Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4190
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH por Orientadores "BEZERRA NETO, José Maia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A cidade de Camilo: escravidão urbana em Belém do Grão Pará (1871-1888)(Universidade Federal do Pará, 2012-06-26) LAURINDO JUNIOR, Luiz Carlos; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821O objetivo desta dissertação consiste em analisar determinados aspectos da escravidão negra na cidade de Belém, entre 1871 (ano de promulgação da Lei do Ventre Livre) e maio de 1888 (quando a escravidão foi abolida). O foco da pesquisa está voltado para a “experiência humana” e o “cotidiano” de um contingente populacional, que, apesar de expressivo (pelo menos até meados da década de 1880), não costuma aparecer na historiografia sobre a Belém de fins do século XIX, comumente chamada de Belém da Belle-Époque. Elementos componentes deste contexto, como o boom da economia da borracha, a propagação das ideias de “civilização”, “modernidade” e “progresso”, e o crescimento da população livre, acabam não deixando espaço para os escravos que residiam e/ou circulavam pelos quatro cantos da cidade e matizavam sua paisagem. O processo criminal em que foi réu um destes escravos urbanos, Camilo João Amancio, será o fio condutor dos quatro capítulos deste trabalho, que abordam as seguintes problemáticas: a relação dos escravos com a polícia e a justiça; sua inserção no mundo do trabalho e no mercado urbano de escravos; os usos e significados do tempo de não trabalho de que dispunham; e as redes de sociabilidades que teciam com os mais variados indivíduos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Escravidão negra em Belém: mercado, trabalho e liberdade (1810-1850)(Universidade Federal do Pará, 2011) PALHA, Bárbara da Fonseca; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821Entre os anos de 1810 e 1850, a presença de trabalhadores escravos em Belém era significativa. Em termos demográficos, essa população representava quase metade da população da cidade, formada pelas freguesias urbanas da Sé e Campina. A presente dissertação analisa a escravidão em Belém, a partir de diversos aspectos como o tráfico, a procedência e/ou origem geográfica e étnica dos cativos, a demografia e as cores, mercado e a mobilidade cativa, o controle social e a liberdade escrava, permeados por acontecimentos sociais, políticos e econômicos ocorridos no Brasil e no Grão-Pará, no período em questão, tais como a chegada da família real e a abertura dos portos, a independência, a Cabanagem e a promulgação das leis anti-tráfico de 1815, 1831 e 1850. Narrativas de viajantes estrangeiros, jornais, inventários post-mortem, relatórios de governo, códigos de posturas e ações de liberdade são algumas das fontes utilizadas para construção do cenário: a Belém da primeira metade do século XIX, e para conhecimento da atuação de nossos atores: os trabalhadores escravos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Igarapé-Miri: a passagem da escravidão ao trabalho livre, numa região de engenhos (Grão-Pará: 1843-1888)(Universidade Federal do Pará, 2017-05-16) NASCIMENTO, Sônia Viana do; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821Em Igarapé-Miri, ao longo do século XIX, a presença de trabalhadores escravos se mostrou significativa e de grande relevância as atividades da lavoura canavieira e produção de aguardente/ cachaça. A presente dissertação analisa a passagem da escravidão ao trabalho livre, destacando que a proximidade ou o fim da escravidão, não significou a saída dos trabalhadores escravos dos engenhos da região. A partir do uso de fontes diversas como jornais, inventários post-mortem, saldo da câmara municipal de Igarapé-Miri, contratos de trabalho, e outros, dados demográficos, na busca em compreender a importância da escravidão no local assim como, os mecanismos utilizados pelos senhores para assegurar a mão-de-obra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Liberdade sem sustos, nem inquietações: significados e sentidos do fundo de emancipação no Grão-Pará (1871-1888)(Universidade Federal do Pará, 2014-02-26) NEVES, Pedro Monteiro; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821A segunda metade do século XIX no Brasil foi marcada por reflexões e debates sobre o processo de encaminhamento da emancipação que, para a sociedade como um todo, transformou-se em um verdadeiro dilema a ser resolvido: o problema do elemento servil. Esses debates eram sustentados pelos diferentes setores sociais que encaminhariam um processo de libertação de forma controlada e dirigida por meio do controle do Estado e sobre determinados escravos. O projeto vencedor desse debate foi a Lei do Ventre Livre de 1871 que permitiu uma emancipação indenizatória e de controle sobre a população de libertos por meio do Fundo de Emancipação. Nesse sentido, o projeto expressava a necessidade de se manter as relações sociais da escravidão, cujo principal tema em jogo era a perda do controle sobre a “propriedade escrava”. Esse controle sobre a propriedade, no entanto, não significou que os sujeitos sociais diretamente atingidos pela política de emancipação do Estado não construíssem suas respostas para enfrentar os desafios na busca de suas liberdades. As ações diante à justiça, aos relacionamentos cotidianos costurados, às ações junto à produção das matrículas ou das listas de classificação de escravos que seriam libertos pelo Fundo de Emancipação se constituíram, entre outras formas de intervenção escrava pautadas na própria legislação emancipacionista que garantiria ao escravo o caminho da liberdade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nos sertões da Província do Grão-pará: escravidão, engenhos, engenhocas e atividades econômicas no oitocentos (1810-1850)(Universidade Federal do Pará, 2022-09-30) MEDEIROS, Juliana do Nascimento; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821A pesquisa tem como objetivo principal investigar as propriedades agroextrativistas, sobretudo os sítios, os engenhos e as engenhocas, utilizando como pano de fundo a escravidão negra. Em decorrência desse objetivo analisar-se-á a estrutura de posse de cativos, empenhando-se em desvendar o universo das propriedades agrícolas dos quais esses sujeitos eram elementos fundamentais. Em vista dessa finalidade, irei traçar o perfil dos escravistas, dos escravos e das propriedades, desvendando as atividades realizadas em seus interiores que de antemão são peculiares, isto é, próprias da região Norte desse imenso país. Em um contexto histórico que vai de 1810-1850, momento de mudanças e transformações no Estado do Brasil que afeta todas as províncias; no âmbito regional o contexto é também acentuado por suas especificidades. O locus da pesquisa é o mundo rural amazônico, aqui chamado de sertão. Se entende por sertão as regiões interioranas da província que margeavam as cercanias de Belém, sendo destacadas as localidades que compunham a Zona Guajarina (Belém, Acará, Capim, Bujaru) e o Baixo Tocantins (Cametá, Moju, Abaetetuba e Igarapé-Miri), em virtude de serem nesses espaços mais tradicionais que se consolidaram as atividades agrícolas. Espaço complexo, heterogêneo e plural. Das propriedades se investiga as atividades produtivas: os meios, técnicas, ferramentas e mão-de-obra. Do produto dos engenhos e engenhocas, se enfatiza o papel da produção de cachaça de cana e aguardente de cana; em paralelo às atividades ligadas ao abastecimento provincial e ao mercado externo. Utiliza-se como fonte principal os inventários post-mortem, de forma complementar os testamentos, os relatos de viajantes, as fontes do arquivo histórico ultramarinos e os jornais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vida e morte escrava: um estudo sobre a mortalidade cativa na Belém oitocentista (1850-1859)(Universidade Federal do Pará, 2024-12-13) SILVA, Mayara Cristine Mendonça da; BEZERRA NETO, José Maia; http://lattes.cnpq.br/7000143949499821O estudo da saúde e das doenças é de grande importância para a história da humanidade, pois está intimamente ligado ao contexto social, econômico, político, cultural e até mesmo religioso, com significados que vão além das suas características biológicas. O presente trabalho tem como objetivo analisar a mortalidade cativa em Belém oitocentista, a partir do levantamento das principais causas dessa mortalidade na população escravizada entre 1850 e 1859, período de incidência de três epidemias na província do Pará. Pretende-se identificar padrões de mortalidade entre livres e escravos, analisar o cotidiano da saúde desses cativos, a propagação de determinadas enfermidades que assolavam a província, os motivos da sua maior exposição a essas enfermidades, e averiguar se existiu alguma política pública ou iniciativa por parte dos senhores para o tratamento das suas enfermidades, tendo em vista que os escravos constituíam a principal mão de obra. As fontes utilizadas serão os registros de sepultamento do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade, relatórios e discursos dos presidentes da província do Pará, a obra Epidemias no Pará de Arthur Vianna, a coleção de leis do período e anúncios de jornais. Palavras-chave: Escravidão, Epidemias, Mortalidade Cativa.
