Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4190
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH por Orientadores "ARENZ, Karl Heinz"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os Cadernos do Promotor: as ações do Tribunal do Santo Ofício no Maranhão e Grão-Pará (1640-1750)(Universidade Federal do Pará, 2018-06-25) CARVALHO, Leila Alves de; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/4213810951901055Esta pesquisa tem por objetivo analisar como ocorreram as ações do Tribunal do Santo Ofício na Amazônia lusa – Maranhão e Grão-Pará – num recorte temporal mais que secular, entre 1640 e 1750. O intuito é perceber as estratégias empregadas pelo Santo Ofício como forma de espraiar seu poder em um período anterior à Visitação Pombalina de 1763, dentro da realidade da colônia de vasta extensão e diversas populações. Neste contexto, buscamos identificar os agentes do Santo Ofício, assim como, as formas utilizadas para implantar o disciplinamento moral e religioso neste espaço e nesta sociedade. Nos embasamos, como fonte principal, nos manuscritos dos Cadernos do Promotor da Inquisição de Lisboa, para, através deles, detectarmos os procedimentos estabelecidos pelos agentes inquisitoriais; apontar, quantitativamente e qualitativamente quais eram as denúncias mais relevantes do ponto de vista do Tribunal; e, identificar, por qual razão algumas queixas não se tornaram processos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entre índios e verbetes: a política linguística na Amazônia portuguesa e a produção de dicionários em língua geral por jesuítas centro-europeus (1720-1759)(Universidade Federal do Pará, 2017-08-22) PRUDENTE, Gabriel de Cássio Pinheiro; BARROS, Maria Cândida Drumond Mendes; http://lattes.cnpq.br/1026942131180068; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/4213810951901055O objetivo desta dissertação é analisar a política linguística da Companhia de Jesus e do governo português para o Estado do Grão-Pará e Maranhão e relacioná-la ao processo de produção de três dicionários em Língua Geral redigidos por jesuítas originários da Europa Central que atuaram na região amazônica no contexto das reformas pombalinas na década de 1750. Primeiramente, buscou-se compreender as diretrizes da Companhia de Jesus para a escolha e padronização de uma língua indígena no Brasil para a catequização dos índios, bem como o posicionamento dos jesuítas e do Estado português em relação à Língua Geral na Amazônia. Em seguida, foi reconstituída a trajetória de um grupo de jesuítas centro-europeus na Amazônia lusa em meados do século XVIII, cujos membros, muito provavelmente, redigiram três dicionários em Língua Geral. Por fim, utilizando o conceito de mediação cultural, os dicionários são compreendidos como produtos de um processo de negociação de sentidos, constituindo-se tanto como textos de tradução e classificação, como instrumentos de aprendizado da Língua Geral. Fora o aspecto meramente técnico ou prático, os vocabulários são analisados enquanto textos continuamente atualizados pelos autores jesuítas a partir de suas experiências adquiridas no complexo convívio com os índios no interior das missões.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O mundo do trabalho colonial e a construção da fortaleza de São José de Macapá (1760-1775)(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) RAIOL JUNIOR, Leonardo; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/0770998951374481Neste estudo, visamos analisar o mundo do trabalho na Amazônia colonial, com enfoque na mão de obra empregada na construção da fortificação de Macapá, entre 1760 e 1775. Este local, situado estrategicamente entre a região do Cabo do Norte e o delta do rio Amazonas, precisava ser guarnecido a partir da segunda metade do século XVIII. Nesse período, as reformas promulgadas pela Coroa portuguesa, por instigação do secretário régio Sebastião José de Carvalho e Melo, foram aplicadas no vale amazônico. Dentre os diversos sujeitos, envolvidos nas obras em Macapá, focamos na mão de obra indígena e africana, imprescindível para a execução dos trabalhos. Com o olhar voltado para a vida cotidiana e as condições de trabalho desses(as) empregados(as) nos canteiros, partimos, na nossa análise, da história vista de baixo associada à ideia de cotidianidade de Agnes Heller e a concepção de vida ativa de Hannah Arendt. Quanto às fontes, recorremos a documentos disponíveis no Arquivo Público do Estado do Pará e do Arquivo Histórico Ultramarino (Projeto Resgate). Ambos os acervos fomentaram a compreensão do contexto do objeto de estudo, mediante o levantamento e cruzamento de dados, contidos nas linhas e entrelinhas dos papeis. Ao final, constatamos que a construção do Forte de Macapá abarcou uma ampla rede de vilas, cidades e lugares, de onde saiu grande parte da mão de obra utilizada nos redutos das obras. Neles engendrou-se, pelas múltiplas formas de convivência e interação desses sujeitos, uma complexa rede de relações sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nas correntezas e contra-correntezas do rio Caraparu: memória e história em comunidades tradicionais na Amazônia oriental (1912-1950)(Universidade Federal do Pará, 2012) PAZ, Raimundo Franciel; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/4213810951901055Este trabalho trata da dinâmica do processo de formação e desenvolvimento de povoados ao longo do curso do rio Caraparu no contexto da primeira metade do século XX, mais precisamente no período de 1912 a 1950, localizados ao sul do atual Município de Santa Izabel do Pará. O objetivo é relacionar a produção agro-extrativa e o comércio de batelões, com a utilização do rio Caraparu, enquanto estrada fluvial. Até 1950 essas populações viviam às margens do referido, e por isso construíram um imaginário de crenças em seres do fundo e do âmago da mata, o que associa com as práticas da pajelança cabocla, ao mesmo tempo em que praticavam o catolicismo de devoção aos santos. Para alcançar o objetivo, optamos em utilizar as técnicas e os procedimentos da história oral, trabalhando na coleta de narrativas nas comunidades de Boa Vista do Itá e vila de Caraparu, ao mesmo tempo em que procedemos à garimpagem de documentos escritos. A proposta é trabalhar as narrativas vindas da oralidade, com fonte indiciária, ou seja, fornecendo as evidências dos fatos, para então fazermos a coleta das outras formas de fontes. A partir do entrecruzamento das fontes, busca-se compreender as complexas relações que tais populações construíram como a relação entre a economia de pequena escala e uma religião popular, típica de áreas rurais, compostas por populações ditas tradicionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quando a aldeia se torna vila: o processo de secularização da Missão de Trocano no baixo rio Madeira (1730-1790)(Universidade Federal do Pará, 2023-08-17) FONSECA, Marcela Gomes; ARENZ, Karl Heinz; http://lattes.cnpq.br/0770998951374481A presente dissertação tem como objetivo analisar o processo de secularização da aldeia missionária de Trocano, localizada no baixo rio Madeira, elevada à categoria de Vila de Borba, a nova em 1º de janeiro de 1756, pela política ilustrada e antijesuítica do então Secretário dos Negócios Interiores do Reino, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal. Considerada a primeira aldeia missionária nos sertões do Estado do Grão-Pará e Maranhão a ser elevada à categoria de vila civil pela política pombalina, Trocano estava localizada numa região estratégica. Primeiro, por estar numa rota de fronteira interna entre o Estado do Grão-Pará e Maranhão e a Capitania do Mato Grosso, e externa, entre os domínios espanhóis e portugueses na América do Sul. E segundo, por estar numa rota hidrográfica para um sertão promissor em minérios, drogas do sertão e mão de obra indígena. Acredita-se que a secularização pioneira da aldeia de Trocano, que contou com a presença em pessoa do então Governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão de Sebastião José de Carvalho e Melo, confirma a hipótese aqui defendida, de que as aldeias missionárias localizadas em regiões fronteiriças, foram prioridades na implantação da política pombalina para o vale amazônico.
