Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) “A água ficou presa pra lá”: transformações socioambientais a jusante da barragem de Tucuruí/PA.(Universidade Federal do Pará, 2019-10-18) HOLANDA, Bianca da Silva; MARTINS, Paulo Fernando da Silva; http://lattes.cnpq.br/3223618156268542; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407Esta dissertação trata sobre a memória das transformações socioambientais a partir do que os camponeses ribeirinhos, registram como mudanças, no q ue se ref ere ao t erritório de pesca e ao consumo do mapará. Utilizo como referenciais teóricos a memória social e a memória biocultural, associadas ao conceito de desastre ambiental levando em consideração o princípio homem natureza. O trabalho foi realiza do em trê s comuni dades ribeirinhas da ilha Saracá, município de Limoeiro Ajuru, estado do Pará. Localizada na região à jusante da barragem hidrelétrica de Tucuruí, próximo à foz do rio Tocantins. O trabalho analisa como as transformações socioambientais de rivadas d o desast re do barramento do rio Tocantins, repercutem no modo de vida e na reprodução social dos ribeirinhos. Também busca compreender e descrever a relação dos homens com os peixes e suas interações com o ambiente. A pesquisa foi realizada a part ir de uma abordag em qualitativa com base na observação participante, também foram realizadas entrevistas informais semiestruturadas . O trabalho considera que os danos são irreparáveis, o represamento do rio Tocantins desestruturou os ecossistemas aquáticos da regiã o, ocasi onando a diminuição da abundância e da diversidade dos peixes, afetando diretamente o modo de vida das populações ribeirinhas. Mesmo diante da escassez dos recursos pesqueiros a pesca coletiva do borqueio do mapará, se mantém com uma impor tância nã o apenas , do ponto de vista econômico, mas simbólico e cultural. Os conhecimentos envolvidos nesta atividade são fruto do cotidiano e da vivência do pescador, observador nato do rio e dos peixes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ação coletiva de agricultores integrados à agroindústria de dendê na Associação dos Moradores e Agricultores Familiares da Região do Igarapé-Açu de Baixo, em Irituia - Pará.(Universidade Federal do Pará, 2020-11-17) OLIVEIRA, Khety Elane Holanda de; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835Neste estudo analiso a atuação dos sócios comuns e da diretoria da Associação dos Moradores e Agricultores Familiares de Igarapé-Açu de Baixo (Amafib), no município de Irituia, Pará, em propostas relativas à ação coletiva junto a seus parceiros, a Central das Organizações Sociais Entre os Rios Guamá e Capim (Consergc) e a empresa multinacional Archer Daniels Midland Company (ADM) no contexto da integração da agricultura familiar à agroindústria de dendê. A metodologia constou de um estudo de caso com abordagens qualitativa e quantitativa. Foram realizados: observação direta de reuniões e de atividades de trabalho dos sócios; entrevistas não diretivas e semiestruturadas entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020; e revisão da literatura pertinente, priorizando as categorias ação coletiva, associativismo e integração produtiva. Os resultados mostram que as ações da Amafib junto a seus parceiros têm sido favoráveis aos integrantes da associação. Na cooperação com a Consergc foram alcançadas várias reivindicações como a adequação da pesagem dos frutos para a balança digital, a venda de fertilizantes pela própria empresa, o aumento do preço pago pelo dendê e a comercialização de ferramentas por meio de compra coletiva. Num cenário de negociações entre as partes para o bem comum, a Consergc possui protagonismo na ação coletiva e contribuiu para o bom andamento dos projetos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade, conhecimentos e práticas tradicionais sobre plantas alimentícias na comunidade quilombola do Jacarequara, Santa Luzia do Pará, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2022-08-09) ALVES, Ellem Suane Ferreira; FITA, Didac Santos; http://lattes.cnpq.br/4290251127696280O presente estudo analisa o papel da agrobiodiversidade e dos conhecimentos e práticas tradicionais relacionados às plantas alimentícias e de que forma influenciam na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional (SSAN) na comunidade quilombola do Jacarequara, em Santa Luzia do Pará, Pará. Para tanto, foram utilizados métodos quali-quantitativos, com as técnicas da observação participante, entrevistas semiestruturadas, questionários, turnê-guiada e lista livre. Os dados obtidos foram tabulados e sistematizados para proceder à triangulação dos dados, além de ser calculada a frequência de citação e o Índice de Saliência Cognitiva (ISC) das plantas alimentícias inventariadas. Os resultados demonstraram que práticas produtivas como o cultivo das roças, o extrativismo de açaí (Euterpe oleracea Mart.) e murumuru (Astrocaryum murumuru Mart.), a pesca e a caça são a base alimentar e um meio de geração de renda. A essas práticas está atrelado importante conhecimento tradicional, onde os saberes são construídos pela constante troca entre os quilombolas, através das gerações, e tem como cerne as dinâmicas do meio natural que os cerca. Foi observado que a sazonalidade influencia a dinâmica produtiva e o calendário agrícola da comunidade, sempre considerando a relação entre os quilombolas e a natureza. Pelo inventário botânico foram catalogadas 140 etnoespécies alimentícias, com destaque para as famílias Euphorbiaceae (27), Arecaceae (12), Musaceae (10) e Rutaceae (9). Entre as plantas alimentícias com maior ISC destacaram-se o açaí, a banana (Musa paradisiaca L.), a mandioca/macaxeira (Manihot esculenta Crantz), o coco (Cocos nucifera L.), o caju (Anacardium occidentale L.), a acerola (Malpighia glabra L.), a bacaba (Oenocarpus bacaba Mart.) e a laranja (Citrus sinensis (L.) Osbe). Foram catalogadas 27 etnovariedades de M. esculenta demonstrando sua fundamental importância para a alimentação dos quilombolas, sendo composta pela farinha de mandioca e de tapioca, beiju, manicueira, tucupi, entre outras comidas. Entretanto, o avanço das áreas de pastagens das fazendas ao redor da comunidade e a adesão por hábitos alimentares externos à comunidade impostos pelo capitalismo, marcado pelo aumento do consumo de alimentos industrializados principalmente pelas crianças e jovens quilombolas, reflete mudanças e riscos à alimentação. Esses fatores direcionam a uma nova realidade alimentar, podendo interferir também em sua permanência no quilombo, na geração de renda, o respeito ao modo de vida quilombola e a valorização dos saberes e práticas tradicionais ali existentes e mantidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As florestas e as roças: a construção de uma territorialidade indígena na aldeia Pino’a Tembé (Alto rio Guamá, Pará)(Universidade Federal do Pará, 2020) OLIVEIRA, Dayana Portela de Assis; STEWARD, Angela May; http://lattes.cnpq.br/6123114287861055O objetivo geral deste trabalho foi analisar o processo de construção de um território de pertencimento do povo Tembé, na aldeia Pino’a (alto rio Guamá, Pará) com enfoque na importância das florestas e roças. A pesquisa foi realizada em uma área de retomada e diante disso, buscamos traçar a trajetória territorial do povo Tembé, dentro do contexto maior da história e do grupo indígena. Posteriormente caracterizamos-se as práticas de manejo das áreas de roça e de floresta na aldeia Pino’a; e analisamos como as práticas de manejo nestas áreas contribuem para a construção de uma territorialidade indígena local. A pesquisa foi realizada por meio de uma abordagem qualitativa, de cunho etnográfico, baseada em transcrições e descrições do caderno de campo, assim como a interpretação dos dados inspirados pela etnografia. Além disso, foi utilizado a observação participante e entrevistas semiestruturadas, e os dados secundários foram coletados por meio de livros, revistas, artigos, entre outros. O estudo foi realizado com os primeiros moradores, e com os chefes (as) de famílias e seus filhos, para analisarmos a importância das roças e florestas para o povo local de origem Tembé. De forma geral, foi realizado uma análise, com toda comunidade indígena da aldeia Pino’a, para que fosse possível entender o processo de territorialidade e território de pertencimento, dentro do contexto regional e local indígena. Os interlocutores envolvidos no processo de pesquisa se expressaram livremente para que fosse possível apreender a sua percepção sobre a realidade, sem interferir ou induzir o entrevistado a outro caminho que não se articula com a pesquisa. As principais conclusões mostram que a terra indígena do alto rio Guamá, foi palco de conflitos territoriais, uma vez que, parte dela, encontrava-se colonos e fazendeiros não-indígenas. E, o trecho que atualmente é a aldeia Pino’a, antes era ocupado por colonos, mas por um processo de extrusão, atualmente essa área é composta por indígenas Tembé. E, nesse território, os indígenas realizam práticas de cultivo de mandioca nas roças e fazem acampamentos nas matas como forma de perpetuar sua cultura, por meio de seus hábitos e costumes. E, as primeiras roças foram elaboradas nesse período inicial, como forma de sobrevivência e resistência na terra. A partir disso, os indígenas foram criando laços de territorialidade com o local, sendo que, as roças e as florestas estão interligadas como fonte de alimento, abrigo, proteção e resistência em permanecer no território. Dessa forma, as roças e as florestas fazem parte da territorialidade local, uma vez que, as florestas estão ligadas as práticas de acampamento e coleta de frutos como o açaí, e a roça está coadunada aos rituais da festa da menina Moça, por meio da mandioca de variedade Mandiocaba, que é utilizada durante o ritual de passagem de menina para mulher, representando um ato simbólico para os indígenas Tembé. Além disso, a roça é muito significativa para eles, por meio da confecção de farinha, um alimento muito utilizado durante as refeições indígenas Tembé. Portanto, é nesse território localizado na terra indígena do alto rio Guamá e mais especifico na aldeia Pino’a, que os Tembé reproduzem sua territorialidade, perpetuando suas formas de vida e seus laços culturais e simbólicos, assim como suas relações de afetividade entre os membros e suas formas de utilizar os recursos oferecidos pelas roças e florestas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O impacto da covid-19 na comercialização e no consumo de animais silvestres: um estudo sobre segurança alimentar e nutricional em tempo de pandemia no município de Abaetetuba/PA(Universidade Federal do Pará, 2022-01-25) Costa, Tayara Silva; Fita, Dídac Santos; http://lattes.cnpq.br/4290251127696280É bem sabido que os animais silvestres e seus subprodutos seguem sendo manuseados em diversas culturas e sociedades, especialmente como base da dieta alimentar humana. Desse modo, o presente trabalho visou caracterizar o impacto da pandemia de COVID-19 no comércio da fauna silvestre e de seus subprodutos destinados à alimentação, analisando se os consumidores associam a carne de caça ao contágio do novo coronavírus e, consequentemente, se acreditam que o consumo frequente de animais silvestres pode ameaçar a Segurança Alimentar e Nutricional na cidade de Abaetetuba/PA. O período de campo foi entre setembro de 2019 e novembro de 2020, com alguns espaços de tempo entre as idas a Abaetetuba. Os principais instrumentos da metodologia empregada foram entrevistas semiestruturadas in loco e um questionário registrado via internet. Não houve coleta de material biológico, cabendo esta verificação ao registro fotográfico e à literatura específica. Como resultado da investigação, pode-se constatar que a feira livre da “beira” de Abaetetuba ainda representa um local de preservação das relações sociais e culturais, que fortalecem os laços afetivos e o saber local. Nela, existe uma extensa rede de relações na qual a comercialização de animais silvestres se mantém enraizada a uma cadeia de afinidades que caracterizam a identidade sociocultural e simbólica local, além de representar uma importante fonte de renda e/ou complemento econômico. O surgimento da pandemia da COVID-19 impactou, em certa medida, o comércio e o consumo de animais silvestres, pois, com o baixo abastecimento de proteína animal na feira e o encarecimento das carnes domésticas (gado, frango, porco...), ocorreu um aumento no consumo de carne de caça, mesmo que o preço desta também tenha sido elevado no período pandêmico. A carne de caça tornou-se uma alternativa mais barata, mais saudável e de maior durabilidade (vende-se salgada). Assim, muitos consumidores disseram não associar o contágio da COVID- 19 ao consumo de carne de caça, bem como não acreditavam que o consumo frequente de animais silvestres pudesse ameaçar a Segurança Alimentar e Nutricional no município.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agropecuária dos Produtores Familiares Irituienses e o potencial de extratos de plantas medicinais no manejo de pragas e doenças do maracujazeiro(Universidade Federal do Pará, 2015) SILVA, Clenilda Tolentino Bento da; ISHIDA, Alessandra Keiko Nakasone; http://lattes.cnpq.br/8756162526907626; https://orcid.org/0000-0002-6021-185X; LEMOS, Walkymário de Paulo; http://lattes.cnpq.br/6841621785311887; https://orcid.org/0000-0002-1608-9551O presente trabalho teve como objetivo ampliar os conhecimentos sobre os sistemas produtivos, os aspectos sociais, econômicos e culturais dos filiados a Cooperativa Agropecuária dos Produtores Familiares Irituienses (Irituia-PA), avaliando-se o efeito de extratos alcoólicos das plantas medicinais cultivadas pelos agricultores sobre o crescimento in vitro de patógenos da cultura do maracujazeiro e na redução da severidade da bacteriose em casa de vegetação, bem como avaliar o potencial inseticida dos extratos sobre larvas de Tenebrio molitor L. 1758. Na pesquisa utilizaram-se entrevistas gravadas e guiadas por questionários previamente estruturados. Observou-se que a agricultura é a principal atividade econômica para os cooperados, a mão-de-obra é familiar e o sistema de produção é baseado em lavouras temporárias e perenes, piscicultura, criação de animais de pequeno porte, além do trabalho de recuperação e preservação da floresta nativa. As principais plantas medicinais cultivadas pelos agricultores são: alfavacão (Ocimum gratissimum L.), babosa (Aloe vera L.), boldo-do-reino (Plectranthus barbatus Andrews), capim-santo (Cymbopogon citratus (DC.). Stapf), cipó d’alho (Mansoa alliaceae Gentry), coramina (Pedilanthus tithymaloides Port), erva-cidreira (Lippia alba (Mill) N.E.Brown.), eucalipto (Eucalyptus globulus Labill.), gengibre (Zingiber officinallis Rosc.), manjericão (Ocimum basilicum L.), mastruz (Chenopodium ambrosioides L.), nim (Azadirachta indica A. Juss), noni (Morinda citrifolia L.) e vinagreira (Hibiscus sabdariffa L.). Para avaliar o efeito antifúngico sobre o crescimento micelial in vitro dos fungos Rhizoctonia solani, Fusarium oxysporum, Fusarium solani e Colletotrichum gloeosporioides isolados do maracujazeiro, os extratos alcóolicos foram incorporados ao meio de cultura (BDA) fundente, 55°C a 1%. Após a solidificação do meio de cultura nas placas, depositou-se um disco de micélio do fungo de aproximadamente 8 mm de diâmetro no centro de cada placa. A testemunha não recebeu os tratamentos. O crescimento micelial foi avaliado diariamente com auxilio de um paquímetro digital até que o fungo em um dos tratamentos atingisse as extremidades da placa. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 15 tratamentos e cinco repetições. Na avaliação do efeito antibacteriano sobre o crescimento de X. axonopodis pv. passiflorae, os extratos foram incorporados ao meio 523 na concentração de 1% a 55 oC. Após a solidificação do meio, depositou-se 100 L da suspensão bacteriana, a qual foi espalhada com auxilio de uma alça de Drigalski. As placas foram incubadas por 48h a 28 oC e o delineamento experimental foi o inteiramente casualizado. A avaliação foi realizada através da contagem das Unidades Formadoras de Colônia (UFC) nas placas. No ensaio in vivo, os extratos a 1% foram aplicados em plantas de maracujá com 2 a 3 pares de folhas verdadeiras três dias antes da inoculação do patógeno. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 16 tratamentos e cinco repetições. A avaliação foi aos 2, 4, 6, 8, 10 e 12 dias após a inoculação, o oxicloreto de cobre foi utilizado como tratamento controle. Em ambos os ensaios os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e a comparação das médias foi realizada pelo teste Scott & Knott (1974) utilizando-se o programa estatístico SISVAR. Foi constatado que todos os extratos apresentaram potencial antifúngico sendo que, o extrato de eucalipto reduziu o crescimento micelial de todos os fungos estudados com resultados entre 21,06 a 51,73%. Enquanto que, os extratos de erva-cidreira, eucalipto, cipó d’alho, mastruz, nim, babosa e vinagreira inibiram o crescimento de X. axonopodis pv. passiflorae entre 15,35 a 30,3%. Em casa de vegetação os extratos de boldo-do-reino, coramina, gengibre, nim, eucalipto e oxicloreto de cobre promoveram redução da severidade da mancha bacteriana entre 27,24 e 53,86%. Na avaliação do potencial inseticida utilizaram- se dois métodos, o de contato e de aplicação tópica sobre larvas de Tenebrio molitor. No efeito por contato em superfície contaminada, discos de papel de filtro foram impregnados com 700 μl dos extratos brutos e para a via de aplicação tópica utilizou-se 3 μl do extrato aplicado sobre cada larva. As quais foram mantidas em câmara do tipo B.O.D., a 25 ± 2 o C, umidade relativa de 70% e fotoperíodo de 12 horas. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 18 tratamentos e quatro repetições avaliadas diariamente. Após 10 dias constatou-se que em superfície contaminada os extratos não apresentaram propriedade inseticida. Porém, quando aplicados topicamente todos os extratos promoveram mortalidade entre 50 e 100%, demonstrando potencial biocida contra larvas T. molitor em laboratório. Concluiu-se que, a Cooperativa D’ Irituia exerce papel importante no desenvolvimento econômico, social e cultural dos agricultores. O processo de adoção das práticas agroecológicas esta ocorrendo de forma gradual. Com base nos resultados obtidos pode-se inferir que os extratos das plantas medicinais estudadas nesta pesquisa, além do potencial inseticida as mesmas possuem substâncias potencialmente promissoras que podem ser utilizadas como controle alternativo no manejo de doenças bacterianas e fúngicas em maracujazeiros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As práticas de produção de leite dos agricultores familiares de Paragominas-Pará e as ditas “boas práticas” de produção: caminhos e descaminhos de uma aproximação(Universidade Federal do Pará, 2015) CORRÊA, Cristiane Fonseca Costa; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346Estudos realizados na Amazônia oriental mostram a produção leiteira relevante à agricultura familiar. Contudo, o setor leiteiro nacional sofreu profundas mudanças no aspecto da padronização do leite devido exigências internacionais, gerando alterações inclusive na legislação brasileira. Estas mudanças acabaram por pressionar todo o setor, inclusive nessa região, pois para atender estas exigências foram estabelecidas normas operacionais para toda a cadeia produtiva, as Boas práticas de produção de leite. No primeiro artigo, num enfoque sistêmico da unidade produtiva e da construção de uma tipologia dos sistemas de produção encontrados nesta região, especificamente em Paragominas no Pará, analisamos as diversidades de atividades, as dificuldades de adaptação nas questões de infraestrutura às boas práticas; e para uma maior aproximação no nível do estabelecimento, fez-se uma tipologia das práticas dos agricultores familiares numa análise teórica de possível adaptação. Para tanto, foram realizadas observação, entrevistas semi-estruturadas a informantes-chaves e aplicação de questionário misto a 60 famílias produtoras de leite, em 12 comunidades rurais do município, a fim de apreender as principais dificuldades para a produção de leite no contexto amazônico. O segundo artigo aborda as influências das boas práticas para a produção leiteira e as dificuldades de adaptação destes procedimentos pela agricultura familiar amazônica. Mostramos que o agricultor amazônico é caracterizado por sua diversidade tanto produtiva quanto social, ressaltando a diferenciação regional quanto à aplicação destes procedimentos e exclusão resultante de se ignorar os contextos locais onde são aplicadas. No terceiro artigo, consideramos as boas práticas uma inovação exógena e questionamos sua contribuição para o processo de inovação dos agricultores familiares. Aproximamos comparativamente eixos temáticos das Boas práticas às práticas desenvolvidas pelos agricultores desta região; e apresentamos uma trajetória de evolução de uma das comunidades estudadas, mostrando as mudanças no sistema de produção e nas práticas, mediante importantes eventos históricos locais. Constatamos que as dificuldades de adaptação às Boas práticas estão além da falta de conhecimento e escassez de recursos e sim em ações governamentais de infraestrutura e comprometimento com o fortalecimento da agricultura familiar. Assim como a ação mais participativa dos órgãos de apoio a produção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comercialização como fator de mudança nas práticas de produtores de leite do município de Paragominas(Universidade Federal do Pará, 2015) SILVA, Rozangela Sousa da; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346As dinâmicas da pecuária leiteira desenvolvida nas zonas de fronteiras agrárias da Amazônia Oriental, em especial o município de Paragominas, Nordeste do Pará, caracterizam-se historicamente pelas fortes transformações do meio natural, com a venda de terras, com a implantação de pastos, e pela forte influencia migratória de pessoas dos estados do sul e centro oeste do País. Para tornar possível a política de desenvolvimento da integração brasileira da Amazônia, o município de Paragominas surge com a construção da BR-010, Belém – Brasília, trazendo perspectivas de integração rodo-territorial da Amazônia com os demais estados da Federação e de ocupação da Amazônia. Nos últimos anos, no entanto, estão ocorrendo transformações significativas na região de Paragominas, principalmente na agricultura familiar, com a implementação de políticas públicas, trazendo a pecuária mista ou leiteira como alternativa para geração de renda significativa e regular ao longo do ano. A inserção dos produtores familiares no mercado do leite introduz uma nova lógica de comercialização, e mudanças para os sistemas de produção. Esses produtores passam a investir continuamente na produção leiteira, não a tendo mais apenas como fornecimento de alimento para suas famílias, ou como poupança viva. O objetivo geral desta dissertação foi identificar e analisar as diferentes formas de comercialização do leite e sua influência nas práticas de produção dos agricultores familiares no município de Paragominas, estado do Pará. Dessa maneira, esta pesquisa desenvolveu ao longo dos anos de 2013, 2014 e 2015: análises de dados secundários; levantamento de dados primários com pesquisas de campo e aplicação de questionários com perguntas semiestruturadas; construção de tipologias; e entrevistas retrospectivas com o método de Moulin et. al. (2005), que consiste no estudo das transformações rurais, através da identificação e da interpretação das mudanças técnicas, econômicas e sociais ocorridas tanto no nível dos sistemas de produção como na região de estudo. Com os estudos realizados sobre a atividade leiteira com agricultores familiares do Município de Paragominas, constatou-se uma mudança ocasionada por esses agentes em seus sistemas de produção, acarretando perspectivas de melhores investimentos, inserção no mercado, e melhor qualidade de vida. Tal mudança se deve a fatores externos como migrações, estruturação da bacia leiteira, comercialização de produtos, e as recentes fiscalizações ocorridas no município.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A adoção de práticas agroecológicas por camponeses: estudo de caso no oeste maranhense(Universidade Federal do Pará, 2015-03-24) SÁNCHEZ COUTO, Xoán Carlos; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346A agroecologia tem sido definida como ciência, movimento social e conjunto de práticas alternativas. Neste trabalho analisamos as duas últimas dimensões. Para estudar a organização social da agroecologia brasileira utilizamos a teoria do processo político, encontrando evidências de que o movimento agroecológico brasileiro cumpre os requisitos desta proposta teórica para ser considerado um movimento social. Num segundo artigo focamos nosso olhar na problemática em torno da adoção de tecnologias por parte dos camponeses no Oeste maranhense. Partindo de um enfoque sistêmico do estabelecimento agrícola e da construção de uma tipologia dos sistemas de produção encontrados na região, analisamos as dificuldades relativas à adoção da agroecologia, percebida como uma mudança técnica de origem exógena. Para tanto, foram realizadas observação participante, diagnóstico rural participativo e entrevistas semiestruturadas em 38 famílias camponesas em três comunidades rurais. Também exploramos as possibilidades de integração da agroecologia na dinâmica de transformação dos sistemas produtivos, constituindo um processo de inovação endógeno. No terceiro artigo aplicamos os conceitos de estratégia e tática ao processo de tomada de decisões dos camponeses quanto à adoção de práticas agroecológicas. Focando naqueles que escolheram a estratégia da diversificação da propriedade, encontramos uma variedade de estratégias de diversificação e que os critérios seguidos para a tomada de decisões estratégicas são diferentes dos aplicados para as decisões táticas. Num quarto artigo buscamos compreender as motivações dos agricultores familiares do Oeste maranhense para fazerem suas escolhas produtivas e tecnológicas, entendendo os fatores históricos decisivos para a diferenciação dos sistemas de produção, que fizeram com que alguns tiveram possibilidade de aderir às práticas agroecológicas e outros não. Através da análise retrospectiva, identificamos dois vetores de transformação, que contribuem a que os agricultores familiares deem respostas diferentes às mesmas influências do meio. Variáveis externas, unidas a decisões produtivas da família, influenciam no percurso histórico das propriedades. Constatamos que nem sempre a promoção da agroecologia condiz com a lógica dos agricultores familiares. Porém, quando existe efetivo acompanhamento técnico e se criam grupos permanentes de interesse por esta inovação, cria-se um ambiente em que os camponeses sentem-se mais confiantes para adotarem as práticas agroecológicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O extrativismo da andiroba (Carapa guianensis Aubl.) como foco mobilizador do Grupo de Trabalhadoras Artesanais e Extrativistas (GTAE) no sudeste do estado do Pará: motivações, estratégias, decisões e ações(Universidade Federal do Pará, 2015) PEREIRA, Camila Maciel de Souza; SÁ, Tatiana Deane de Abreu; http://lattes.cnpq.br/2118741911414853; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531O bioma Amazônico representa um desafio multifacetado na atualidade. Muitas propostas foram e serão elaboradas visando sua conservação. A criação de Projetos de Assentamentos diferenciados, como os Projetos Agroextrativistas – PAEs, apresentam-se como possibilidade de articular a presença de populações e a preservação ambiental. Esta pesquisa teve como objetivo principal compreender a importância do extrativismo da andiroba (Carapa guianensis Aubl.) para o surgimento e funcionamento do Grupo de Trabalhadoras Artesanais e Extrativistas (GTAE) do PAE Praialta Piranheira, considerando as dimensões ambiental, econômica e social. Mesmo diante de intensos conflitos gerados por interesses distintos de grupos opositores, diversas iniciativas foram desenvolvidas buscando o aproveitamento dos Produtos Florestais Não Madeireiros do PAE, afim de valorizar a floresta em pé. Nesse contexto, a experiência do GTAE mostra que é possível aliar o manejo de Produtos Florestais Não Madeireiros à preservação da biodiversidade, incrementando a renda familiar e valorizando o trabalho da mulher.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Etnoconservação de sementes: trajetória, práticas e redes em comunidades indígenas Ticuna na Tríplice Fronteira Amazônica (Colômbia, Brasil e Peru)(Universidade Federal do Pará, 2015) LÓPEZ ARBOLEDA, Beatriz Helena; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262A pesquisa sobre etnoconservação das sementes crioulas foi trabalhada em Comunidades Indígenas Ticuna da Tríplice Fronteira Amazônica Brasil, Colômbia e Peru. A situação de Tríplice Fronteira tem apresentado para o povo Ticuna, desde as épocas de colonização, e logo depois da exploração da borracha, mudanças nas suas zonas de moradia assim como nas suas práticas tradicionais. A permanência dos povos Ticuna na situação de fronteira até hoje evidencia a relação com seu entorno que devido aos seus conhecimentos ancestrais tem lhes permitido o seu manejo e uso. Porém o crescimento da população das comunidades indígenas e sua proximidade aos centros urbanos tem colocado em risco os seus modos de vida. As comunidades indígenas de Umariaçu II, no Brasil, Gamboa, no Peru e San Sebastian de los Lagos, na Colômbia, consideradas como locais de estudo, possibilitaram a compreensão das formas de etnoconservação das sementes através da vivência no seu cotidiano, as quais evidenciaram as suas perspectivas-imaginários em torno às sementes. O contato tanto com os moradores das comunidades como com seu entorno local e regional permitiu compreender sua estreita relação com a natureza representada nas suas práicas tradicionais que contribuem a conservação e a preservação das sementes. Para o estudo foram abordadas segundo a perspectiva dos moradores através do tempo e espaço, sendo enquadradas nas práticas de armazenamento de sementes, práticas artesanais e de pesca, além dos significados das sementes nas suas histórias como nos seus rituais. Devido à complexidade do território, foi preciso uma abordagem sistêmica por meio da identificação de redes em relação as sementes que permitiu uma compreensão local, regional e global.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Soberania alimentar dos indígenas Ticuna na Tríplice Fronteira Amazônica (Brasil-Peru- Colômbia): uma análise sistêmica da informação geográfica e a gestão do risco(Universidade Federal do Pará, 2015) CHICA MURILLO, Andrés; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262O presente trabalho aborda a temática alimentar desenvolvida nas roças, caça e pesca das comunidades indígenas Ticuna de Gamboa, San Sebastián de los Lagos e Umariaçu II nos Estados do Peru, Colômbia e Brasil respectivamente; localizadas na Tríplice Fronteira Amazônica; desde a análise dos cenários econômicos, sociopolíticos, culturais e ambientais na região fronteiriça que repercutem diretamente nos territórios, base sustentável da produção agrícola nas comunidades indígenas. Procura-seidentificar os possíveis cenários de vulnerabilidade e ameaça dentro dos diversos aspectos associados à sua soberania alimentar segundo a ótica dos riscos; emergidospor sua vez de distintos processos históricos e territoriais no contexto da diversidade ambiental, dos fatores socioecossistêmicos próprios da média bacia amazônica, como componentes fundamentais da paisagem natural e antrópica ou construída, além das singularidades culturais que dão passo a novas formas de interpretação da relação sociedade-natureza dentro da história das cosmovisões na formação de contextos fronteiriços e suas repercussões nas políticas de segurança alimentarde cada estado-nação. A interpretação do território a partir do conhecimento que as comunidades têm dele em conjunto com as diferentes estratégias utilizadas no desempenho das atividades agrícolas e na pesca, estimulam a leitura dos costumes Ticuna e seus conhecimentos tradicionais. De igual forma, a diversidade de culturas presentes na roça também são motivo de análise no manejo do território e do espaço, nos tempos de produção e na reprodução cultural a partir de complexos laços interculturais, nas trocas comerciais, nas relações com sociedades de mercado, nas dinâmicas populacionais e em síntese no diálogo entre os distintos saberes como atores fundamentais no desenvolvimento social, econômico, político e cultural das regiões.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A influência da intensificação da produção de açaí (Euterpe oleracea. Mart.) na diversidade de atividades produtivas de ribeirinhos no estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2015) COSTA, Ana Paula Dias; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346O Açaí (Euterpe oleracea Mart.) é uma fruta nativa do bioma Amazônia, predominante no estuário amazônico, que se expande progressivamente no nordeste paraense, principalmente nas áreas de várzea. Essa expansão é movida pelo interesse recente de novos mercados - no nível nacional e internacional. Tal conjuntura conduz os ribeirinhos a adotarem a intensificação dos açaizais com o objetivo de aumentar a produtividade do fruto. Nesse contexto, a pesquisa avaliou as influências do processo de intensificação do manejo do açaí, na diversidade produtiva dos ribeirinhos do estuário amazônico. Os estudos foram realizados no município de Igarapé-Miri, comunidade de Santo Antônio, sendo avaliadas as atividades produtivas, o sistema de produção e as mudanças ocorridas em relação à diversificação das atividades produtivas. As pesquisas foram alicerçadas nas abordagens qualitativa e quantitativa; foram entrevistadas 60 famílias utilizando questionários semiestruturado e feita a análise retrospectiva mediante entrevistas históricas, para compreender a trajetória evolutiva das atividades produtivas na comunidade e a condução de novas práticas que beneficiaram o manejo intensivo dos açaizais. Os processos metodológicos aplicados conduziram aos resultados emitentes de que os ribeirinhos da comunidade do Santo Antônio adequaram as atividades produtivas no decorrer dos anos e que os processos históricos favoreceram o desenvolvimento de algumas atividades e o abandono de outras. Assim como a demanda do mercado facilitou a expansão do cultivo do fruto do açaí e a sua intensificação, que agregaram uma expressão de valorização no fruto do açaí perante as demais atividades produtivas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A integração camponesa ao monocultivo de dendê: subordinação e transformação do campesinato amazônico(Universidade Federal do Pará, 2015) VIEIRA, Ana Carolina Casemiro; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407O processo de integração camponesa ao monocultivo de dendê caracteriza-se por relações sociais e econômicas assimétricas que provocam a subordinação da produção e comercialização camponesas ao capital, o endividamento das famílias e tendem a contribuir para a especialização agrícola de boa parte deste grupo social. Esse processo é responsável por transformações socioeconômicas do campesinato Amazônico, que nesse contexto busca de diversas maneiras se recompor e garantir a sua reprodução social e cultural minimizando os efeitos da subordinação. Esse trabalho pretende estudar o caso da integração camponesa ao monocultivo de dendê da Agropalma, na região do Baixo Tocantins, nos municípios de Moju e Tailândia- Pará, com o olhar: 1. às transformações socioespaciais, analisando a expropriação da terra e a recomposição do campesinato; 2. à subordinação e ao endividamento das famílias camponesas com a empresa, pelas análises do contrato de produção e de sua implementação; 3. à especialização agrícola e à recomposição camponesa, pelas análises dos calendários agrícolas do dendê em suas diferentes fases do ciclo produtivo vis à vis o calendário agrícola do cultivo tradicional camponês. Observou-se uma tendência à especialização agrícola dos camponeses e que não são os calendários agrícolas dos diferentes cultivos que impedem a manutenção do cultivo tradicional, mas sim a sobre-força de trabalho exigida para implementação e condução dos monocultivos de dendê. O estudo revela, todavia, que a exigência da força de trabalho muda nas diferentes fases de vida do monocultivo o que estimula as famílias camponesas a partir do 10o ano (fase de produção contínua) a tentar se reorganizarem em suas unidades de produção tradicional. Esta conclusão é válida apenas para aqueles que conseguem manter as áreas de sítios e é parcial porque não considera todo o ciclo de desenvolvimento da planta nem as consequências do endividamento com a empresa e com a instituição financeira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As práticas sociais e jurídicas na gestão dos babaçuais como recurso natural de uso comum nas comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu: estudo de caso do Povoado Três Poços - MA(Universidade Federal do Pará, 2014) MONTEIRO, Aianny Naiara Gomes; SHIRAISHI NETO, Joaquim; http://lattes.cnpq.br/1945327707689415; PORRO, Noemi Sakiara Miyasaka; http://lattes.cnpq.br/3982338546545478As comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu, nas quais também se inserem os autodesignados trabalhadores rurais, possuem relação diferenciada com recursos naturais através de formas de acesso e uso específicos, para garantir sua reprodução física, social, material e simbólica. Nesta relação, estes grupos sociais realizam coletivamente práticas sociais e jurídicas de acesso, posse e uso dos recursos naturais e requerem do Estado garantias para que possam realizá-las plenamente. Esta dissertação aborda a problemática de que a existência de grupos social e culturalmente diferenciados que utilizam os recursos naturais colericamente, mesmo após o reconhecimento formal da existência de comunidades tradicionais e, portanto, da pluralidade cultural e étnica brasileira, prevalece no direito oficial brasileiro a visão positivista e dogmática entre seus operadores, dificultando a realização plena de viver destes grupos. No caso de Três Poços, povoado localizado no município de Lago dos Rodrigues, no Estado do Maranhão, verificou-se que as práticas jurídicas locais estão se sobrepondo às leis do direito oficial, especialmente no que tange o uso da propriedade privada, no curso do atual processo de territorialização local. O objetivo desta dissertação é visibilizar a existência de uma dinâmica própria destes grupos, identificando a ressignificação dos instrumentos jurídicos acionados, através de uma análise verdadeiramente pluralista da questão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A comida que vem da mata: aspectos etnoecológicos da caça em uma comunidade quilombola da Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho (Amazônia, Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2014) FIGUEIREDO, Rodrigo Augusto Alves de; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262Este trabalho apresenta alguns aspectos relacionados ao uso da fauna silvestre em práticas alimentares por moradores da Vila de Joana Peres, uma comunidade quilombola da Reserva Extrativista (RESEX) Ipaú-Anilzinho (Pará, Brasil), abordando: etnoespécies utilizadas, preferências alimentares, segurança alimentar, estratégias de obtenção do alimento, condições políticas e socioambientais. O aporte teórico da investigação está atrelado ao campo da etnoecologia e ancorado em autores como Descola, Vitor Toledo e outros teóricos que desenvolveram estudos antropológicos em torno da relação homem e animal na Amazônia. Os procedimentos metodológicos envolveram principalmente a observação participante, entrevistas abertas e semiestruturadas, e os resultados foram analisados a partir das perspectivas qualitativa e quantitativa. O trabalho evidenciou que a atividade de caça envolve tanto aspectos nutricionais quanto sócio-identitários no plano da reprodução das famílias, que, a partir de seus modos de comer e organizar o espaço, estabelecem diversas relações com os alimentos ligadas aos usos, costumes, imaginário, simbólico, infraestrutura econômicoambientais e às diferentes formas de sociabilidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O livre pastejo do gado bovino na via pública de áreas urbanas: considerações a partir do caso dos pecuaristas urbanos do Município de Castanhal (Pará, Brasil, Amazônia Oriental)(Universidade Federal do Pará, 2014) RUAS, Robertho Marconi Santos; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880O trabalho caracteriza aspectos da vida de uma família de criadores de gado que desempenha suas atividades produtivas dentro do espaço urbano do Município de Castanhal (Pará, Brasil, Amazônia Oriental). Busca descrever e analisar especificamente a sucessão de eventos que marcaram a relação progressivamente conflituosa desta família com seu entorno social, enfatizando as motivações, esquemas de pensamento, argumentos e pontos de vista que fundamentaram as ações dos atores envolvidos no processo ao longo do tempo. O método utilizado foi o estudo de caso, associado principalmente às técnicas de observação participante, entrevistas com roteiros semiestruturados, debates e visitas guiadas a espaços representativos para a história dos interlocutores, cuja aplicação em campo se estendeu entre os meses de junho de 2013 a fevereiro de 2014. O primeiro aspecto enfocado foi o conflito social propriamente dito, a interlocução conflituosa da família de criadores urbanos com variados setores da sociedade (vizinhos, concidadãos, legisladores, governantes e autoridades fiscais) em diferentes momentos de sua trajetória. O segundo aspecto detalhado foram os processos de sociabilidade desenvolvidos na educação das crianças no âmbito da família de criadores e a mudança de sua orientação, em decorrência das pressões sociais exercidas contra a realização do pastejo bovino dentro da sede urbana. O terceiro aspecto analisado se referiu à contextualização dos deslocamentos dos pontos de pastejo do gado no município e os consequentes reordenamentos da composição de seus grupos de trabalho (no âmbito da família em comento) ao longo de séries temporais específicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tradição, memória e direitos em uma comunidade de quebradeiras de coco babaçu: o caso do povoado Centrinho do Acrísio em Lago do Junco, Maranhão(Universidade Federal do Pará, 2014) MARTINS, Pedro Sergio Vieira; SHIRAISHI NETO, Joaquim; http://lattes.cnpq.br/1945327707689415; PORRO, Noemi Sakiara Miyasaka; http://lattes.cnpq.br/3982338546545478A tradição das comunidades de quebradeiras de coco babaçu, realizada através da roça e da quebra do coco, está sujeita a diversos fatores, inclusive os diversos instrumentos jurídicos, ao longo do tempo. As estratégias de reprodução dessas comunidades e de renovação da tradição exigiram a ressignificação de instrumentos jurídicos em torno da regularização fundiária e da propriedade privada. Apresenta-se complexa a relação desenvolvida entre o povoado denominado Centrinho do Acrísio, no município de Lago do Junco, Estado do Maranhão, e o Estado, especialmente devido aos instrumentos jurídicos de acesso à terra. Esse estudo investiga a trajetória de adequação, adaptação, transformação e ressignificação dos diferentes aspectos tradicionais dessa comunidade de quebradeiras de coco babaçu. Esse processo evidencia as lacunas da versão monista e conservadora do direito brasileiro, e dá elementos para uma crítica à desarmonia entre o direito positivo e o direito que se pretende positivado. Não mais do que isso, a renovação dos aspectos tradicionais ocorre quando as comunidades assumem novas formas identitárias e organizacionais com as quais conquistam, na prática, novos direitos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Interações tritróficas entre moscas-das-frutas, suas plantas hospedeiras e seus parasitoides das regiões Nordeste e Sudeste do Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-06-30) SOUZA, Natália Silva de; LEMOS, Walkymário de Paulo; http://lattes.cnpq.br/6841621785311887; https://orcid.org/0000-0002-1608-9551O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais de frutas. O mercado de frutas tropicais no estado do Pará é uma atividade econômica promissora e em franca expansão. As moscas-das-frutas (Diptera, Tephritidae) se destacam como as pragas mais prejudiciais a cultivos de frutas em diferentes partes do planeta. O controle biológico de pragas é uma das alternativas utilizadas em programas de manejo integrado de moscas-das-frutas por auxiliar a redução da densidade populacional desses insetos-praga e favorecer o aumento populacional de seus inimigos naturais. Diferentes regiões brasileiras já relataram a associação de parasitoides de moscas-das-frutas. Este trabalho tem como objetivo contribuir para a ampliação do conhecimento científico acerca da distribuição de moscas-dasfrutas no território paraense, identificando espécies de ocorrência, suas plantas hospedeiras e seus parasitoides. O estudo foi conduzido em municípios representativos do Nordeste e Sudeste Paraense, particularmente nos municípios de Tomé-açu e Marabá, respectivamente. As amostras de frutos foram coletadas ao acaso. Os índices de infestação de moscas-das-frutas (Imf) foram expressos pelo número médio de larvas por fruto e por quilo de fruta fresca. Os índices de parasitismos (Ip) foram calculados com base no número de parasitoides emergidos em relação ao número conhecido de pupários. Os parasitoides emergidos foram identificados no Laboratório de Entomologia da Embrapa Amazônia Oriental e da Embrapa Amapá. No município de Tomé-Açu, acerola (Malpighia punicifolia), taperebá (Spondias mombin), goiaba (Psidium guajava), ingá (Inga edulis) e manga (Mangifera indica) constituem importantes repositórios populacionais de espécies de moscas-das-frutas. Na região do sudeste do Pará, M. punicifolia, P. guajava, carambola (Averrhoa carambola) e I. edulis constituem importantes repositórios populacionais de espécies de moscas-das-frutas. Somente espécies de Anastrepha ocorrem e infestam fruteiras nas duas regiões estudadas. Nesta pesquisa são reportadas as primeiras associações de: A. fraterculus com carambola, para a região Amazônica (Tomé-Açu); A. sororcula com carambola para o Estado do Pará (ToméAçu); A. obliqua com camu camu (Myrciaria dubia)para o Estado do Pará (ToméAçu); de mosca-das-frutas (espécie A. Obliqua) em frutos de caju no Estado do Pará (Tomé-Açu e Marabá); moscas-das-frutas (espécies A. Obliqua e A. Distincta) em manga no Estado do Pará; primeira associação A. distincta com manga no Brasil (Tomé-Açu); A. obliqua em abiu (Pouteria caimito) no Estado do Pará (Tomé-Açu); e A. serpentina e santô no Brasil (Tomé-Açu).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Práticas agroecológicas na roça sem queima e organização do trabalho familiar na comunidade Barra do Leme, Pentecoste, Ceará(Universidade Federal do Pará, 2014) MOTA, Nashira Remígio; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611Analisar a relação entre o uso de práticas agroecológicas e a organização do trabalho familiar na comunidade Barra do Leme, Pentecoste, Ceará foi o objetivo deste estudo. A pesquisa foi realizada a partir de um Estudo de Caso, onde foram utilizadas a observação participante e entrevistas não diretivas para a coleta de dados de campo. A abordagem metodológica foi tanto qualitativa como quantitativa. A prática observada foi a roça sem queima, realizada por todos os membros da comunidade. Esta prática modificou a relação dos agricultores da comunidade com o roçado. Dentre outros aspectos observados, foi possível perceber a diminuição do tempo do ciclo de cultivo que passou a se iniciar apenas com o começo das chuvas; a fixação dos agricultores nas áreas de cultivo, desestimulando o uso de novas áreas de cultivo; a adoção da adubação como forma de fertilização do solo alternativa á queimada; e o aumento da pecuária na comunidade.
