Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia - PPGSA/IFCH
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/6622
O Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) é vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e foi aprovado pela CAPES no ano de 2002, ainda com o nome de Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. Iniciou suas atividades no primeiro semestre de 2003, com o funcionamento da primeira turma de Doutorado. Atualmente o Programa oferece também curso de Mestrado Acadêmico.
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia - PPGSA/IFCH por Orientadores "MOTTA-MAUÉS, Maria Angelica"
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Tese Acesso aberto (Open Access) ‘Cria(da)s’, ‘Casadas’: “meninas”, “circulação” e “entrega” em Breves (Marajó)(Universidade Federal do Pará, 2022-05-30) CASTRO, Avelina Oliveira de; GONÇALVES, Telma Amaral; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; MOTTA-MAUÉS, Maria Angelica; http://lattes.cnpq.br/7861116876230464A presente tese identifica e interpreta, antropologicamente, narrativas e vivências de “circulação” e de “entrega” de adolescentes do gênero feminino, acerca da sexualidade, construídas no cotidiano, no município de Breves, no Marajó. Trata-se de uma etnografia que foi realizada entre os anos de 2016 e 2020, na sede do referido município, utilizando como metodologia, a observação direta e participante. A pesquisa contemplou como interlocutores principais 36 pessoas, sendo 26 mulheres e 10 homens, além de ter ouvido em dinâmicas de rodas de conversa outros 26 adolescentes – 15 meninas e 11 meninos – e mais 18 crianças de escolas públicas de ensino do município, além de diversos moradores com os quais houve convivência, observações e escuta ao longo dos períodos de realização da pesquisa de campo no local. A partir de referenciais teóricos do feminismo e dos estudos de colonialidade foi observado e analisado dentro do processo de circulação, alargado nesta tese, o movimento de entrega, não só de “crias de família”, como também o de entrega das adolescentes para o casamento. Os dois movimentos – e rituais – de entrega possibilitam visualizar relações atravessadas por reflexos da colonização brasileira, observados, tanto em uma espécie de “cultura da escravidão”, como também por relações de colonialidade, em todas as suas dimensões, assim como de gênero, uma vez que essas dinâmicas são, predominantemente, com as meninas, em um processo que as objetifica, mas no qual também se observa ações delas no sentido do enfrentamento e resistência às opressões vividas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) ‘Esquinas” virtuais, “Garotas” nem tanto: um estudo sobre intercâmbios sexuais e econômicos negociados em plataformas digitais(Universidade Federal do Pará, 2022-04-08) SALES, Jennefer Portela de; GONÇALVES, Telma Amaral; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; MOTTA-MAUÉS, Maria Angelica; http://lattes.cnpq.br/7861116876230464Esta pesquisa se propõe a identificar e analisar os intercâmbios afetivo-sexuais e econômicos, assim como as vivências e estratégias de mulheres belemenses para transitar no espaço virtual do mercado do sexo, amplamente afetado por transformações comunicacionais, impulsionadas pela internet. Em vista disso, os aportes teórico-metodológicos utilizados foram, dentre outros, os que seguem: Donna Haraway, Adriana Pisciteli, José Olivar, Elizabeth Bernstein e Pierre Lévy. Metodologicamente, fundamenta-se na observação de 467 anúncios dispostos nas plataformas digitais (F, G, N e S), utilizadas como “esquinas”. Para tanto, foram observados os regramentos e política de uso, as tipificações de serviços disponibilizados, tal como os perfis das anunciantes, durante o período de janeiro de 2020 a julho de 2021. Apoia-se, ainda, no encontro etnográfico com três mulheres cisgêneras com faixa etária de 24 a 35 anos, residentes na cidade de Belém do Pará, moradoras da chamada “periferia”, com nível superior completo, desempregadas, ou que vivenciam sua profissão de formação de modo precarizado, no período de dezembro de 2018 a setembro de 2020. Os dados apontam que o fator financeiro e a busca por ascensão social, são propulsores para o ingresso na prostituição, como um movimento temporário, que garante o investimento em qualificação profissional e o custeio de suas despesas básicas, que é facilitado pelas plataformas onde publicam seus perfis, as quais se apresentam como ambientes em que serviços sexuais são negociados. A pesquisa evidencia, ainda, o quanto o uso das tecnologias da informação e o acesso à internet, impacta inclusive nos intercâmbios sexuais, afetando no modo como os serviços são ofertados e quais serviços são procurados, possibilitando autonomia às anunciantes, comodidade, segurança e discrição na oferta dos serviços. Conclui-se que há um continuum de permanências e reconfigurações nos intercâmbios afetivo-sexuais e econômicos negociados no que chamo “esquinas virtuais”.Tese Acesso aberto (Open Access) No vai e vem das marés, o movimento da vida: mulheres, família e trabalho na Ilha de Quianduba, Abaetetuba/PA(Universidade Federal do Pará, 2016-04-29) AMARAL, Waldileia Rendeiro da Silva; MOTTA-MAUÉS, Maria Angelica; http://lattes.cnpq.br/7861116876230464Neste estudo apresento uma aproximação à dinâmica e variabilidade cultural das famílias de um segmento social da Amazônia, historicamente chamado (nem sempre por eles mesmos) de ribeirinho, em uma localidade, situada na região das Ilhas de Abaetetuba. A partir da relação família & trabalho, sem esquecer as injunções de gênero, com ênfase ao protagonismo feminino frente à dinâmica atual da organização familiar, busco compreender como se atualizam as configurações de família no tocante ao seu perfil, ao conjunto (mesmo variável) de seus membros, os aspectos relevantes que conformam o espaço de convivência familiar. Atento para a organização das atividades de homens e mulheres (sem esquecer as crianças) quanto ao provimento material e afetivo, o uso do dinheiro, a realização das tarefas da casa e da produção, sempre com atenção às formas pelas quais as relações entre os gêneros se processam na vida diária, considerando a geração e as etapas do ciclo de vida e, sobretudo, o significado que dão, nesse contexto, à experiência vivida.
