Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/4190
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2004 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em História (PPHIST) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em História (Mestrado) - PPHIST/IFCH por Orientadores "NUNES, Francivaldo Alves"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ações colonizadoras em descompasso: legislação, propaganda e atuação de colonos estrangeiros e nacionais nos últimos anos do império e início da república no Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-06-09) SANTOS, Francisnaldo Sousa dos; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140O presente estudo busca refletir acerca das legislações gestadas com o objetivo de orientar a criação de núcleos coloniais e, consequentemente, a introdução de colonos nacionais e estrangeiros na Região Bragantina, Nordeste do Pará, entre os anos de 1886 e 1902. Procuramos analisar não apenas as pretensões das autoridades provinciais e estaduais por trás desses ordenamentos, mas também as reações dos colonos no interior dos espaços agrícolas frente a essas legislações. Ao mesmo tempo em que esses agentes públicos objetivavam ter um controle sobre aquelas áreas rurais, seus ocupantes e a própria produção agrícola, os imigrantes buscavam a efetivação e ampliação de direitos previstos não somente nas leis, mas também nas propagandas realizadas pelas autoridades paraenses na Europa com a finalidade de atrair imigrantes. Dentro desse universo de ordenamentos, buscamos ainda perceber as diferenças entre os programas de colonização pensados entre o final do período imperial e os primeiros anos da República, nos governos de Lauro Sodré, José Paes de Carvalho e Augusto Montenegro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De professores civis a oficiais militares: experiências sociais de militares temporários para o magistério na Força Aérea Brasileira (2011-2019)(Universidade Federal do Pará, 2023-08-31) GAUDÊNCIO, Sandra Letícia Magalhães; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140Esta dissertação analisa o processo de contratação temporária de professores como Oficiais Militares, considerando as demandas voltadas para o ensino básico numa estrutura militarizada. O objetivo é compreender o processo de formação e atuação dos oficiais militares temporários convocados para o quadro de ensino (magistério e pedagogia) da Força Aérea Brasileira – FAB, entre os anos de 2011 e 2019, no Colégio Tenente Rêgo Barros (CTRB). Assim sendo relevante compreender o cotidiano da formação desses Oficiais temporários, “os cotonetes” e a dinâmica de um “espírito militar” cujo alcance era determinado pelas relações sociais internas. As hipóteses levantadas são que as diversas experiências dos sujeitos sociais, homens e mulheres que atuavam nessa área perpassaram por estranhamentos, resistências, mediações, conflitos que se iniciam desde o processo de seleção até a atuação no CTRB. No que se refere às fontes, ressalta-se a relevância da oralidade a partir da utilização da técnica de entrevistas, autorizadas e gravadas através de google meet, feitas com os Oficiais temporários, suas memórias e esquecimentos, assim como, documentos oficiais, jornais, revistas e fotografias. Buscar-se-á compreender o processo de entrada dos professores civis em 2011 que se tornaram militares temporários e são profissionais da área de Ensino e Pedagogia, considerando as demandas voltadas para o ensino em uma escola assistencialista e o perfil dos profissionais que buscava alcançar convocados e formados para a “carreira” temporária na Força Aérea Brasileira-FAB, o chamado Quadro de Oficiais da Reserva de 2ª classe Convocados - QOCON.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “[...] dividir o corte da lenha [...] afim de não vermos brevemente as nossas matas calvas e estragadas”: a lenha nas Províncias do Pará e Amazonas (1850-1888)(Universidade Federal do Pará, 2024-09-23) CORDOVIL, Wendell Presley Machado; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140No século XIX amazônico, as embarcações a vapor que navegavam pelos rios da região ainda não utilizavam o diesel como combustível. As cozinhas das residências não conheciam ainda o “gás de cozinha”. Outro item se destacava como gerador de energia para fornalhas e fogões na dinâmica cotidiana: a lenha. A árvore derrubada era cortada em pedaços, entre menores e maiores, e se transformava então em “achas de lenha”. A partir da década de 1850 a lenha se tornava um produto de grande valor para a movimentação a vapor nos rios da Amazônia, assim como era comercializada para cozinhas domésticas ou de instituições e negócios. A lenha mobilizou diversas interações dos humanos entre si e com outros seres não humanos, entre animais e plantas. Indígenas, negros, brancos, cavalos, e maçarandubas aparecem como personagens na presente Dissertação. Analisando documentos (como jornais, relatórios de presidentes de províncias, relatos de viajantes, desenhos e plantas baixas) foi possível compreender um pouco do complexo cenário que se desenvolvia no Pará e Amazonas em torno desse importante combustível, entre 1850 e 1888. Com foco na produção, comércio e consumo da lenha para vapores e cozinhas, neste trabalho emerge a temática do uso da lenha, o trabalho compulsório na sua produção, a interação com plantas, animais e também o início de uma preocupação com o desflorestamento gerado pela produção de lenha, entre seus usos e representações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Em auxílio dos seus”: Mutualismo espanhol numa cidade Amazônica (Belém-Pará, 1890 – 1920)(Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) LIMA, Aline de Kassia Malcher; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140Na virada do século XIX para o XX a cidade de Belém sofreu intensas modificações promovida pela economia da borracha, produto de maior exportação no período, nesse contexto a cidade de Belém experimentou a chegada de um número expressivo de migrantes nacionais e internacionais movidos pelo ensejo de enriquecer com a oportunidade que esta terra proporcionava e propagandeava. Os espanhóis configuram como o segundo maior grupo expressivo dessa leva de imigrantes estrangeiros para a cidade de Belém. Oriundos em sua maioria da região da Galícia, muitos emigrados se estabeleceram no contexto urbano e criaram redes de sociabilidade e solidariedade por meio do associativismo. Diante deste contexto, esta dissertação analisou o processo de construção das associações mutualistas de auxílio a imigrantes espanhóis. A problemática se detém em compreender como as estratégias de sobrevivência dos espanhóis que chegam à Amazônia no início do século XX são acionadas por meio das associações de socorros mútuos em Belém, particularmente a Union Española de Socorros Mútuos e o Centro Galaico del Pará. As associações mutualistas étnicas dos emigrantes se configuram como um verdadeiro marco simbólico de territorialidade. Por meio de um acervo de fontes diversas foi possível compreender a dinâmica de funcionamento do mesmo. Neste sentido, a memória dos imigrantes em relação à pátria é preservada e os laços mantidos com ela estão presentes no decorrer da existência dos centros associativos espanhóis como uma forma de expressão e pertencimento, sendo estes plataformas de interlocução política e social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Novo porvir”: literatura e cooperativismo em candunga e outros escritos de Bruno de Menezes(Universidade Federal do Pará, 2016-08-03) FELIX, Renan Brigido Nascimento; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140A presente dissertação busca compreender Literatura e Cooperativismo como dois aspectos fundamentais da experiência social do literato Bento Bruno de Menezes Costa (1893-1963). Nesse sentido, o engajamento no campo das letras nos serviu de ponto de partida para percepção de um sujeito social que fez da experiência constitutiva das suas obras, um grande espaço para refletir a condição do povo paraense. Não se tratava de um mero adorno aquilo que levava aos textos ficcionais e as reflexões cultuais, daí que a retratação que muitas de suas poesias dinamizavam, diziam respeito à confluência de um poeta que fez da vivência acumulada em suas andanças, presente nos termos de um sujeito que não ia simplesmente ao povo, mas de fato o era. Com isso, ao analisarmos a produção cooperativista de Bruno de Menezes, pesquisamos inúmeros textos esparsos, tanto pela sequência dos anos, na primeira metade do século XX, com ênfase a década de 1950, pelo desdobramento da atividade pública a frente do S.A.C. - Serviço de Assistência ao Cooperativismo, órgão criado pelo governo estadual paraense, o qual ocupou por dez anos, entre 1945 a 1955. Consideramos ainda, que a obra Candunga, publicada em 1954 constitui um importante espaço para divulgação da doutrina cooperativista, uma vez que uma reflexão ficcional foi concedida ao assunto. A criação da “Colonia Novo Porvir” ao final da narrativa demonstrava um horizonte distinto aos lavradores da Zona Bragantina, Nordeste do Estado do Pará, através da fomentação do associativismo agrícola entre os mesmos. Assim, ao trabalhar com a execução de projetos dessa matéria, acrescentava ingredientes de experiência política e percepções acerca da natureza, considerando importantes as mudanças históricas no espaço Amazônico. O grau de especialização que detinha sobre o assunto lhe facultou a multiplicação das ações cooperativistas, por conseguinte, a apresentação de resultados práticos a sociedade paraense.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ocupação, colonização e relações de trabalho em Ourém do Grão-Pará (1751-1798)(Universidade Federal do Pará, 2018-09-20) ALMEIDA, Rozemberg Ribeiro de; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140Esta dissertação analisa o processo de ocupação, colonização e as relações de trabalho desenvolvidas na região de Ourém no Estado do Grão-Pará entre 1751 e 1798. Seu território foi de fundamental importância para as relações políticas, econômicas e sociais desenvolvidas entre as capitanias do Grão-Pará e Maranhão. Para alcançar tal pretensão, inicialmente busca-se compreender as motivações que levaram a fundação da vila de Ourém, que assim como tantas outras foram criadas a partir das políticas desenvolvidas pelo Marquês de Pombal para a Amazônia. Sendo que essas buscavam garantir a posse das terras de Portugal que para tal promoveu a concessão de Sesmarias, com isso objetivava povoar seu território, haja vista, que nesse período havia uma intensa disputa, principalmente com a Espanha, pelas terras do extremo norte português. Nesse contexto, é fundamental a ideia de territorialidade entendida como as ações tecidas pelos sujeitos, essa noção se adequa as medidas adotadas por Portugal a partir da segunda metade do século XVIII, isto porque, as mesmas tiveram papel decisivo para fomentar o povoamento do Grão-Pará. Destaca-se que, foi a partir dessas ações que o território amazônico foi concebido. Partindo desse princípio, a vila de Ourém é o produto da territorialidade. Em sua região se processou diversas relações entre diferentes sujeitos, em virtude disso, a concebemos como lugar de fronteira, não no sentido de limite, mas no entendimento de espaço de ocupação e encontro, onde negros escravizados, índios e brancos teceram as mais variadas relações, pautadas pelo trabalho.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Planta-me no pó e não tenhas de mim dó: agricultura no Grão-Pará setecentista (1730- 1822)(Universidade Federal do Pará, 2017-12-18) BARBOSA, Carlos Eduardo Costa; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140O século XVIII é um momento importante para a agricultura no Grão-Pará, através de variadas fontes documentais, pudemos evidenciar o processo de ocupação da calha do rio Tocantins, uma região que foi pode ser compreendida como o primeiro círculo agrícola densamente povoado sob o domínio de Belém, uma influência observável pela organização territorial e o rearranjo das unidades familiares em estruturas relativamente autônomas de produção e consumo, como parte do projeto agrário, que foi caracterizado pela introdução de novas técnicas produtivas, incorporação de novas terras à agricultura seguida de novos gêneros e métodos de cultivo. O projeto agrário refletiu sobre os diversos sujeitos que compuseram o mundo rural paraense ao longo dos Setecentos, principalmente na região do Vale do rio Tocantins devido à proximidade de Belém. Nesta região, observamos a migração de colonos, a miscigenação, e o processo de dispersão populacional, como fatores que contribuíram para gestar famílias com précondições endógenas para viver e produzir sem dificuldades no meio ambiente amazônico, reproduzindo-se apenas pelo trabalho de seus membros. Nesse sentido, essa população dispersa vai se apropriar dos espaços possíveis e desenvolver atividades agroextrativistas. O que precisamos compreender de forma clara é que a agricultura colonial se equilibrava dentro de uma diversa gama de influências que determinavam suas condições e características, assim como perceber a múltipla composição do mundo rural. Nesse sentido, este trabalho procura enfatizar a participação dessa população dispersa, contribuindo para uma compreensão da complexidade de organização da sociedade colonial e do dinamismo existente na região do Vale do rio Tocantins setecentista.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Víveres de maranhenses no Pará: migração, terra, trabalho e conflito no vale do Acará (décadas de 1960-1990)(Universidade Federal do Pará, 2018-02-19) SILVA, Bruno de Souza; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140O texto presente se constitui de uma discursão sobre os fatos que envolvem a sociedade do vale do Acará a partir da década de 1960, analisando o processo de migração que fez da região do Alto Acará principal destino de maranhenses. Esses sujeitos foram os principais do Nordeste a ocupar parte das terras paraenses e se constituírem parte da sociedade em um processo de migração, trabalho e conflitos. O cenário maranhense do período de 1960, o contexto econômico e social do vale do Acará no Pará será evidenciado, assim como as ações dos sujeitos em misto de solidariedade e conflitos, também as articulações que permitiram o acesso desses sujeitos a terras de colonização na Amazônia.
