Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Navegando Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG por Orientadores "ADAMI, Marcos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do programa municípios verdes na perspectiva da gestão ambiental e do impacto sobre o controle do desmatamento no Estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2019-10-24) CASTELO, Thiago Bandeira; SANTOS , Ricardo Bruno Nascimento dos; http://lattes.cnpq.br/3685339264701382; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439O Estado do Pará é o segundo maior estado da Amazônia Legal, detentor de vasta biodiversidade e de grandes áreas de floresta natural. Essas condições têm atraído ao longo dos anos, atores interessados em explorar suas riquezas naturais por meio de abertura de áreas sobre as florestas com corte desordenado de madeira, criação de gado e cultivos agrícolas, além da execução de empreendimentos energéticos. Desse modo, as taxas de desmatamento cresceram de forma exponencial nos anos 2000, imperando ações do governo por meio de programas e projetos políticos de combate ao desmatamento. Insere-se no contexto das políticas, o Programa Municípios Verdes (PMV), que desde 2011 tem buscado apoiar a gestão ambiental dos municípios do Pará por meio de ações e medidas restritivas e educativas aos produtores rurais, além de traçar metas para o controle do desmatamento nos territórios abrangidos pelo programa. Dois extremos existem para os municípios participantes do programa. Por um lado, existem os municípios “Embargados” com altos índices de desmatamento e, por consequência, com restrições ao comércio e produção agrícola. Em oposição, existem os municípios “verdes” controlados ou monitorados, que são aqueles que cumprem todas as metas do PMV. Considerando o desmatamento um fenômeno de forte impacto sobre o meio ambiente, a pesquisa buscou entender e estimar o impacto do programa sobre o controle do desmatamento nos municípios verdes, definindo assim, a eficácia da política no alcance de seus objetivos. Compreender, se de fato, os municípios listados como “verdes” controlam o desmatamento em suas áreas é fundamental para o aperfeiçoamento das ações do governo do Estado do Pará. O controle do desmatamento perpassa por uma adequada gestão ambiental e recuperação das áreas florestais. Dessa forma, testou-se empiricamente por meio de técnicas e métodos robustos de avaliação, a contribuição da gestão ambiental e o impacto do PMV sobre a recuperação das áreas florestais estimado pelo índice de preservação florestal. A pesquisa contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) no fomento da bolsa de pesquisa pelo programa de Demanda Social – DS e do Centro Regional da Amazônia (CRA) ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na cessão de estrutura física e apoio técnico no processamento de dados de monitoramento florestal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de uso e cobertura da terra em áreas do formações não florestais/PRODES no Sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2019-06-28) SOUZA, Larisse Fernanda Pereira de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477As savanas amazônicas são de extrema relevância para a conservação da biodiversidade, sendo compostas por comunidades vegetacionais de numerosas espécies endêmicas. No entanto, as savanas amazônicas são pouco estudadas. As áreas florestais da Amazônia são monitoradas desde 1988 quando foi criado o Projeto de Monitoramento e Desmatamento da Amazônia (PRODES) para obter taxas anuais de desflorestamento bruto da Amazônia Legal Brasileira. Porém o PRODES não monitora áreas de Não Florestis (NF) dentro do bioma Amazônia, restringindo informações sobre as formações não florestais sua diversidade ambiental e grau de antropização. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar a dinâmica da paisagem em áreas de formação não florestais nos períodos de 2000, 2010 e 2018. Esta pesquisa tem como área de análise uma área de NF (ecótono de transição Amazônia-Cerrado) localizada nos municípios de Rio Maria, Redenção, Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Pau D’arco e Santana do Araguaia, mesorregião sudeste do Estado do Pará, área de processo recente de povoamento. Para realizar o mapeamento de LULC da terra foi utilizada a plataforma Google Eath Engine (GEE). Trata-se de um catálogo de dados de análise prontos com um alto desempenho, intrinsecamente serviço de computação paralela. Ao analisar os resultados por classe temática, observou-se que as classes Savana Parque, Agricultura e Outros apresentaram concordância superior 90%. As classes Pasto e Savana Arborizada obtiveram menor concordância, com 80%. As classes que representaram maior intensidade de omissão foi Savana Arborizada com 10% e Outros 7%. Já a inclusão, teve os maiores valores nas classes Pasto com 13% e Mosaico de Agricultura ou Pastagem 7%. A precisão global deste mapeamento foi de 86%. A plataforma GEE mostrou-se eficiente e ágil que permitiu que num curto espaço de tempo fosse realizado várias tentativas de classificação até se chegar no melhor resultado possível com excelentes resultados de validação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de uso e cobertura da terra em imóveis rurais sob conflito agrário no Estado do Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2019-08-27) SARAIVA, Gisele de Souza; SANTOS JUNIOR, Roberto Araújo de Oliveira; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477Este trabalho teve como objetivo analisar a dinâmica de uso e cobertura da terra e sua relação com a presença do litígio agrário judicializado, nos limites dos imóveis rurais objeto das ações possessórias da Vara Agrária da Região de Castanhal, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Para isso, foram mapeados 144 processos (propriedades), a partir de seus dados cartográficos, e analisadas as situações e características processuais. Em seguida, foram quantificadas as classes de uso da terra observadas nessas propriedades, no período de 2004 a 2014, a partir dos dados do projeto TERRACLASS/PRODES. Além disso, foram analisadas as dinâmicas de transição dos usos da terra. Por fim, também foram relacionados os tipos de uso mapeados com a presença ou não do conflito pela posse da terra. As principais metodologias utilizadas foram a técnica da matriz de transição e a estatística ANOVA. Os resultados apontaram que, nas propriedades analisadas, as classes de usos da terra predominantes foram Floresta, Vegetação Secundária e Pasto. A classe de Floresta representou cerca de 70% da paisagem nas áreas mapeadas. E, em torno de 95 % dessa área florestada permaneceu inalterada, ao longo do período de estudo, embora tenha sido registrado um desmatamento de, aproximadamente, 25 mil hectares. Nas áreas desflorestadas, 43% foram convertidos em pasto e 34% em vegetação secundária. A classe de Agricultura Anual aumentou de 44,65 ha, em 2004, para 8.027,19 ha, em 2014, dos quais 80% foi proveniente de pasto. Cerca de 24% do incremento da área de pasto foi oriundo de floresta, em 2014. Ademais, houve um aumento progressivo da urbanização nessas propriedades rurais. A relação entre a presença do litígio agrário judicial mostrou que houve efeito do grupo (propriedades rurais com e sem conflito agrário) sobre as classes de uso e cobertura da terra, de modo que pelo menos um dos grupos é diferente estatisticamente. Assim, para as classes de uso Agricultura (Ag) e Outros (Ou) houve diferença estatística entre os grupos, enquanto que para Floresta (Fl) e Vegetação secundária (VS) não houve.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica de uso e cobertura da terra em imóveis rurais sob conflito agrário no Estado do Pará, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2019-08-27) SARAIVA, Gisele de Souza; SANTOS JÚNIOR, Roberto Araújo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9355107718329833; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477Este trabalho teve como objetivo analisar a dinâmica de uso e cobertura da terra e sua relação com a presença do litígio agrário judicializado, nos limites dos imóveis rurais objeto das ações possessórias da Vara Agrária da Região de Castanhal, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Para isso, foram mapeados 144 processos (propriedades), a partir de seus dados cartográficos, e analisadas as situações e características processuais. Em seguida, foram quantificadas as classes de uso da terra observadas nessas propriedades, no período de 2004 a 2014, a partir dos dados do projeto TERRACLASS/PRODES. Além disso, foram analisadas as dinâmicas de transição dos usos da terra. Por fim, também foram relacionados os tipos de uso mapeados com a presença ou não do conflito pela posse da terra. As principais metodologias utilizadas foram a técnica da matriz de transição e a estatística ANOVA. Os resultados apontaram que, nas propriedades analisadas, as classes de usos da terra predominantes foram Floresta, Vegetação Secundária e Pasto. A classe de Floresta representou cerca de 70% da paisagem nas áreas mapeadas. E, em torno de 95 % dessa área florestada permaneceu inalterada, ao longo do período de estudo, embora tenha sido registrado um desmatamento de, aproximadamente, 25 mil hectares. Nas áreas desflorestadas, 43% foram convertidos em pasto e 34% em vegetação secundária. A classe de Agricultura Anual aumentou de 44,65 ha, em 2004, para 8.027,19 ha, em 2014, dos quais 80% foi proveniente de pasto. Cerca de 24% do incremento da área de pasto foi oriundo de floresta, em 2014. Ademais, houve um aumento progressivo da urbanização nessas propriedades rurais. A relação entre a presença do litígio agrário judicial mostrou que houve efeito do grupo (propriedades rurais com e sem conflito agrário) sobre as classes de uso e cobertura da terra, de modo que pelo menos um dos grupos é diferente estatisticamente. Assim, para as classes de uso Agricultura (Ag) e Outros (Ou) houve diferença estatística entre os grupos, enquanto que para Floresta (Fl) e Vegetação secundária (VS) não houve.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estimativas de biomassa e carbono em áreas de vegetação secundária no território paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) OLIVEIRA JUNIOR, Luis Augusto Lima; KELLER, Michael Maier; http://lattes.cnpq.br/1869582564376606; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477A dinâmica do uso da terra é um processo bastante intenso na paisagem amazônica pois as áreas florestais constantemente são alvos de desmatamento, na maioria das vezes ilegal, o que compromete o equilíbrio ambiental desse ecossistema. Nesse contexto surge um elemento muito comum na paisagem da região: a vegetação secundária (VS). A VS surge após um distúrbio podendo evoluir e chegar às características próximas as de uma floresta primária. Este trabalho teve como objetivo gerar estimativas de biomassa e carbono acima do solo para as áreas de VS no Estado do Pará no ano de 2014. O método utiliza a variável GSDY (Growing-Season Degree-Years – Temporada de Crescimento Graus-Anos), calculada utilizando de dados da idade da vegetação secundária (TerraClass), temperatura e precipitação. A variável GSDY é inserida em um modelo proposto por Johnson et al. (2000) e Zarin et al. (2001) que gera estimativas de biomassa e carbono. A VS foi classificada em cinco classes de acordo com o a idade da vegetação. Foram mapeados mais de 6,9 milhões de hectares (ha) de VS no território paraense o que representou mais de 2 bilhões de toneladas (t) de biomassa (1 bilhão de t de carbono) contidas na VS. Desse total mais de 2,8 milhões de ha de VS encontravam-se vulneráveis em 2014 em razão da Instrução Normativa nº 8 de 28 de Outubro de 2015 da SEMAS – PA que possibilitava a limpeza das áreas com até 5 anos (exceto área de preservação permanente e reserva legal) sem a necessidade de autorização prévia do órgão ambiental competente. A perda dessa VS poderia representar uma grande quantidade de carbono emitida para a atmosfera e consequências danosas ao equilíbrio ambiental da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estoques de carbono resultantes de mudanças de uso e cobertura do solo e sua relação com os indicadores socioeconômicos nos municípios de Paragominas e Ulianópolis, Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) SOUSA, Larissa Melo de; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439As mudanças de uso e cobertura do solo são apontadas por vários estudos como causadoras de prejuízos ambientais, como a emissão de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera. O presente trabalho teve por objetivo relacionar os indicadores socioeconômicos e as emissões de carbono com as diferentes mudanças de uso e cobertura do solo nos municípios de Paragominas e Ulianópolis, para os anos de 2004, 2008, 2010 e 2012. Para isso foram determinados as áreas de cada classe de uso e cobertura do solo e calculada a média do estoque de biomassa acima do solo (BAS) para cada uma das classes de uso e cobertura do solo fornecidos pelo Projeto TerraClass para o ano de 2004. Posteriormente foram quantificadas as emissões de CO2 associados às mudanças de uso e cobertura do solo. Adicionalmente, foram relacionados os dados socioeconômicos com as estimativas de carbono. Os resultados apontaram que grande parte da área de floresta foi convertida para as classes de agricultura e pastagem. O total de carbono acima do solo estocado, entre o período de 2004 à 2012, variou de 163 x106 Mg C para 161 x106 Mg C em Paragominas e de 31 x106 Mg C para 29 x106 Mg C em Ulianópolis. As emissões liquidas CO2 entre o período de 2004 à 2012 foram de 5.8x106 Mg CO2 para Paragominas e 7.4 x106 Mg CO2 para Ulianópolis. Em Ulianópolis observou-se uma relação linear moderada entre indicadores socioeconômicos e os estoques de carbono, enquanto que, em Paragominas, não observou-se correlação linear. Conclui-se que as dinâmicas das classes de uso e cobertura do solo estão baseadas na agricultura e pecuária como variáveis na matriz econômica dos municípios. O estoque de carbono nos municípios tem diminuído, devido a redução das áreas de floresta e o avanço de áreas de agricultura anual e pasto limpo, portanto a área de estudo está contribuindo negativamente para a remoção de CO2 da atmosfera. As mudanças de uso e cobertura do solo tem efeitos positivos sobre os indicadores socioeconômicos, porém aumentam as emissões de carbono.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo do albedo da palma de óleo em comparação a diferentes usos e cobertura do solo no leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2018-04-26) CAMPOS, Mayara Soares; ARAÚJO, Alessandro Carioca de; http://lattes.cnpq.br/6188087583954899; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439Nos últimos anos tem-se verificado um contínuo avanço da fronteira agrícola na região Amazônica, em especial no leste da Amazônia com a expansão do cultivo da palma de óleo, o que tem provocado alterações na cobertura do solo nessa região. Diante da necessidade de se compreender a influência deste cultivo no albedo de superfície, o presente estudo visa avaliar as flutuações do albedo em área de cultura de palma de óleo com dados observados pela torre micrometeorológica e estimados a partir de dados orbitais, com base nos produtos do satélite Landsat 8/OLI e Terra/MODIS. Também foi comparado o albedo da palma de óleo com o de pastagem, floresta e vegetação secundária. A pesquisa mostrou que os valores observados in situ (não-imageadores) são estatisticamente iguais aos estimados pelos dois sensores orbitais (imageadores) para cultura da palma de óleo e variaram entre 0,14 a 0,15 no período menos chuvoso. Assim como também foi possível observar uma boa concordância entre o albedo estimado pelos sensores orbitais. Ao avaliar o albedo entre os diferentes usos e coberturas, verificou-se que eles são significativamente distintos entre si, demonstrando o seguinte padrão: Pastagem > Palma de Óleo > Vegetação Secundária > Floresta, o que sugere que possíveis conversões de uma cobertura para outra podem influenciar no balanço de radiação na superfície, e com isso, pode ocasionar alterações no clima. Diante disso, a pesquisa contribui para compreender a influência do cultivo da palma de óleo no albedo de superfície, podendo ainda contribuir com informações para possíveis parametrizações de modelos de simulações climáticas e de impactos ambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Pecuária e sustentabilidade: uma análise da produção de gado de corte em propriedades rurais no município de Paragominas, Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-09-29) AGUIAR, Andrea Farias do Nascimento; REBELLO, Fabrício Khoury; lattes.cnpq.br/8656930211054464; ADAMI, Marcos; lattes.cnpq.br/7484071887086439As diretrizes regulatórias tem em suas políticas a ferramenta de ordenamento e transmutação das realidades produtivas na relação homem-meio ambiente, tornando o mercado do setor agropecuário cada vez mais competitivo e exigente quanto à redução dos impactos sobre o clima, ambiente e sociedade. A multiplicidade de aspectos envolvidos delineam a transição para sistemas de produção mais sustentáveis e ditam o ritmo destas mudanças. Também expõem tradições culturais arraigadas e deficiências técnico-administrativas onde as individualidades se tornam sinônimo de potencialização da matriz econômica em detrimento da social e ambiental. Mesmo diante destes contrastes o significado da palavra sustentabilidade tem sido banalizado e utilizado na adjetivação favorável de produções agropecuárias, cujas realidades práticas em seu contexto amplo, não justificariam o positivismo das estratégias de marketing. O presente estudo teve como objetivo avaliar a sustentabilidade da bovinocultura de corte desenvolvida em estabelecimentos rurais situados em Paragominas, um dos Municípios Verdes do estado do Pará. Neste intuito, foram realizadas visitas em 17 propriedades tidas como referência na região, nas quais levantou-se dados produtivos, econômicos, sociais e ambientais com auxílio de questionários específicos para caracterização dos perfis do produtor e fundiário-ambiental das propriedades. A partir do conjunto de dados foram calculados os respectivos indicadores, além de estabelecida conformidade em relação às novas diretrizes sustentáveis com base nos critérios do Grupo de Trabalho Pecuária Sustentável (GTPS), escolhido por sua especificidade e amplitude diretiva. As emissões em Gases do Efeito Estufa (GEEs) e impactos sobre os recursos hídricos também foram estimados e as percepções dos principais agentes da cadeia de valor da pecuária local registradas. O Barômetro da Sustentabilidade foi o método de avaliação utilizado tanto em nível de sistema de produção quanto no contexto diretivo. As emissões de GEEs e impactos sobre os recursos hídricos foram calculadas com base na metodologia do IPCC e Pereira (2012), respectivamente. Os resultados apontaram que para o contexto específico dos sistemas de produção houve uma concentração de propriedades variando entre os níveis intermediário e potencialmente insustentável. Ampliado o rigor de análise para os critérios do GTPS, houve uma migração descendente para níveis potencialmente insustentáveis e insustentáveis, evidenciando-se a transitoriedade de eventuais status favoráveis. Indicadores de baixa produtividade, lucratividade, eficiência em custos, capacidade de suporte das pastagens, valorização e satisfação profissional apresentaram-se como vulnerabilidades recorrentes em todos os sistemas analisados. Os impactos ambientais demonstram-se proporcionais as escalas de produção, aliado ao paradoxo de que determinadas propriedades estejam cumprindo suas funções sociais. A fraca coesão entre os agentes da cadeia de valor da pecuária local é agravada por deficiências de esfera administrativa que impedem a disseminação e consolidação de exemplos bem sucedidos, assim como abre espaço para práticas focadas em interesses de pequenos grupos. Estratégias amparadas em parcerias público-privadas, assistência técnica de qualidade e investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) são recomendadas para superar as carências específicas.
