Princípio da destruição e racismo na obra políticas da inimizade de Achille Mbembe

dc.contributor.advisor1CHAVES, Ernani Pinheiro
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5741253213910825
dc.contributor.advisor1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-8988-1910
dc.contributor.memberSOUZA, Priscila Santos de
dc.contributor.memberMATOS, Saulo Monteiro Martinho de
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1755999011402142
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-4396-7276
dc.creatorMADEIRO, Roseane Torres de
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2133227281106295
dc.creator.ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-7734-4800
dc.date.accessioned2026-07-07T12:35:45Z
dc.date.available2026-07-07T12:35:45Z
dc.date.issued2026-02-27
dc.description.abstractThe starting point for this research is the scenario of contemporary liberal societies in which a politics of enmity prevails, where various bodies are constructed as enemies: first and foremost, Black people and Jews—which is not surprising given the horrors of colonialism and concentration camps, as well as what is being updated today as a legacy of colonialism and anti-Semitism. As a result, we have diverse surplus, displaced, and foreign populations who have been placed in this position of undesirability. Hatred is directed toward the unlike, which follows a pulsional path that sometimes starts from the self toward the Other and sometimes back. This is what Mbembe called the "enemy drive", which translates into the pulsional energy of death and destruction directed at the Other considered an enemy, and inevitably at oneself. In this context, the objective of this research is to examine racism based on the concept of the "principle of destruction" in the thought of Achille Mbembe. The hypothesis is that the duality between life and destruction he discusses is based on the instinctual duality previously postulated by Freud between the life and death drives. Analyzing racism from the perspective of the death drive leads us to examine the dialectical relationship between the self and the Other, considered the enemy. To develop this two-way path, we will bring into the debate two authors with whom Mbembe dialogues: Freud and Fanon. In Freud's work, we will address his argument that the experience of war shows us that, despite being civilized, man demonstrates the extent to which his most primitive and psychic state still inhabits him. Therefore, by targeting the enemy with a destructive force aimed at his annihilation, man is thereby also attempting to annihilate within his own self an identifying trait with the primitive man that still inhabits him. In Fanon's work, we will bring his discussion of Black subjectivity imprisoned by white ideals, based on a Hegelian dialectic of recognition. In this context, racism would be a channeling of the deadly instinctual force within oneself toward the Other. What should be redirected toward oneself is projected outward, as an unconscious defense mechanism aimed at maintaining the integrity of the Self. By leveraging psychoanalysis in studies on racism, it is possible to utilize the concept of the death drive to consider racial issues. And as a partial result of this interface between the philosophy of Mbembe and Fanon and Freudian theory, the following finding has been identified so far in the research: in racism, the enemy is within.
dc.description.affiliationCESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará
dc.description.resumoO ponto de partida desta pesquisa é o cenário das sociedades liberais contemporâneas em que vigora uma política das inimizades, onde vários corpos são fabricados enquanto inimigos: em primeiro lugar – negros e judeus – o que não nos surpreende diante dos horrores da colônia e do campo de concentração, bem como do que se atualiza nos dias atuais enquanto herança do colonialismo e do antissemitismo. Como resultado disso, temos diversas populações excedentes, deslocadas, estrangeiras, as quais têm sido colocadas nesse lugar de indesejáveis. Ao dissemelhante é direcionado um ódio o qual percorre um trajeto pulsional que ora parte do eu em direção ao Outro e ora faz o trajeto contrário. É o que Mbembe chamou de “pulsão do inimigo”, a qual se traduz pela energia pulsional de morte e de destruição endereçada ao Outro tido como inimigo, e inevitavelmente a si mesmo. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa é o de examinar o racismo a partir do conceito de “princípio da destruição” no pensamento de Achille Mbembe. Parte-se da hipótese de que a dualidade entre vida e destruição por ele discutida se pauta na dualidade pulsional outrora postulada por Freud entre as pulsões de vida e de morte. Analisar o racismo a partir da pulsão de morte nos conduz a examinar a relação dialética entre o eu e o Outro, tido como inimigo. Para desenvolver esse percurso de mão dupla, trouxemos para o debate dois autores com os quais Mbembe dialoga: Freud e Fanon. Em relação a Freud, abordaremos seu argumento de que a experiência da guerra nos mostra que o homem, apesar de civilizado, demonstra o quanto seu estado mais primitivo e anímico ainda o habita; em razão disso, ao tomar o inimigo como alvo de uma força destrutiva voltada para o seu aniquilamento, o homem está tentando igualmente aniquilar em seu próprio eu um traço identificatório com tal homem primitivo. Em Fanon, traremos sua discussão acerca da subjetividade do negro aprisionada aos ideais do branco, a partir de uma dialética hegeliana de reconhecimento. Neste contexto, o racismo seria um direcionamento da força pulsional mortífera de dentro de si mesmo em direção ao Outro. Projeta-se para fora aquilo que era para ser redirecionado ao próprio eu, como um mecanismo inconsciente de defesa que visa manter a integridade do Eu. A partir do trabalho de colocar a psicanálise a serviço dos estudos sobre o racismo, é possível fazer operar o conceito de pulsão de morte para pensar as questões raciais. Como resultado parcial dessa interface entre a Filosofia de Mbembe e Fanon e a teoria freudiana, foi possível localizar o seguinte achado: no racismo o inimigo está do lado de dentro.
dc.identifier.citationMADEIRO, Roseane Lopes de. Título: subtítulo. Orientador: Ernani Pinheiro Chaves. 2025. 81 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18287. Acesso em:.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18287
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.source.uribibhumanas@ufpa.br
dc.subjectPolítica das inimizades
dc.subjectRacismo
dc.subjectPrincípio da destruição
dc.subjectPulsão de morte
dc.subjectPolitics of enmity
dc.subjectRacism
dc.subjectPrinciple of destruction
dc.subjectPulsional death
dc.subject.areadeconcentracaoFILOSOFIA
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
dc.subject.linhadepesquisaESTÉTICA, ÉTICA E FILOSOFIA POLÍTICA
dc.titlePrincípio da destruição e racismo na obra políticas da inimizade de Achille Mbembe
dc.typeDissertaçãopt_BR

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