Habilidades sociais e adesão ao tratamento em adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil

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12-04-2018

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SARDINHA, Ana Paula de Andrade. HABILIDADES SOCIAIS E ADESÃO AO TRATAMENTO EM ADOLESCENTES COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO JUVENIL. Orientador: Eleonora Arnaud Pereira Ferreira. 2018. 123 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2018. Disponível em: . Acesso em:.

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O Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) é uma doença autoimune caracterizada pela produção de autoanticorpos, formação e deposição de imunocomplexos, inflamação em diversos órgãos e dano tecidual diagnosticada em indivíduos até os 17 anos de idade. É provável que adolescentes acometidos por LESJ passem por vivências que comprometam a aquisição de habilidades sociais (HS) esperadas para essa etapa de vida, comprometendo sua qualidade de vida, uma vez que tais habilidades podem auxiliar na adesão ao tratamento. Esta pesquisa teve por objetivo caracterizar o repertório comportamental correspondente a HS e o nível de adesão ao tratamento em adolescentes com LESJ, por meio de dois estudos. No primeiro, foi realizado um estudo descritivo com delineamento transversal, com o objetivo de caracterizar comportamentos correspondentes a HS e de adesão ao tratamento em adolescentes portadores de LESJ. Participaram nove adolescentes portadores de LESJ atendidos no serviço de reumatologia de um Hospital Universitário (HU) localizado na cidade de Belém-PA. A coleta de dados foi realizada em sete etapas: (a) análise dos prontuários dos pacientes; (b) convite e leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 1 e do Termo de Assentimento 1 aos cuidadores e participantes, respectivamente; (c) acompanhamento da consulta do participante com a médica reumatologista; (d) avaliação médica quanto à atividade da doença; (e) a aplicação do Inventário de Habilidades Sociais para Adolescentes (IHSA), seguida da aplicação do Recordatório 24 horas (R24h); (f) reaplicação do R24h; e (g) entrevista devolutiva. Os resultados indicaram que os participantes possuíam déficits em HS e baixos IATs e correlação significativa entre frequência de habilidades de abordagem afetiva com melhor índice de adesão ao tratamento. No Estudo 2, verificaram-se os efeitos do uso de treino em automonitorização na instalação de comportamentos correspondentes a HS e sua relação com a adesão ao tratamento em adolescentes portadores de LESJ. Participaram quatro adolescentes selecionados dentre os que participaram do Estudo 1. Estas foram distribuídas por ordem de ingresso na pesquisa em duas condições. Na Condição 1, duas participantes foram submetidas ao treino de habilidade sociais (THS). Na Condição 2, duas participantes foram submetidas a consultas de rotina e avaliadas ao início e ao final do estudo. Foram realizadas seis etapas: (a) convite e leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 2 e do Termo de Assentimento 2 aos cuidadores e participantes, respectivamente; (b) aplicação do R24h, levantamento da linha de base dos comportamentos correspondentes à adesão ao tratamento; (c) intervenção com as participantes da Condição 1 a partir da elaboração de hierarquia dos comportamentos que indicaram déficit e do treino em registro de automonitorização, com aplicação de R24h; (d) entrevista para reaplicação do IHAS e do R24h realizada individualmente com as quatro participantes; (e) entrevista devolutiva com a aplicação do roteiro de entrevista final para feedback. Os resultados indicaram que as participantes submetidas ao THS apresentaram fortalecimento e ampliação do repertório de HS e melhores resultados do IAT em relação aos resultados obtidos com as participantes da Condição 2. Discute-se a importância de repertórios socialmente habilidosos na promoção da adesão ao tratamento do LESJ.

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