Emergência de relações auditivo-visuais via formação de classes de equivalência com crianças diagnosticadas com autismo

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25-03-2015

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MONTEIRO, Patricia Caroline Madeira. Emergência de relações auditivo-visuais via formação de classes de equivalência com crianças diagnosticadas com autismo. Orientador: Romariz da Silva Barros. 2015. 40 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2015. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18646. Acesso em: .

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Crianças diagnosticadas com autismo podem apresentar dificuldade de aquisição de discriminações auditivo-visuais. A inclusão de consequências específicas auditivas em classes de equivalência pode ser uma alternativa para o estabelecimento desse tipo de discriminações. O objetivo do seguinte estudo foi avaliar os efeitos de um procedimento que parte do ensino de relações de identidade com consequências específicas na emergência de relações visuais-visuais e auditivo-visuais com crianças diagnosticadas com autismo. Participaram do estudo, quatro crianças diagnosticadas com autismo, Marlon e Hector (nível 6 no teste ABLA) e Janaína e Valentin (nível 4). Foram utilizadas como estímulos as figuras das bandeiras do Chile (A1) e Peru (A2) e dos mapas do Chile (B2) e do Peru (B1) desenhados em um fundo branco, além das palavras faladas “Chile” (S1) e “Peru” (S2). Quando estímulos da Classe Potencial 1 ou da Classe Potencial 2 funcionaram como S+, respostas corretas foram consequenciadas com reforçadores específicos acompanhados das palavras faladas (respectivamente S1+R1 ou S2+R2). O procedimento incluiu as seguintes fases: Fase 1 - treino de identidade (AA e BB); Fase 2 - testes de discriminações condicionais AB e BA (A1B1 e A2B2; B1A1 e B2A2); se necessário, Fase 3 - treino das relações não emergentes AB e BA; Fase 4 - teste de discriminações auditivo-visuais SA (S1A1 e S2A2); se necessário, Fase 5 - treino de discriminações auditivo-visuais SA; Fase 6 - teste das discriminações auditivo-visuais SB (S1B1 e S2B2). Dois dos 4 participantes (os de nível ABLA 6) mostraram a emergência de relações de equivalência envolvendo os estímulos visuais (AB e BA) e auditivo-visuais SA e SB. Foi, portanto, constatada a inclusão dos estímulos auditivos nas classes após terem sido apresentados como consequências específicas no treino. Esses dados encorajam a continuidade da exploração do estabelecimento de discriminações auditivo-visuais via formação de classes de equivalência com consequências específicas em crianças diagnosticadas com autismo. Outros dois participantes (nível ABLA 4) não alcançaram o critério de aprendizagem no treino de discriminações condicionais arbitrárias. Esses dados confirmam achados da literatura sobre dificuldades de estabelecer esse tipo de discriminação com crianças diagnosticadas com autismo e com baixo nível de funcionamento. É possível que outros repertórios precisem ser previamente ensinados de forma a suprir pré-requisitos.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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