Natural-mente ativa: a contribuição de atividades físicas em espaços naturais para a cognição, saúde mental e cultura de inovação e sustentabilidade universitária

dc.contributor.advisor1TORRES NETO, João Bento
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7874863858825807
dc.contributor.advisor1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-9155-9445
dc.contributor.memberTORRES NETO, João Bento
dc.contributor.memberGONÇALVES, Terezinha Valim Oliver
dc.contributor.memberSILVA, Marcos Guilherme Moura
dc.contributor.memberBAHIA, Mirleide Chaar
dc.contributor.memberTORRES, Natáli Valim Oliver Bento
dc.creatorCOSTA, Vitor Oliveira da
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7405117707237711
dc.creator.ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-4587-580X
dc.date.accessioned2026-10-05T17:47:26Z
dc.date.available2026-10-05T17:47:26Z
dc.date.issued2025-06-25
dc.description.abstractIn a university setting characterized by high levels of stress, low physical activity, and increasing cognitive demands, the search for simple and effective physical interventions becomes a priority. This experimental study aimed to explore how brief walks in natural environments acutely impact sustained attention, cognitive flexibility, and mental well-being in female university students. Twenty-one participants (17.71 ± 2.16 years), with low levels of physical activity and good general health, took part in the study. The design was a randomized controlled trial with a partial crossover design, repeated intra-individual measures, a one-week washout between sessions, and 15-minute interventions. Participants were assessed using neuropsychological tests (Trail Making Test - TMT-A and TMT-B), psychometric scales (such as the Brunel Mood Scale [BRUMS] and the State Anxiety Inventory [STAI-S]), and perceptual measures of effort, pleasure, and perceived restoration. Data were analyzed using linear mixed models adjusted for maximal oxygen consumption (VO₂), body mass index (BMI), habitual physical activity level, and day of the experiment. Findings revealed that sustained attention (TMT-A) improved significantly after walking in both natural (p < 0.001) and built environments (p = 0.003), but not in the control condition. Cognitive flexibility (TMT-B) improved only in the natural environment (p < 0.001), indicating a unique restorative effect. Task-switching cost (TMT-B minus TMT-A, reflecting the extra effort required to shift attention between tasks and representing cognitive flexibility and executive control) showed a significant Intervention × Time interaction (p = 0.009), suggesting greater executive efficiency, with a trend toward improvement in the natural group (p = 0.06). Accuracy (errors) remained stable across conditions. From an emotional perspective, state anxiety was significantly reduced in the natural environment compared to the classroom (p = 0.03). Although vigor, tension, confusion, and other affective states did not vary significantly, the natural environment was perceived as more pleasant and cognitively restorative, which may influence future adherence to physical activity. These results align with the four articles that structure the thesis: Article 1, which presents a systematic review on the impacts of green exercise on cognition; Articles 2 and 3, which discuss the effects and institutional possibilities for integrating natural spaces into academic life; and Article 4, which synthesizes the findings of the experimental study, connecting them to a proposal for pedagogical innovation and university sustainability. It is concluded that brief walks in natural environments can promote immediate and significant gains in attention, cognitive flexibility, and anxiety states, representing a feasible, low-cost, and high impact intervention in the university context. The findings reinforce the role of green spaces as effective strategies for promoting health and learning in higher education, strongly aligned with the United Nations Sustainable Development Goals (SDGs), especially SDG 3 (Good Health and Well-being), SDG 4 (Quality Education), SDG 11 (Sustainable Cities and Communities), SDG 13 (Climate Action), and SDG 15 (Life on Land). Integrating natural environments into academic routines is, therefore, not only advisable but an evidence-based response for institutions committed to the future of education, health, and sustainability.
dc.description.resumoEm um cenário universitário marcado por altos níveis de estresse, baixa atividade física e crescentes demandas cognitivas, a busca por intervenções físicas simples e eficazes torna-se prioridade. Este estudo experimental teve como objetivo explorar como breves caminhadas em ambientes naturais impactam agudamente a atenção sustentada, a flexibilidade cognitiva e o bem-estar mental de universitárias. Participaram 21 universitárias (17,71 ± 2,16 anos), com baixa prática de atividade física e boa saúde geral. O delineamento foi ensaio clínico controlado, randomizado, com delineamento cruzado (crossover) parcial, de medidas repetidas intraindivíduo, com washout de uma semana entre sessões, e duração de 15 minutos por intervenção. As participantes foram avaliadas com testes neuropsicológicos (Trail Making Test - TMT-A e TMT-B), escalas psicométricas (como escala de humor [BRUMS] e de ansiedade estado [IDATE-E]), além de medidas perceptivas de esforço, prazer e restauração percebida. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos, ajustados para consumo máximo de oxigênio (VO₂), índice de massa corporal (IMC), nível de atividade física habitual e dia do experimento. Os achados revelaram que a atenção sustentada (TMT-A) melhorou significativamente após a caminhada nos ambientes natural (p < 0.001) e construído (p = 0.003), mas não na condição controle. A flexibilidade cognitiva (TMT-B) melhorou apenas no ambiente natural (p < 0.001), apontando para um efeito restaurador exclusivo. O custo de alternância (diferença de tempo entre TMT-B – TMT-A, indicando o esforço extra que a pessoa precisa para alternar a atenção entre duas tarefas diferentes, refletindo sua flexibilidade cognitiva e controle executivo) indicou interação significativa Intervenção × Tempo (p = 0.009), sugerindo maior eficiência executiva, com tendência de melhoria no grupo natural (p = 0.06). A precisão (erros) permaneceu estável entre as condições. Do ponto de vista emocional, observou-se redução significativa da ansiedade estado no ambiente natural em comparação à sala de aula (p = 0.03). Embora vigor, tensão, confusão e outros estados afetivos não tenham ariado significativamente, o ambiente natural foi percebido como mais prazeroso e cognitivamente restaurador, o que pode influenciar a adesão futura à prática. Estes resultados dialogam com os quatro artigos que estruturam a tese: o Artigo 1, que apresenta uma revisão sistemática sobre os impactos do exercício verde na cognição; os Artigos 2 e 3, que discutem os efeitos e as possibilidades institucionais de integração de espaços naturais à vida acadêmica; e o Artigo 4, que sintetizará os achados do estudo experimental, conectando-os a uma proposta de inovação pedagógica e sustentabilidade universitária. Conclui-se que breves caminhadas em ambientes naturais são capazes de promover ganhos imediatos e significativos na atenção, flexibilidade cognitiva e estados ansiosos, representando uma intervenção viável, de baixo custo e alto impacto no contexto universitário. Os achados reforçam o papel dos espaços verdes como estratégias eficazes de promoção da saúde e da aprendizagem no ensino superior, com forte alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e ODS 15 (Vida Terrestre). Integrar ambientes naturais ao cotidiano acadêmico é, portanto, mais do que recomendável — é uma resposta baseada em evidência para instituições comprometidas com o futuro da educação, da saúde e da sustentabilidade.
dc.identifier.citationCOSTA, Vitor Oliveira da. Natural-mente ativa: a contribuição de atividades físicas em espaços naturais para a cognição, saúde mental e cultura de inovação e sustentabilidade universitária. Orientador: João Bento Torres Neto. 2025. 190 f. Tese (Doutorado em Educação em Ciências e Matemática) - Instituto de Educação Matemática e Científica, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18849. Acesso em:.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18849
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Educação Matemática e Científicapt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.source1 CD-ROMpt_BR
dc.subjectExercício
dc.subjectCognição
dc.subjectSaúde mental
dc.subjectEstudantes universitárias
dc.subject.areadeconcentracaoEDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
dc.subject.linhadepesquisaMENTE, CÉREBRO E EDUCAÇÃO
dc.titleNatural-mente ativa: a contribuição de atividades físicas em espaços naturais para a cognição, saúde mental e cultura de inovação e sustentabilidade universitária
dc.typeTesept_BR

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