O impacto da covid-19 na comercialização e no consumo de animais silvestres: um estudo sobre segurança alimentar e nutricional em tempo de pandemia no município de Abaetetuba/PA

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Data

25-01-2022

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Orientador(es)

Fita, Dídac Santos Lattes

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Costa, Tayara Silva. O impacto da covid-19 na comercialização e no consumo de animais silvestres: um estudo sobre segurança alimentar e nutricional em tempo de pandemia no município de Abaetetuba/PA. Orientador: Dídac Santos Fita. 2022. 134 f. Dissertação (Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável) - Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares, Universidade Federal do Pará, Belém, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/16574. Acesso em:.

DOI

É bem sabido que os animais silvestres e seus subprodutos seguem sendo manuseados em diversas culturas e sociedades, especialmente como base da dieta alimentar humana. Desse modo, o presente trabalho visou caracterizar o impacto da pandemia de COVID-19 no comércio da fauna silvestre e de seus subprodutos destinados à alimentação, analisando se os consumidores associam a carne de caça ao contágio do novo coronavírus e, consequentemente, se acreditam que o consumo frequente de animais silvestres pode ameaçar a Segurança Alimentar e Nutricional na cidade de Abaetetuba/PA. O período de campo foi entre setembro de 2019 e novembro de 2020, com alguns espaços de tempo entre as idas a Abaetetuba. Os principais instrumentos da metodologia empregada foram entrevistas semiestruturadas in loco e um questionário registrado via internet. Não houve coleta de material biológico, cabendo esta verificação ao registro fotográfico e à literatura específica. Como resultado da investigação, pode-se constatar que a feira livre da “beira” de Abaetetuba ainda representa um local de preservação das relações sociais e culturais, que fortalecem os laços afetivos e o saber local. Nela, existe uma extensa rede de relações na qual a comercialização de animais silvestres se mantém enraizada a uma cadeia de afinidades que caracterizam a identidade sociocultural e simbólica local, além de representar uma importante fonte de renda e/ou complemento econômico. O surgimento da pandemia da COVID-19 impactou, em certa medida, o comércio e o consumo de animais silvestres, pois, com o baixo abastecimento de proteína animal na feira e o encarecimento das carnes domésticas (gado, frango, porco...), ocorreu um aumento no consumo de carne de caça, mesmo que o preço desta também tenha sido elevado no período pandêmico. A carne de caça tornou-se uma alternativa mais barata, mais saudável e de maior durabilidade (vende-se salgada). Assim, muitos consumidores disseram não associar o contágio da COVID- 19 ao consumo de carne de caça, bem como não acreditavam que o consumo frequente de animais silvestres pudesse ameaçar a Segurança Alimentar e Nutricional no município.

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA
EMBRAPA

Instituto

Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares

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https://ufpabr-my.sharepoint.com/personal/ppgaa_ufpa_br/_layouts/15/onedrive.aspx?id=%2Fpersonal%2Fppgaa%5Fufpa%5Fbr%2FDocuments%2Fdissertacoes%5Fe%5Fteses%2Fdissertacoes%2Fturma%5F2020%5Fdefesa%5F2022%2Ftayara%5Fcosta%2Epdf&parent=%2Fpersonal%2Fppgaa%5Fufpa%5Fbr%2FDocuments%2Fdissertacoes%5Fe%5Fteses%2Fdissertacoes%2Fturma%5F2020%5Fdefesa%5F2022&ga=1