Qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbanos e rurais: análise comparativa

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20-02-2020

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ROCHA, Manuela Lima Carvalho da. Qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbano e rural: análise comparativa. Orientador: Celina Maria Colino de Magalhães. 2020. 120 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020. Disponível em: . Acesso em:.

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O objetivo foi analisar a qualidade de vida de idosos residentes em contextos urbanos e rurais do município de Belém-PA. Foram elaborados quatro estudos com delineamento transversal e quase experimental com abordagem quantitativa dos dados. Participaram do estudo idosos a partir de 65 anos de idade, residentes em Belém no contexto urbano e rural, ausência de déficit cognitivo e suspeita de sintomas depressivos. Para a coleta dos dados foram utilizados os instrumentos: Questionário de caracterização dos participantes; Escala de Depressão Geriátrica - GDS 15; Exame Cognitivo de Addenbrooke - versão revisada – ACE-R; Questionário das condições habitacionais; Roteiro da Rotina Semanal; e Versão brasileira do questionário de qualidade de vida - SF36. Foi aplicado o programa SPSS versão 25.0 para tabulação e análise dos dados por meio dos Testes Quiquadrado, G e T de Student. Verificou-se na revisão sistemática da literatura que a cognição está associada à qualidade de vida principalmente quando relacionada às disfunções cognitivas em idosos. No contexto urbano, 67,3% dos idosos estão na faixa etária de 65 a 74 anos (p=0,01); são predominantemente do sexo feminino (p=0,006); a maioria possui o Ensino Fundamental Incompleto (p=0,01); e renda familiar mensal de três a quatro salários mínimos (p=0,005); 51,5% realizavam atividade de lazer. Além disso, 84,53% tinham casas de alvenaria (p=0,01); 57,7% aparelho de som (p=0,005); 67% máquina de lavar (p=0,000); 89,6% ventilador (p=0,04); 87,1% batedora de açaí (p=0,001); e 12,3% telefone rural (p=0,000). No contexto rural, 5,5% fazem uso de gerador (p = 0,03); da rede pública para o abastecimento de água encanada (49,4%), coleta do lixo (49,4%1) e rede de esgoto (59,2%). Verificou-se que as atividades mais citadas durante a semana nos turnos manhã e tarde foram Atividades de Vida Diária, Atividade Instrumental de Vida Diária, Lazer, e Descanso e Sono. A melhor média (82,7) da qualidade de vida foi Saúde Mental. Contudo, idosos belenenses que residem em contextos urbano e rural não possuem diferenciações significativas no que se refere aos domínios da qualidade de vida, porém algumas variáveis como aspectos demográficos, socioeconômicos, hábitos de vida, condições de saúde, condições habitacionais e rotina, demonstraram diferenças. Espera-se que os resultados aqui obtidos possam futuramente contribuir para a implementação de ações que visem melhorar aspectos ligados ao envelhecimento e, consequentemente, para pesquisas científicas.

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