Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
Navegar
Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Orientadores "KATO, Osvaldo Ryohei"
Agora exibindo 1 - 20 de 20
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Assessoria técnica e estratégias de agricultores familiares na perspectiva da transição agroecológica: uma análise a partir do Pólo Rio Capim do Programa Proambiente no Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2008-08-29) VASCONCELOS, Marcelo Augusto Machado; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; Porro , Roberto; http://lattes.cnpq.br/2282097420081043O estudo faz uma reflexão da intervenção das metodologias da assessoria técnica junto aos diferentes grupos familiares (agroextrativista, roceiro, diversificado, diarista e pequeno criador) identificadas no Pólo Rio Capim do Programa Proambiente e analisa as suas estratégias para adoção de práticas de base agroecológica. O estudo Indica que os planos de uso e os acordos comunitários influenciam nessas estratégias de cada um dos grupos e revela uma predisposição em realizar a mudança no agrossistema, uma vez que a capacitação dos agricultores e da equipe técnica conseguiu incorporar os conhecimentos técnicos e saberes dos agricultores. Assim, observa-se neste estudo que ocorreu uma contribuição significativa da intervenção da assessoria técnica sobre o enfoque agroecológico proporcionado por meio das unidades familiares capacitadoras, o que propiciou um ambiente empírico e técnico para a formação de todos. Também é apontada a dificuldade de executar algumas práticas de base agroecológica que, em geral, são muito exigentes em mão-de-obra. Neste caso, muitos desses grupos estudados fazem uso de estratégias produtivas, como a compra de mão-de-obra, e de estratégias comunitárias ¿ mutirão, troca de dias, troca de dias por meio de mutirão, além das estratégias relacionadas a compadrio e vizinhança. Os mutirões são bastante mencionados como uma das estratégias primordiais a promover o espírito do associativismo entre os agricultores, uma vez que são expressivos nos grupos familiares estudados, bem como importantes na participação e na implementação de práticas de base agroecológica em conjunto com outros agricultores, o que estimula a aprendizagem, o diálogo e a troca de experiências entre eles. Mas, por outro lado, as metodologias da assessoria técnica e as estratégias dos grupos familiares para adoção dessas novas práticas não asseguram a produção, sobrevivência e reprodução das famílias, visto que não há nenhuma segurança para amortizar possíveis perdas ou frustrações em relação aos investimentos e esforço físico com as atividades agroecológicas. Assim, as práticas tradicionais, mesmo significando menor retorno econômico e/ou pouca recuperação e preservação dos recursos naturais, mostraram ser preferidas pelos diferentes grupos representativos, que não querem apostar no risco, frente a contextos de mudanças que envolvem incertezas como as do Programa Proambiente. Falta, no entanto, uma maior segurança nas condições oferecidas pela intervenção do programa, pois não há comercialização e preços diferenciados para produção de base agroecológica, remuneração pela prestação dos serviços ambientais para os agricultores dos grupos familiares (a qual, até o momento, não foi efetivada) e, principalmente, continuidade de recursos financeiros para assessoria técnica, visto que os planos de uso e os acordos comunitários devem, obrigatoriamente, acompanhar as mudanças no meio biofísico dos agrossistemas, pois carecem ser reelaborados a todo tempo e dispõem de constante acompanhamento técnico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação do uso sustentável da água na produção agrícola: impacto da inserção de sistemas agroflorestais em unidades produtivas familiares do Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2014) VANZIN, Mariana Menezes; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227A inserção de inovações técnicas no meio rural altera o modo de sobrevivência do agricultor e a dinâmica produtiva que, consubstanciada a lógica da agricultura familiar potencializam impactos ambientais e socioeconômicos. Nesse contexto, o uso da água no processo produtivo agrícola ilustra esses impactos, cujas implicações colocam à prova a sustentabilidade através da dualidade: demanda racional e a adequada qualidade dos recursos hídricos, superficial (utilização das águas dos rios); ou subterrâneo (utilização da água de poços). Portanto, o objetivo geral desse trabalho é avaliar o uso sustentável da água no processo produtivo das unidades produtivas familiares (UPF) que implementaram sistema agroflorestais (SAF) como uma inovação técnica. As UPF investigadas estão inseridas nos municípios de Igarapé-Açu e Marapanim, nordeste do estado do Pará, integrantes do projeto Raízes da Terra, financiado pela Embrapa Amazônia Oriental. Para tanto, adotou-se como hipótese inicial que a inserção do SAF deve ofertar, minimamente, qualidade adequada e uso racional da água utilizada no processo produtivo, bem como proporcionar impactos positivos na dimensão ambiental, social e econômica. Nesse sentido, a metodologia desenhou-se a partir do cumprimento de três etapas: (I) caracterização do uso da água, sendo aplicado um questionário do tipo aberto para identificar: fonte de captação e finalidade de uso; e, percepção do agricultor sobre escassez, outorga e qualidade; (II) aplicação do sistema Ambitec-Agro, cujo produto final foram índices de impacto nas dimensões ambiental, social, econômica; (III) estabelecimento e quantificação de coeficientes de impacto na quantidade e qualidade da água, com a inclusão e análise de parâmetros físico-químicos, bacteriológicos e a Salmonella. A verificação da hipótese inicial foi aferida por um teste-t. As características na maioria das UPF foram: a água captada de fonte subterrânea é utilizada no processo produtivo e para o consumo próprio, a partir do bombeamento de poços freáticos; mesmo sem a ciência sobre outorga, alguns agricultores fizeram derivações e barramento do curso natural dos rios que cortam suas propriedades, sendo que frequente período de estiagem pode ser reflexo dessas ações. De um modo geral, a percepção do agricultor sobre a qualidade foi associada à cor, odor e gosto. Aplicado o sistema Ambitec-Agro, as UPF indicaram impactos positivos em todas as dimensões; contudo, impactos negativos na dimensão ambiental foram verificados em duas UPF. O coeficiente de impacto da quantidade foi negativo em todas as UPF, sugerindo que houve uma demanda irracional de água. A presença de Salmonella em algumas UPF contribuiu para que o coeficiente de impacto na qualidade tenha classificado a água como minimamente adequada. Embora a hipótese inicial tenha sido rejeitada, apontando uma demanda irracional e inadequada qualidade de água; a inserção do SAF não foi associada como uma alternativa insustentável. Assim, a demanda irracional deveu-se ao aumento do consumo de água para irrigação em face da diminuição da área de cultivo, uma vez que volumes de água após o SAF permaneceram constantes. A inadequação da qualidade da água foi diretamente relacionada a algumas UPF que ainda utilizaram agrotóxicos e uso do fogo; e dispõem a dessedentação de animais e instalações sanitárias próximas as fontes de captação de água.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Beneficiamento e comercialização dos produtos dos sistemas agroflorestais na Amazônia, Comunidade Santa Luzia, Tomé - Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2013-05-31) COUTO, Maria Cristina de Moraes; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872RESUMO (dc.description.resumo) OPCIONAL E NÃO REPETITIVO - Fonte: PDF/ Pergamum/ Catálogo Teses Capes Na comunidade Santa Luzia, município de Tomé-Açu, como na região Nordeste Paraense, existe nos dias atuais um processo de mudança entre os cultivos, envolvendo sistemas de derruba e queima na implantação de pastagens ou culturas de subsistência para a implantação de sistemas agroflorestais, como forma de diversificar a produção e obter melhores rendimentos e novas formas de comercializar seus produtos orgânicos. Como a comercialização e o beneficiamento da produção são considerados entraves na agricultura familiar, esta pesquisa identifica e analisa a importância da organização nesses processos nesta comunidade por meio da caracterização de sua associação, descrevendo e avaliando o beneficiamento e a comercialização da produção familiar, determinando as mudanças econômicas, sociais e ambientais ocorridas, por meio da agregação de valor aos produtos dos sistemas agroflorestais. Foram realizadas visitas com aplicação de questionários a todos os membros da associação, formando uma amostra de 21 unidades produtivas, permitindo um estudo socioeconômico nas unidades familiares, além da utilização de métodos estatísticos descritivos e de estatística multivariada por meio da análise fatorial e de Cluster, que permitiram avaliar a dimensão desses dados em relação às variáveis determinantes nos sistemas agroflorestais e ao processo de comercialização. Os resultados obtidos indicam que 95% das famílias entrevistadas possuem sistemas agroflorestais com uma grande diversificação de culturas e 95% realizam algum tipo de beneficiamento em seus produtos (71% da produção), o que proporcionou novas oportunidades de mercado e melhores preços, obtendo uma receita média anual de R$ 22.241,35, garantindo-lhes, melhores condições econômicas e sociais, o que nos permite concluir que a organização e a agroindustrialização da produção promoveram uma melhor comercialização e um maior rendimento da produção na comunidade Santa Luzia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição da agricultura familiar na construção do conhecimento agroecológico: estudo de caso do Projeto Raízes da Terra(Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) FERREIRA, Josie Helen Oliveira; AZEVEDO, Célia Maria Braga Calandrini de; http://lattes.cnpq.br/8900515523984968; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227A agricultura itinerante, caracterizada pelo uso do fogo como preparo de área, tem causado consequências negativas para a agricultura familiar, resultando em grandes áreas desflorestadas com baixa produtividade e diminuição da capacidade regenerativa da vegetação secundária. A busca de alternativas sustentáveis à agricultura de derruba e queima baseada em princípios agroecológicos pode resultar no desenvolvimento de um meio rural mais sustentável. Experiências veem sendo testadas por agricultores familiares através do Projeto Raízes da Terra, nesse sentido este trabalho tem como principal objetivo avaliar a contribuição dos agricultores familiares na construção do conhecimento agroecológico nos Municípios de Igarapé-Açu e Marapanim, identificando às razões que tem levado a incorporação de princípios agroecológicos no manejo do agroecossistema. Para isso, foram avaliados os processos metodológicos e as ferramentas participativas experimentadas pelos agricultores familiares para introdução de um conjunto de práticas agroecológicas em seus sistemas de uso da terra que se mostram promissoras para melhorar a sustentabilidade dos agroecossistemas. O uso do fogo foi reduzido de 28,5ha observado em 2005 para apenas 2ha em 2011, a diversificação da produção teve um aumento de 51% quando comparado o período de 2005 a 2011 com a implantação de 42ha de sistemas agroflorestais multiestratificados no período de 2006 a 2007 e ampliação para 55ha em 2011, representado 13ha a mais do planejado pelo projeto Raízes da Terra. Concluindo-se que o processo de construção do conhecimento agroecológico praticado pelos agricultores familiares do projeto Raízes da Terra contribuiu para o desenvolvimento de uma agricultura de base agroecológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição de quintais agroflorestais para a segurança alimentar de agricultores familiares no Baixo Irituia, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2011-08-31) MIRANDA, Silviane Batista; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Os quintais agroflorestais são componentes de agroecossistemas, que estão localizados próximos das residências, compostos de uma variedade de espécies vegetais (alimentícias, medicinais, madeireiras, ornamentais etc.) e de pequenos animais, disponibilizando produtos que contribuem para uma dieta diversificada e saudável. O objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dos quintais agroflorestais para a segurança alimentar em unidades agrícolas familiares no Baixo Irituia, Nordeste Paraense. Parte-se da hipótese de que famílias com quintais agroflorestais têm acesso a uma maior quantidade e qualidade de alimentos in natura e um menor consumo de produtos industrializados se comparadas àquelas que não possuem quintais agroflorestais. O estudo foi desenvolvido nas comunidades de Ajará, Araraquara, Puraquequara e Santa Terezinha em 30 unidades agrícolas familiares das quais 18 possuem quintais agroflorestais e 12 não possuem. Através das técnicas de entrevista estruturada e semi-estruturada, turnê guiada, observação direta e recall 24 horas foram realizados um levantamento das espécies (vegetais e animais) nos 18 quintais agroflorestais e a verificação dos alimentos consumidos pelas 30 famílias entrevistadas, tanto daqueles produzidos nos quintais agroflorestais ou não, quanto daqueles de origem industrializada. Nos 18 quintais agroflorestais estudados levantou-se 125 espécies de plantas e 5 espécies animais. Das 130 espécies vegetais e animais, 70 são plantas alimentícias, das quais 44 são frutíferas, 21 hortaliças e 5 de lavoura branca (tais como: mandioca, arroz e milho); 31 são medicinais; 17 são madeireiras; 7 são ornamentais e 5 são animais alimentícios. Das 70 espécies alimentícias, 94% estão sendo consumidas pelas famílias entrevistadas, especialmente as frutíferas (59% do total), seguidas das hortaliças (30% do total) e das de lavoura branca (11% do total). As espécies frutíferas são consumidas sob a forma de sucos (especialmente após as refeições) ou in natura (durante as merendas ocasionais). Banana, caju, goiaba, cupuaçu, abacaxi, limão e laranja, são as frutíferas mais consumidas dos quintais agroflorestais enquanto caju e banana dos espaços sem quintais agroflorestais. A espécie animal mais encontrada e consumida em ambos os quintais foi a galinha, a qual é destinada para o auto-consumo e a venda. Os agricultores com quintais agroflorestais têm acesso a uma melhor condição nutricional ao consumirem maior quantidade e variedade de alimentos oriundos dos quintais, especialmente as frutas, ricas em vitaminais e sais minerais. Com relação ao consumo de alimentos industrializados, foram levantados entre os agricultores nos espaços sem quintais agroflorestais 17 itens enquanto entre os com quintais agroflorestais 15 itens, sendo os alimentos mais consumidos pelos dois grupos: arroz, café, óleo e açúcar. Produtos industrializados como mortadela, suco artificial e galinha de granja foram consumidos em porcentagens maiores pelos agricultores com quintais que não são agroflorestais. Através da aplicação do teste Student, mostrou-se uma diferença estatisticamente significativa nas médias da quantidade de alimentos consumidos (dos quintais e industrializados) pelos dois grupos de agricultores familiares nos dois períodos do ano (chuvoso e menos chuvoso), confirmando a hipótese da pesquisa. Os quintais agroflorestais são portanto, importantes para introduzir variações na dieta alimentar, pois contribuem na diversificação e complementação alimentar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estratégias de famílias agricultoras com enfoque no manejo de bacurizeiros (Platonia insignis Mart.) no nordeste paraense e Marajó(Universidade Federal do Pará, 2018-03-20) RODRIGUES, Ercilene de Cássia Ferreira; HOMMA, Alfredo Kingo Oyama; http://lattes.cnpq.br/1026511676619526; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872Esta pesquisa buscou analisar as dinâmicas e as inter-relações existentes entre o manejo de bacurizeiros e as estratégias de famílias agricultoras no Nordeste Paraense e Marajó. A escolha das Mesorregiões do Nordeste Paraense e Marajó como áreas de estudo decorreu da informação corrente de que são áreas produtoras que respondem pela maior oferta de frutos de bacuri no estado do Pará. Para realização do levantamento de campo, optou-se por uma amostragem intencional, considerando-se somente os agricultores familiares que possuíam bacurizeiros nos seus estabelecimentos e que realizavam algum tipo de comercialização dos produtos. Foram aplicados ao total 77 questionários entre os 7 municípios estudados, sendo 57 na Mesorregião Nordeste Paraense e 20 no Marajó. Foi realizado uma Tipologia de sistemas de produção, encontrando-se 4 tipos: bacuri e roça, bacuri e frutíferas, bacuri e pesca e bacuri e previdencia social. Verificou-se que os sistemas de produção com maior grau de diversificação de espécies possuem maior potencial de geração de renda e são os que têm maior renda agrícola e maior renda familiar, esses são os sistemas de produção pertencente ao grupo Bacuri e Frutíferas (T2), que alcançaram valor agregado de R$ 23.140,33/ano. As principais estratégias de reprodução social praticadas pelas famílias entrevistadas foram a diversificação da produção, a produção para o autoconsumo e o emprego em atividades não agrícolas. O sistema de comercialização de frutos in natura é bastante simples, baseado na coleta de frutos e em distribuídas no curto período de safra. Verificou-se que está ocorrendo uma mudança na comercialização do fruto in natura para a produção de polpa. As principais motivações em realizar o manejo de bacurizeiros apontadas pelas famílias foi a comercialização e beleza da composição do bosque. Este estudo demonstrou que algumas famílias realizam práticas etnotecnológicas para aumentar a produtividade dos frutos, as quais são importantes para resgatar e valorizar o conhecimento tradicional e o valor cultural destas comunidades. Conclui-se ainda que o manejo de bacurizeiros constitui-se uma estratégia familiar importante para a manutenção das famílias no campo e apresenta potencial de crescimento capaz de atender demanda de exportação, importante para geração de emprego e local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores de adoção de sistemas agroflorestais por agricultores familiares de Cametá-PA(Universidade Federal do Pará, 2020-08-31) NUNES, Diene do Espírito Santo; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Os sistemas agroflorestais apresentam-se como potentes sistemas tradicionais de uso da terra, na qual sua adoção pode contribuir para a diminuição da vulnerabilidade socioeconômica e ambiental na agricultura familiar. Dessa forma, o trabalho teve como objetivo analisar os fatores que levam a adoção dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) por agricultores familiares nas áreas de várzea e terra firme na comunidade Bosque Menino Jesus, no Município de Cametá-Pa. Para tanto, utilizou-se do método de estudo de caso, com uma abordagem participativa, dividida em duas etapas. Na primeira foi utilizada a técnica de observação participante e bola de neve, na segunda foi feita uma análise de paisagem e aplicação de questionários semiestruturados, com 21 agricultores. Para análise dos dados coletados, utilizou-se gráficos e tabelas e a técnica de análise de conteúdo, a qual identificou nos resultados os principais fatores que levam a adoção dos SAFs nas áreas de várzea e terra firme nas subcategorias socioeconômicas, sociorganizacionais, ambientais e culturais. Na socioeconômica os principais fatores foram a geração de renda e a variedade de produção ao longo do ano. Nos sociorganizacionais, as relações de gênero e as trocas e compartilhamento de experiências externas e internas à comunidade. Já nos ambientais e culturais destacou-se como fatores os benefícios ecológicos do sistema, recuperação de áreas degradadas e as experiências provenientes dos conhecimentos e saberes tradicionais. Os resultados mostraram ainda que os SAFs de várzea são manejados a partir de açaizais, com espécies florestais nativas, já os de terra firme surgem a partir das extensões das diversidades e lógicas dos quintais agroflorestais para as áreas de monocultivos, na recuperação das áreas degradadas. As famílias agricultoras que adotaram os SAFs têm origem no município de Cametá, o que demonstra uma agricultura de cunho tradicional. Concluiu-se que o principal fator de adoção é a diversidade de produção ao longo do ano nas áreas de várzea e terra firme, que prover segurança alimentar e benefícios socioeconômicos aos agricultores. E esses SAFs são adotados a partir dos conhecimentos tradicionais e das experiências diárias no uso e manejo desses ambientes, de acordo com as necessidades do estabelecimento produtivo e familiar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores de adoção de sistemas agroflorestais por agricultores familiares do município de Medicilândia, Pará(Universidade Federal do Pará, 2009-08-24) CALVI, Miquéias Freitas; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Sistemas agroflorestais (SAFs) é uma alternativa às práticas agrícolas convencionais e de uso do solo ainda pouco utilizados por agricultores familiares, porém com grande importância econômica e ambiental. Incentivar à implantação desses sistemas é relevante devido as preocupações com a conservação da biodiversidade e as mudanças climáticas globais. O cacaueiro é uma cultura propicia à implantação em SAFs devido à necessidade de sombreamento das lavouras, sendo o município de Medicilândia, Oeste do Estado do Pará, um dos principais pólos cacaueiros do país. Objetivando entender quais fatores contribuem e/ou limitam a utilização dos SAFs como atividade produtiva nesse município, foram aplicados questionários com perguntas objetivas e subjetivas a 73 famílias agricultoras, abordando as especificidades das famílias, das propriedades, do acesso às políticas públicas, da comercialização dos produtos agrícolas e dos SAFs. No estudo foram identificados 164 arranjos destes sistemas, com idade variando entre 4 e 38 anos. Os principais fatores que determinam a adoção de SAFs pelos agricultores estão relacionados à ordem econômica e produtiva, sendo a existência de mercado e o aumento da renda os fatores que se destacam para essa adoção. Em oposição, a principal limitação refere-se à insuficiência e baixa qualidade dos serviços de assistência técnica pública oferecida, afetando, diretamente, a produção dos sistemas uma vez que a gestão de SAFs sem acompanhamento técnico poderá reduzir, consideravelmente, a produtividade da lavoura.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Formação, transformação e expansão dos quintais agroflorestais de agricultores familiares da Cooperativa D’Irituia, Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-12-27) SILVA, Sinara Dias; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Os diversos problemas ocasionados pelo processo de corte e queima demonstram o quanto o solo é importante para o agricultor familiar, por isso, o uso de práticas de manejo que possibilitem a ciclagem de nutrientes, através da manutenção da matéria orgânica e micro vida do solo são essenciais. Diante disso, a presente pesquisa tem como objetivo analisar o processo de formação, transformação e expansão de quintais agroflorestais em sistemas de produção de agricultores familiares da Cooperativa D’Irituia, Pará. Para atender a essa proposta, optou-se por utilizar uma metodologia fundamentada nas bases teóricas da abordagem sistêmica, para isso foram selecionadas 23 famílias de agricultores familiares da cooperativa D’Irituia que possuem quintais agroflorestais e cinco informantes chave das principais instituições ligada a dinâmica rural do município. As ferramentas metodológicas adotadas consistiram em entrevistas históricas, dados secundários, questionários semiestruturado, tipologia e crônicas dos estabelecimentos. Os resultados mostraram os fatores externos que influenciaram na formação dos quintais agroflorestais foram, as políticas públicas creditícias como o FNO e o Proambiente; a Secretaria de agricultura de Irituia e a própria cooperativa D’Irituia. Os quintais agroflorestais encontrados em Irituia apresentam grande diversidade de espécies, entre elas frutíferas e anuais. Vale ressaltar que, em 74% das áreas onde estão implantados hoje os quintais agroflorestais eram áreas de capoeira e 13% em áreas de roças. Através da tipologia foi possível formar dois grandes grupos, além disso um dos principais fatores responsáveis pela transformação e expansão dos quintais agroflorestais é a necessidade de aumentar a produção. Com as crônicas dos estabelecimentos podemos observar que os acontecimentos identificados no decorrer do tempo nem sempre foi o fator motivador das mudanças identificadas dentro dos estabelecimentos agrícolas, no entanto, afetou os dois grupos aqui representados, porém de forma diferente. Portanto, pode-se concluir que os Sistemas agroflorestais hoje encontrados no município de Irituia são de grande importância na garantia da soberania alimentar como também no desenvolvimento socioeconômico dessas famílias, além de ter um importante papel na preservação ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) "Galo não canta nesse terreiro": mulheres e quintais agroflorestais no contexto da agricultura familiar amazônica(Universidade Federal do Pará, 2014) QUARESMA, Amanda Paiva; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Dissertação Acesso aberto (Open Access) Importância da diversidade dos sistemas agroflorestais na sustentabilidade de agroecossistemas familiares na Comunidade Santa Luzia, município de Tomé-Açu/Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-08-28) MELO JÚNIOR, José Gomes de; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227O objetivo desta pesquisa foi avaliar a importância que a diversidade dos sistemas agroflorestais (SAFs) tem para a sustentabilidade dos agroecossistemas na Comunidade Santa Luzia, localizada no município de Tomé-Açu, Nordeste Paraense, em que, a mais de duas décadas, são utilizados SAFs enquanto alternativa de uso da terra em áreas antes cultivadas predominantemente com pimenta-do-reino (Piper nigrum L.). A fim de buscar informações a respeito de aspectos ambientais e socioeconômicos dos SAFs e estabelecer uma relação para a sustentabilidade dos agroecossistemas de famílias agricultoras desta comunidade, utilizou-se o Marco de Avaliação de Sistema de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS). Investigou-se a realidade de 28 famílias agricultoras da comunidade, 18 famílias com SAFs em seus agroecossistemas e 10 famílias sem SAFs em seus agroecossistemas, utilizando-se enquanto ferramentas de coleta de dados, questionários de caracterização dos agroecossistemas familiares com SAFs e sem SAFs. Por meio dos resultados obtidos evidenciou-se que os agroecossistemas com SAFs consistem enquanto mais sustentáveis do que aqueles sem SAFs, ao apresentaram, em sua maioria, notas da sustentabilidade, que se distanciam do nível crítico de sustentabilidade (5,0), enquanto os agroecossistemas sem SAFs, em sua maioria, apresentaram-se abaixo e/ou na margem do nível crítico de sustentabilidade. Devendo-se isso, aos agroecossistemas com SAFs terem maior composição de sua nota da sustentabilidade na dimensão social, seguida da dimensão econômica e dimensão ambiental, em virtude da presença da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais da Agricultura Familiar do Município de Tomé-Açu (APPRAFAMTA) que além de ser ponto de apoio para comercialização dos produtos agroflorestais, e assim gerar renda, incentiva também a manutenção dos recursos locais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Labor e prazer: a prática e o sentido dos mutirões na comunidade Monte Sião, São Domingos do Capim - PA(Universidade Federal do Pará, 2016) ANDRADE, Josiele Pantoja de; ALMEIDA, Ruth Helena Cristo; http://lattes.cnpq.br/1202019164727992; https://orcid.org/0000-0002-6805-6807; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Objetivamos nesse trabalho compreender as práticas e o sentido do mutirão e como os mesmos contribuem para o estabelecimento das relações de reciprocidade camponesa, a partir de uma análise do trabalho, em especial em mutirões, como parte integrante da vida camponesa, entendido como um espaço de reprodução da vida cotidiana. Esse estudo foi realizado na comunidade Monte Sião, Nordeste Paraense. Para a realização da pesquisa, optamos pela abordagem metodológica qualitativa, entretanto, métodos quantitativos também foram utilizados como uma forma de auxiliar a interpretação da realidade social. Como estratégia metodológica, utilizamos o estudo de caso, realizado com 45 famílias, nos valendo da observação participante, entrevistas e questionários, os quais permitiram compreender a história de formação da comunidade, a instalação da igreja Assembleia de Deus, a organização da APEPA, os festejos, a divisão social do trabalho na unidade de produção familiar, os espaços de sociabilidade e, sobretudo, compreender a organização dos distintos mutirões e as relações de reciprocidade que se estabelecem entre camponeses e camponeses e divindades, além apreendermos a noção de mutirão que os camponeses detêm. O estudo aponta a reciprocidade na essência camponesa. O mutirão até o século XX era realizado para auxílio em trabalhos agrícolas, em casos de doença, especialmente nos trabalhos das roças de mandioca. Havia duas formas de realizar o trabalho dos roçados: o mutirão e o trabalho de companhia. O primeiro, uma forma de ajuda mútua não formalizada, porém entendida como um contrato moral; o segundo entendido como uma forma institucionalizada, composto por um grupo fixo de camponeses, com registro hierárquico dos cargos ocupados e das atividades a serem executadas. Com as transformações socioeconômicas, a entrada da comercialização do açaí e a diminuição dos recursos naturais, as roças deixaram de ser a principal atividade econômica dos camponeses e, como consequência, o trabalho de companhia deixava de existir no trabalho dos roçados, sendo ressignificado e ganhando força em outras atividades, como na instituição religiosa, onde os camponeses se reúnem em mutirões movidos por um sentimento de fé e amizade para realizar determinados trabalhos, como construções, festejos, artesanatos e campanhas para captar recursos financeiros para doar a Deus, uma relação de reciprocidade entre os homens e Deus. A Associação, durante um período, também acionou os mutirões para o manejo dos açaizais e confecção de artesanatos. E, por último, o mutirão organizado pelos camponeses para ter acesso à energia elétrica. Esses mutirões ultrapassam a ideia utilitarista, são entendidos como um espaço pedagógico de aprendizagem coletiva. E, mais ainda, como uma forma de ação política, além de representar a união dos camponeses e a luta por acesso a serviços públicos historicamente negados. Eles não existem separados do restante da vida. Durante o trabalho as pessoas conversam da vida, fofocam, dão risos, fazem brincadeiras e até podem ocorrer desentendimentos. Assim, concluímos que os mutirões, em Monte Sião, continuam vivos na essência camponesa, sendo ressignificados e acionados de acordo com as necessidades econômicas, sociais, políticas, religiosas e culturais da comunidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mel na composição da renda em Unidades de Produção Familiar no Município de Capitão Poço, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2008-08-27) BOTH, João Paulo Castanheira Lima; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872A atividade apícola visando a produção de mel, vem sendo desenvolvida há alguns anos por agricultores familiares do Município de Capitão Poço, que praticam a apicultura como atividade complementar ou principal. Esta pesquisa estuda e analisa a importância sócio-econômica da atividade apícola na produção de mel como atividade complementar para composição de renda em Unidades de Produção Familiar no Município de Capitão Poço, no Território do Nordeste Paraense. Os objetivos deste estudo foram identificar o manejo para a produção de mel e a importância sócio-econômica dessa atividade nas unidades de produção familiar, além de analisar a possibilidade de produção de mel orgânico em Capitão Poço. A pesquisa foi realizada em 24 comunidades baseada na metodologia de diagnóstico de sistemas agrários no município de Capitão Poço, nas quais foram entrevistadas 105 famílias, com auxílio de questionários elaborados com perguntas objetivas e subjetivas abordando a situação fundiária, renda, produção de mel, atividade agropecuária e atividades extra-lotes. Utilizou-se em algumas comunidades o GPS como ferramenta de georreferenciamento apícola para a identificação das distâncias entre apiários. Os resultados demonstram o crescimento da produção de mel no ano de 2007, particularmente quando comparado aos dois anos anteriores. Diante dos resultados alcançados, conclui-se que o mel complementa entre 10% a 30% a renda familiar para 59 famílias de agricultores familiares. O número de apicultores aumentou entre os anos de 2004 (65 apicultores) e 2007 (105 apicultores). A produção total que em 2004 chegou a 48.870 kg de mel, nas 1961 colméias, saltou em 2007 para 94100 kg nas 3670 colméias, resultando no aumento da produção total de mel em 92,55%. O potencial de produção de mel orgânico em áreas antigas de colonização de Capitão Poço é baixo diante da situação fundiária do município. A apicultura é uma atividade rentável que deve ser encarada como atividade complementar para a região estudada interligando os aspectos sociais, econômicos e ambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prestação de serviços ambientais em unidades de produção familiar rurais no município de Pacajá - território da Transamazônica - Pará - Brasil(Universidade Federal do Pará, 2009-08-28) BRITTO, Guilherme Coelho; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Na maioria dos estabelecimentos da agricultura familiar na região é usado o sistema tradicional de agricultura, chamado de sistema corte e queima, que é caracterizado pelo uso de uma área por um a dois anos, seguido por vários anos de pousio. Talvez por isso, ainda predomine a visão da produção familiar amazônica identificada como uma agricultura "migratória" com culturas temporárias voltadas para a subsistência, configurando-se como problema social e atualmente grande vilã ecológica. A agricultura familiar, em contraponto a essa visão, é um setor estratégico para a manutenção e recuperação do emprego, redistribuição da renda, garantia da soberania alimentar do país e construção do desenvolvimento sustentável. Na agricultura familiar, predomina atualmente uma tendência de diversificação crescente dos sistemas de produção agrícola, incluindo de forma variável culturas perenes e temporárias, pequena criação, extração vegetal e até pecuária, ou seja, sistemas mais diversificados e equilibrados do ponto de vista produtivo e ecológico. Nesse sentido, o trabalho se propõe a verificar o potencial de prestação de serviços ambientais em sistemas de produção de agricultores familiares a partir das práticas produtivas utilizadas ao longo de um ciclo agrícola. Para que se pudesse realizar uma comparação entre os diferentes tipos de sistemas de produção e evitar a generalização da análise foi realizada a tipologia dos sistemas de produção. Para isso buscou-se a ferramenta Eco-Cert.Proambiente, desenvolvida pela Embrapa, da qual os princípios critérios e indicadores para que as práticas utilizadas pelas famílias fossem avaliadas. Foi construído um conjunto de matrizes de verificação onde cada uma das práticas foi avaliada segundo todos os indicadores selecionados. Os resultados alcançados mostraram que os sistemas de produção que apresentaram maior diversificação de atividades produtivas têm maior potencial de prestação dos serviços ambientais por apresentar um número maior de práticas utilizadas ao longo de um ciclo agrícola, porém o fato das famílias fazerem parte do programa Proambiente também contribui para que esse potencial seja favorecido, pois ao aderirem ao programa as famílias deixaram de derrubar áreas de florestas e reduziram consideravelmente o uso do fogo como prática agrícola.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Regularização ambiental rural: (des) encontros entre o instituído e o executado na Comunidade Rio Bonito – Projeto de Assentamento Águia – Paragominas/Ulianópolis (PA)(Universidade Federal do Pará, 2016) ROSA, Maria da Conceição Silva; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Com a publicação da Lei nº 12.727/2012 que instituiu o novo código florestal, o processo de regularização ambiental se tornou obrigatório para todos os imóveis rurais, e definiu o cadastro ambiental rural (CAR) como um de seus principais instrumentos e a adesão a este instrumento como primeira etapa do referido processo. Considerando a obrigatoriedade deste instrumento, sua inexpressividade nas áreas de assentamento, bem como os passivos ambientais nelas identificados, o presente trabalho tem como objetivo geral analisar como a regularização ambiental está se processando nos assentamentos de reforma agrária, em particular na Comunidade Rio Bonito localizada no Projeto de Assentamento Águia, em Paragominas/Ulianópolis-PA, partindo da compreensão e vivência que os próprios assentados possuem sobre tal processo. A pesquisa se desenvolveu em três etapas: a pesquisa bibliográfica, documental e a pesquisa de campo. O estudo de caso foi realizado na Comunidade Rio Bonito, uma das quatro agrovilas do projeto de assentamento Águia, com 35 famílias, do total de 68 existentes no projeto de assentamento. Utilizando-se de observação participante, entrevistas livres e semi-estruturadas buscou-se identificar as noções que assentados possuíam sobre a regularização ambiental rural e seus instrumentos, e as transformações que ocorreram na dinâmica produtiva do assentamento e na vida dos assentados com sua implantação. A observação desta realidade, em particular, nos permitiu afirmar que a implementação deste processo não refletiu em alterações significativas na dinâmica produtiva, ambiental e social do assentamento. As mudanças observadas na realidade deste PA como a redução do desmatamento, a eliminação do uso do fogo nas atividades produtivas e a adoção de posturas mais conscientes em relação à conservação das Áreas de Preservação Permanente (APP) e dos fragmentos de floresta ainda existentes, não foram decorrentes do processo de regularização ambiental e da implantação do CAR, e de acordo com os assentados os benefícios deste instrumento resumiu-se à facilitação de liberação de financiamentos bancários destinados aos projetos da agricultura familiar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sistemas agroflorestais como alternativa a pecuária extensiva: as experiências de agricultores familiares de assentamentos rurais do município de Conceição do Araguaia - PA(Universidade Federal do Pará, 2016-03-01) PEDRINI, Anderson Luis Rocha; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227A mesorregião do sudeste paraense é marcada em sua história por diversos fatos políticos e sociais que representam a forma como que o estado brasileiro e principalmente os grupos econômicos nacionais e internacionais agiram na Amazônia, ou seja, de forma não organizada e causando impactos sociais e ambientais que possuem reflexos até os dias atuais. Conceição do Araguaia, um dos principais municípios dessa região carrega em sua história a maioria desses fatos. Conflitos sociais, criação e articulação de movimentos de agricultores e a política de assentamento de milhares de famílias, são traços importantes do legado do município. No aspecto ambiental, além do desmatamento promovido pela política do estado brasileiro de ocupação da Amazônia somado à realidade da exploração madeireira dos grandes grupos econômicos instalados, foi introduzido no município e na região o modelo da pecuária extensiva, visando principalmente garantir grandes parcelas de terras, agravando os impactos ambientais já realizados. Este estudo se dedicou a pesquisar as alternativas produtivas utilizando os sistemas agroflorestais implementadas por agricultores familiares vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais e à Cooperativa de agricultores no município de Conceição do Araguaia frente ao modelo da pecuária extensiva. Os dados de campo foram coletados através de questionário aplicado diretamente com os agricultores familiares de três assentamentos escolhidos pela direção do Sindicato e Cooperativa. Foram encontrados SAFs em sistemas aleatórios que possuem diversidade e contribuem economicamente e ambientalmente com os agroecossistemas e se apresentam como uma importante alternativa frente ao modelo da pecuária extensiva predominante da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tipologia do sistema de manejo de açaizais nativos praticado pelos ribeirinhos em Belém, estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2005-04-18) AZEVEDO, James Ribeiro de; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) é um dos principais componentes da renda e do consumo de ribeirinhos do Município de Belém, Estado do Pará, que manejam o açaizal para a produção de frutos, tendo o palmito como subproduto. O objetivo deste trabalho foi o de identificar e caracterizar os diferentes tipos de manejo de açaizais nativos, praticados por estes ribeirinhos. A pesquisa foi realizada na Ilha de Paquetá e Ilha Grande, Município de Belém, onde foram analisados os diferentes tipos de manejo e as diferentes estratégias dos ribeirinhos, com vistas a contribuir com a implantação de propostas de manejo de açaizais nativos. Os estudos foram baseados na metodologia de diagnóstico de sistemas agrários, nos quais foram entrevistadas 22 famílias da Ilha Grande e 31 famílias de Paquetá, com auxílio de questionários elaborados com perguntas abertas e fechadas, abordando a família, a habitação, o patrimônio, a situação fundiária, a renda, o manejo de açaizal e a comercialização. Os resultados mostraram que o sistema de manejo de açaizal nativo passou por três fases: o extrativismo de coleta de açaí fruto destinado basicamente para o consumo; a extração de palmito para a comercialização e o açaí fruto basicamente para o consumo e o sistema atual de manejo, orientado para a produção de açaí fruto para a comercialização e consumo, atribuindo ao palmito um complemento da renda. Verificou-se que os ribeirinhos realizam, de acordo com suas estratégias, três tipos de manejo de açaizais: o intensivo, o moderado e o sem manejo. O manejo intensivo é aquele que está intensificando o uso da mão-de-obra no açaizal, vive basicamente do açaí fruto e obteve a melhor produtividade de frutos. O manejo moderado aplica menos mão-de-obra no açaizal e completa sua renda com outras fontes. O sem manejo faz apenas a colheita do açaí fruto e vive de atividade extralote.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transição agroecológica: sonho ou realidade?: uma reflexão do Pólo Rio Capim do PROAMBIENTE(Universidade Federal do Pará, 2009-08-31) NASCIMENTO, Huandria Figueiredo do; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Identifica e analisa as mudanças de práticas agrícolas ou não agrícolas ocorridas nos lotes dos agentes comunitários e agricultores familiares do Pólo Rio Capim do PROAMBIENTE. Os objetivos do estudo foram alcançados por meio de uma pesquisa de campo onde se utilizou as abordagens quantitativa e qualitativa, tendo sido utilizados como instrumentos metodológicos questionários, entrevistas e observações. Os indivíduos estudados (agentes e agricultores) foram analisados por tipos: agentes e agricultores tipo A, agentes e agricultores tipo B e agentes e agricultores tipo C. Os processos de capacitação identificados foram divididos em cinco classes: 1- curso em técnicas de produção e processamento de produtos, 2- intercâmbios e dias de campo, 3- cursos de gestão da propriedade, 4- participação em eventos e, 5- outros. As mudanças identificadas foram analisadas qualitativamente fazendo uso da análise das entrevistas. Quantitativamente foi realizada uma avaliação para as variáveis investigadas (mecanização, uso do fogo, uso de insumos, contratação de mão-de-obra, troca de diárias e mutirões, renda da família, participação em cursos, produção, qualidade dos produtos, despesas com a produção, despesas com a família, incidência de pragas e doenças e doenças na família) entre indivíduos (agentes ou agricultores) dos tipos A, B e C, e níveis de respostas (aumentou, permaneceu, diminuiu). As conclusões revelam que os agentes do tipo A sofreram elevada influência de processos de formação anterior ao PROAMBIENTE o que incidiu na mudança de práticas agrícolas em seus lotes. Os agentes do tipo B têm dificuldade na implantação de ações agroecológicas pela falta de tempo em decorrência do seu envolvimento político/sindical e a atividades externas a unidade de produção. Já os agentes do tipo C de igual modo ao tipo B possuem elevado envolvimento político, ainda acrescenta-se o baixo nível de capacitação o que influencia para a não adoção de práticas agroecológicas. De modo geral os processos de formação técnica/sensibilização que geraram mudanças nas unidades dos agricultores independentes do tipo em que foram classificados, em sua maioria foram promovidos pelo PROAMBIENTE. Por fim, a transição agroecológica necessária as unidades de produção dos entrevistados não se dará somente pela substituição e/ou eliminação de insumos agrícolas, mas pela racionalização na forma de uso dos recursos naturais, tendo sido estes os elementos essenciais da agricultura familiar na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso da capoeira na extração de lenha: em três comunidades locais no pólo Rio Capim do PROAMBIENTE-PA(Universidade Federal do Pará, 2006-09-14) LOPES, Barto Monteiro; MENEZES, Maria de Nazaré Angelo; http://lattes.cnpq.br/2943083062747137; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872A lenha é um dos produtos de fundamental importância para os pequenos agricultores, por ser a principal fonte de energia calorífica usada em suas atividades cotidianas. É obtida a partir do roçado e da vegetação secundária, e utilizadas por esses agricultores. Os objetivos deste trabalho foram de identificar quais as principais espécies florestais usadas pelos produtores para obtenção de lenha a partir das práticas dos agricultores; estimar o consumo de lenha por pessoa; analisar as características químicas, físicas e energéticas da lenha e averiguar suas potencialidades para produção de carvão e gases condensáveis. A pesquisa foi realizada em três comunidades locais: São José do Itabocal e Fé em Deus, ambos em São Domingos do Capim e, Santa Rita, em Mãe do Rio, todas pertencentes ao Pólo Rio Capim do Programa PROAMBIENTE, nordeste do Pará. O método utilizado foi o de estudo de caso múltiplo, utilizando-se de várias ferramentas, como pesquisa de campo, com entrevistas, questionários, observação direta, agenda de campo, além de análise de laboratório das características físicas, químicas e energéticas da lenha. Entre os resultados destaca-se que 61,3% dos agricultores necessitam da lenha para dois fins: casa de farinha, onde é o principal combustível utilizado para o preparo da farinha de mandioca, e na cocção de alimentos, sendo Itabocal a comunidade mais dependente desta fonte calorífica. Foram encontradas 14 árvores utilizadas como combustível, destacando-se o lacre, a mitaceira e o ingá. Obteve-se o consumo de lenha, por pessoa, na ordem de 3,80, 3,68 e 2,51 kg/pessoa/dia para as comunidades de Fé em Deus, Itabocal e Santa Rita, respectivamente. Para a produção de lenha e de carvão vegetal, sobressaíram a mitaceira e o ingá com base, principalmente, nas massas específicas aparentes do material analisado das referidas espécies (0,52 g/cm3 e 0,53 g/cm<3, respectivamente) para a escolha como lenha; e, no rendimento em carbono fixo, para a escolha de uso como carvão, estatisticamente superiores ao da terceira espécie florestal analisada (lacre), 24,15% e 23,70%, respectivamente. Para a produção de gases condensáveis, destaca-se o lacre (com Rendimento em Gases Condensáveis = 44,93%), com grande potencial de uso por parte dos agricultores familiaresDissertação Acesso aberto (Open Access) Uso do território, experiências inovadoras e sustentabilidade: um estudo em unidades de produção familiares de agricultores/as na área de abrangência do Programa PROAMBIENTE, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2006-04-12) OLIVEIRA, José Sebastião Romano de; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872Este estudo avaliou a sustentabilidade das experiências inovadoras baseadas em indicadores e critérios fundamentados em teorias científicas pela percepção de agricultores/as dos municípios de Irituia, São Domingos do Capim, Concórdia do Pará e Mãe do Rio na área de abrangência do Pólo Rio Capim do programa PROAMBIENTE. Objetivou-se compreender o cotidiano desses atores sociais no uso do território por meio de práticas de mínimo impacto ambiental e os motivos que os levaram a estender os tradicionais sitos ou quintais para outras parcelas das Unidades de Produção Familiares (UPFs), transformando-as em Sistemas Agroflorestais (SAFs). A metodologia adotada compreendeu na construção de um formulário, a coleta de dados empíricos e convívio direto em 78 UPFs o que permitiu a identificação de constructo de variabilidade pela Análise Fatorial, estabelecendo quatro fatores: produção e comercialização; prática de produção; intervenção e questão de gênero. O primeiro fator foi utilizado como critério para a seleção e retorno em 18 UPFs definidas para aplicar o questionário e o formulário de notas avaliativas referentes aos indicadores econômicos, social, cultural e ecológico-ambiental. A avaliação da sustentabilidade foi feita por meio da consolidação destes indicadores utilizando o método agroecológico da “Ameba” e o mapeamento da mesma pelo método de interpolação do “vizinho mais próximo” na área de estudo. Como resultados aos indicadores cultural e ecológico/ambiental, apresentaram-se em melhores condições em termos de sustentabilidade com a conceituação de bom para excelente, enquanto que Inversamente foi a situação demonstrada pelos indicadores social e econômico, dos quais os resultados avaliados estão no limiar do que se pode deduzir como sustentável com desempenho de fraco para suficiente.
