Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS por Orientadores "BARRETO, Josafá Gonçalves"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Força de preensão manual e funcionalidade em pessoas atingidas pela hanseníase, seus contatos intradimiciliares e escolares de área endêmica: Correlação com biomarcador molecular e sorológico de infecção pelo Mycobacterium leprae(Universidade Federal do Pará, 2023-04-26) CONDE, Renatto Castro; BARRETO, Josafá Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1894551542259862A hanseníase pode causar importantes incapacidades físicas quando não diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico é essencialmente clínico, por meio de exame dermatoneurológico, incluindo o subjetivo teste manual de força muscular. Os contatos intradomiciliares de pacientes sem tratamento são as pessoas com maior risco de desenvolver a doença. O diagnóstico precoce é fundamental para a quebra da cadeia de transmissão e para prevenção de incapacidades. Nesse contexto, o uso da dinamometria fornece dados objetivos sobre a força de preensão manual, por meio de um teste clínico simples e de melhor custo-benefício, e com os testes funcionais, poderiam contribuir para uma detecção precoce de disfunções de nervos periféricos. O objetivo deste estudo é correlacionar dados de força de preensão manual e de funcionalidade com biomarcadores de infecção pelo Mycobacterium leprae entre pessoas atingidas pela hanseníase, seus contatos intradomiciliares e escolares de áreas endêmicas. O estudo foi aprovado (Parecer 5384136) e realizado em Imperatriz (MA), Marituba (PA) e São luís (MA). Os sujeitos com diagnóstico de hanseníase, seus contatos intradomiciliares e escolares <15 anos foram examinados clinicamente e tiveram amostras biológicas coletadas para detecção de anticorpos IgM-anti-PGL-I e para detecção molecular do M. leprae por meio de RT-PCR. A força foi medida através de dinamômetros manuais, enquanto utilizamos escala e testes funcionais para avaliação da funcionalidade. Foram incluídos 179 sujeitos no estudo, sendo 94 do sexo feminino (52,51%), 67 casos de hanseníase (28 casos novos e 10 casos índices), 60 contatos intradomiciliares saudáveis (36,5 ±14,69 anos) e 52 escolares saudáveis de região endêmica. Encontramos uma prevalência significativa na perda de força muscular (p=0,0003) em casos de hanseníase comparados aos indivíduos saudáveis. Os sujeitos saudáveis >15 anos do sexo masculino obtiveram valores significativamente maiores de média de força de preensão e de pinça (p<0,05) em comparação aos casos de hanseniase do sexo masculino, exceto na pinça polpa. Os casos de hanseníase> 15 anos apresentaram significativas perdas funcionais (p<0,05), avaliados pelos TFMJT e 9-PnB e um maior tempo de teste, quando comparados ao grupo saudável, principalmente as mulheres. Foi observado que os casos de hanseníase apresentaram mais limitações de atividades ao avaliados na escala SALSA (p<0,05). Os sujeitos com alteração na palpação de nervos e diminuição de sensibilidade tátil, apresentaram mais fraqueza muscular e perda funcional (p<0,05). Encontramos correlação inversamente proporcional entre os títulos de IgM anti-PGL-I e a força de preensão muscular e de pinça em maiores de 15 anos (p<0,05). Foi observado fraqueza muscular na maioria dos casos positivos para RT-PCR. Os RT-PCR positivos, 42,31% apresentaram perda funcional nos testes, apresentando significativamente um maior tempo no TFMJT (p=0,028). Os positivos para RT-PCR, apresentaram tempos significativamente maiores nos subtestes de empilhamento de blocos (p=0,046) e simulação de alimentação (p=0,025). Observamos fraqueza muscular em 28,75% e perda funcional em 33,33% de sujeitos duplo positivos para anti-PGL-I e RT-PCR. Portanto, esses dados nos mostram que pode haver um comprometimento motor e funcional nessa população mais vuneravél para o desenvolvimento da hanseníase, onde esses testes podem encontrar incapacidades, além daquelas da avaliação clínica tradicional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Perfil epidemiológico e sobrevida de pacientes em tratamento hospitalar para COVID-19: um estudo de caso no interior da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2022-01-27) AFONSO, Amanda de Queiroz; BARRETO, Josafá Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1894551542259862Introdução: A doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), COVID-19, desencadeou até janeiro de 2022 mais de 298 milhões de casos e 5,47 milhões de mortes em todo o mundo. O Brasil ocupa o 3° lugar de casos confirmados com mais de 22,3 milhões de infectados e 2º lugar em número de óbitos com mais de 620 mil mortos. No Pará, foram registrados mais de 627 mil casos e 17,1 mil mortos. Pessoas idosas e com doenças crônicas estão mais susceptíveis a desenvolver a forma grave da doença e suas sequelas funcionais. Por se tratar de uma doença nova, é necessário registrar, descrever e compreender o perfil clínico- epidemiológico e de funcionalidade dos pacientes que evoluem para hospitalização e correlacionar estas variáveis com o desfecho clínico dos pacientes. O objetivo dessa pesquisa foi traçar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes hospitalizados para tratamento de COVID-19 e identificar possíveis fatores associados a sobrevida nesses pacientes, incluindo o nível de funcionalidade. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa observacional onde foram coletados dados clínicos e epidemiológicos nos prontuários de todos os pacientes internados para tratamento de COVID-19, no período de abril de 2020 a abril de 2021, no Hospital de Urgência e Emergência Drª Maria Laise Moreira Pereira Lima, localizado no município de Castanhal-Pará. Para avaliação da funcionalidade foi utilizada a Escala Modificada de Barthel, que avalia a capacidade de realizar atividades de vida diária. Foram utilizadas estatísticas descritivas de tendência central e dispersão para descrever o perfil clínico- epidemiológico, e posteriormente a análise de sobrevivência de Cox, cuja finalidade é estudar a ocorrência de um fato durante um espaço de tempo. As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o software SSPS 28.0. Resultados: Foram incluídos 880 pacientes de acordo com os critérios estabelecidos. A média de idade foi de 54 anos, destes 59,54% do sexo masculino. As comorbidades mais frequentemente relatadas foram hipertensão arterial sistêmica (41,36%), diabetes (24,54%) e doença renal crônica (5,79%). Segundo análise descritiva, o grupo que não teve acesso ao atendimento fisioterapêutico, pareceu ter os piores desfechos, apresentando 20,28% de óbitos. Em relação a funcionalidade, todos as pacientes que apresentaram algum nível de dependência funcional, necessitaram de suplementação de oxigênio em algum momento. De acordo com a análise de sobrevivência realizada, quanto maior o tempo de hospitalização, maior foi o risco de morte, e os fatores que pareceram ser decisivos foram a idade e número de comorbidades associadas, e dependência funcional, visto que pacientes com algum prejuízo na funcionalidade, apresentaram 2,75 mais chances de óbito. Conclusão: O risco de óbito aumenta em pacientes idosos, com duas ou mais comorbidades e que apresentam dependência funcional moderada, severa ou total. Sabendo disso, é necessária a vigilância constante de pacientes admitidos nas unidades hospitalares que apresentem algum desses fatores de risco.
