Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Benefícios ambientais e econômicos de sistemas agroflorestais de Tomé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-04-22) SUZUKI, Patrícia Mie; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822A demanda global de alimentos e o avanço das mudanças climáticas aumentam a pressão por sistemas produtivos sustentáveis e que gerem múltiplos benefícios. Os sistemas agroflorestais (SAFs) são modelos produtivos com potencial para atender tais demandas da sociedade e do meio ambiente. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dos sistemas agroflorestais para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e geração de renda no município de Tomé-Açu, Pará. Foram selecionadas doze áreas de SAF multiestratificados e instalada uma parcela de 30 x 30 metros, em cada sistema. Foram realizados inventário agroflorestal e entrevistas com o produtor rural, sobre o perfil socioeconômico e a percepção ambiental relacionada aos SAFs. Os dados foram utilizados para avaliar a influência da riqueza de plantas e de outras variáveis nos benefícios de “Mitigação das mudanças climáticas”, “Conservação da biodiversidade” e “Geração de renda”, por meio dos indicadores estoque de carbono da biomassa aérea, índice de Shannon (H’) e renda bruta, respectivamente. Para isso, utilizou-se a Análise de Componentes Principais (PCA) para selecionar as variáveis e a regressão linear para criar os modelos. Todos os dados do inventário agroflorestal e as análises estatísticas foram realizadas no ambiente computacional R 4.2.2. Também foi realizada a avaliação do desempenho dos SAFs quanto aos benefícios gerados, por meio da ponderação de pontos. De forma geral, 83% dos agricultores relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o retorno econômico nos SAFs, além de citar diversos serviços ambientais. A riqueza (S) de plantas por sistema variou entre 3 a 11 espécies e o índice de diversidade de Shannon (H’) entre 0,55 e 1,77. A média de estoque carbono da biomassa aérea nos SAFs estudados foi de 45,2 Mg ha-1, com variação entre 27,4 e 63,0 Mg ha-1. Os valores de carbono estocado nos componentes cacau, cupuaçu, açaí, dendê e outros foram similares estatisticamente, porém diferiram significativamente do estoque de carbono encontrado no componente florestal (gl=2; χ2=71,7; p=1,834e-13). O valor médio da renda bruta anual advindo da venda desses produtores foi de R$13.758,53 ha-1 e variou entre R$1.687,50 e R$26.250,00 ha-1. Nos sistemas com dendê (SAFs A1, A2 e A3), a palmeira elevou consideravelmente a renda bruta dos SAFs, ao contribuir com 58, 48 e 78% da renda total, respectivamente, apesar da baixa densidade de indivíduos, com média de 69 indivíduos ha-1, nas áreas, em comparação com as outras espécies principais. Nesse estudo não foi possível confirmar a influência da riqueza de plantas na geração de benefícios climático, de conservação da biodiversidade e de geração renda. Entretanto, outras variáveis influenciaram nos benefícios dos SAFs analisados. Para o estoque de carbono, o “tipo de SAF”, a “densidade de dendê” e a “densidade de espécies de sombra” tiveram melhores desempenhos sobre o estoque de carbono, índice de diversidade de Shannon e a renda bruta, respectivamente. Em geral, a maioria dos SAFs apresentou pontuações distribuídas de forma desuniforme entre os benefícios. Portanto, conclui-se que a riqueza de plantas não foi a variável que influenciou os benefícios avaliados, mas, sim, um conjunto de variáveis analisados, ratificando a complexidade dos SAFs. Os SAFs de Tomé-Açu, no geral, atendem as expectativas dos produtores quanto ao retorno econômico, além de gerarem benefícios relacionados à mitigação das mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade. Sobretudo, os SAFs com o componente dendê apresentaram melhores desempenhos nas pontuações da geração dos benefícios.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Linhas de instabilidade e trocas turbulentas na interface floresta amazônica-atmosfera(Universidade Federal do Pará, 2023-05-05) GONÇALVES, Marcos Barradas; COHEN, Júlia Clarinda Paiva; http://lattes.cnpq.br/0293299378753887; https://orcid.org/0000-0003-2048-8915; DIAS JÚNIOR, Cleo Quaresma; http://lattes.cnpq.br/9857237626091379; https://orcid.org/0000-0003-4783-4689As linhas de instabilidade (LIs) são fenômenos convectivos que frequentemente ocorrem na atmosfera tropical e já foram largamente investigados pela comunidade científica. Neste trabalho recorreu-se a dados experimentais de alta frequência coletados no sítio Amazon Tall Tower Observatory (ATTO) durantes dois anos, um deles considerado “Normal” (2014) e ou outro foi um ano de forte El Niño (2015), e as imagens de satélites da região central da Amazônia. O objetivo foi investigar se há influência em anos de El Niño no número de ocorrência de linhas e consequentemente no impacto que esses fenômenos exercem na precipitação, temperatura, umidade relativa, radiação e fluxos turbulentos calculados pelo método da correlação dos vórtices turbulentos. Para isso, recorreu-se aos ciclos diários médios dessas grandezas para diferentes estações e para os diferentes anos. Os resultados mostraram um aumento da ocorrência das linhas de instabilidade em ano de El Niño. Notou-se que durante a presença das LIs ocorreram: 1) elevadas taxas de precipitação (em média 11,5 mm por evento) sendo maior em anos de El Niño; 2) decaimento da temperatura de 2 e 2,5ºC em 2014 e 2015, respectivamente, 3) aumento da velocidade do vento em 1,5 e 2 m s-2, para 2014 e 2015; 4) diminuição da radiação de onda curta em mais de 50% em 2014 e mais de 70% em 2015, ocasionada pela cobertura das nuvens que causaram a redução da passagem da radiação; 5) aumento da umidade relativa, sendo maior no ano de El Niño. Em relação aos fluxos turbulentos, observou-se queda de 35 W.m-2 em 2014 e 25 W.m-2 em 2015 no fluxo de calor sensível, e 90 W.m-2 no calor latente nos dois anos no momento da ocorrência das LI’s e o fluxo de momento apresentou valores 3 vezes maior do que o registrado horas antes da ocorrência da LI. Já o fluxo de CO2 deu um salto positivo de 13 e 22 𝜇mol m-2 s-1 em 2014 e 2015, respectivamente, no momento da ocorrência das LI’s devido à diminuição da radiação incidente, o que impactou nas taxas fotossintéticas das plantas. Acredita-se que esses resultados são importantes, visto que os transportes de vapor de água e de CO2 e consequentemente ciclos hidrológicos e de CO2 podem ser alterados pela presença das LIs e pela ocorrência de El Niño. Consequentemente em um cenário de mudanças climáticas, onde espera-se que El Niños e LIs sejam mais frequentes, a qualidade de vida das pessoas pode ser comprometida.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Políticas de Estado e tecnologias sociais de água de chuva na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-04-27) BATISTA, Lucas Mota; SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673; https://orcid.org/0000-0002-8590-2462; NAHUM, João Santos; http://lattes.cnpq.br/9009465125001273A Amazônia brasileira é uma região marcada pelo déficit no abastecimento de água potável, apesar da sua vastidão em recursos hídricos. Essa realidade se impõe principalmente a populações rurais da região. Com efeito, o aproveitamento das águas de chuva surge como medida alternativa para o abastecimento público, seguro e regular de água em territórios não acessados por serviços convencionais. Desse modo, a presente pesquisa objetivou a construção de um estudo investigativo e reflexivo, norteado pela seguinte pergunta: em que medida o Estado tem atuado, por instrumento de políticas públicas, em consideração ao potencial de aproveitamento das águas pluviais como método de abastecimento público na Amazônia brasileira? O primeiro capítulo apresenta aspectos introdutórios à temática. O segundo capítulo apresenta o artigo 1, com a elaboração de um dimensionamento do potencial quantitativo de Sistemas de Aproveitamento de Água de Chuva (SAAC), e é baseado em um estudo de caso representativo sobre o estado do Pará. O capítulo três (artigo 2), utiliza como referência o caso de uma comunidade ribeirinha da região insular da capital paraense, Belém, para uma abordagem comparativa, em uma análise da viabilidade econômica deste método. Em complemento, o capítulo quatro (artigo 3) busca essencialmente responder à pergunta norteadora. De forma conclusiva, os resultados apontam que, factualmente, ao menos ao longo dos últimos 20 anos, aconteceram diferentes iniciativas de fomento ao aproveitamento de água de chuva, apoiadas por entes governamentais na Amazônia brasileira. Todavia, em concernência à não priorização desta região nos principais programas públicos deste segmento no país, o desempenho do Estado em direção ao cumprimento de metas para a universalização do saneamento pode ser visto ainda como insuficiente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estimativas de biomassa e carbono em áreas de vegetação secundária no território paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) OLIVEIRA JUNIOR, Luis Augusto Lima; KELLER, Michael Maier; http://lattes.cnpq.br/1869582564376606; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477A dinâmica do uso da terra é um processo bastante intenso na paisagem amazônica pois as áreas florestais constantemente são alvos de desmatamento, na maioria das vezes ilegal, o que compromete o equilíbrio ambiental desse ecossistema. Nesse contexto surge um elemento muito comum na paisagem da região: a vegetação secundária (VS). A VS surge após um distúrbio podendo evoluir e chegar às características próximas as de uma floresta primária. Este trabalho teve como objetivo gerar estimativas de biomassa e carbono acima do solo para as áreas de VS no Estado do Pará no ano de 2014. O método utiliza a variável GSDY (Growing-Season Degree-Years – Temporada de Crescimento Graus-Anos), calculada utilizando de dados da idade da vegetação secundária (TerraClass), temperatura e precipitação. A variável GSDY é inserida em um modelo proposto por Johnson et al. (2000) e Zarin et al. (2001) que gera estimativas de biomassa e carbono. A VS foi classificada em cinco classes de acordo com o a idade da vegetação. Foram mapeados mais de 6,9 milhões de hectares (ha) de VS no território paraense o que representou mais de 2 bilhões de toneladas (t) de biomassa (1 bilhão de t de carbono) contidas na VS. Desse total mais de 2,8 milhões de ha de VS encontravam-se vulneráveis em 2014 em razão da Instrução Normativa nº 8 de 28 de Outubro de 2015 da SEMAS – PA que possibilitava a limpeza das áreas com até 5 anos (exceto área de preservação permanente e reserva legal) sem a necessidade de autorização prévia do órgão ambiental competente. A perda dessa VS poderia representar uma grande quantidade de carbono emitida para a atmosfera e consequências danosas ao equilíbrio ambiental da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sustentabilidade hídrica como subsídio à gestão costeira da bacia hidrográfica do rio Maracanã, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2024-03-28) RAIOL, Lucas Lima; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187A pressão antrópica sobre os recursos hídricos vem aumentando em decorrência da falta de gestão eficiente, crescimento demográfico, e da exploração intensa dos recursos naturais. Nesse sentido, a bacia hidrográfica do rio Maracanã (BHRM), localizada na zona costeira do estado do Pará, possui particularidades que envolvem a influência dos regimes fluvial e de marés; seu uso potencial para o turismo, extrativismo e agrícola, além da necessidade da elaboração de pesquisas nessa região, principalmente através de uma análise integrada e sistêmica. Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi analisar a sustentabilidade hídrica da BHRM, por meio do Índice de Sustentabilidade Hídrica (ISH), afim de subsidiar no planejamento integrado da bacia. Os procedimentos metodológicos envolveram: I) Construção dos indicadores da dimensão Hydrology for the Environment, Life and Policy (HELP) nas unidades hídricas da bacia, II) Cálculo do ISH nas unidades hídricas da bacia, III) Compartimentação da bacia, e IV) análise estatística dos resultados. Os resultados mostraram que a degradação ambiental nas unidades hídricas da bacia, sobretudo nas regiões de médio e alto curso, está correlacionada com a porcentagem de cobertura vegetal. Os baixos indicadores sociais e políticos dos municípios refletem na gestão da BHRM. O ISH apresentou valor intermediário de 0,63, sendo o indicador Ambiental e o Político os que apresentaram maiores valores sendo 0,86 e 0,74 respectivamente. Os menores indicadores foram o Hidrológico (0,60) e o Social (0,32), pela qual refletiram no valor final médio do ISH. Portanto, são necessários avanços na governança da água na BHRM, no que envolve sobretudo os instrumentos das políticas do gerenciamento de recursos hídricos e costeiro, visando uma gestão integrada da BHRM. Os resultados podem contribuir para elencar as potencialidades e fragilidades apontadas na pesquisa, subsidiando o planejamento integrado da BHRM. Palavras-chaves: . 9 ABSTRACT Anthropogenic pressure on water resources has been increasing due to the lack of efficient management, demographic growth, and the intense exploitation of natural resources. In this sense, the Maracanã River Basin (BHRM), located in the coastal zone of the state of Pará, has particularities that involve the influence of river and tidal regimes; its potential use for tourism, extractivism, and agriculture, as well as the need to carry out research in this region, mainly through an integrated and systemic analysis. Therefore, the research aimed to analyze the water sustainability of BHRM, through the Water Sustainability Index (WSI), to support the integrated planning of the basin. The methodological procedures involved: I) construction of indicators of the Hydrology for the Environment, Life and Policy (HELP) dimension in the water units of the basin, II) Calculation of the WSI in the water units of the basin, III) Compartmentalization of the basin, and IV) analysis statistics of results. The results showed that environmental degradation in the basin's water units, especially in the middle and upper reaches regions, it is correlated with the percentage of vegetation cover. The low social and political indicators of the municipalities are reflected in the management of BHRM. The WSI presented an intermediate value of 0.63, with the Environmental and Political indicators showing the highest values, being 0.86 and 0.74 respectively. The lowest indicators were Hydrological (0.60) and Social (0.32), which were reflected in the average final value of the WSI. Thus, advances are needed in water governance in the BHRM, which mainly involves the instruments of water and coastal resource management policies, aiming for an integrated management of the BHRM. The results can contribute to listing the potentialities and weaknesses highlighted in the research, supporting the integrated planning of BHRM. Keywords: .Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do fogo recorrente no banco de sementes: implicações para a regeneração de florestas degradadas na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-02-09) OLIVEIRA, Vynicius Barbosa de; JARDIM, Mário Augusto Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/9596100367613471; https://orcid.org/0000-0003-1575-1248; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XOs incêndios florestais são cada vez mais intensos na Amazônia e a degradação acentuada da floresta é consequência de repetidas queimadas, que ocorrem, geralmente, em períodos anômalos de seca. Os bancos de sementes de solo podem atuar como fonte importante na regeneração florestal, e a informação sobre a composição florística é vital para determinar a resiliência das comunidades vegetais. O objetivo desse estudo foi analisar os efeitos de queimadas recorrentes sobre o banco de sementes do solo de florestas de terra firme da Amazônia. O estudo foi realizado na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, SantarémPA, Brasil, em três tipos de florestas: florestas não queimadas (florestas de referência preservadas), queimadas uma vez (2015) e duas vezes (2015 e 2017). Todas as plantas lenhosas (acima de 2 cm de DAP) e a regeneração natural (com altura abaixo de 1 m) foram monitoradas, utilizando parcelas permanentes de 0,25 ha. O banco de sementes foi coletado em cada habitat, usando quadrantes de 20 x 20 cm e 5 cm de profundidade e as amostras de solo (N=2,8 m²) foram colocadas para germinar em casa de vegetação para emergência das plântulas durante seis meses. As espécies foram identificadas e classificadas quanto à forma de vida, sucessão ecológica e síndrome de dispersão. Foram identificadas 25 famílias, 33 gêneros e 39 espécies (12 arbóreas, 11 arbustos, 13 ervas e 3 lianas) no banco de sementes de todas as áreas amostradas. O fogo recorrente não afetou significamente a densidade do banco de sementes, apresetando as florestas não queimadas uma densidade de 918 ± 329 sementes/m2 e florestas queimadas uma e duas vezes alcançaram 681 ± 260 e 925 ± 315 sementes/m2 , respectivamente. A composição florística e funcional, por outro lado, diferiu entre os habitats. No banco de sementes das florestas queimadas duas vezes houve maior proporção de plantas herbáceas (10,08%), incluindo espécies de gramíneas, como a espécie Axonopus compressus, que dificultam a regeneração florestal. O banco de sementes é dissimilar à comunidade vegetal acima do solo em todos os tipos de florestas analisados. Portanto, sugere-se a necessidade de intervenção, pois as espécies encontradas têm pouco impacto na funcionalidade desses ecossistemas ocasionando um processo de regeneração lento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contaminação de canais urbanos por microplástico em uma capital da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2024-04-22) SANTOS, Luana Francy Oliveira; MARTINELLI FILHO, José Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2080628833884538Os problemas socioambientais enfrentados em várias cidades da região Amazônica são, em parte, resultantes da precariedade ou ausência dos serviços de saneamento básico. A cidade de Macapá, estado do Amapá, apresenta os piores índices nacionais no fornecimento do conjunto de serviços ligados ao saneamento básico, dentre tais serviços a coleta e o tratamento de esgoto e a destinação adequada de resíduos sólidos como o material plástico. Com isso surge o objetivo deste estudo, que é avaliar a presença, a quantidade e os tipos de microplásticos em canais urbanos do município, assim como analisar a importância das variáveis ambientais em relação à quantidade e distribuição de tais partículas. Para isso foram coletados amostras de água com garrafa Van Dorn e sedimento com a draga Van Veen de cinco canais urbanos. Os resultados obtidos mostraram que foram encontrados microplástico em todas as amostras. A quantidade média de 17 ± 13 MPs/L para água e de 453 ± 345 MPs/Kg para os sedimentos foram registradas. Os MPs predominantes foram as fibras nas amostras de água, com predominância no tamanhos menores que 300 µm e nas cores azul e preto. Para os sedimentos, os fragmentos foram o formato dominante, com maior proporção nas cores transparente, azul e preto. A localização em área urbana, baixos níveis no atendimento de serviços de saneamento básico na cidade e o nível de ocupação das proximidades são considerados potenciais fontes de MPs para os canais de Macapá. Os dados obtidos mostraram o estado atual do nível de contaminação dos canais urbanos de Macapá, indicando a necessidade de políticas públicas efetivas para as cidades Amazônicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Hemerobia da paisagem de Belém na Amazônia Oriental e estudo de impacto da urbanização no clima local(Universidade Federal do Pará, 2024-01-30) FURTADO, Leonardo Seabra; SOUZA, Everaldo Barreiros; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Dentre as atividades humanas que modificam a cobertura superficial das paisagens naturais, o processo de urbanização se destaca como uma das formas mais graves de antropização ambiental. Os impactos da urbanização são sistêmicos nas dimensões físicas e ecológicas, sendo que um efeito direto é a mudança no clima local, particularmente o aumento da temperatura do ar em superfície. No presente estudo aplica-se o conceito de hemerobia (termo originado na ecologia da paisagem que significa “distância da natureza”) como técnica de sensoriamento remoto para mapear o processo de urbanização no município de Belém, a capital do estado do Pará na região da Amazônia oriental. Os resultados do mapeamento das mudanças na cobertura do solo, comparando os anos de 1985 e 2021, revelaram um aumento significativo da urbanização, que se expandiu 17% em detrimento das áreas florestais que reduziram em 11%. A mancha urbana denotada pelas áreas de metahemerobia e polihemerobia (classes com médio e alto grau de cobertura urbana) se expandiu para os bairros e distritos situados no centro e norte do município e ao longo da faixa costeira das ilhas de Outeiro e Mosqueiro. Os resultados do mapeamento ambiental foram integrados com as análises estatísticas dos dados de temperatura do ar (dado pontual da estação meteorológica e dado do CRU em alta resolução espacial), visando investigar os impactos da urbanização nos padrões sazonais da temperatura do ar máxima (TX) e mínima (TN). As análises de tendências mostraram padrões de clima significativamente mais quente, com uma indicação notável de TX e TN sistematicamente mais elevadas nas áreas mais densamente urbanizadas em comparação com as áreas de vegetação preservada, sendo que o aumento de temperatura do ar foi mais expressivo (estatisticamente significante) no período da estação seca (julho a novembro). Um resultado interessante foi encontrado nos mapas espaciais de TX para o regime seco, com um padrão climatológico semelhante ao modelo clássico de ilha de calor com isotermas concêntricas que atingem centro máximo sobre a região continental mais urbanizada de Belém e diminuição térmica nas bordas. O estudo ressalta a importância urgente de políticas governamentais para mitigar os impactos negativos da urbanização na área metropolitana de Belém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da vulnerabilidade ambiental de unidades de conservação da Amazônia Legal brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) SILVA, Ermeson Freitas da; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031; https://orcid.org/0000-0002-6222-5534O presente trabalho avaliou a vulnerabilidade de unidades de conservação da Amazônia Legal Brasileira no período de 2012 a 2021. Por meio da análise de indicadores de exposição e sensibilidade, foram identificadas as principais ameaças enfrentadas por essas áreas protegidas, incluindo cobertura florestal, atividade econômica, acesso, recursos naturais, humanos e econômicos, e estes foram consolidados em um índice final de vulnerabilidade. Os valores médios do componente de exposição e sensibilidade para os indicadores de queimadas e pastagens foram os mais altos, o que destaca os efeitos significativos dessas ameaças nas unidades de conservação. Os resultados obtidos forneceram insights importantes sobre os desafios enfrentados pelas unidades de conservação e destacaram a necessidade de compreender e monitorar sua vulnerabilidade para o desenvolvimento de estratégias eficazes de conservação e manejo. Essas informações são fundamentais para embasar a tomada de decisões e a implementação de políticas e medidas direcionadas à proteção e sustentabilidade dessas áreas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores naturais e antrópicos que interferem na qualidade da água do Rio Tocantins, trecho Baião Mocajuba (PA)(Universidade Federal do Pará, 2024-05-27) CORDEIRO, Leonardo Corrêa; XAVIER, Diego de Arruda; http://lattes.cnpq.br/4534357826122691; https://orcid.org/0000-0003-1644-3837; SILVA, José Francisco Berredo Reis da; http://lattes.cnpq.br/1338038101910673; https://orcid.org/0000-0002-8590-2462A qualidade da água em bacias hidrográficas pode ser entendida através de estudos com parâmetros físico-químicos, químicos e biológicos e dever analisada levando em conta as atividades antrópicas e processos naturais associados. O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento dos parâmetros físico-químicos e químicos em diferentes períodos sazonais na bacia hidrográfica do rio Tocantins, trecho Baião-Mocajuba, para discutir a qualidade da água a partir de interação de fatores antrópicos e processos naturais. Para isso, dados secundários foram levantados e amostras foram coletadas em dois pontos (P1 e P2) em períodos sazonais distintos (menos chuvoso e chuvoso) durante meio ciclo de maré (13h) e os resultados foram discutidos à luz da teoria sobre os fatores naturais e antrópicos de processos que podem interferir na hidroquímica fluvial e na qualidade da água. Parâmetros como temperatura, pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, sólidos totais dissolvidos foram mensurados in situ e amostras foram coletadas para a determinação de parâmetros químicos (Fe, Mn, Pb, Cu, Cd, Se, Al, As, Ba, B, Co, Cr, Mo, Ni, V, Zn, Sr, Ti, DBO, DQO, Cl, F, NO3, NO2, SO4, PO4, Nitrogênio total, SiO2, NH3, Ca, Mg, Na, K, P, Carbono Orgânico Dissolvido, alcalinidade, dureza). Os dados foram analisados por estatística descritiva, análise de variância, correlação e análises de componentes principais. Os resultados mostram que a sazonalidade é um fator que influencia nos valores dos parâmetros de qualidade da água, exceto para SO4, H4SiO4, Ba e Sr. Por outro lado, o efeito de maré é determinante para alterar os parâmetros de qualidade da água, especialmente no período menos chuvoso, mas essa alteração não ultrapassa os limites estipulados pelo CONAMA 357/2005. A análise de componentes principais permitiu identificar que o Ca, Mg, Ba, Sr, Mn e dureza foram responsáveis por 44,6% dos parâmetros de qualidade da água no período menos chuvoso, enquanto no chuvoso o Mg, K, Ba, dureza, Sr, Ca, Mn, Na, OD e Al foram responsáveis por 47,67%. Conclui-se que a sub-bacia hidrográfica do rio Tocantins tem sofrido impactos antrópicos por conta da implantação da barragem e das atividades agropecuárias e sugere-se que estudos futuros mensuram os efeitos dessas atividades sobre a qualidade da água do rio Tocantins.
