Relação entre comportamento alimentar de grazing, peso corporal, hemoglobina glicada e sintomas de depressão, ansiedade e estresse em pacientes antes e após a cirurgia bariátrica na Amazônia

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21-02-2025

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Gabbay, Rafaelle Dias. Relação entre comportamento alimentar de grazing, peso corporal, hemoglobina glicada e sintomas de depressão, ansiedade e estresse em pacientes antes e após a cirurgia bariátrica na Amazônia. Orientador: Daniela Lopes Gomes. 2025. 48 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18663. Acesso em: .

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Introdução: O comportamento de grazing se caracteriza pela ingestão de pequenas quantidades de alimentos, de forma repetitiva, sem planejamento da refeição e sem a percepção de fome. No Brasil ainda existem poucos estudos realizados para compreender melhor esse comportamento alimentar e sua relação com sintomas psicológicos e variáveis metabólicas como peso corporal e hemoglobina glicada em pacientes candidatos e submetidos à cirurgia bariátrica (CB). Pacientes com obesidade grave quando apresentam este comportamento alimentar no período pré-operatório de CB podem mantê-lo após a cirurgia, contribuindo para o reganho de peso e para o agravamento de fatores emocionais como a depressão, ansiedade e estresse e descontrole glicêmico. Objetivo: O objetivo deste estudo foi verificar a relação entre o comportamento alimentar de grazing, peso corporal, hemoglobina glicada e sintomas de ansiedade, depressão e estresse em pacientes antes e após a realização da cirurgia bariátrica. Metodologia: O estudo foi do tipo transversal, descritivo e analítico, cuja coleta de dados foi realizada no período de agosto a novembro de 2023 no setor de endocrinologia do Hospital Jean Bitar em Belém, Pará. Participaram adultos de ambos os sexos, tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório de 6 meses a 2 anos de CB. Foram utilizados instrumentos como ficha de coleta de dados, Questionário de Alimentação Repetitiva (RepEAT- Q), Questionário de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21) e para o controle glicêmico foi verificado o valor da hemoglobina glicada por meio dos prontuários. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer nº 5.180.990 e os dados foram analisados pelo software SPSS, v. 24.0, considerando p<0,05 como significância estatística. Resultados: Foram avaliados 91 pacientes na fase pré-operatória, sendo 83,5% mulheres. Os sintomas de depressão e escores de grazing eram significativamente menores no grupo de pós-operatório . Foi encontrada correlação positiva entre a subescala de comer repetitivo e sintomas de depressão (r2= 0,458, p<0,001), de ansiedade (r2= 0,520, p<0,001) e estresse (r2= 0,324, p=0,001), bem como correlação positiva entre o grazing compulsivo e sintomas de depressão (r2= 0,466, p<0,001), ansiedade (r2= 0,562, p<0,001) e estresse (r2= 0,383, p<0,001). No pós-operatório, foram avaliados 43 pacientes, sendo 97,7% mulheres. Foi encontrada correlação positiva entre comer repetitivo e sintomas de depressão (r2= 0,354, p=0,01) e de hemoglobina glicada com o grazing compulsivo (r2= 0,558, p=0,015) e IMC (r2= 0,458, p=0,043). Conclusão: Fatores psicológicos podem contribuir para o comportamento de grazing tanto no pré quanto no pós-operatório e o grazing pode favorecer alterações no controle glicêmico.

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