Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acidentes com transportes hidroviários e os extremos meteorológicos no nordeste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2015-03-30) SANTOS, Suanne Honorina Martins dos; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Este estudo analisou os acidentes com transportes hidroviários de passageiros e cargas no período de 2008 a 2013, em consequência dos extremos meteorológicos ocorridos no nordeste da Amazônia, geralmente com consequências graves a estrutura das embarcações e principalmente a perda de vida humana. Baseado em dados da Capitânia dos Portos da Amazônia Oriental, referente aos inquéritos sobre acidentes e fatos da navegação, pode-se caracterizar em que período esses acidentes mais ocorrem assim como a distribuição desses acidentes no tempo e no espaço, através de subáreas denominadas 1, 2 e 3, onde são classificados os acidentes mais comuns na subárea 1 do tipo naufrágio onde a bacia do Marajó se localiza com características de rios mais larga, na subárea 2 e 3 do tipo abalroamento onde as características morfológicas dos rios são mais estreitas, assim, além desses resultados obteve-se em relação a precipitação no período chuvoso (dezembro a maio) como sendo a maior responsável pelos acidentes ocorridos neste período que sofre forte influência de sistemas precipitantes como a Zona de Convergência Intertropical, Sistemas Convectivos de Mesoescala, Linhas de Instabilidade e Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis e, no período menos chuvoso (junho a dezembro) o vento é tido como principal variável que ocasiona acidentes no modal hidroviário, principalmente por ocasião da intensificação dos ventos alísios de nordeste, que encontram uma atmosfera livre de instabilidade, os acidentes tendem a ocorrer com maior frequência no horário das 12 às 24 horas. Deste modo, com a climatologia da precipitação com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, pode- se mostrar através da climatologia da precipitação da área de estudos, diminuição do quantitativo das subáreas mais adentro do continente. O vento no período menos chuvoso age com maior intensidade na subárea 1, o maior número de vítimas se concentra em crianças e adultos, sendo em sua maioria com homens. Foi apresentado ainda uma abordagem dos aspectos socioeconômicos baseados nos riscos inerentes as embarcações, com cascos de aço naval e madeira. Este último representa a realidade da Amazôniapor possuir estrutura de mais fácil colapso e que acaba por vitimar o maior número de pessoas. Assim sendo, potencial ameaça a segurança da navegação de cargas e passageiros que leva em consideração particularidades socioeconômicas. Embora as embarcações com maior número de acidentes tenham sido os empurradores de balsas, construídos em aço naval. Neste sentido, o auxílio primordial da previsão do tempo na navegação pode reduzir o número de acidentes com embarcações hidroviárias, pois o desconhecimento das condições atmosféricas por parte daqueles que pilotam as embarcações é notoriamente precárias, em razão desse desconhecimento as chances de acidentes são elevadas, influenciando os aspectos socioeconômicos dos passageiros e proprietários das embarcações que navegam os rios pertencentes a baía do Marajó, rio Tocantins, rio Pará e rio Amazonas, que foram as hidrovias estudas neste trabalho de dissertação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alagamento e inundação urbana: modelo experimental de avaliação de risco(Universidade Federal do Pará, 2010-03-18) SANTOS, Flávio Augusto Altieri dos; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Teve como objetivo desenvolver um modelo experimental de avaliação de risco de alagamento e inundação para Belém, a partir do modelo digital de elevação do terreno, do hidrograma de escoamento superficial e da vazão máxima do canal de drenagem principal da bacia hidrográfica da Travessa Quintino Bocaiúva. Na execução do trabalho foram utilizadas ferramentas de geoprocessamento para sistematizar os dados vetoriais relativo às unidades edificadas, eixo de vias e das cotas altimétricas para gerar o modelo digital do terreno. O desenvolvimento do sistema foi customizado através da linguagem de programação, objetivando facilitar e simplificar a operacionalização das rotinas de processamento das equações definidas para a execução do modelo hidrológico. Para a aplicação do modelo hidrológico a bacia hidrográfica foi subdividida em células de 25 m², sendo que para cada uma foi determinado sua cota de elevação e calculado o seu escoamento superficial com base na percentagem de impermebialização de cada uma. A vazão de pico do canal foi obtida através de campanhas de campo considerando duas situações: em condições de ocorrência de chuva de intensidade alta e outra sem influência de chuva. Para essas duas condições, também foi avaliado a influência das condições da maré do Rio Guamá sobre o canal principal da bacia. A coerência do modelo foi constatada a partir do teste de sensibilidade realizado para cada variável utilizada e sua validação feita com base nos dados de alguns eventos pluviométricos já ocorridos e checados através de matérias jornalísticas e registros fotográficos obtidos em campo no dia do evento. Os resultados obtidos indicam que o modelo hidrológico aplicado teve uma resposta positiva, e o sistema desenvolvido se mostrou eficiente e eficaz para ser aplicado como ferramenta de avaliação de risco de alagamento e inundação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da incidência de casos de dengue na área urbana de Belém – PA: uma aplicação de modelos espaciais e temporais(Universidade Federal do Pará, 2013-08-30) SIQUEIRA, Ionara Santos; QUEIROZ, Joaquim Carlos Barbosa; http://lattes.cnpq.br/4383935463464893Neste trabalho, foi realizado um estudo de mapeamento de áreas de incidência e previsões para os casos de dengue na área urbana de Belém. Para as previsões foi utilizada à incidência de dengue com a precipitação pluviométrica a partir de modelos estatísticos, baseados na metodologia de Box e Jenkins de series temporais. O período do estudo foi de 05 anos (2007-2011). Na pesquisa temos métodos multivariados de series temporais, com uso de função de transferência e modelos espaciais, em que se analisou a existência de autocorrelações espaciais na variável em estudo. Os resultados das análises dos dados de incidência de casos de dengue e precipitação mostraram que, o aumento no número de casos de dengue acompanha o aumento na precipitação, demonstrando a relação direta entre o número de casos de dengue e a precipitação nos anos em estudo. O modelo de previsão construído para a incidência de casos de dengue apresentou um bom ajuste com resultados satisfatórios podendo, neste caso, ser utilizado na previsão da dengue. Em relação à análise espacial, foi possível uma visualização da incidência de casos na área urbana de Belém, com as respectivas áreas de incidência, mostrando os níveis de significância em porcentagem. Para o período estudado observou-se o comportamento e as variações dos casos de dengue, com destaque para quatro bairros: Marco, Guamá, Pedreira e Tapanã, com possíveis influências destes bairros nas áreas (bairros) vizinhas. Portanto, o presente estudo evidencia a contribuição para o planejamento das ações de controle da dengue, ao servir de instrumento no apoio às decisões na área de saúde pública.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da qualidade da água do rio Guamá e suas interfaces climáticas e socioambientais em São Miguel do Guamá, nordeste paraense.(Universidade Federal do Pará, 2019-02-25) MARINHO, Eduardo Ribeiro; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Este trabalho objetiva compreender a relação da qualidade de água num trecho do rio Guamá, com as vertentes climáticas, antrópicas e sociais no município de São Miguel do Guamá, Nordeste Paraense. Diante disso, foram feitas seis coletas em três pontos distintos localizados na divisa entre os municípios de São Miguel do Guamá e Irituia; o Ponto A (Montante do rio), o Ponto B, (Centro do rio) e o Ponto C (Jusante do rio), durante dois meses em 2015 (Fev/Jul), em 2016 (Jan/Jun) e 2017 (Fev/Jul). Estes pontos representam à existência de atividades humanas as margens do rio; a indústria de cerâmica vermelha; os esgotos domésticos e a atividade madeireira. Para isso foram analisados os indicadores físico químicos de qualidade de água; pH, oxigênio dissolvido (mg/L), condutividade elétrica (μS/cm-1) sólidos totais dissolvidos (mg/L), temperatura da água (ºC) e turbidez (NTU). Além dos dados atmosféricos mensais e diários do Índice de Oscilação Sul e da precipitação do CMORPH, respectivamente. Para o cálculo de vazão do rio Guamá (m³/s) o método da regionalização de vazões mínimas em bacias através de interpolação em sistema de informação geográfica. Para a análise social foram usados os indicadores socioambientais de IDH-M, cobertura por sistema de abastecimento de água (%), cobertura por sistema de esgotamento sanitário (%), morbidade por diarréia e gastroenterite (nº de internações) e disponibilidade hídrica superficial (m³/s) no período de 1991 a 2010. Para análise dos dados foi aplicado à análise estatística multivariada - Análise de Componente Principal (ACP) e correlação linear de Pearson (r). Os principais resultados são: fortes correlações positivas e negativas entre a precipitação, a vazão e os indicadores de qualidade de água, durante o extremo climático El Niño 2015- 2016. No estudo da vertente social foram verificadas fortes correlações entre os dados de IDH-M com o sistema de abastecimento de água (%), rede de esgotamento sanitário (%), disponibilidade hídrica superficial (m³/s). De forma geral, a pesquisa buscou fazer uma análise da qualidade da água do rio Guamá com base na vertente interdisciplinar, mostrando-se o estudo pioneiro para a região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da resiliência socioecológica em um projeto de assentamento convencional do sudeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-04-30) CARVALHO, Alderuth da Silva; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; https://orcid.org/0000-0003-1233-318XO sudeste paraense é conhecido como fronteira agropecuária e cenário de inúmeros conflitos fundiários. Nessa mesma região, sob a politica da reforma agrária, o governo federal implantou cerca de 500 Projetos de Assentamentos (PA). Dentre eles, destaca-se o Projeto de Assentamento convencional 26 de Março, no município de Marabá-Pará. Este PA, resultado do processo de ocupação de quase 10 anos de acampamento na Fazenda Cabaceiras, foi formalmente criado em 2009. Sua organicidade é gerida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e é o pioneiro assentamento com licença ambiental. Tendo como referência as relações sociais e ambientais que se influenciam mutuamente, caracterizamos os assentamentos rurais como sistemas socioecológicos, que inseridos nos debates sobre sustentabilidade na Amazônia, nos permite aplicação da teoria da resiliência. O objetivo deste trabalho foi analisar a resiliência socioecológica do assentamento convencional PA 26 de Março. Para nos auxiliar nessa análise, optamos por usar a metodologia de indicadores de resiliência, compostos por duas dimensões, quatro componentes e 14 indicadores que receberam pontuação de 1 a 5 (um a cinco). Esses indicadores compuseram o questionário que nortearam as entrevistas aplicadas no período de setembro a outubro de 2017 à uma amostra de 20% dos proprietários de lotes ocupados no PA 26 de Março, Marabá. As respostas eram interpretadas a fim de identificar qual pontuação indicavam. As pontuações nos deram subsídios para encontrar quais componentes representavam fragilidade ou potencialidade para resiliência socioecológica dos núcleos de moradia do assentamento, além de nos possibilitar fazer um ensaio de categorização do nível da resiliência socioecológica do assentamento como um todo. Os resultados apontaram que, em nível de Núcleo de Moradia o componente “conhecimento, aprendizagem e inovação” representa tendência negativa à resiliência para todos os núcleos de Moradia, assim como para o assentamento como um todo. Por outro lado, percebemos como potencial de fortalecimento da resiliência o componente “Organicidade e infraestrutura”. Quanto à categorização, o PA se encontra em nível de resiliência socioecológica “Razoável”. Esse resultado indica um limiar entre a fragilidade e a potencialidade de fortalecimento da resiliência socioecológica. Dessa forma, consideramos imediatas ações de formação/qualificação aos assentados, além do fomento e/ou fortalecimento de tecnologias sociais que sejam voltadas ao respeito à biodiversidade e à agricultura familiar camponesa. Concluímos que o pensamento da resiliência socioecológica é pertinente e nos possibilita ricos debates no caminho da compreensão dos sistemas socioecológicos, como os assentamentos rurais na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da sustentabilidade e do potencial de implantação de uma reserva da biosfera no Marajó, Pará(Universidade Federal do Pará, 2017-02-13) QUINTELA, Patrick Diniz Alves; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/3761418169454490; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986O surgimento das premissas de desenvolvimento sustentável destacou-se como um novo paradigma das relações econômicas e os usos dos recursos naturais e oportunizou a capacidade de garantir a existência da vida, presente e futura da sociedade em equilíbrio com os processos da natureza. O Programa Homem e Biosfera (Man and Biosphere -MaB), lançado em 1971, é considerado um dos mais importantes programas de conservação biológica da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas - UNESCO. A estratégia da criação de Reservas da Biosfera (RB) transita entre a política global e a implantação local, onde estas unidades assumiram, desde 2008, o desafio de se consolidarem como espaços privilegiados na construção da sustentabilidade, unindo paisagens naturais e consolidação de espaços de conservação e uso sustentável com participação de populações locais. A pesquisa consistiu na elaboração de uma análise crítica de cunho interdisciplinar da situação em que se encontram os municípios do território do Marajó, Pará, através da ferramenta Barômetro da Sustentabilidade (BS) e, da análise dos desafios para a implantação de uma Reserva da Biosfera no Marajó, no que diz respeito à conservação da biodiversidade e promoção da sustentabilidade. Dos municípios que compõe o território Marajó, 13 apresentaram-se situados na faixa potencialmente insustentável, e os outros 3 na faixa intermediaria, conforme escala do Barômetro da Sustentabilidade, demonstrado a alta criticidade socioambiental apresentada pelo Marajó. Os resultados obtidos através da ferramenta caracterizam diversas condicionantes que dificultam a efetivação da Reserva da Biosfera Marajó.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da variabilidade espaço-temporal da precipitação e focos de calor em vegetação na ilha Hispaniola.(Universidade Federal do Pará, 2020-08-07) PRÉVOIR, Ermano; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Os países insulares localizados na América central e Caribe são vulneráveis a variabilidade e mudança do clima. Neste trabalho apresenta-se uma contribuição aos estudos climatológicos particularmente da Antilha Hispaniola do mar do Caribe, formada pelos países da República do Haiti e pela República Dominicana, cobrindo uma área de 78 mil km². Baseado nas análises da precipitação da base CHIRPS com alta resolução espacial constatou-se um padrão climático bimodal em Haiti e República Dominicana com o primeiro pico pluviométrico ocorrendo em maio e o segundo em setembro/outubro. O regime seco acontece nos meses de janeiro a março. Os padrões espaciais dos mapas climatológicos e as análises de correlações indicaram que os regimes sazonais da Antilha são influenciados diretamente pela configuração da TSM e dos ventos alísios no mar do Caribe sobre o Oceano Atlântico, sendo que o máximo principal do segundo semestre é explicado pela presença de TSM mais quentes (acima de 29C) e da banda de nebulosidade associada a ZCIT durante sua posição mais boreal. A avaliação quantitativa das correlações (simultâneas e defasadas) entre os dados de precipitação e índices de vegetação e de focos de calor, bem como a análise integrada do mapeamento dessas variáveis sobre o território da ilha Hispaniola, permitiram estabelecer relações consistentes nas dinâmicas de clima, vegetação e focos de calor. Republica Dominicana apresenta números muito maiores de focos de calor quando comparados aos de Haiti, sendo que as maiores frequências dos eventos se processam janeiro até abril, quando predomina o regime seco sobre a Antilha. Inversamente, durante o pico pluviométrico do segundo semestre, os focos de calor são mínimos e se concentram nos meses de agosto a dezembro. Quanto aos índices de vegetação há certa relação direta com o regime climático, com valores de NDVI maiores nas regiões espaciais contendo máximos de precipitação e vice-versa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de alguns parâmetros de qualidade da água na baía do Guajará em Belém-PA e os efeitos do regime pluviométrico e de marés(Universidade Federal do Pará, 2018-04-27) ARAÚJO, Vívian Evelyne Silva; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Grande Belém localiza-se na região estuarina, conformada pelo Estuário Guajarino, que integra o Golfão Marajoara, cujo ambiente fluvial é formado na confluência dos rios Pará, Tocantins, Acará e Guamá (IPEA, 2016). O nível de água do Estuário Guajarino apresenta oscilações associadas ao efeito sazonal (variações sazonais da chuva nas bacias hidrológicas) e a maré (variações do nível de maré). A elaboração deste estudo dá-se ao fato que as variações sazonais parecem estar associadas às mudanças ambientais que ocorrem no ecossistema, como efeito da sazonalidade hidrológica – marés e chuvas. O presente estudo analisou os componentes físico-químicos da água da Baía do Guajará relacionando-os as marés e a dinâmica hidrológica dos rios Guamá e Pará, também nesta pesquisa foi feita a análise do papel da precipitação na alteração dos componentes físico-químicos da água da Baía. Foi realizada a priori uma estatistica descritiva, verificando os valores das médias, dos máximos e mínimos, facilitando observar quais se encontram em concordância com a resolução vigente do CONAMA 357/2005. Também, foi aplicada a estatistica de correlação de Pearson, para avaliar o grau de relação entre variaveis, a correlação foi primeira estudada entre os próprios parâmetros físico-químicos, assim, observou-se que os parâmetros que tem forte correlação positiva foram a condutividade elétrica, TDS e salinidades. Os demais parâmetros não sofreram signifitivas correlação, demonstrando serem independentes entre si. Quando aplicada a correlação entre os parâmetros físico-químicos e a precipitação não se encontrou nenhum tipo de correlação, tanto positiva como negativa entre essas variaveis, significando que o papel da precipitação da cidade de Belém na variação dos componentes físico-químicos da Baía não é importante. Deste mesmo modo ocorreu para a relação dos parâmetros com as alturas das marés. Os gráficos do comportamento dos parâmetros físico-químicos em relação a chuvas, apresentou que dentre os nove parâmetros analisados, seis parâmetros foram alterados, como: pH, temperatura, condutividade elétrica, TDS, salinidade, OD e Turbidez. Esses parâmetros sofreram alterações por conta da precipitação. Os resultados dos gráficos da relação dos parâmetros e as marés foram observados que dentre os nove parâmetros estudados cinco deles foram alterados, diminuindo a temperatura, e aumentando os valores de condutividade elétrica, TDS, salinidade e turbidez.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores de desenvolvimento sustentável em Moçambique: uma aplicação do barômetro da sustentabilidade(Universidade Federal do Pará, 2017-09-25) MAXLHAIEIE, Martinho Julião; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; lattes.cnpq.br/3761418169454490Nos últimos anos têm-se buscado desenvolver métodos de avaliação do progresso rumo ao Desenvolvimento Sustentável (DS), nos níveis nacional, regional ou na escala local através de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS). A importância da utilização desta ferramenta para a implementação de políticas públicas baseada no DS ocorreu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992. Embora sejam muito importantes no processo de avaliação, estas ferramentas são atualmente pouco conhecidas, o que acaba dificultando sua utilização de maneira adequada. Em Moçambique, pouco se tem aplicado ferramentas de análise de sustentabilidade em suas mais diversas dimensões, devido à falta de informação das metodologias de indicadores, e principalmente pela ausência de uma estrutura institucional sólida para acompanhar, de forma eficaz, a implementação da Estratégia Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique. Dessa forma, a pesquisa empreendida tem por objetivo analisar o nível de desenvolvimento sustentável de Moçambique, no período de 2001 e 2014, por meio da aplicação do Barômetro da Sustentabilidade (BS). O BS é um método de análise bidimensional que inclui dois subsistemas: o humano e o ambiental e a partir deles são calculados índices sintéticos denominados “índice de bem-estar ambiental e “índice de bem-estar humano”. A pesquisa se constitui de um levantamento bibliográfico e documental, e foram selecionados 40 indicadores e definidas as escalas de desempenho para cada indicador. O resultado mostra que Moçambique encontra-se em uma performance ou condição de Potencialmente Insustentável em 2014 em comparação com a condição Insustentável de 2001.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401 Orcid iD ? https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de indicadores sustentáveis urbano em uma mesorregião amazônica, Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2022-03-29) SILVA, Elisane Gabriel do Nascimento; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401; https://orcid.org/0000-0003-3253-5301As preocupações globais com a degradação ambiental surgiram desde a década de 1970, refletidas em conferências, reuniões, relatórios, entre outros, realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que surgem acordos internacionais em prol da preservação da biodiversidade mundial. As percepções sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável abrangem as conceituações de evolução, consciência social e conservação ambiental. Para mensurar o Desenvolvimento Sustentável global, entra em vigor a Agenda 30 publicada pela ONU, com 169 metas, divididas em 254 indicadores, porém não avaliam a sustentabilidade municipal. O objetivo deste estudo é propor um sistema de indicadores que permita a análise da sustentabilidade urbana diante das dimensões social, político-institucional e ambiental dos municípios da Mesorregião Metropolitana de Belém. A Matriz de Indicadores de Sustentabilidade Urbana (MASU) foi elaborada para que a coleta de dados seja realizada por meio de sites da internet, sem custos ao pesquisador. Na validação desta proposta foram aplicadas duas metodologias: o método Escalar de Likert (adaptado) e o método de Análise de Componentes Principais (ACP), análises divididas em dois capítulos. Os resultados obtidos pelo método Escalar Likert (adaptado) apontam para sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores das Dimensões Ambiental e Político-Institucional, consecutivamente, destacando os municípios de Belém e Santa Bárbara do Pará como sustentáveis, e os municípios de Marituba, Inhangapi e Castanhal como insustentáveis. A sustentabilidade alcançada pelos municípios infere cidades com Desenvolvimento Sustentável, embora essa sustentabilidade esteja associada à análise relativa da amostra de dados. Enquanto a aplicação do método ACP mostrou sustentabilidade nos indicadores da Dimensão Social e insustentabilidade nos indicadores da Dimensão Político-Institucional, destacando os municípios com Desenvolvimento Sustentável sendo Barcarena, Santa Bárbara do Pará, Inhangapi e Santa Isabel do Pará como sustentáveis, devido aos critérios medidos por meio dos Componentes Principais (CPs). Assim, a MASU destacou resultados realistas, mostrando indicadores (des)favoráveis à sustentabilidade local, fornecendo subsídios à gestão pública para solucionar problemas específicos e desenvolver políticas públicas efetivas para atender às necessidades da população e alcançar o Desenvolvimento Urbano Sustentável.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do desflorestamento nos municípios do estado do Pará entre os anos de 2000 a 2009 e a importância das áreas protegidas na contenção do desflorestamento(Universidade Federal do Pará, 2012-10-26) MONTEIRO, Elivelton Ferreira; FERREIRA, Leandro Valle; http://lattes.cnpq.br/8103998556619871Esta dissertação tem por objetivo mostrar o processo de desflorestamento nos municípios do estado do Pará entre os anos de 2000 a 2009 e a importância das Unidades de Conservação e Terras Indígenas na contenção do mesmo. A área de estudo se constitui do estado do Pará que apresenta uma área de 1.247.690 Km², e seus 143 municípios. Os dados foram coletados no INPE no Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite – PRODES. O tratamento e análise dos dados vetoriais foram realizados por meio do software ArcView 3.3. O desflorestamento acumulado, até o ano de 2009, no estado do Pará é de cerca de 19,6%. Já a cobertura florestal remanescente é de cerca de 65%. O desflorestamento se apresenta de forma diferenciada no estado do Pará, concentrando-se principalmente nas regiões nordeste e sudeste do Estado, e também ao longo das principais rodovias. A proporção do desflorestamento também é variada entre os municípios do estado do Pará. Do total de 143 municípios, 31 encontram-se entre 0 e 15,5% de seus territórios desflorestados (21,7% do total); 16 municípios (11,2%) estão entre15,5% e 35,5%; 32 municípios (22,4%) estão entre 35,5% e 55,5%; 24 municípios (11,9%) estão entre 55,5 e 75,5%; e 40 municípios estão entre 75,5% e 95,5% do seus territórios desflorestados, o que representa 28%. Dos 143 municípios, 24 encontram-se entre 0 e 15,5% de seus territórios desflorestado, o representa 16,8% do total; 22 municípios (15,4%) estão entre15,5% e 35,5%; 27 municípios (18,9%) estão entre 35,5% e 55,5%; 27 municípios (18,9%) estão entre 55,5 e 75,5%; e 43 municípios estão entre 75,5% e 95,5% do seus territórios desflorestados, o que representa 30,1%. No estado do Pará existem atualmente 117 áreas protegidas, sendo 1 Área Militar, ocupando 1,7%; 71 Unidades de Conservação (14 de Proteção Integral e 57 de Uso Sustentável) e 45 Terras Indígenas, ocupando, 29,03% e 22,9%, respectivamente, totalizando 53,6% do total do estado. A proporção de áreas protegidas varia bastante entre os municípios do estado do Pará. Dos 143 municípios, 16 apresentam entre 55,5% a 93,6% de seus territórios dentro de áreas protegidas (11,2% do total); 12 municípios (8,4%) apresentam entre 35,5% a 55,5%; 23 municípios (16,1%) apresentam entre 15,5% - 35,5%; 15 municípios (10,5%) estão entre 5,5% - 16,5%; e a grande maioria, 77 municípios, estão entre 0 a 5,5% dos seus territórios dentro de áreas protegidas, o que representa 53,8%. Houve uma correlação significativa e negativa entre a proporção de desflorestamento e a proporção de áreas protegidas no estado do Pará (r = -0.66). Os municípios que possuem as maiores proporções de áreas protegidas são consequentemente os que apresentam menores proporções de seus territórios desflorestados. As analise do desflorestamento interno e externo dos municípios do estado do Pará evidenciaram grande proporção de vegetação dentro dessas áreas em comparação com seu exterior.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do impacto das mudanças climáticas nas unidades de conservação dos manguezais amazônicos na Costa Atlântica Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-28) SOUSA, Marina Costa de; ANJOS, Luciano Jorge Serejo dos; http://lattes.cnpq.br/0244738999001686; https://orcid.org/0000-0002-3270-6679; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318Os manguezais amazônicos estão sujeitos a diversos impactos climáticos, demandando ações de conservação e adaptação. Os objetivos deste trabalho é avaliar a vulnerabilidade das Unidades de Conservação (UCs) dos manguezais amazônicos as mudanças climáticas, fornecer dados de previsão climática para a região e analisar se as UCs estão desempenhando efetivamente seu papel de proteção desses ecossistemas. Para alcançálos, foi utilizado dados do MapBiomas para delimitar a área de mangue, dados do World Database on Protected Areas (WDPA) para identificar as UCs dentro dos manguezais, dados do WorldClim para obter informações sobre a temperatura média anual (BIO1) e a precipitação acumulada (BIO12), e dados de Biomassa Acima do Solo (ESA). O processamento foi realizado no software ArcGIS, Qgis e Rstudio. Os resultados revelaram uma tendência de aumento da temperatura ao longo do tempo, enquanto a precipitação acumulada apresentou uma tendência de redução entre diferentes cenários e períodos. Esses padrões indicam que os manguezais sob proteção podem enfrentar até o final do século um contínuo aumento da temperatura e uma redução na precipitação. A temperatura mais elevada contribui para o aumento da disponibilidade de energia, desempenhando um papel fundamental na regulação da evapotranspiração nas florestas de mangue. Por outro lado, a redução na precipitação tem um impacto na salinidade, produtividade, crescimento e diversidade das espécies de mangue. O estudo também avaliou as UCs que protegem as florestas de mangue na região amazônica, juntamente com a biomassa acima do solo (AGB) que representa a quantidade de carbono armazenada nas árvores. Os resultados mostraram que 80,2% dos manguezais estão inclusos em UCs, com maior proteção no estado do Maranhão, seguido pelo Amapá e Pará. No entanto, observou-se uma variação na AGB entre os estados avaliados, com aumento para o Amapá e Pará e diminuição para o Maranhão. É fundamental implementar medidas de gestão e conservação mais eficazes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas nesses ecossistemas costeiros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do regime hidrológico e da disponibilidade hídrica da Bacia do Rio Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2017-05-25) AGUIAR, Rogério de Souza; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Amazônia vive ano após ano a dinâmica de cheias e vazantes nos seus rios. No entanto, expressiva variabilidade das descargas fluviais diante de séries históricas dos dados climáticos passou a ser mais persistentes ao longo dos anos. Este estudo busca analisar a influência da variabilidade temporal em escala de bacia hidrográfica sobre o regime do rio Amazonas, a partir das vazões observadas na estação hidrológica da Agência Nacional de Águas – ANA, localizada em Óbidos, no Estado do Pará em uma série histórica de janeiro/1970 a dezembro/2013. Além do tempo, o estudo analisou a intensidade de mecanismos oceânicos sobre a bacia Amazônica Brasileira em cada ano da série. Como esperado, o tempo influenciou na vazão média interanual encontrada de 98.723 m3/s para os 44 anos da série analisada. Porém apresentando a vazão média do rio Amazonas com uma expressiva variabilidade de amplitude entre picos de máximo e mínimo do rio, entorno de 134.000 m3/s, com a vazão variando de ordem de 105.000 m3/s (como ocorrido em novembro) no regime hidrológico de vazante até uma ordem de 239.000 m3/s (como em junho) no regime de cheia. Também foi identificado que fenômenos de El Niño e La Niña modularam eventos climáticos extremos causando anomalias de TSM negativas e positivas diferenciadas sobre a bacia Amazônica, no período de 1970 a 2013 com significante relação no comportamento das vazões de vazante e de cheia. A análise interanual mostrou que os anos de baixas vazões registradas, possuíam a característica de persistência de ocorrência em relação as altas vazões registradas. No final do período analisado, a partir de 1989, houve um aumento sazonal em relação à amplitude média da vazão de 87.727 m3/s devido a fortes níveis mínimos registrados. Ao analisar a vazão normalizada percebeu-se a persistência de vazão baixa no ano em curso do fenômeno El Niño e também do ano seguinte. Após constatar esta persistência de vazão abaixo da média na série estudada, a pesquisa buscou investigar quanto aos fatores de armazenamento e disponibilidade do rio Amazonas. Na determinação da disponibilidade hídrica do rio Amazonas foi utilizado o método dos Percentis (especificamente a ordem quantílica Q95%). As análises das vazões disponíveis obtidas pelo quantil 95% mostram que os anos do fenômeno El Niño não refletiram na diminuição da vazão do rio Amazonas em todos os anos da série, pois houve anos de ocorrência que não apresentaram índices críticos de disponibilidade hídrica. Concluiu-se que o comportamento das vazões na bacia Amazônica sofreu a influência de anomalias de TSM negativas e positivas moduladas pela intensidade do El Niño e La Niña, não havendo disponibilidade hídrica suficiente para a manutenção dos ecossistemas da bacia Amazônica. Assim o estudo mostrou que naturalmente as vazões anuais do rio Amazonas não atingem, em sua totalidade, o valor mínimo determinado para as séries históricas pela lei. Além de que as variabilidades hidrológicas na Amazônia não são causadas somente pelos fenômenos de El Niño ou La Niña.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise dos efeitos térmicos de superfície na cidade de Belém-Pará-Brasil utilizando imagens de satélite(Universidade Federal do Pará, 2011-08-12) CORRÊA, Leda Vilhena; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Utilizando dados observacionais de precipitação e temperatura do ar para o período de 1967 a 2008, do qual se elaborou a climatologia destas variáveis, e analisando as condições atmosféricas influenciadas pelo fenômeno ENOS, pretende-se identificar, caracterizar e analisar os efeitos térmicos espaciais na cidade de Belém-PA, a partir de dados meteorológicos de superfície e de imagens do sensor MODIS, o qual está disposto sobre a plataforma do satélite Aqua. Observou-se que, a média da precipitação anual foi de 2978,6 mm/ano, e que apresenta tendência de aumento ao longo dos anos, comportamento semelhante observou-se para a temperatura do ar. Em geral, os resultados mostram dois núcleos de maiores intensidade de temperaturas da superfície, um na cidade de Belém e outro na cidade vizinha, Ananindeua. Estes variam espacialmente e temporalmente de intensidade. Durante eventos de La Niña, o núcleo da ilha de calor fica localizado em bairros mais próximos a baía do Guajará, enquanto que durante eventos de El Niño estes bairros apresentam temperaturas mais amenas do que os bairros mais afastados dos corpos hídricos. Observou-se ainda que, a amplitude térmica da temperatura superficial entre áreas urbana e rural variam bastante, com a maior variação de 30,8°C e a menor de 16,8°C. Neste sentido, as maiores temperaturas da superfície foram observadas nos bairros com baixo NDVI, conseqüência de uma urbanização mais densa. As superfícies urbanas e as superfícies vegetadas apresentam relações de causa e efeito muito próximas, principalmente, durante o período menos chuvoso, isto pode ser percebido pela correlação que apresenta valor acima de 50%. Este estudo apresenta resultados que auxiliam no melhor entendimento do comportamento e dos efeitos térmicos espaciais e temporais na cidade de Belém, pois o uso de imagens do satélite é de fundamental importância para a identificação e caracterização das condições ambientais climáticas e ilhas de calor urbanas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise dos impactos das diferentes formas de ocupação da superfície sobre as condições meteorológicas na região de Santarém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2011-08-26) SILVA, Benedito Evandro Barros da; GANDU, Adilson Wagner; http://lattes.cnpq.br/8491359374260645O objetivo desta dissertação foi obter informações referentes ao uso e ocupação do solo na região de Santarém, em diferentes anos das últimas décadas, para melhor representar os efeitos causados pelas modificações das propriedades da superfície sobre as condições atmosféricas simuladas por modelos numéricos de tempo e clima. As superfícies continentais caracterizam-se por causar efeitos substanciais sobre a atmosfera e, consequentemente, influir na qualidade das previsões de tempo e de clima. Por outro lado, o desmatamento contribui com as mudanças climáticas, por eliminar grandes quantidades de gases de efeito estufa para a atmosfera. Estas atividades também causam efeitos na saúde publica, na agricultura, nos recursos florestais, nos recursos faunísticos e nos recursos hídricos. Além disso, a substituição da superfície natural por pastagem ou agricultura altera as propriedades térmicas e radiativas da superfície, gerando modificações nas condições atmosféricas locais, regionais e globais. Neste trabalho foram analisados períodos representativos de possíveis mudanças climáticas na região, identificados a partir do tratamento e analise estatística de dados climatológicos de estações meteorológicas de superfície, bem como a evolução temporal e quantitativa do desmatamento na região de estudo com os dados do Projeto PRODES Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite). Para avaliar os efeitos atmosféricos das mudanças no uso e ocupação do solo utilizou-se como base o mapa de vegetação do IBGE, e a inclusão da classe “desmatamento” ao mesmo em diferentes períodos analisados (anos de 1997e 2009) trabalhadas no software Arc. Gis. 9.2. Foram criados arquivos de dados de tipos de superfície compatíveis com a leitura do modelo BRAMS, que foi então utilizado para simular os diferentes efeitos desses mapas temáticos de uso e ocupação do solo na atmosfera local. Os resultados indicam uma tendência de aumento da precipitação média anual e da frequência média de dias com precipitação, diminuição da temperatura média das máximas e aumento da temperatura média das mínimas ao longo dos anos na região de Santarém. A área de estudo, até o ano de 1997, registrou um desmatamento de 19,44% e até o ano de 2009 passou para 25,54%. As simulações com os arquivos gerados de uso e ocupação do solo para 1997 e 2009 apresentaram poucas variações para os diferentes mapas temáticos em suas variáveis (temperatura, umidade e fluxos de calor sensível e latente), quando considerado os valores médios da área total simulada. Porém, quando se considera pequenas áreas localizadas somente sobre as regiões que sofreram maiores modificações, observam-se maiores influências com o aumento do desmatamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise e modelagem hidrometeorológica na Bacia do Rio Tocantins em Marabá-PA(Universidade Federal do Pará, 2008) SANTOS, Daniel Meninéa; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Esta pesquisa objetivou desenvolver um modelo estatístico de previsão de vazão para Marabá - PA, bem como avaliar a estrutura dinâmica atmosférica associada aos extremos do regime hidrológico da bacia do rio Tocantins. O modelo hidrológico de regressão linear múltipla utilizou as séries de observações fluviométricas e pluviométricas obtidas no banco de dados da ANA. Os testes de validação do modelo estatístico com coeficiente de Nash acima de 0,9 e erro padrão de 1,5 % e 5% nos períodos de cheia e estiagem, respectivamente, permitem que as previsões de vazão em Marabá possam ser geradas com antecedência de 2 a 4 (3 a 5) dias para o período da cheia (estiagem). Através da técnica de composições considerando todos os anos com registro de vazão acima/muito acima e abaixo/muito abaixo do normal, obtidos pela metodologia dos percentis, investigaram-se as características regionais da precipitação e a estrutura dinâmica atmosférica em cada mês (Novembro a Abril). As composições dos anos com vazão acima/muito acima mostraram que a precipitação sobre a bacia foi acima do normal em todos os meses, sendo que os padrões de grande escala indicaram a configuração associada ao fenômeno La Niña no Pacífico e condições de resfriamento no Atlântico Sul; intensificação tanto do ramo ascendente zonal da célula de Walker como do ramo ascendente meridional da célula de Hadley; intensificação da Alta da Bolívia posicionada mais a leste e anomalias negativas de ROL associadas à atuação conjunta da ZCAS e ZCIT. Inversamente, as composições dos anos com vazão abaixo/muito abaixo evidenciaram a predominância de precipitação abaixo do normal em toda bacia hidrográfica, a qual se associou com as condições de aquecimento (El Niño) sobre o Pacífico, Atlântico sul aquecido, célula de Walker e Hadley com enfraquecimento dos movimentos ascendentes, posicionamento da Alta da Bolívia mais a oeste com anomalias positivas de ROL indicando inibição da atividade convectiva tropical. Adicionalmente, uma análise quantitativa dos impactos sócio-econômicos sobre os principais núcleos da cidade de Marabá revelou que aproximadamente 10 mil pessoas (5% da população) são atingidas pela cheia do rio Tocantins com custos nas operações de enchente acima de R$ 500.000,00, considerando o caso de 2005.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial das mudanças na cobertura e uso da terra em Santarém e Belterra, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2008) CASTRO, Williams Martins; VENTURIERI, Adriano; http://lattes.cnpq.br/8968863324073508; BATISTELLA, Mateus; http://lattes.cnpq.br/1337579164863601Através de um estudo de caso, este trabalho testa como a delimitação da área de estudo pode influenciar o resultado de análises multiescalares em processos espaciais de mudanças na cobertura e uso da terra na Amazônia. Partindo dos limites dos municípios de Santarém e Belterra no Oeste do Estado do Pará, foram definidos três níveis de análise. O primeiro nível abrange uma região retangular arbitrariamente definida e denominada sub-região de Santarém. O segundo nível, uma parte do primeiro, corresponde a uma área de ocupação consolidada, definida pelo limite do entorno de lotes estabelecidos pelo INCRA na década de 1970. O terceiro nível corresponde às zonas de influência de quatro eixos viários inseridos na área de ocupação consolidada e subdivididos em sub-áreas norte e sul, num total de oito sub-áreas do segundo nível de delimitação. Para cada nível de análise, foram calculadas métricas de paisagem sobre mapeamentos temáticos de cobertura e uso das terras para os anos de 1986, 1997 e 2005, analisados conjuntamente com entrevistas feitas em campo. Os resultados mostram que as peculiaridades da dinâmica de ocupação em cada nível permitem melhor identificar padrões e processos revelados pela estrutura da paisagem. Em particular, nota-se a continuidade da fragmentação da floresta e o avanço da agricultura intensiva em diferentes taxas nas distintas porções da área de estudo. Os resultados obtidos para os três níveis de análise são complementares, possibilitando uma compreensão mais abrangente das mudanças de cobertura e uso da terra e de seus fatores condicionantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise etnoecológica da floresta de várzea da ilha de Sororoca, Ananindeua, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2010-03-16) ALMEIDA, Adrielson Furtado; JARDIM, Mário Augusto Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/9596100367613471Foram analisados aspectos etnoecológicos das espécies arbóreas ocorrentes em 2 ha de floresta de várzea na ilha de Sororoca, município de Ananindeua, Estado do Pará. A florística foi avaliada por meio de inventário em oito parcelas de 50 x 50 m, onde foram mensuradas todas as árvores com diâmetro a altura do peito (DAP) ≥ 10 cm a 1,30 m do solo e em seguida calculada a Densidade relativa, Frequência relativa, Dominância relativa, Índices de valor de importância e cobertura. As informações sobre o uso, manejo e época de uso foram obtidas por meio de entrevistas com moradores locais. Os resultados mostraram 3.054 indivíduos distribuídos em 20 famílias, 47 gêneros e 53 espécies. Fabaceae e Arecaceae destacaram-se com maior número de espécies. Euterpe oleracea representou 69,01% dos indivíduos com maior dominância relativa, índice de valor de importância e índice de valor de cobertura. O principal uso das 49 espécies concentrou-se na categoria artesanal. Os meses de janeiro a abril corresponderam à época de uso e manejo das espécies coincidindo com o período chuvoso, com os valores de precipitação e umidade relativa do ar mais elevada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise integrada da paisagem na bacia hidrográfica do rio Acará, Amazônia Oriental: subsídios ao planejamento ambiental.(Universidade Federal do Pará, 2019-02-22) DIAS, Filipe Gomes; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594A dinâmica do uso e cobertura da terra na região Amazônica tem impulsionado alterações negativas nos diferentes sistemas ambientais, que em muitos casos apresentam cenários muito graves. Tal situação torna de suma importância as ações de planejamento e gestão ambiental dos recursos naturais. Desse modo, a presente pesquisa tem por objetivo realizar uma análise integrada da paisagem na bacia hidrográfica do rio Acará, Nordeste paraense, na Amazônia Oriental, por meio de técnicas de geoprocessamento, com o intuito de subsidiar ações de planejamento ambiental. Para isso, adotou-se os fundamentos teórico-metodológicos da abordagem geoambiental para analisar de forma integrada e holística os aspectos, as condições, os problemas, as fragilidades e potencialidades da paisagem da bacia. A construção desta pesquisa contou com o levantamento de bibliografias sobre o tema, de dados socioeconômicos e geocartográficos, para a confecção de mapas e cartas temáticas. Os resultados obtidos indicam que a bacia apresenta cinco unidades geoambientais marcadas por condições socioeconômicas e de saneamento ambiental baixas e insatisfatórias, onde a implementação de políticas públicas específicas influenciou diretamente em mudanças do uso da terra, tanto no sentido de menores taxas de desflorestamento quanto na expansão do monocultivo de dendê, em sua maioria em áreas degradadas, porém avançando para áreas florestais. Constatou-se também que os usos da terra, sobretudo as atividades agropecuárias, têm degradado substancialmente as zonas ripárias, além de influenciar na manutenção de água no sistema hídrico, impactando áreas que desempenham funções vitais para a sustentabilidade hidroambiental da bacia. Dessa forma, são apresentadas recomendações gerais para subsidiar ações de planejamento e gestão ambiental na bacia hidrográfica do rio Acará para se alcançar um quadro de sustentabilidade hidroambiental.
