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Tipo: Tese
Data do documento: 2019
Afiliação do(s) Autor(es): INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Refoma Agrária no Pará
Primeiro(a) Orientador(a): COSTA, Francisco de Assis
Primeiro(a) coorientador(a): FERNANDES, Daniel dos Santos
Título: A Firma chegou, pesou, levou, aí vai tirar seus bilhões (...), mas o agricultor não sai daqueles centavos: expropriação e resistências camponesas na Amazônia paraense
Citar como: SOUSA, Claudiane de Fátima Melo de. A Firma chegou, pesou, levou, aí vai tirar seus bilhões (...), mas o agricultor não sai daqueles centavos: expropriação e resistências camponesas na Amazônia paraense. Orientador: Francisco de Assis Costa. 2019. 2016 f. Tese (Doutorado em Ciências - Desenvolvimento Socioambiental) - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/12065. Acesso em:.
Resumo: Sempre que formações camponesas se encontram, de algum modo, em relação direta com setores da economia capitalista surge o debate acerca de sua permanência ou subsunção. Neste trabalho trato desse assunto, e apresento como hipótese de trabalho que os contratos realizados entre agricultores familiares e empresas do ramo da dendeicultura não os transformam em uma classe para o capital, mas compõe maneiras particulares de o capitalismo promover a sua reprodução ampliada. Utilizando o método etnográfico demonstro que na Amazônia a expansão da dendeicultura contém todos os elementos identificados por Marx no que ele denominou de acumulação primitiva, e que isto não se constitui como um entrave para a existência capitalista, ao contrário, comprova a tese central de RosaLuxemburgo, segundo a qual “Como processo histórico, a acumulação do capital progride do princípio ao fim em um meio constituído por formações pré-capitalistas várias, e em confronto político constante, mantendo intercâmbio econômico interminável com as mesmas”. Deste modo, e tendo em vista o contexto hodierno, o esquema teórico da autora mostra-se atual e válido.
Abstract: Whenever peasant formations are in some way in direct relation to sectors of the capitalist economy, the debate arises about their permanence or subsumption. In this paper I deal with this subject, and I present as a working hypothesis that the contracts made between family farmers and oil palm companies do not turn them into a class for capital, but they compose particular ways for capitalism to promote their expanded reproduction. Using the ethnographic method I show that in the Amazon the expansion of oil palm contains all the elements identified by Marx in what he called primitive accumulation, and that this does not constitute an obstacle to capitalist existence, on the contrary, proves Rosa Luxemburg's central thesis. According to Luxemburg, "As a historical process, the accumulation of capital progresses from beginning to end in a medium consisting of various precapitalist formations, and in constant political confrontation, maintaining endless economic exchange with them." Thus, and in view of today's context, the author's theoretical scheme is current and valid.
Palavras-chave: Camponeses - Aspectos econômicos - Pará
Dendê - Expansão territorial - Pará
Dendê - Cultivo - Pará
Área de Concentração: DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL
Linha de Pesquisa: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, REGIONAL E AGRÁRIO
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIA AGRARIA
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Pará
Sigla da Instituição: UFPA
Instituto: Núcleo de Altos Estudos Amazônicos
Programa: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Fonte: 1 CD-ROM
Aparece nas coleções:Teses em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (Doutorado) - PPGDSTU/NAEA

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