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Tipo: Dissertação
Data do documento: 10-Mar-2020
Autor(es): SANTOS, Renan Fernandes dos
Primeiro(a) Orientador(a): NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues
Título: Paleoambiente e evolução dos estromatólitos gigantes da capa carbonática marinoana do Cráton Amazônico, Tangará da Serra-MT
Agência de fomento: 
Citar como: SANTOS, Renan Fernandes dos. Paleoambiente e evolução dos estromatólitos gigantes da capa carbonática marinoana do Cráton Amazônico, Tangará da Serra-MT. Afonso César Rodrigues Nogueira. 2020. 34 f. Dissertação (Mestrado em Geologia e Geoquímica) - Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13508. Acesso em:.
Resumo: Estromatólitos dômicos gigantes, associados a estruturas tubulares, são registrados pela pri- meira vez na sequência de capa carbonática Puga, no sudeste do Cráton Amazônico, região de Tangará da Serra, Brasil. Os mounds gigantes bem preservados com cúpulas dômicas indivi- dualizadas, com expressivo relevo sinóptico, métrico a decamétrico atingem cerca de 12 m de diâmetro e até 10 m de altura, formando um biostroma lateralmente contínuo por aproxima- damente 200 m. Este trabalho teve como objetivo descrever e atestar sua biogenicidade a ocorrência de estromatólitos gigantes na sequência de capa Carbonática Puga, levando em consideração seus aspectos macro, meso e microscópicos e determinar a relação estratigráfica das fácies: biogênicas, formada por processos de organomineralização, sejam eles bioinduzi- dos ou bioinfluênciados com as demais fácies inorgânicas, originadas por precipitação e/ou processos sedimentares (mecânicos) e por fim propor um modelo evolutivo para os giant stromatolites com as demais fácies, fornecendo novas inferências para a hidrodinâmica do mar epicontinental, do SE do cráton amazônico. O começo do Ediacarano é marcado por ma- res epicontinentais, rasos e estratificados, formados por águas hipersalinas e densas, contras- tando com as águas de degelo, leves e ricas em nutrientes. A origem dos estromatólitos gigan- tes é produto de uma soma de fatores paleoambientais anômalos, ocorridos após a glaciação Marinoana (635Ma).O substrato de diamicton foi colonizado por comunidades microbianas extremorfilas, halofilas, em águas hipersalinas com pouca ou nenhuma influência direta de processos hidrodinâmicos, formando estromatólitos estratiformes com cimento de pseudo- morfos de gipsita. Com o avanço das condições de greenhouse, ocorre uma contínua geração do espaço de acomodação, ocasionada pela elevação do nível do mar, influenciada pela trans- gressão sin-deglacial e pelo ajuste glacioisotatíco (GIA) que ocasionou soerguimento da zona costeira e a mistura das águas. A mistura das águas foi essencial para os desenvolvimentos das esteiras microbianas, pois a água de degelo, rica em nutrientes, produto do intenso intem- perismo pós-glacial condicionando um aumento da alcalinidade e de elementos essenciais para a proliferação de comunidades microbianas. As comunidades microbianas desenvolve- ram-se incialmente em equilíbrio com a constante migração da zona fótica, ocasionada pelo gradual aumento do nível do mar. Com o fim da influência do GIA o espaço de acomodação passa a ser controlado apenas pela transgressão pós-glacial, acarretando uma maior influência nos processos hidrodinâmicos, registrado no expressivo relevo sinóptico. A soma destas con- dições teria propiciado o desenvolvimento de comunidades microbianas que viriam a se tornar mounds estromatolíticos gigantes, com relevo sinóptico métrico a decamétrico. O constante 8 aumento de energia, acarretaria o retrabalhamentos das esteiras microbianas, gerando macro- peloides. O registro demonstra uma alternância de lâminas de macropeloides e estromatolíti- cas, o que sugere que em momentos de estabilização, havia uma tentativa de colonização das comunidades microbianas. O declínio dos estromatólitos gigantes, no sudeste do Cráton Amazônico, estaria relacionado ao auge das condições de greenhouse, com um aumento da influência da transgressão pós-glacial que condicionaria uma entrada maciça de siliciclásticos, promovendo o soterramento das comunidades microbianas e o súbito aumento do nível do mar. Assim, os estratos estromatolíticos foram sucedidos por uma fábrica calcária, induzidas principalmente por processos inorgânicos, em um mar saturado em CaCO3.
Abstract: Giant domical stromatolites, associated with tubstone structures, are recorded here for the first time the sequence of the Puga cap carbonate the southeast of the Amazonian Craton region of Tangará da Serra, Brazil. The well-preserved giant mounds reach 12 m in diameter and up to 10 m in height, forming a 200 m laterally continuous biostrom, with individualized domes, which display an expressive synoptic, metric to decametric relief. This work aimed to de- scribe and interpret the first occurrence of giant stromatolites and attest to their biogenicity, considering their macro, meso and microscopic aspects. It also determined the stratigraphic biogenic facies relationship, formed by organomineralization processes, whether bioinduced or bioinfluenced together with the other inorganic facies, originated by precipitation and/or sedimentary (mechanical) processes of the Puga carbonate sequence and finally, proposed an evolutionary model for giant stromatolites with the other facies, providing new inferences for the hydrodynamics of the epicontinental sea, of the SE of the Amazonian craton, with pale- oenvironmental and bioevolutionary implications for the beginning of Ediacaran. The begin- ning of Ediacaran marked by epicontinental, shallow and stratified seas, formed by dense and hypersaline waters, contrasting with the melting waters, light and rich in nutrients. The origin of the giant stromatolites is the product of a sum of anomalous paleoenvironmental and biotic factors, which occurred after the Marinoana glaciation (635Ma). The diamicton substrate was colonized by extremophiles, halophilic microbial communities in hypersaline waters with little or no direct influence of hydrodynamic processes, forming stratiform stromatolites with gypsum pseudomorph cement. With the advancement of greenhouse conditions, there was a continuous generation of accommodation space, caused by rising sea levels, influenced by syn-deglacial transgression and by the glacio-isostatic adjustment (GIA) that caused the uplift of the coastal zone and the mixing of the waters. The mixture of the waters that occurred at the end of the glaciation was essential for the development of microbial mats, since the cool water was, rich in nutrients. The microbial communities developed initially in balance with the constant migration of the photic zone, caused by the gradual rise in sea level, with the end of the GIA's influence. The accommodation space is controlled only by post-glacial transgres- sion, resulting in a more significant impact on hydrodynamic processes, registered in the ex- pressive synoptic relief. The sum of these conditions would have propitiated the development of microbial communities that would become giant stromatolitic mounds, with metric to dec- ametric synoptic relief. The constant increase in energy would result in the reworking of mi- crobial mats, generating macropeloids, agglomerates of micropeloids. The record demon- 1 strates an alternation of macropeloids and micropeloids blades, which suggests that in times of stabilization, there was an attempt to colonize microbial communities, that were reworked continuously by the wave. The decline of giant stromatolites, in the southern of the Amazoni- an craton, would be related to the height of greenhouse conditions, with an sudden increase in the influence of post-glacial transgression, which would condition a massive siliciclastic en- try, promoting the burial of microbial communities. Thus, the stromatolitic strata were suc- ceeded by a limestone factory, induced mainly by inorganic processes, in a sea saturated with CaCO3. Giant stromatolites are considered here as an essential record for understanding post- glacial conditions, from the beginning of Ediacaran.
Palavras-chave: Geologia estratigráfica
Estromatólito Gigante
Capa Carbonática
Marinoana (635Ma)
Ediacarano
Área de Concentração: GEOLOGIA
Linha de Pesquisa: ANÁLISE DE BACIAS SEDIMENTARES
CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Pará
Sigla da Instituição: UFPA
Instituto: Instituto de Geociências
Programa: Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Fonte: 1 CD-ROM
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