Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Navegando Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG por Orientadores "FERREIRA, Joice Nunes"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diversidade no uso e manejo de fogo por agricultores na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-06-08) SANTOS, Ian Paulo Monteiro; SILVA, Fernando Elias da; http://lattes.cnpq.br/7374917289764220; https://orcid.org/0000-0001-9190-1733; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904; https://orcid.org/0000-0002-4008-2341O uso indiscriminado do fogo vem se tornando um problema global devido ao aumento da incidência e severidade dos incêndios relacionados, principalmente, às mudanças climáticas. A Amazônia brasileira era um bioma livre de fogo, porém tem experimentado incêndios cada vez mais frequentes e intensos. O uso e manejo do fogo é histórico e bastante variável, especialmente na prática da agricultura. Diante disso propõe-se nessa dissertação avaliar o uso e manejo do fogo por diferentes tipos de agricultores (familiares e patronais) em duas regiões distintas na Amazônia Oriental. A coleta de dados foi feita em 2010 pela Rede Amazônia Sustentável (RAS) e em 500 propriedades rurais, distribuídas em 18 microbacias hidrográficas em cada região. Para comparar a diversidade de práticas de uso e manejo do fogo entre os produtores e as regiões, utilizouse a análise PERMANOVA. Em ambas as regiões, predomina o uso do fogo e os agricultores familiares foram aqueles que tiveram proporção de uso maior em comparação aos patronais. Entretanto, o uso do fogo foi também realizado pelos agricultores maiores de ambas as regiões. As duas finalidades principais para usar o fogo foram preparar a terra antes de implantar agricultura e realizar o manejo de pastagens degradadas. As capoeiras ou florestas secundárias (<20 anos) foram o tipo de vegetação mais usado, embora florestas primárias e capoeiras mais velhas também tenham sido usadas. A maioria dos agricultores construiu aceiros e queimou contra o vento, porém também usou o fogo no período mais quente do dia (entre 12h-15h) e antes das primeiras chuvas na região No momento da queima, os agricultores de ambas as regiões recebem auxílio humano, que ocorre predominantemente por pessoas da própria propriedade. Esse uso dominante do fogo na Amazônia reflete o padrão observado nas diferentes regiões tropicais, principalmente relacionado à agricultura itinerante. Observou-se, também, uma incompatibilidade entre o manejo realizado pelos agricultores e aquele recomendado por especialistas ou pela lei. A necessidade da adaptação da lei brasileira quanto às práticas de queimadas locais é emergente, já que ela pode tornar essa prática inviável. Espera-se com esse estudo contribuir para a elaboração de normas de uso e manejo do fogo que sejam mais adaptadas às realidades específicas de cada região e de cada produtor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diversidade no uso e manejo de fogo por agricultores na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-06-08) SANTOS, Ian Paulo Monteiro; SILVA, Fernando Elias da; http://lattes.cnpq.br/7374917289764220; https://orcid.org/0000-0001-9190-1733; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904O uso indiscriminado do fogo vem se tornando um problema global devido ao aumento da incidência e severidade dos incêndios relacionados, principalmente, às mudanças climáticas. A Amazônia brasileira era um bioma livre de fogo, porém tem experimentado incêndios cada vez mais frequentes e intensos. O uso e manejo do fogo é histórico e bastante variável, especialmente na prática da agricultura. Diante disso propõe-se nessa dissertação avaliar o uso e manejo do fogo por diferentes tipos de agricultores (familiares e patronais) em duas regiões distintas na Amazônia Oriental. A coleta de dados foi feita em 2010 pela Rede Amazônia Sustentável (RAS) e em 500 propriedades rurais, distribuídas em 18 microbacias hidrográficas em cada região. Para comparar a diversidade de práticas de uso e manejo do fogo entre os produtores e as regiões, utilizouse a análise PERMANOVA. Em ambas as regiões, predomina o uso do fogo e os agricultores familiares foram aqueles que tiveram proporção de uso maior em comparação aos patronais. Entretanto, o uso do fogo foi também realizado pelos agricultores maiores de ambas as regiões. As duas finalidades principais para usar o fogo foram preparar a terra antes de implantar agricultura e realizar o manejo de pastagens degradadas. As capoeiras ou florestas secundárias (<20 anos) foram o tipo de vegetação mais usado, embora florestas primárias e capoeiras mais velhas também tenham sido usadas. A maioria dos agricultores construiu aceiros e queimou contra o vento, porém também usou o fogo no período mais quente do dia (entre 12h-15h) e antes das primeiras chuvas na região No momento da queima, os agricultores de ambas as regiões recebem auxílio humano, que ocorre predominantemente por pessoas da própria propriedade. Esse uso dominante do fogo na Amazônia reflete o padrão observado nas diferentes regiões tropicais, principalmente relacionado à agricultura itinerante. Observou-se, também, uma incompatibilidade entre o manejo realizado pelos agricultores e aquele recomendado por especialistas ou pela lei. A necessidade da adaptação da lei brasileira quanto às práticas de queimadas locais é emergente, já que ela pode tornar essa prática inviável. Espera-se com esse estudo contribuir para a elaboração de normas de uso e manejo do fogo que sejam mais adaptadas às realidades específicas de cada região e de cada produtor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Extração de recursos florestais por agricultores na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-05-27) COSTA, Josinara Silva; SILVA, Fernando Elias da; ttp://lattes.cnpq.br/7374917289764220; https://orcid.org/0000-0001-9190-1733; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904A Amazônia é reconhecida como sinônimo de diversidade biológica e social. Abriga diversos grupos sociais com relações diretas ou indiretas com os recursos florestais. Entretanto, pouco se sabe como essas relações ocorrem em diferentes paisagens, bem como seus principais preditores. Neste estudo, buscou-se caracterizar a extração de produtos florestais madeireiros (PFM) e não madeireiros (PFNM) de 460 proprietários (com representação de pequenos, médios e grandes agricultores) de duas regiões distintas da Amazônia Oriental. Nessa pesquisa foi compilado informações acerca das características socioeconômicas, aspectos ambientais da propriedade e informações de extração de PFM e PFNM por meio de questionários. Além disso, foi modelado as relações da extração de PFM, e extração, intensidade de coleta, e riqueza de extração de PFNM com a cobertura florestal, região de localização, tamanho da propriedade, tipo de uso agrícola da terra, número de pessoas no domicílio e renda anual. Os resultados obtidos indicam uma baixa extração de PFM, principalmente da madeira em detrimento da produção de carvão. A maioria dos PFNM apresentou extrações abaixo de 50% e baixa intensidade de coleta entre as regiões, principalmente entre os pequenos produtores, o que evidencia uma tendência de menor dependência dos recursos florestais pelas famílias. Foi observado um maior percentual de extração de produtos florestais em médias e grandes propriedades, o que pode estar relacionado com a presença de reservas legais maiores nessas áreas. A relação positiva da cobertura florestal e o tamanho da propriedade com a extração da maioria dos PFM e PFNM reforça este argumento. A riqueza de extração e intensidade foi maior na região de Santarém, o que pode estar relacionado com a maior diversidade cultural de uso de produtos florestais nessa região. Diante do exposto, é possível concluir que médios e grandes produtores da Amazônia Oriental também possuem vínculos com as florestas, bem como a exploração dos PFNM em pequenas propriedades da região podem ser intensificadas de acordo com a demanda de mercado. Por fim, entender-se que a forte relação de extração dos PFNM com o aumento do tamanho de propriedade pode se configurar como uma barreira para melhores oportunidades aos agricultores menos favorecidos economicamente, prejudicando assim o desenvolvimento sustentável a partir de uma perspectiva de exploração sustentável dos produtos florestais não madeireiros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fixação biológica de nitrogênio em florestas secundárias e florestas primárias queimadas na Amazônia Centro-Oriental(Universidade Federal do Pará, 2018-02-28) NASCIMENTO, Rodrigo Oliveira do; BARLOW, Jos; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904Entender os mecanismos que influenciam na capacidade de regeneração das florestas tropicais é altamente relevante no contexto atual de grande perda e degradação dos ecossistemas. Espécies da família Fabaceae apresentam resiliência após distúrbios, através do mecanismo simbiótico de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), importante para a manutenção de ciclos biogeoquímicos dos ecossistemas. O objetivo deste trabalho foi investigar o papel da fixação biológica de nitrogênio na regeneração natural de florestas secundárias e florestas primárias queimadas em uma região centro-oriental da Amazônia. Para isso, foram estudados 15 transectos (0,25ha cada) que englobavam três classes florestais: florestas secundárias (>17,5 anos), florestas primárias queimadas recentemente (17 meses) e florestas primárias intactas. Foram selecionados e avaliados todos os indivíduos da família Fabaceae (DAP>10cm) com potencial de nodulação indicado na literatura ocorrentes nos transectos. Amostras de solo foram coletadas para a checagem da presença de nódulos ativos e a nodulação foi estimada em nível individual, de espécie, classe florestal e ecossistêmico. Foram avaliados o carbono total e nitrogênio total no solo. Um modelo GLM foi utilizado para testar quais as principais variáveis preditoras que explicam o incremento de massa nodular, entre conteúdo de carbono e nitrogênio nos solos e variáveis dendométricas (diâmetro do caule, área de dossel das plantas e massa de raízes). Dos 133 indivíduos estudados, foram detectados 43 (32%) com nódulos ativos. Isto representou 18 espécies e 9 gêneros da família Fabaceae. O gênero Inga foi o que apresentou maior frequência de nodulação, com a espécie Inga pilosula como a maior massa de nódulos e (6,14 g.m-2). Uma variação intraespecífica de massa nodular também foi notada. As florestas secundárias apresentaram probabilidade de nodulação de três a cinco vezes superior às outras classes florestais. Além disso, a massa total de nódulos foi maior em florestas secundárias (9.37 g.m2) em comparação à florestas queimadas (6.54 g.m2) e florestas intactas (3.05 g.m2). Não foi possível encontrar evidências fortes de que houve uma contribuição importante da fixação biológica de nitrogênio nas florestas queimadas. A principal variável explicativa para a massa de nódulos foi o carbono total no solo. Junto com o carbono, outras variáveis também foram selecionadas como preditoras da massa de nódulos: o nitrogênio total no solo, diâmetro à altura do peito (DAP) e área de dossel. Os resultados sugerem a contribuição da fixação biológica de nitrogênio na regeneração de florestas na região de Santarém, fundamentalmente nas florestas secundárias e na existência potencial de entradas de nitrogênio no ecossistema através da fixação biológica. Os resultados do presente estudo são importantes para aumentar o entendimento dos mecanismos que dirigem a recuperação das florestas na Amazônia aos distúrbios.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Motivações de agricultores familiares para recuperação florestal em duas comunidades ribeirinhas em Paragominas - PA(Universidade Federal do Pará, 2017-03-29) BESSA, Mayara Suellen Costa; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904Com o aumento da degradação ambiental, iniciativas de restauração florestal tem avançado no mundo, e, em particular, no Brasil. O Código Florestal foi revisado em 2012, o Programa de Regularização Ambiental do Pará foi lançado em 2015 e a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa foi publicada em 2017. Ações de restauração ambiental dependem da participação ativa das comunidades locais. Por isso é fundamental compreender os aspectos que motivam os agricultores na restauração dos ecossistemas. Dessa forma, esta pesquisa teve como objetivo compreender as motivações dos agricultores familiares para desenvolver ações de restauração florestal na Amazônia Oriental. Iniciativas de restauração florestal, com a implementação de viveiros comunitários, vêm sendo realizadas na comunidade Nazaré e São Sebastião pelo governo estadual, por meio do Programa Pará Florestal (PF) coordenado pelo IDEFLOR-Bio. Assim a pesquisa primou primeiramente, em realizar uma entrevista com um servidor público de cada uma das duas instituições envolvidas no Programa Pará Florestal IDEFLOR-BIO e EMATER para se obter um panorama deste programa antes dos estudos de campo. O estudo de campo foi realizado no município de Paragominas, no sudeste do estado do Pará, no qual foi aplicado um questionário semi-aberto visando compreender o nível de conhecimento e aceitação das regras contidas no Código Florestal, as percepções sobre os recursos naturais nos estabelecimentos rurais e as motivações e barreiras para o envolvimento em ações de restauração florestal. Foram selecionadas duas comunidades ribeirinhas, situadas às margens do Rio Capim, no norte de Paragominas, as Comunidades Nazaré e São Sebastião. Os dados foram analisados para identificar características que influenciam as motivações para recuperar, comparando-se as duas comunidades estudadas, os participantes e não-participantes do PF e aplicando uma Análise de Correspondência Múltipla para avaliar a relação entre as diversas variáveis analisadas. Observou-se que as ações do PF ainda não contemplam as áreas de proteção especial requeridas no Código Florestal (APP, RL) e que os objetivos de produção são preponderantes sobre a recuperação ambiental. A posse do CAR foi ligada a um maior conhecimento do agricultor sobre as leis ambientais, mas não necessariamente a um maior cumprimento da legislação. A vontade de recuperar florestas não foi associada apenas aos participantes do PF. Entretanto, os participantes do PF pareceram mais conectados à biodiversidade local, listando mais essências florestais de interesse na recuperação de áreas alteradas. Além disso, os participantes vêem menos entraves para a recuperação. O menor interesse na recuperação foi associada aos jovens (< 45 anos), com ensino fundamental e famílias menores (<4 pessoas) indicando a necessidade de incentivo maior a esta categoria. As instituições entrevistadas ressaltaram a importância da continuidade dos projetos que atualmente sofrem de falta de confiança por parte dos agricultores. Além disso, enfatizaram também a importância da continuidade da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para os agricultores rurais com o intuito de promover a capacitação de recursos humanos para sistemas florestais e financeiros, de superar as dificuldades de orçamento e logística e de obter respaldo de pesquisas científicas sobre os Sistemas Agroflorestais (SAFs). Os resultados desta pesquisa indicam a necessidade de considerar uma gama de aspectos do perfil dos agricultores familiares para orientar os programas e garantir sucesso nas ações de restauração florestal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O papel relativo da configuração da paisagem, fatores naturais e manejo da terra na estrutura e diversidade de florestas secundárias no leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2016-04-29) LIZON ROMANO, Leon Pastor; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904As florestas secundárias ocupam cerca de 23% das áreas desflorestadas da Amazônia brasileira. Embora tenham claras diferenças com florestas primárias, as florestas em sucessão têm inegável importância ecológica, social e econômica. A região oriental da Amazônia, especificamente a área conhecida como arco do desmatamento, apresenta uma paisagem fragmentada, caracterizada por diversos usos de solo e grande extensão de florestas secundárias. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o papel relativo de variáveis da paisagem, variáveis naturais e de uso e manejo do solo sobre a estrutura e diversidade florística de florestas secundárias no Sudeste do Pará. Foram estudados 20 fragmentos de florestas secundárias em um gradiente de 5 a 20 anos. Em cada fragmento, foram estabelecidos: i) transectos de 10 x 250m (0,25 ha) para estudo das plantas com Diâmetro a Altura do Peito ≥ 10cm, (DAP≥10cm) em plots de 10 x 10m (total 25) ii) 5 subplots de 5 x 20m aninhados dentro dos transectos de 0,25 ha para estudo de plantas com DAP < 10cm e ≥2cm. (DAP<10cm). Foram mensuradas variáveis estruturais (densidade de plantas, altura, área basal, número de fustes) e variáveis de diversidade de espécies (riqueza, diversidade de Shannon e diversidade de Simpson) considerando árvores, palmeiras e lianas. Foi avaliado um conjunto de variáveis da configuração da paisagem para cada fragmento (eg. tamanho, perímetro, distância e proporção de floresta primária e de floresta total em um raio de 500 m, 1 km e 3 km), além de variáveis naturais (altitude e declividade) e o uso histórico de cada transecto (índice de intensidade de uso do solo e número de ciclos agrícolas). O histórico de uso da terra foi avaliado por uma combinação de séries temporais de imagens de satélite e entrevistas com os proprietários rurais. As análises foram feitas com o pacote RandomForest, no ambiente do software R. Os parâmetros estruturais e de diversidade tiveram grande variação entre as 20 florestas secundárias estudadas. Variáveis como altura e área basal não cresceram consistentemente ao longo do gradiente de idade. A porcentagem de variação das variáveis resposta explicadas pelos modelos variou de 0 a 38,75%. Em geral, todas as categorias de variáveis (idade, paisagem, fatores naturais, manejo da terra) contribuíram para explicar a variação nos dados, mas as variáveis de paisagem foram as que contribuíram em maior proporção (20,44 a 66,92%). A idade não foi o fator preponderante para explicar os diversos parâmetros estruturais, exceto a densidade de cipós (54,17%) que reduziu em florestas a partir de 15 anos. Em contrapartida, a idade foi um dos principais fatores explicando a diversidade de espécies das plantas DAP≥10cm (índice de Simpson). Juntamente com a paisagem, a idade explicou o total de variação na diversidade de espécies (57,60% e 42,49, respectivamente). As variáveis de manejo agrícola foram importantes para explicar a área basal das plantas de indivíduos DAP≥10cm e DAP<10cm (25,22% e 36,19%, respectivamente). Todas as variáveis da paisagem investigadas contribuíram para explicar nos parâmetros estruturais e de diversidade, a maioria explicando acima de 50% da variação. A área, perímetro e a relação perímetro-área dos fragmentos explicaram melhor os parâmetros estruturais e a riqueza de espécies. Por outro lado, a diversidade de Simpson foi explicada principalmente pela cobertura e distância da floresta primária a 1 km, bem como pela distância das florestas (primária e secundária conjuntamente). As variáveis naturais (declividade e altitude), assim como o município, que apresenta grande diferença na precipitação total, foram mais importantes para explicar a variação na densidade e área basal das plantas DAP<10cm. Em suma, enquanto uma combinação do uso da terra prévio, paisagem e as variações ambientais naturais foram importantes para a regeneração da estrutura das florestas, a cobertura de florestas primárias e a distância de remanescentes florestais (primárias e secundárias) foram determinantes para a recuperação inicial na diversidade de espécies. Os padrões encontrados nesse estudo contribuem para o entendimento dos fatores determinantes do potencial de regeneração e para informar estratégias de restauração das florestas secundárias nesta região mais desmatada da Amazônia brasileira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção de serviços ecossistêmicos por agricultores familiares na Amazônia Oriental: subsídios para a restauração florestal.(Universidade Federal do Pará, 2019-04-30) ALMEIDA, Áurea Silva; COUDEL, Emilie Suzanne; http://lattes.cnpq.br/3299840369978601; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são comumente recomendados para a restauração de áreas degradadas de agricultores familiares. O uso desse sistema de produção agrícola é pertinente, tanto por já ser uma prática tradicional dos agricultores em alternativa à agricultura itinerante, quanto pela comprovada oferta de diversos serviços ecossistêmicos, em comparação a outros sistemas de produção. Devido a carência de estudos sobre a dimensão sociocultural de Serviços ecossistêmicos, o entendimento dos benefícios para os seres humanos e sua importância em áreas de SAFs e de remanescentes florestais, nesse trabalho, buscou-se a compreensão da percepção dos serviços ecossistêmicos por agricultores familiares no Nordeste Paraense visando subsidiar ações que aumentem a abrangência e eficiência da restauração florestal. Foi realizada a caracterização das estratégias de recuperação florestal a partir da coleta de dados primários – via entrevista, questionário semiestruturado, questionário ilustrado e escala Likert – junto aos agricultores residentes no município de Irituia (PA). A partir da percepção relativa baseada em escala Likert, observou-se que, dentro do conjunto estudado, os agricultores reconhecem os benefícios advindos das paisagens naturais e dos sistemas agroflorestais, apresentando em geral alta percepção de serviços ecossistêmicos em todas as categorias propostas pela Avaliação ecossistêmica do Milênio (provisão, regulação, suporte e cultural). Entretanto, as maiores pontuações foram obtidas para os serviços culturais referentes a tranquilidade e paz de espírito em ambientes mais naturais e arborizados, bem como os serviços de provisão relacionados à água. Observou-se ainda que o grupo de agricultores com menor área de reserva florestal e maior área de SAF foi relacionado às percepções mais altas de serviços ecossistêmicos. Este resultado sugere que a perda de área florestal, no âmbito individual, possivelmente leva a uma maior sensibilização quanto aos benefícios dos sistemas naturais e, com isso, o incremento das áreas de SAF constituem uma tentativa de retorno às funções e benefícios perdidos pela degradação ambiental ao longo do tempo. Foi possível também observar que os agricultores da região possuem um entendimento de que os SAFs que manejam contribuem para a restauração de áreas degradadas. Por outro lado, a alta percepção de serviços ecossistêmicos não refletiu em sistemas com maior diversidade de plantas. De forma geral, programas de apoio são necessários para fortalecer a capacidade dos SAFs em prover serviços ecossistêmicos e aumentar a conservação da biodiversidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Recuperação natural da diversidade de espécies de plantas em florestas secundárias na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2017-03-30) TAURINO, Tássia Cristina da Conceição Barros; FERREIRA, Joice Nunes; lattes.cnpq.br/1679725851734904As florestas secundárias vêm aumentando nas regiões tropicais e somente na Amazônia ocupam 23% das áreas desflorestadas. Estas florestas são repositórios da biodiversidade, desempenham serviços ecossistêmicos importantes, além de contribuírem para os meios de vida de populações locais. A regeneração natural é importante no âmbito das estratégias de recuperação da vegetação nativa do Brasil, incluindo o Código Florestal, o Plano Nacional da Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG) e os compromissos internacionais de restauração florestal assumidos pelo país. O presente estudo objetivou descrever a recuperação natural da diversidade de espécies de plantas em florestas secundárias de diferentes idades no Sudeste do Pará, Amazônia Oriental. Foi utilizado um banco de dados de características estruturais e florísticas, coletadas em 2014 e 2015, para 20 fragmentos de florestas secundárias nos municípios de Marabá, Parauapebas, Eldorado dos Carajás e Canaã dos Carajás. A amostragem da vegetação seguiu a metodologia aplicada pela Rede Amazônia Sustentável. Em cada fragmento florestal, foi delimitado um transecto de 10 x 250 m ou de 20 x 125 m (0,25 ha), subdividido em 25 parcelas de 10 x 10 m, onde foi realizada a amostragem do estrato superior (DAP ≥ 10 cm). O estrato inferior (DAP < 10 cm) foi amostrado em cinco subparcelas de 5 x 20 m aninhadas no transecto. Os parâmetros fitossociológicos foram calculados no Programa Fitopac 2.1. Avaliou-se o padrão de dominância através do ranqueamento das espécies. Realizou-se avaliação da similaridade entre os transectos utilizando-se de ordenação por escalonamento multidimensional não métrico no Programa PCORd 5.15. Foram comparados os parâmetros fitossociológicos entre duas classes de idade por meio da Anova no Programa Past 3.02. Efetuou-se Análise de Espécies Indicadoras (IndVal) para cada classe utilizando o Programa R. Foram encontradas 282 espécies, 61 famílias e 5509 indivíduos nos 20 transectos de estudo. A recuperação natural da diversidade de espécies ocorre de forma rápida nos primeiros 10 anos de sucessão ecológica. Mas a trajetória da recuperação não foi linear e sim marcada por uma estabilização dos parâmetros de estrutura e diversidade entre 10 e 20 anos. A diversidade de espécies foi correlacionada com a área basal, embora a relação também não seja linear. A regeneração não foi acompanhada por convergência da composição florística entre sítios com idade semelhante. Entretanto, a similaridade na composição de espécies foi maior entre os sítios mais próximos, sugerindo autocorrelação espacial resultante dos processos bióticos ou ambientais. As florestas estudadas foram separadas em duas classes de idade com algumas espécies, principalmente da família Fabaceae, indicando os sítios em regeneração mais avançada. A recuperação da diversidade de plantas nos primeiros 20 anos de sucessão fornece evidência para alta resiliência das florestas na região de estudo. O conhecimento gerado neste trabalho sobre o potencial de regeneração natural das florestas no Sudeste do Pará é importante para direcionar as estratégias de manejo e conservação em curso na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sustentabilidade da produção madeireira de Goupia glabra Aubl. (cupiúba) na Amazônia brasileira.(Universidade Federal do Pará, 2019-03-08) VIEIRA, Sabrina Benmuyal; RUSCHEL, Ademir Roberto; http://lattes.cnpq.br/6636714035510120; FERREIRA, Joice Nunes; http://lattes.cnpq.br/1679725851734904A sustentabilidade da produção de madeira de florestas naturais é um assunto de grande debate. A preocupação em ter disponível continuamente os recursos naturais, principalmente, madeiras de espécies de valor no mercado, tornou-se um desafio para o manejo. Esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de analisar a dinâmica de crescimento em seis áreas experimentais de manejo florestal monitoradas na Amazônia brasileira e discutir sobre a capacidade de recuperação da espécie, em 35 anos, de maneira a subsidiar estratégias para um manejo florestal sustentável da espécie. Para compor este estudo, foram utilizados dados de inventário florestal contínuo, de seis áreas experimentais, da Rede de Monitoramento da Dinâmica de Florestas na Amazônia – Redeflor, monitoradas pela Embrapa Amazônia Oriental e Embrapa Amazônia Ocidental, localizadas em três estados da Amazônia brasileira: Pará (n = 4), Amapá (n = 1) e Amazonas (n = 2). No estudo, foram analisados os seguintes parâmetros: densidade de árvores (arv.ha-1), área basal (m².ha-1), mortalidade (arv.ha-1 e %.ano-1), recrutamento (arv.ha-1 e %.ano-1) e incremento periódico anual em diâmetro (IPAd). A partir dos parâmetros de dinâmica analisados foi obtida a taxa de recuperação das árvores (%.arv) com DAP ≥ 20 cm capazes de alcançar o diâmetro permitido pela norma de manejo (DAP ≥ 50 cm), em 35 anos. As árvores de G. glabra com DAP ≥ 20 cm apresentaram densidade natural distinta entre as áreas, com variação de 0,8 a 5,5 arv.ha-1, ocupando uma área basal de 0,343 a 1,814 m².ha-1. A dinâmica de mortalidade e recrutamento, mesmo após 31 anos de monitoramento, evidenciou que a espécie não recuperou a densidade e dominância após à colheita. O IPAd, entre os sítios monitorados, variou de 0,19±0,27 a 0,93±0,55 cm.ano-1, na qual as árvores de menor diâmetro (DAP 20-49,9 cm) apresentaram as maiores taxas crescimento. A recuperação do estoque de árvores com DAP ≥ 50 cm foi em média 28%, embora constatada uma alta variação entre as áreas manejadas. A estimativa de uma árvore com diâmetro de 20 cm para atingir o diâmetro de corte (DAP ≥ 50 cm) necessita de aproximadamente 83 anos. A constatação da não recuperação do estoque original de árvores de G. glabra, em 35 anos, requer um manejo diferenciado do modelo vigente, com maior intervalo de tempo entre colheitas, considerando a dinâmica de crescimento da espécie na área manejada.
