Dissertações em Comunicação, Cultura e Amazônia (Mestrado) - PPGCOM/ILC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4453
O Mestrado Acadêmico em Comunicação, Cultura e Amazônia funciona no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Navegar
Navegando Dissertações em Comunicação, Cultura e Amazônia (Mestrado) - PPGCOM/ILC por Orientadores "CUNHA, Elaide Martins da"
Agora exibindo 1 - 5 de 5
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Apuração, desinformação e whatsapp na rotina jornalística: os atravessamentos da pandemia de Covid-19 nas redações de TV de Belém (PA)(Universidade Federal do Pará, 2023-06-02) SILVA, George Luiz Miranda da; CUNHA, Elaide Martins da; http://lattes.cnpq.br/3778190981135428; https://orcid.org/0000-0001-7723-7055Assim como outras atividades, o Jornalismo também precisou se adaptar ao chamado “novo normal” com a chegada da pandemia de Covid-19. O WhatsApp - que já era bastante utilizado pelas emissoras de TV de Belém (PA) - se tornou ainda mais estratégico para a produção de telejornais após o início da crise sanitária. Os produtores e produtoras passaram a acumular funções e a utilizar ainda mais o aplicativo no tráfego de conteúdo e no contato com o público, personagens, especialistas e fontes oficiais. Diante disso, a proposta desta pesquisa foi investigar quais procedimentos foram adotados por esses profissionais para filtrar e apurar as informações que chegam às redações, por meio do aplicativo, após março de 2020, mês em que o Pará registrou o primeiro caso de Covid-19 e as medidas restritivas começaram a ser implementadas no Estado. O trabalho também se propõe a indicar o perfil dos profissionais que integram o quadro de produção jornalística das emissoras de TV da capital paraense, incluindo gênero, faixa etária e tempo de profissão, além de mapear a percepção destes profissionais sobre o combate à desinformação, os desafios do cargo e a defesa do Jornalismo em tempos de tantos ataques sociais e institucionais à imprensa. A pesquisa é amparada nos conceitos de Desordem da Informação (WARDLE e DERAKHSHAN, 2017), Cultura Participativa (JENKINS, 2009), Interatividade (LEMOS, 1997), entre outros. Para alcançar os objetivos deste estudo, adotou-se metodologia de abordagem qualitativa e utilizou-se as técnicas de aplicação de questionário online, que contemplou 28 profissionais de seis emissoras de Belém, além de entrevistas semiestruturadas e observação participante. Os resultados da pesquisa apontam que 100% dos entrevistados utilizam o WhatsApp na rotina de trabalho e a maioria se sente responsável pelo combate à desinformação, embora alguns tenham ficado em dúvida se já colocaram um conteúdo no ar sem a devida apuração. Os procedimentos de checagem mais comuns entre os produtores são: pedir mais informações ao denunciante, pesquisar o assunto na internet e pedir posicionamento a fontes oficiais. Quanto ao perfil dos profissionais, o estudo evidencia que o quadro de produção das emissoras é formado, majoritariamente, por profissionais jovens e com pouco tempo de carreira. A pesquisa também aponta que os profissionais enfrentam conflitos na realização de seus trabalhos, principalmente pelo acúmulo de funções e precarização da profissão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cartografia sensível: televisão, interação e afetividade entre público e o programa Sem Censura Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-03-10) VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; CUNHA, Elaide Martins da; http://lattes.cnpq.br/3778190981135428O objetivo desta pesquisa é compreender os modos de interação e laços de afeto tecidos entre o telespectador e o programa Sem Censura Pará, da TV Cultura do Pará. Parte-se da seguinte questão-problema: como se estabelecem os modos de interação e os laços de afetividade entre o programa Sem Censura Pará e seu público? O percurso metodológico segue em busca de um mapeamento dessa relação. Para isso, são adotadas três rotas: uma pela observação participante, outra pela análise dos programas de janeiro a agosto de 2016 e uma última com base em entrevistas (em profundidade e questionários) com telespectadores e profissionais que fizeram e fazem parte do SCPA. A partir das falas dos entrevistados, da observação participante e da análise dos programas, os três caminhos permitem ajudar a tecer a afetividade e os processos de interação com o SCPará O mapeamento feito pela conexão de três categorias (temporalidade, quotidiano e cooperação) que dá forma ao que chamo de uma cartografia sensível.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fotojornalismo em cenários de convergência: reconfigurações, inovação, cultura participativa e práticas profissionais(Universidade Federal do Pará, 2018-03-22) SIQUEIRA, Thaís Christina Coelho; CUNHA, Elaide Martins da; http://lattes.cnpq.br/3778190981135428Esta pesquisa tem por objetivo investigar as reconfigurações pelas quais passa o fotojornalismo a partir do contexto da cultura da convergência (SILVA JUNIOR, 2012), caracterizada por transformações tecnológicas, mercadológicas, sociais e culturais (JENKINS, 2009). Tais mudanças alteram as formas de produzir e consumir conteúdos, levando muitas empresas de comunicação a investirem em inovação e a repensarem suas práticas. Nesse cenário, a fotografia, que desde o início do século XX acompanha o texto escrito na constituição da notícia dos impressos, ganha maior autonomia informativa, tornando-se, muitas vezes, protagonista da informação. Parte-se do pressuposto de que, nesse cenário, o fotojornalismo passa a ocupar um lugar de destaque na construção da notícia. Em vista disso, este estudo está centrado em três questões: que mudanças podem ser observadas no fotojornalismo atual, em termos de inovação em linguagens e formatos? Como se dá a participação dos usuários na produção fotográfica para os portais de notícia? E como essas transformações afetam as práticas profissionais dos fotojornalistas? Para melhor compreender esses processos, ampara-se nos conceitos de cultura da convergência e, mais especificamente, convergência jornalística (SALAVERRÍA; NEGREDO, 2008; SALAVERRÍA, 2010; SALAVERRÍA, AVILÉS E MASIP, 2010); discutindo as características dos cibermeios (HERSCOVITZ, 2009; ZAMORA, 2011); a reprodutibilidade e multiplicação das imagens técnicas (BENJAMIN, 2012; 2014); os tipos de imagem presentes na imprensa (BAEZA, 2001); as características do fotojornalismo na web, sobretudo em sua etapa convergente (SILVA JUNIOR, 2012); os gêneros fotojornalísticos (SOJO, 1997); os formatos da fotografia usados pelo jornalismo na contemporaneidade (PEREIRA, 2016); a inovação no jornalismo (MACHADO, 2010; FUCK; VILHA, 2011; BARBOSA, 2011; FONTOURA, 2015; MARTINS, 2017); e a cultura participativa (JENKINS, 2009; JENKINS; GREEN; FORD, 2014). Além disso, discute-se ainda os conceitos de narratividade (MOTTA, 2013); de narrativa fotográfica na cultura da convergência (SALLET, 2015; HENN; SALLET, 2012); e das implicações da cultura da convergência nas práticas profissionais dos fotojornalistas (SILVA JUNIOR, 2011; 2012; SOUSA, 2013; SALLET, 2014; FERREIRA, 2014; RAMOS E MAROCCO, 2017). Parte-se da observação direta e análise de conteúdo para examinar o fotojornalismo nos portais Diário Online (DOL), UOL e Clarín, com base nas categorias fotográficas elaboradas por Pereira (2016). A metodologia também inclui entrevistas semiabertas com fotojornalistas e editores de portais de notícias, além de um fotojornalista e pesquisador, buscando discutir as experiências profissionais e as visões desses sujeitos sobre a produção fotojornalística no contexto convergente. Os resultados deste estudo apontam que os portais têm buscado adotar a inovação no fotojornalismo, investindo em recursos multimídia que possibilitam explorar o potencial informativo da fotografia, como galerias, slideshows e imagens em 360º. Observa-se também uma reconfiguração nas formas narrativas do fotojornalismo, com destaque para a produção fotográfica em sequência, a crescente participação do público na produção das imagens que compõem as notícias e o aumento gradativo do espaço para essa participação, com vistas ao engajamento dos usuários. Por fim, identifica-se que, em geral, os profissionais chegam a apontar essas transformações até mesmo como um processo natural no desenvolvimento do fotojornalismo e acreditam que, com estratégias, treinamentos e maior valorização de seu trabalho por parte das empresas, tendem a expandir seu repertório nesse contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inovação social nos veículos jornalísticos independentes: um olhar para as narrativas sobre povos indígenas na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-06-02) DUARTE, Glenda Suelem Magno; CUNHA, Elaide Martins da; http://lattes.cnpq.br/3778190981135428; https://orcid.org/0000-0001-7723-7055Esta dissertação busca analisar e compreender as manifestações da inovação no jornalismo a partir de um olhar para as produções dos seguintes veículos jornalísticos: InfoAmazonia, Agência Pública e Amazônia Real. Ambos se classificam como veículos independentes e priorizam a Amazônia em suas abordagens. A fim de compor o corpus da pesquisa e delimitar a temática investigada, selecionou-se, ao todo, 38 reportagens sobre os povos indígenas na região. Como principais referências teóricas sobre comunicação e inovação no jornalismo, a pesquisa ampara-se nos estudos de Rosseti (2013), Barbosa (2014), Longhi e Flores (2017), Pedro Varoni (2017), Martins (2018, 2021), Longhi (2020), Martins e Sousa (2020), Storch e Feil (2021), dentre outros. Adota-se a abordagem metodológica de natureza qualitativa, por meio dos métodos de pesquisa Estado da Arte, com Norma Ferreira (2002) e Sampaio e Mancini (2007) e Análise de Conteúdo, com Laurence Bardin (2011). A partir dos eixos de inovação identificados no estado da arte, utiliza-se o eixo ‘narrativa’ como categoria de análise. Com base nesta proposta, procurou-se compreender se esse e/ou outros eixos de inovação no jornalismo estão presentes nas reportagens analisadas e como eles se constituem e se delineiam nessas produções. Partiu-se da hipótese de que os veículos independentes têm uma forma própria de abordar os povos indígenas, voltada para uma narrativa de caráter social que busca valorizar o protagonismo desses povos em suas abordagens. Com isso, os principais resultados apontam para as temáticas ‘protagonismo feminino indígena’, ‘invasão de terras indígenas’, ‘política’, ‘resistência’, ‘covid-19 (saúde)’ e ‘violência’, contribuindo para o entendimento da dimensão social que a inovação desempenha no jornalismo independente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Questão racial no Instagram: uma análise dos conteúdos publicados pelos vereadores da 19ª Legislatura de Belém(Universidade Federal do Pará, 2022-08-29) ARAÚJO, Marcus Vinícius Passos; CUNHA, Elaide Martins da; //lattes.cnpq.br/6730514752933340; http://lattes.cnpq.br/3778190981135428; https://orcid.org/0000-0001-7723-7055Esta pesquisa articula três relevantes eixos: comunicação, política e questão racial. A partir das publicações dos vereadores de Belém (PA) no Instagram, busca-se compreender as ações desses atores políticos voltadas às questões raciais. Todos os 35 vereadores da 19ª Legislatura (2021-2024) de Belém estão presentes no Instagram. Durante a vigência do primeiro ano de mandato, estes vereadores postaram 8.696 publicações no feed, especificamente no formato JPG (imagem). Neste cenário, essa mídia digital se mostra como uma ambiência que alia audiência, recursos e múltiplas possibilidades de difundir temas, dentre eles, o conteúdo racial. Para guiar essa discussão, formulou-se o seguinte questionamento: “Como são constituídas as ações dos vereadores da Câmara Municipal de Belém voltadas à população negra e de que forma a questão racial está representada nessas ações, divulgadas em seus perfis no Instagram?”. A busca por essa resposta passou pela contextualização do processo de apropriação das mídias digitais pelos agentes políticos. Pesquisas de Kahwage (2019), Gomes et al. (2013), Vieira (2017) e Nunes (2013) vão mostrar que no uso dessa ambiência comunicativa os vereadores não se desvinculam das suas responsabilidades constitucionais. Já os conceitos de raça e racismo são fundamentais para compreender e analisar as questões que giram em torno do debate racial no Brasil. Trabalhos de Almeida (2020), Deus (2008), Munanga (2004), Gomes (2012) e Hall (2015) contribuem tanto para teorizar o cenário racial, como para ajudar na identificação de temáticas raciais, a exemplo do racismo, da discriminação e da representatividade. Os procedimentos metodológicos, amparados nos estudos de análise de conteúdo de Bardin (1977) e Sampaio e Lycarião (2021), possibilitaram identificar 382 publicações com referências a questões raciais. A partir da criação de um livro de códigos, com 20 categorias analíticas, foi possível compreender melhor o teor destas publicações. Entre os resultados alcançados estão, por exemplo, quais são os vereadores envolvidos com a causa racial, as principais temáticas raciais abordadas e se os conteúdos raciais estão atrelados ou não, sobretudo, a datas comemorativas, conforme premissa formulada neste estudo. Outro resultado significativo diz respeito ao perfil de quem mais publicou sobre a questão racial: mulher negra de esquerda com ensino superior como nível básico de estudo. Além de resultados expressivos, este trabalho também é marcado pelo ineditismo temático ao relacionar comunicação política com questões raciais debatidas em mandatos legislativos municipais, dentro da esfera do Instagram.
