Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia - PPGSA/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/6622
O Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) é vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e foi aprovado pela CAPES no ano de 2002, ainda com o nome de Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. Iniciou suas atividades no primeiro semestre de 2003, com o funcionamento da primeira turma de Doutorado. Atualmente o Programa oferece também curso de Mestrado Acadêmico.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia - PPGSA/IFCH por Orientadores "LÓPEZ-GARCÉS, Claudia Leonor"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A doença do petróleo: extração petroleira na comunidade achuar nuevo Jerusalén no rio corrientes na Amazõnia Peruana(Universidade Federal do Pará, 2017-05-11) PALACIOS, Cynthia Cárdenas; LÓPEZ-GARCÉS, Claudia Leonor; http://lattes.cnpq.br/5655397771707702; https://orcid.org/0000-0001-9550-0152No norte da Amazônia peruana, perto da fronteira com o Equador, os Achuar do rio Corrientes convivem há mais de quarenta anos com a extração de petróleo em seu território, como consequência das políticas de concessão e exploração de hidrocarbonetos promovida pelos diferentes governos em toda a Amazônia. Esta é uma pesquisa sobre as percepções, ações e dinâmicas dos Achuar da comunidade Nuevo Jerusalén, cujo território está sobreposto pelo Lote 192. A partir das experiências particulares das lideranças e alguns comunheiros, principalmente dos jovens e das crianças, trata as percepções e as relações que os Achuar têm com seu território. A abordagem privilegia o ponto de vista dos próprios Achuar. Em que pese o argumento sobre as mudanças produzidas em seu território, como consequência da contaminação ambiental e social, produto das más práticas desenvolvidas pelas empresas petroleiras e da pouca regulamentação estatal ambiental, a relação deste povo como seu território é muito forte e está permeada por sua epistemologia, assim como pela extração de petróleo. Abordo a maneira como os Achuar aprendem a se relacionar com seu território, um território que é habitado por outros seres da floresta, além dos humanos. E que, ao mesmo tempo, já não pode lhes fornecer tudo de que precisam para garantir seu bem viver.Tese Acesso aberto (Open Access) ÒRÈ RÜ ÚKUẼ, sobre palavra e conselho: conhecimento e memória local na comunidade Mágüta (Tikuna) de Macedonia (Sul do Trapézio Amazônico- Colômbia)(Universidade Federal do Pará, 2020-02-13) GÓMEZ-PULGARÍN, Wilson Eduardo; RODRIGUES, Carmem Izabel; http://lattes.cnpq.br/5924616509771424; LÓPEZ-GARCÉS, Claudia Leonor; http://lattes.cnpq.br/5655397771707702; https://orcid.org/0000-0001-9550-0152As comunidades indígenas Tikuna ou Mágüta que hoje habitam a ribeira do rio Amazonas/ Solimões, além do contato com a escola, as igrejas católica e evangélica e o turismo impulsionado principalmente por empresas privadas, mantêm uma relação cada vez mais próxima com outros povos indígenas, com sociedades regionais ocupantes de terras amazônicas (os “novos colonos”) e com os diferentes Estado-Nação (o Brasil, a Colômbia e o Peru). As novas tecnologias de comunicação também se aproximam com a televisão, a internet e, portanto, com as redes sociais que conectam o mundo. Entretanto, a língua indígena vai cedendo terreno nos locais sociais das comunidades indígenas, as crianças e adolescentes começam a valorizar e usar outras línguas, outras oralidades, outras formas de comunicação. Nesse cenário, o povo Mágüta, apesar das constantes e persistentes influências de pensamento colonial e messiânico conserva a sua língua, suas narrações e sua palavra. Nas suas narrativas são exprimidas formas de conhecimento e de memória através das quais constroem seu posicionamento como povo e como sociedade na grande Amazônia. Portanto, esta pesquisa, procura problematizar e compreender como o conhecimento da palavra òrè (palavra oral e palavra mítica) é manifesto na comunidade indígena Tikuna de Macedonia, na ribeira colombiana do rio Amazonas/Solimões. Aqui serão importantes as interpretações em torno da oralidade, as representações locais que colocarão no cenário o “poder” da palavra òrè e as lembranças do conselho úkue͂. Deste modo, o tema central desta Tese explora as diversas formas da palavra Mágüta na comunidade de Macedonia, para se deter na oralidade e a mensagem manifesta no ato de aconselhar. Propõe-se assim, uma abordagem metodológica baseada no apelo à memória individual e coletiva, que explora atos comunicativos e que indaga junto com atores Mágüta locais (professores, pastores evangélicos, comunidade escolar e médico tradicional) que ainda fazem uso da língua nativa na comunidade. Ao final, a mensagem do òrè fala da origem, dos heróis, dos mitos e da construção social do povo Mágüta, mas também fala de cenários íntimos da cotidianidade, desde onde se ativa a palavra de conselho que costuma ser dada aos parentes, à comunidade e a todo aquele que deseje recebê-lo.
