mostraram além do baixo nível de coparentalidade, baixo nível de auto-eficácia. Quanto aos aspectos para os quais se mostraram auto-eficazes, os relacionados à rotina de cuidados aos filhos foram os principais. Dentre os que se mostraram menos auto-eficazes estiveram aos aspectos clínicos infantis, como a ocorrência de convulsões. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os escores gerais de coparentalidade e a autoeficácia. O quarto estudo consiste em uma pesquisa de natureza mista quanti-qualitativa, constituida por duas fases, sendo que na primeira participaram 84 cuidadores e na segunda, nove díades coparentais. A coleta de dados deu-se através da aplicação do CQ na primeira fase, e de entrevistas semiabertas realizadas na residência dos cuidadores, objetivando-se analisar a percepção dos mesmos sobre suas relações coparentais, sendo suas falas analisadas a partir da análise de conteúdo. A técnica de Análise dos Componentes Principais foi aplicada aos dados proveniente do CQ. Através de três níveis propostos de coparentalidade (positiva, média e negativa), percebeu-se que duas díades apresentaram coparentalidade positiva, cujo fator principal foi a cooperação na divisão de cuidados aos filhos com PC. Cinco díades foram classificadas com média coparentalidade, sendo observada a presença de cooperação e conflitos nas díades. Duas díades apresentaram coparentalidade negativa, associada à existência de conflito coparental e conjugal, e total insatisfação materna. Os dados mostraram a carência de estudos na área (estudo 1), percebeu-se que contexto de vulnerabilidade socioeconômica e a baixa qualidade na relação conjugal está associada ao baixo nível de coparentalidade dos cuidadores (estudo 2 e 4), da mesma forma que se percebeu cuidadores com baixa auto-eficácia parental quando deparados com uma situação extrema como o enfrentamento de uma convulsão (estudo 3). Ao fim desta Tese, espera-se que os dados aqui mostrados contribuam para o esclarecimento acerca das relações coparentais, assim como a auto-eficácia parental.

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