Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Orientadores "GUERRA, Gutemberg Armando Diniz"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva e luta pela terra no assentamento Palmares II, Pará(Universidade Federal do Pará, 2011) MORENO, Glaucia de Sousa; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Nesta dissertação se analisa como as ações desenvolvidas pelos militantes e participantes do Projeto de Assentamento Palmares II, em Parauapebas-PA, contribuem ou não para consolidar uma prática política solidária afinada com o ideário do MST, desde a fase de acampamento até o assentamento. Os dados foram coletados entre janeiro e agosto de 2010, através de roteiro estruturado, utilizado para entrevistar lideranças e assentados do assentamento em foco. A categoria principal do trabalho é a ação coletiva. Apresenta elementos que favoreceram a formação e consolidação do MST no Brasil, e posteriormente no Pará. Discute os aspectos teóricos e empíricos da ação coletiva no movimento, seguido de um breve histórico de formação do assentamento. Demonstra e descreve as ações coletivas ocorridas neste período, aporta na discussão as contribuições da escola America de Chicago e do filósofo italiano Antonio Gramsci. Descreve as iniciativas coletivas ocorridas no assentamento entre 1996 e 2010, demonstra como elas se desenvolveram, quais seus objetivos e os fracassos que marcaram esse período, utilizando as contribuições de Olson, Mckean e Ostrom para fundamentar a discussão. Assinala convergências e divergências entre os projetos dos assentados e das lideranças do movimento, demonstrando que alguns assentados tiveram seus projetos “fracassados” devido a imposições do jogo de poder entre assentados e lideranças. Aponta, no ano da pesquisa, as iniciativas coletivas que ocorreram no assentamento, quais sejam assembléias e ocupações, com o intuito de resolver problemas demandados pela necessidade de melhoria de infra-estrutura e abastecimento do assentamento. Por fim expõe que é preciso pensar em ações coletivas dentro de um projeto que vise à emancipação dos agricultores a partir de uma lógica que funcione ancorada no respeito, antes de tudo centrada nos objetivos e necessidades dos assentados, ou seja, circunscrito não em modelos ideais (avessos à realidade), mas substanciados na condução democrática que fortaleça a possibilidade de escolha pelos assentados de suas prioridades. Por isso antes de tudo deve-se ouvir os atores da reforma agrária, os sem-terra ou assentados, e não permitir que apenas os supostos interesses da liderança sejam levados em consideração.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Captação, tratamento e usos da água em comunidades rurais do município de Igarapé-Açu/Pa(Universidade Federal do Pará, 2016) SOUSA, Rafaela Sales de; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A região Amazônica do Brasil é reconhecida mundialmente por sua biodiversidade e a vasta bacia hidrográfica. Apesar da abundância de recursos hídricos, a região apresenta limitações no acesso a ferramentas, inerentes à gestão apropriada de uso da água instituída por políticas públicas, principalmente em áreas rurais. Nessa perspectiva, é que se propôs o estudo de captação, tratamento e usos da água em comunidades rurais do município de Igarapé-Açu-PA. O objetivo deste trabalho é descrever como a população rural, situada na microbacia do Igarapé Cumaru, capta, trata e usa a água, ancorando-se nas políticas públicas voltadas para essa temática. Este estudo está estruturado em três artigos, em que se descreve as práticas de captação, tratamento e usos da água e sua relação com as políticas públicas e normas em escalas federal, estadual e municipal. A pesquisa preocupou-se também em registrar como a população rural tem gerido esse recurso, descrevendo os usos e abusos da água pela própria comunidade. Ressalta-se que os três artigos estão embasados em dados coletados em campo e na literatura pertinente a temática de estudo. Para tanto, a pesquisa de campo foi feita com uso de ferramentas como: observação participante, roteiros, questionários fechados e entrevistas abertas. Dados revelaram que no município não há estação de tratamento de água, havendo apenas a distribuição, pela secretaria de saúde, de hipoclorito de sódio. Mas a maioria dos agricultores (100% São José; 72% Cumaru), apesar de receber o produto não faz uso, sob alegação de que interfere no gosto da água. Identificou-se ainda que os microssistemas de abastecimento carecem de dosadores. Destaca-se, por fim, que há, no município, uma limitação em se executar o que normatiza as políticas públicas, contudo, as populações rurais ─ dispersas espacialmente, com necessidades diferenciadas do recurso hídrico ─ devem ser consideradas no seu contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cultivando sonhos: a Escola Nacional de Formação da CONTAG no Estado do Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2014-12-15) PRAZERES, Maria de Jesus Corrêa dos; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Esta pesquisa teve por objetivo analisar os processos de formação desenvolvidos pela ENFOC no Estado do Pará e suas interferências nas práticas sindicais. Nesta, priorizou-se o Estudo de Caso, privilegiando o enfoque qualitativo. Na mesma não houve preocupações fundamentais com tratamentos estatísticos e de quantificação dos dados em termos de representação numérica. O recorte temporal foi de 2006-2013, período em que a ENFOC no estado se expandiu, se tornando referência no cenário sindical brasileiro ao introduzir como metodologia de ensino as Jornadas Pedagógicas, além de ter sido pioneiro na realização de Cursos Regionais, Microrregionais e Municipais. Baseou-se em documentos históricos e entrevistas com diferentes atores que integram o MSTTR. Foram realizadas 15 entrevistas. Considerando as reflexões fomentadas por esta escola no que diz respeito às transformações de práticas sindicais incoerentes com a luta do movimento, fez-se o questionamento de quais seriam as interferências dos processos formativos desenvolvidos pela ENFOC nas práticas daqueles que integram o MSTTR paraense, enfocando a democratização dos espaços sindicais e a renovação de lideranças. A pesquisa apontou que esta escola, ao introduzir debates que estão diretamente ligados às suas práticas e ações, tem promovido alterações nas organizações sindicais no sentido de ampliar a participação dos trabalhadores rurais nas instâncias deliberativas e consultivas do movimento, motivou a renovação de dirigentes e lideranças nas organizações sindicais tanto no nível municipal como no estadual e, sobretudo, foi um indicador de mudanças e de fortalecimento da base sindical. Evidenciam-se elementos de positividades e de limites desta escola no estado. Por fim, apresentam-se novas questões a serem consideradas e refletidas pelas organizações sindicais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Do dendê eu tenho medo até dos espinhos”: resistência cotidiana à integração à agroindústria do dendê pelos camponeses de Maçaranduba – Tomé-açu, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2016) SACRAMENTO, Noemi Diniz; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Construí esta dissertação com o objetivo de analisar as formas cotidianas de resistência à integração à agroindústria do dendê, a partir dos camponeses da colônia Maçaranduba, localizada no município de Tomé-Açu, região nordeste do estado do Pará. As formas cotidianas de resistência não são assuntos costumeiros dentro das pesquisas sobre resistência por estarem subscritas no cotidiano das sociedades camponesas que nem sempre permitem aos pesquisadores tomá-las como objeto de análise. Maçaranduba está geograficamente inserida na zona de expansão do monocultivo de dendê, em que a integração é um mecanismo utilizado pelas agroindústrias para a expansão das áreas cultivadas com dendezeiro, subsidiada pela criação do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) e do Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo (PSOP). Destarte assumi que os sujeitos não são estáticos, mas que desenvolvem justificativas, opiniões e atribuem sentido às suas escolhas baseados nos projetos que a família possui e no “medo” que a integração possa reduzir a autonomia a que estão habituados possuir. Utilizei como base teórica as reflexões de James Scott, autor que considera o cotidiano o lugar onde a resistência camponesa se torna plausível e concreta. A metodologia partiu de um estudo de caso, que permitiu compreender como os sujeitos de Maçaranduba empreenderam a resistência à integração, para conceber os dados foram aplicados trinta questionários cuja organização das perguntas se centrou sobre o conhecimento das famílias sobre o programa e de seus posicionamentos acerca da integração, além de entrevistas a informantes chaves para conhecimento da história local e a agentes públicos envolvidos no debate. Com a pesquisa constatei que as famílias elaboram suas justificativas para a resistência a partir de suas experiências cotidianas, sempre pensando em projetos produtivos que garantam a permanência da família no estabelecimento agrícola, rejeitando projetos que assumam riscos para a manutenção das gerações futuras. Observei ainda que as famílias adquirem conhecimento sobre a integração a partir de uma rede invisível de informação que tecem entre os sujeitos que fazem parte dos seus cotidianos, entre eles estão as famílias residentes em localidades próximas e que aderiram ao projeto. Apesar da resistência à integração, os camponeses de Maçaranduba sentem os reflexos da expansão dos cultivos de dendezeiro, através da aplicação de agrotóxicos nos cultivos próximos e na modificação da paisagem a que estavam habituados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Do jirau ao geral: mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais no Estado do Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2007-07-27) AMARAL, Waldiléia Rendeiro da Silva; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Este trabalho analisa a presença das mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais no Estado do Pará. Reflete a história da construção do sindicalismo de trabalhadores rurais na região enfocando a alteração de seu perfil, ao longo dos últimos trinta anos, com destaque para a participação das mulheres. Baseia-se em documentos históricos e entrevistas com diferentes atores que ocupam posições no movimento sindical em níveis nacional, estadual e municipal. No total, foram realizadas quinze entrevistas. A partir das reflexões sobre o conceito de gênero, fez-se questionamentos aos dados que pudessem esclarecer os debates e opiniões sobre em que medida a atuação feminina na direção do sindicato tem alterado as práticas sindicais. A pesquisa aponta para caminhos de reflexão e a necessidade de novos estudos. A intensificação do debate sobre gênero no movimento sindical e a adoção de instrumentos de estímulo e garantia da participação tem aumentado o número de mulheres na direção das organizações sindicais de trabalhadores rurais. Este esforço não tem sido suficiente para que a presença feminina se iguale à masculina, ocupando as mulheres cargos de menor relevância nestas organizações. Revelam-se as dificuldades vivenciadas por elas e ocorrência de antigas práticas de discriminação. Finalmente, apresentam-se novos posicionamentos a serem tratados pela organização sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Empoderamento de mulheres no sindicalismo de trabalhadores e trabalhadoras rurais de Marabá (PA)(Universidade Federal do Pará, 2018-03-14) REIS, Luciana Moreira dos; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880O objetivo da dissertação foi analisar o processo de empoderamento das mulheres dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Marabá. Para essa pesquisa, o empoderamento foi considerado como ampliação do poder, nas dimensões econômica, pessoal, social e política. A pesquisa é um estudo de caso do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Marabá (PA), com abordagem qualitativa. A metodologia abrangeu pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo. A coleta de dados ocorreu através de: a) pesquisa documental no acervo do sindicato pesquisado e no acervo da Comissão Pastoral da Terra; b) pesquisa de campo, através de entrevista não-diretiva com 18 pessoas, sendo 11 mulheres e 07 homens. Com o desenvolvimento da pesquisa, identificou-se que as mulheres do STTR de Marabá participaram de lutas e embora obtivessem conquistas, foram vítimas de discriminação e violência doméstica no âmbito e decorrer da militância sindical. Isso é reflexo do caráter processual do empoderamento, sendo esse processo complexo e marcado por contradições, avanços e recuos. O combate à violência doméstica foi um dos indicadores de empoderamento mais citados nas entrevistas realizadas, em todas as suas formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. O principal desafio das mulheres é continuar lutando, através de uma agenda permanente, para superar a violência doméstica e a discriminação, garantindo que prevaleça um trabalho de parceria e respeito entre as mulheres e homens do sindicato pesquisado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Florestas e comunidade: cotidiano de famílias em Jericó, Garrafão do Norte, Pará(Universidade Federal do Pará, 2005-05-25) VIEIRA, Paulo Roberto; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Na Amazônia oriental, famílias de agricultores constroem seu cotidiano de vida a partir das florestas que completam a paisagem, apropriando-se dos recursos materiais e não materiais oriundos dessa vegetação. A pressão humana sobre a natureza, com o passar dos anos, gera um drama social. As famílias vêem declinarem as florestas à sua volta e sentem ameaçada sua permanência na terra. Buscou-se discutir as diversas faces dessa relação famílias-florestas, embasado na detalhada observação do cotidiano de vida na Comunidade Jericó, em Garrafão do Norte, Pará, Brasil, utilizando como recursos: entrevistas, conversas informais e registros fotográficos, tendo sempre no conhecimento empírico local sobre a natureza uma base sólida para as análises. Existe preocupação por parte das famílias com a degradação das florestas, entretanto, há uma constante necessidade de utilizá-las na garantia das produções agropecuárias e das outras atividades cotidianas. E nesse contexto a floresta funciona como um espelho do homem, diante do qual ele busca se entender no mundo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Granja Marathon: a luta pela terra e a organização do trabalho em um assentamento rural no nordeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2002-06-28) SOUSA, Romier da Paixão; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880O tema da Reforma Agrária sempre esteve presente de uma forma mais ou menos intensa nas discussões acadêmicas desde os anos 20. A partir da abertura democrática, ocorrida em 1985, intensificou-se a luta pela terra no Brasil, através das ocupações, como forma de pressão ao Estado, visando a desapropriação das referidas áreas. O estudo dos assentamentos rurais intensificou-se a partir da década de 90, com a elevação do número de trabalhadores assentados, conformando um verdadeiro "microcosmo social". Este trabalho buscou estudar a organização do trabalho da terra realizada por agricultores familiares em um assentamento rural no município de São Francisco do Pará no nordeste paraense, entendendo esta organização como um processo de associação de mão-de-obra e/ou capital na organização da produção diversificados e pautados nas relações sociais, econômicas e simbólicas que se constróem nos grupos locais. Estas relações podem determinar a forma de reprodução dos diversos grupos familiares envolvidos nestas localidadesDissertação Acesso aberto (Open Access) (In) Segurança alimentar em comunidades quilombola do Município de Abaetetuba, Pará(Universidade Federal do Pará, 2013) NASCIMENTO, Elcio Costa do; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Este trabalho apresenta a análise e compreensão das diferentes estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional - SAN desenvolvidas pelas famílias da Comunidade Quilombola do Baixo Acaraqui, município de Abaetetuba, Pará. A comunidade está enfrentando mudanças em suas práticas alimentares devido à redução de recursos naturais (animais de caça, peixes e camarões), diminuição das áreas destinadas à produção agrícola, aumento do valor comercial da produção e aumento no gasto com produtos industrializados. A partir de uma abordagem qualitativa e utilizando os procedimentos de: observação participante, entrevista semi-estruturada, registro fotográfico, lista livre e oficinas sobre os hábitos alimentares buscou-se, através da integração entre o pesquisador e o grupo social em questão, se apropriar de informações que permitissem uma compreensão da comunidade e de suas práticas produtivas e alimentares. Dentre as práticas desenvolvidas pelas famílias, foi possível observar: a) a especificação da produção voltada para a comercialização, diminuindo a diversidade da produção local, reduzindo a autossuficiência das famílias e tornando a produção instável frente às flutuações do mercado local; b) aumento da importância do extrativismo do açaí como fator econômico gerador de renda; c) aumento da dificuldade na aquisição de alimentos localmente produzidos (peixes, camarões, caças); d) Substituição de produtos naturais (sucos, chás) por produtos industrializados (café, refrigerante) elevando os gastos com alimentação e a necessidade de geração de renda; e) o aumento do poder aquisitivo, estimulado tanto pelo aumento na comercialização quanto pelos benefícios sociais recebidos (bolsa família, aposentadoria e seguro defeso), que levou à substituição da produção local de alguns produtos (arroz e feijão) por sua aquisição nos comércios locais. Esta realidade tem influenciado significativamente nas práticas produtivas e alimentares das famílias da Comunidade do Baixo Acaraqui, influenciando nas decisões produtivas e na aquisição dos alimentos, tornando as famílias cada vez mais dependentes do comércio e da geração de renda na garantia da segurança alimentar e nutricional das famílias quilombolas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O livre pastejo do gado bovino na via pública de áreas urbanas: considerações a partir do caso dos pecuaristas urbanos do Município de Castanhal (Pará, Brasil, Amazônia Oriental)(Universidade Federal do Pará, 2014) RUAS, Robertho Marconi Santos; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880O trabalho caracteriza aspectos da vida de uma família de criadores de gado que desempenha suas atividades produtivas dentro do espaço urbano do Município de Castanhal (Pará, Brasil, Amazônia Oriental). Busca descrever e analisar especificamente a sucessão de eventos que marcaram a relação progressivamente conflituosa desta família com seu entorno social, enfatizando as motivações, esquemas de pensamento, argumentos e pontos de vista que fundamentaram as ações dos atores envolvidos no processo ao longo do tempo. O método utilizado foi o estudo de caso, associado principalmente às técnicas de observação participante, entrevistas com roteiros semiestruturados, debates e visitas guiadas a espaços representativos para a história dos interlocutores, cuja aplicação em campo se estendeu entre os meses de junho de 2013 a fevereiro de 2014. O primeiro aspecto enfocado foi o conflito social propriamente dito, a interlocução conflituosa da família de criadores urbanos com variados setores da sociedade (vizinhos, concidadãos, legisladores, governantes e autoridades fiscais) em diferentes momentos de sua trajetória. O segundo aspecto detalhado foram os processos de sociabilidade desenvolvidos na educação das crianças no âmbito da família de criadores e a mudança de sua orientação, em decorrência das pressões sociais exercidas contra a realização do pastejo bovino dentro da sede urbana. O terceiro aspecto analisado se referiu à contextualização dos deslocamentos dos pontos de pastejo do gado no município e os consequentes reordenamentos da composição de seus grupos de trabalho (no âmbito da família em comento) ao longo de séries temporais específicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mártires de abril: o MST semeando a utopia camponesa(Universidade Federal do Pará, 2004-05-31) ABE, Marlene Naoyo; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A descrição do Assentamento Mártires de Abril e a análise dos processos de construção das práticas e do discurso sobre sua organização e gestão são o objeto deste trabalho. Desse modo é que se definiu como temática o Estudo das Formas de Organização de Assentamento do MST com a perspectiva de pensar os processos sociais que se foram construindo nos assentamentos de Reforma Agrária do MST no Pará, e a sua complexidade, a partir da experiência do Assentamento Mártires de Abril que apresenta peculiaridades. A forma de organização da produção é uma tentativa de se implantar o projeto de organização de assentamento do MST, que, neste trabalho, foram assim denominados: Grupo Coletivo ou de Produção no Sistema de Cooperação; Semi-coletivo ou Produção Familiar Integrada e Individual ou Produção Familiar Não Integrada. Nesta perspectiva, definiu-se como objetivos do trabalho: compreender os limites e as possibilidades de implementação das formas de organização de assentamento do MST, associando coletivismo e gestão familiar, a partir da experiência do Assentamento Mártires de Abril; identificar os limites e as possibilidades das formas de organização da produção coletiva numa perspectiva de construção da proposta de assentamento; identificar as representações sociais no processo de construção da organização social, econômica e política do assentamento. Foi possível identificar que no Assentamento Mártires de Abril predomina a perspectiva de uma forma de organização da produção coletiva com possibilidade de se desenvolver a semi-coletiva e a individual; existência de diferenciação no nível político-ideológico de cada pessoa assentada, resultando na distinção dos estágios de desenvolvimento dos núcleos de base, o que vai determinar a forma de organização de cada núcleo e as estratégias de reprodução e que o contexto que o Assentamento Mártires de Abril apresenta é de estágio em desenvolvimento, com expressão de conflitos ainda evidentes, face ao processo de definição de uma forma própria de organização de assentamento. Entretanto, existe uma tendência, em médio prazo, à configuração de um projeto definido como uma nova alternativa de assentamento com elementos culturais da velha forma de produção, mesclada à uma nova proposta baseada na exploração semi-coletiva e culturas diversificadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um olhar de gênero sobre a reconstrução da agricultura em Abaetetuba, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2004-04-30) MOURÃO, Patrícia de Lucena; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A revelação dos aspectos negativos da modernização da agricultura sobre mulheres, homens meio ambiente, levou a necessidade de desenvolver formas alternativas de produção de alimentos stabelecendo novas relações com os ecossistemas locais. Nesta perspectiva, a agroecologia tem mais importante contribuição, por relacionar o modelo tecnológico aos aspectos produtivos, mbientais, econômico e sociais, incluindo as relações de gênero. Este estudo trata de analisar as estratégias de produção e reprodução da agricultura familiar, identificando limites e potencialidades para o desenvolvimento de agroecossistemas sustentáveis e para o alcance de relações humanas mais eqüitativas. O levantamento dessas estratégias foi realizado junto aos agricultores e ,agricultoras da região de terra firme em Abaetetuba -Pará, participantes do Centro de Tecnologias Aternativas Tipiti. Como resultado desta pesquisa tem-se que as estratégias da agricultura familiar ,vançam mais para a construção da sustentabilidade agroecológica do que para o alcance da eqüidade de gênero, pela pouca compreensão de que a transformação do padrão tecnológico deve estar associada à percepção dos papéis e posições ocupadas por homens e mulheres, e que estes, também são passiveis de alterações. Espera-se com este estudo contribuir para este processo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A reforma agrária na Amazônia paraense: implicações do processo de interdição de assentamentos rurais na vida de camponeses do Município de Pacajá(Universidade Federal do Pará, 2013-05-27) BRITO, Maria Natália Silva; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Esta dissertação analisa contradições da Política de Reforma Agrária na Amazônia a partir da conjuntura que se instaurou devido ao processo de interdição de assentamentos rurais nessa região. Parte do histórico da política agrária no Brasil, verificando-se que ela reflete a manutenção da estrutura fundiária calcada na grande propriedade. Na Amazônia, os discursos que favoreciam a agricultura camponesa, se tornaram em ações que beneficiaram, de fato, à entrada do grande capital nessa região através da política de subsídios e incentivos fiscais. A partir da análise de dois assentamentos rurais localizados no município de Pacajá – Pará, que foram interditados pela Justiça Federal no ano de 2007, o assentamento Anapuzinho e o Assentamento Cupuzal, demonstra-se uma distorção das ações de reforma agrária. Equívocos nos procedimentos burocráticos realizados pela agencia fundiária governamental – o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) inviabilizam o acesso de camponeses aos benefícios do programa oficial. Os camponeses se mantém na área a despeito da omissão estatal na formalização da incorporação destas terras ao processo produtivo do país e da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resistência camponesa à agroindústria do dendê na comunidade Conceição do Guajará em Bujaru / PA(Universidade Federal do Pará, 2017-03-30) PONTES, Daniel Lucas Ribeiro; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Este estudo tem como objetivo analisar a resistência camponesa à agroindústria do dendê existente na comunidade Conceição do Guajará, no município de Bujaru no Estado do Pará. A resistência se estabelece devido à introdução da dendeicultura em forma de monocultivo e grande projeto para a Amazônia Paraense apresentando, desta maneira, impactos ambientais e sociais evidentes na localidade, tais como o desmatamento e a visível diminuição de terras cultiváveis pelo campesinato. Este trabalho foi organizado em formato de artigos com o intuito de focalizar a diversidade de análises presentes na pesquisa, colaborando, assim, para posteriores publicações. A pesquisa pautou-se em estudo de campo na referida comunidade rural, utilizando a observação direta, pesquisa qualitativa e bibliográfica para o aproveitamento dos dados e informações resultantes do trabalho de campo e da literatura acadêmico-científica pertinente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resistência e expropriação de famílias na Volta Grande do Xingu: o caso de duas áreas atingidas pela barragem de Belo Monte, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2013-05-28) MAIA, Ricardo Eduardo Freitas; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Por meio deste trabalho foi estudada a mobilização contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, a partir de duas áreas localizadas na Volta Grande do Xingu. Foram feitas 26 entrevistas no período compreendido entre os meses de maio e julho de 2012. A resistência contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte perdura por mais de duas décadas, passou por fases em que houve mudanças no posicionamento dos atores em relação ao projeto, inclusive nas entidades de representação. No caso dos camponeses essas mudanças influenciaram fundamentalmente na maneira como foi iniciado o conflito, sobretudo porque que a percepção em relação ao projeto depende da situação vivenciada nas áreas. Em São Raimundo Nonato e no Ramal dos Penas a mobilização se deu em função do medo das mudanças, de perder o espaço de moradia e de produção, das modificações nas relações sociais moldadas na área, do controle da produção do alimento, contudo essa resistência era dos que foram forçados a sair, e os enfrentamentos ao projeto foram solapados fundamentalmente pela rapidez das transformações socioambientais em decorrência do início das obras. Já na Ressaca, Garimpo do Galo e Ilha da Fazenda pode ser percebido que além dos questionamentos em relação à construção da barragem existe a pressão em consequência da implantação do projeto de Mineração Volta Grande. Essas frentes expropriatórias parecem cada vez mais efervescer o conflito em função das modificações sofridas na área e da iminência do deslocamento decorrente da mineração. Nesse sentido, o caso em estudo fornece elementos para o debate sobre outros Grandes Projetos de Investimento que eclodem na Amazônia, que seguem a tônica do apaziguamento dos conflitos, da irredutibilidade da obra e da naturalização da expropriação das pessoas sob o pretexto do progresso e do bem comum, que sobrepuja vidas e amplia injustiças sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Rumos, trechos e borocas: trajetórias e identidades camponesas de assentados rurais no sudeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2006) BRINGEL, Fabiano de Oliveira; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Nesta dissertação, discutimos as trajetórias sociais e econômicas de camponeses que compõem o Projeto de Assentamento Rural Palmares II, localizado no Município de Parauapebas na Região Sudeste do Pará. Centramos nossa análise em quatro dimensões da vida: a história migratória, a história da família, a história do trabalho e a história da educação. Assim, pretendemos estabelecer nexos e diferenciações de contextos políticos, econômicos, sociais e culturais distintos por que esses camponeses passaram antes de chegar na ocupação. Objetivamos com isso desvendar formas e estratégias de expropriação que são baseadas na desqualificação social e econômica do sujeito social camponês, buscando uma requalificação, portadora da negação de um saber capaz de garantir a autonomia dos meios de produção e, logo, ameaçador das possibilidades de acumulação e de consolidação de atividades econômicas insustentáveis na região amazônica. A resistência à desqualificação e à requalificação encontra forte sustentáculo na matriz camponesa que esses indivíduos mantém ao longo de gerações, em signos como a posse e o trabalho na terra, a mão de obra essencialmente familiar, a autonomia dos meios de produção e um estilo de vida que valoriza uma relação mais direta com a natureza.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Territorialidade e representação do patronato rural paraense(Universidade Federal do Pará, 2008) SILVA JÚNIOR, Aluisio Fernandes da; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A pesquisa refere-se ao estudo do patronato rural no Estado do Pará, objetivando compreender a territorialidade e representação desta categoria social, através de uma abordagem descritiva. Fez-se necessário a construção de capítulos distribuídos didaticamente para desenvolvimento da pesquisa, proporcionando o debate a priori a respeito da trajetória das organizações patronais rurais do Estado do Pará e as mais representativas do País. Na seqüência estuda a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará - FAEPA, objeto crucial de pesquisa e principal fonte de dados e informações, a composição de suas diretorias e sua regionalização através de Núcleos e Sindicatos, essencial para abordar as territorialidades presentes na dinâmica fundiária, bem como a representação do patronato no Estado. O estudo demonstra a mudança de eixos da atividade pastoril ao longo dos anos no estado, através da representação cartográfica, o aumento significativo de sindicatos filiados junto a Federação nos últimos anos, estratégias de uso e domínio do território, através das organizações e eventos patronais e as complexas teias de relações presentes no cotidiano do patronato rural, essencial para caracterizar e estabelecer um perfil social do patronato paraense e suas diversas representações vinculadas à Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará - FAEPA. Demonstram-se com esse estudo, projeções voltadas para a dinâmica da organização patronal, através dos investimentos voltados para o agronegócio, marca registrada dessas organizações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Usos de produtos florestais não madeireiros – PFNMs nas Ilhas de Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2017) MESQUITA, Osvaldo; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Este trabalho analisaos usos dos Produtos Florestais Não Madeireiros realizados pelop Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém – MMIB, que tem sua sede localizada na Ilha de Cotijuba, Belém- Pará. Este movimento tem um papel importante nas comunidades da ilha de Cotijuba e seu entorno. O MMIB é uma entidade que desenvolve ações voltadaspara dignificar a vida de seus associados e das comunidades de sua área de atuação. Desenvolve projetos de cunho educacional, social, ambiental e econômico no sentido de garantir geração de renda para seus participantes. Esta entidade tem um leque diversificado de parceiros, como de instituições de ensino e pesquisa, ONGs ou instituições privadas. Essas parcerias têm possibilitado ao MMIB um dinamismo constante em sua entidade envolvendo um público diversificado. A dissetação busca compreender as relações desta entidade com os PFNMs, a partir das práticas agroextrativistas, em que esses recursos são comercializados, tendo como compradores, principalmente, a Natura Cosméticos e o beneficiamento deste material para a produção de artesanato, atividade de destaque exercida pelos moradores da Ilha de Cotijuba. É um esforço acadêmico realizado com entrevistas, participação em atividades do MMIB e acompanhamento do grupo de watzap durante 1 ano para entender como se desenvolve a relação da entidade MMIB com a Natura,com os ilhéus do município e as questões de gênero dentro da entidade, que comporta a ação depessoas de ambos os sexos
