Distanciamento social, atividade física e COVID-19: implicações no Diabetes Mellitus tipo 1 no Brasil

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04-05-2021

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GOMES, Daniela Lopes Lattes

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Vasconcelos, Paulo Henrique Carmona de. Distanciamento social, atividade física e COVID-19: implicações no Diabetes Mellitus tipo 1 no Brasil. Orientador: Anselmo de Athayde Costa e Silva. 2021. 57 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18718. Acesso em: .

DOI

Há evidências de que o descontrole glicêmico e o diabetes sejam fatores de risco para complicações relacionadas ao COVID-19. Para minimizar os riscos de contágio, medidas de distanciamento social foram adotadas no Brasil em março de 2020. No entanto, o isolamento social pode dificultar a adesão a um estilo de vida saudável, principalmente relacionado à prática de atividade física e controle do estresse. O objetivo do presente estudo foi avaliar os possíveis impactos das medidas de distanciamento social nos hábitos e prática de atividade física de indivíduos com diabetes tipo I. Tratou-se de um estudo transversal realizado em julho de 2020 por meio de um formulário online para coleta de dados sociodemográficos, situação financeira, prática de atividade física e distanciamento social. Quanto aos resultados 472 pessoas (406 mulheres e 66 homens) responderam ao formulário e 404(85.6%) relataram estarem respeitando as medidas de distanciamento social. A condição de distanciamento social afetou negativamente a prática de atividade física na adesão ao hábito de praticar, na frequência, duração e percepção de mudança na intensidade durante o distanciamento. Apesar de a maioria relatar pouco estresse no ambiente doméstico em situação de distanciamento, foram relatados grandes impactos financeiros e de convívio social. Quanto às associações entre as principais variáveis, foi encontrada associação direta entre perceber muito estresse no ambiente doméstico e parar de fazer atividade física. Também percepções de piores graus de tolerância ao distanciamento social estavam associadas a menor prática de atividade física. Apesar de não ter sido encontrada associação entre adesão às medidas de distanciamento social e mudança no hábito de praticar atividade física nos indivíduos que seguiram se movimentando durante a pandemia, verificou-se que manter o hábito de praticar atividade física estava associado a diminuir a intensidade desta prática. Portanto o distanciamento social e algumas de suas consequências prejudicaram a prática de atividade física como parte do tratamento de indivíduos com diabetes tipo I, tanto no hábito de praticar quanto nas características destas práticas de atividade física como frequência, duração e intensidade.

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Universidade Federal do Pará

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