Respostas assertivas, autorregras e estilos parentais de mulheres em relação ao comportamento alimentar dos filhos

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Data

28-06-2024

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GOMES, Daniela Lopes Lattes

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Corrêa, Gabrielle Fátima Marques. Respostas assertivas, autorregras e estilos parentais de mulheres em relação ao comportamento alimentar dos filhos. Orientador: Carla Cristina Paiva Paracampo. 2024. 100 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18665. Acesso em: .

DOI

O estudo objetivou identificar em que situações, mulheres apresentavam dificuldades de emitir os comportamentos de fazer e recusar pedidos, expressar descontentamento e pedir mudança de comportamentos de seus filhos em relação a alimentação, e as prováveis autorregras associadas a essas dificuldades. Adicionalmente, objetivou verificar se há correlações entre autorrelatos indicativos de assertividade, variáveis sociodemográficas e estilos parentais de alimentação. Para isso, foi realizado um estudo transversal descritivo analítico com 135 mulheres, com idades entre 30 e 50 anos, que possuíam filhos com idade entre 6 e 12 anos, nível superior completo ou incompleto, residentes na região metropolitana Belém-PA. Estas preencheram um Questionário Sociodemográfico, um Questionário de Assertividade em Relacionamentos Afetivos Parentais, um Inventário de Habilidades Assertivas (IHA) e um Questionário de Estilos Parentais na Alimentação (QEPA). Os resultados mostraram que a maioria das participantes apresentaram um escore mediano de habilidades assertivas (50,4%), e que as variáveis, vínculo empregatício, escolaridade e renda apresentaram correlação significativa com a assertividade. Além disso, a maioria das participantes (65,2%) apresentaram escore indicativo de estilo parental permissivo na alimentação dos filhos. As participantes relataram ter dificuldade de emitir os 4 comportamentos alvos, indicando diferentes situações dificultadoras para a emissão destes. Situações que requeriam fazer pedidos relativos à alimentação dos filhos, apresentaram maior ocorrência (74,8%), e as situações que envolviam expressar descontentamento ocorreram em menor frequência (59,2%). As categorias situacionais indicadas com maior frequência foram relativas à ingestão de “ultraprocessados” (26,25%) e “legumes, verduras e frutas” (25,33%). A autorregra mais descrita como motivo para a não emissão dos comportamentos, foi “não irá atender/obedecer” (29,44%), sugerindo que estes comportamentos no passado não foram reforçados. Os resultados contribuem para a ampliação do conhecimento acerca da assertividade de mulheres no relacionamento parental e da influência do estilo parental na alimentação.

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

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